
Esta história daria um bom argumento para um filme de David Cronenberg. A revista Sábado publicou a incrível história de um judeu que sobreviveu às mãos do "Anjo da Morte" do campo de extermínio nazi de Auschwitz: Josef Mengele. Yitzchak Ganon (na primeira imagem), 85 anos, vive em Israel e só agora revelou que é um sobrevivente das monstruosas experiências médicas de Mengele. Em 1944 foi deportado para Auschwitz onde viu toda a sua família ser morta. Um dia esteve prestes a entrar na câmara de gás onde cabiam 200 vítimas. Yitzchak era o número 201 e não entrou. Mais tarde o campo foi libertado e o judeu grego conseguiu escapar à morte quase certa.
Há pouco tempo Yitzchak foi operado ao coração. Os médicos disseram-lhe: "Pensámos que não sobreviveria. Não sei se sabe, mas tem apenas um rim." Yitzchak respondeu: "Eu sei. A última vez que o vi estava na mão de um homem chamado Josef Mengele, médico de Auschwitz." Como milhares de outras vítimas de Mengele, Yitzchak foi torturado durante vários meses. O pior momento foi quando Mengele lhe tirou um rim a sangue frio: "Cortou-mo sem anestesia. Foi uma dor indescritível. Senti cada um dos cortes do bisturi. Depois, vi o meu rim na mão dele. Gritei como um louco. Pedi a Deus para morrer." O instinto sádico de Josef Mengele não se ficou por aí. Obrigou Yitzchak a passar uma noite numa banheira em água gelada para testar as funções dos seus pulmões.
Há pouco tempo Yitzchak foi operado ao coração. Os médicos disseram-lhe: "Pensámos que não sobreviveria. Não sei se sabe, mas tem apenas um rim." Yitzchak respondeu: "Eu sei. A última vez que o vi estava na mão de um homem chamado Josef Mengele, médico de Auschwitz." Como milhares de outras vítimas de Mengele, Yitzchak foi torturado durante vários meses. O pior momento foi quando Mengele lhe tirou um rim a sangue frio: "Cortou-mo sem anestesia. Foi uma dor indescritível. Senti cada um dos cortes do bisturi. Depois, vi o meu rim na mão dele. Gritei como um louco. Pedi a Deus para morrer." O instinto sádico de Josef Mengele não se ficou por aí. Obrigou Yitzchak a passar uma noite numa banheira em água gelada para testar as funções dos seus pulmões.
Não admira que, durante 64 anos após a experiência de Auschwitz, Yitzchak Ganon tenha adquirido fobia a médicos.
Tema relacionado: "O bebé que sobreviveu ao gás".

5 Sábio(s) comentário(s)::
Acompanho o blogue há um bocado de tempo e o gosto muito. Agradeço as leituras prazerosas.
Sobre o post, gostaria de perguntar se conheces algum livro recomendável sobre o Mengele no Nazismo. Não sei se é saudável andar a ler sobre tal monstro, mas estudo de forma independente esse lamentável período da História e não posso deixar de fora uma parte fundamental a esse show de horrores que foi o Nazismo.
Obrigada.
www.emma-actividades-musicais.pt
Anónimo: há um livro em português sobe a biografia de Mengele -http://www.wook.pt/ficha/mengele/a/id/178503
Anónimo: há um livro em português sobe a biografia de Mengele -http://www.wook.pt/ficha/mengele/a/id/178503
Parece-me, penso não estar fora do assunto, que existe uma obra que toda a gente deve ler . Só que não sei se está traduzida em pt ou não.
"La Mort est mon métier " de Robert Merle.
O autor mostra que o sadismo é o resultado da hierarquia existente nos campos da morte e no nazismo.
A consciencia não existe porque só existe a noção de obedecer . A noção de imoralidade ou de moralidade tornou-se obseleta.
Só o dever e a experiencia contam por respeito pelo estado.
Homens de dever foram esses que fizeram tais experiencias. É isso que é monstruoso.
Nuno
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