
Kathryn Bigelow revelou recentemente ao The New York Times que as suas grandes influências no seu estilo cinematográfico são realizadores como Sam Peckinpah e Pasolini, mas também artistas plásticos como Goya, Serra ou De Kooning. Na verdade, misturar a violência do cinema do outsider Sam Peckinpah com a provocação estética de Pasolini, ou a pintura realista de Goya com o Expressionismo Abstracto de De Kooning, não lembra ao diabo. Mas talvez sejam estas fusões artísticas aparentemente improváveis que fazem do cinema de Bigelow uma progressiva força de expressão visual.
Para explicar estas opções, convém dizer que a realizadora de "The Hurt Locker" teve uma sólida formação artística, com um passado ligado às artes plásticas e aos movimentos de vanguarda, como explica este artigo do DNArtes.
1 Sábio(s) comentário(s)::
Lá por ela "gostar" do Pasolini não quer dizer que a influência deste no seu trabalho seja sentida de forma directa, porque de facto não o é!
Todos somos influênciados pelos mais opostas variáveis...
Em The Hurt Locker não vejo um pingo de Pasolini ou sequer de Peckinpah!
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