Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Retrato do artista quando jovem - 2


William S. Burroughs

Alfred Hitchcock

Andrei Tarkovski

Stanley Kubrick

Mia Farrow

Bob Marley

David Lynch

Jimi Hendrix

Janis Joplin

Jack Kerouac

Jorge Luis Borges

Ingmar Bergman

Salvador Dalí
Andy Warhol

A visão redutora


Miguel Sousa Tavares não podia deixar passar ao lado a possibilidade de dar uma ferroada ao comendador Joe Berardo. No Jornal da TVI o escritor de "O Equador" referiu, a propósito da comemoração do 1º aniversário do Museu Berardo, que este teve 500 mil visitantes por causa apenas de um motivo: as entradas terem sido gratuitas. Nem uma palavra sobre a importância de Portugal ter um Museu de arte moderna e contemporânea desta envergadura e qualidade; nem uma palavra para o valor artístico indubitável que esta colecção possui, o impacto no turismo cultural, para o trabalho desenvolvido pelo Serviço Educativo no sentido de dinamizar actividades para a sensibilização artística junto dos jovens, etc.
É certo que as entradas gratuitas poderão ter contribuído, até certo ponto, para o sucesso de visitas ao Museu, mas reduzir o balanço de um ano de actividade a este único facto, já é querer ter uma visão maledicente e redutora da questão.

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Retrato do artista quando jovem


Jim Morrison

Ernest Hemingway

Tom Waits

Lou Reed
Pablo Picasso
Ian Curtis

John Lennon
Leonard Cohen

Bruce Springsteen
Samuel Beckett
Luis Buñuel

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Matthew Barney


Matthew Barney tem sido um dos mais destacados e intrigantes artistas contemporâneos. Pintor, escultor, fotógrafo, performer, realizador. A sua obra interpela os sentidos, balanceando a sensibilidade delicodoce com a sensibilidade grotesca. Desde 1995 que se tornou conhecido com a série "Cremaster" (parou no volume 5 em 2002), uma espécie de fusão entre cinema experimental, performance, música e pintura. "Cremaster" é uma obra visualmente poderosa, surreal, simbólica, lúgubre e provocadora. Junta ópera, multimédia, música, teatro, performance, poesia, num trabalho de minúcia, de questionamento das linguagens estéticas convencionais. Uma obra conceptual que foi alvo dos mais rasgados elogios como das mais violentas críticas (apenas visionei dois filmes da série, pelo que não poderei dar uma opinião definitiva sobre o conjunto da obra "Cremaster").
Em 2006 consegue nova atenção dos media quando se junta à cantora (e companheira) Björk para a realização da obra "Drawing Restraint 9". Ben Lewis, um cineasta que se tem dedicado à realização de documentários sobre jovens artistas contemporâneos, realizou um trabalho sobre Matthew Barney. Em "Art Safari - Matthew Barney" (2005), Ben Lewis foi à procura do significado e do mistério à volta da série "Cremaster". O documentário pode ser visto no incontornável portal Ubuweb.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Spermcube - esperma artístico


A arte contemporânea não pára de surpreender. Para os que defendem que a originalidade é um conceito inexistente no mundo da arte de hoje em dia, que tudo foi já inventado, e que todas as soluções artísticas foram idealizadas, é melhor apreciar esta proposta. Nos anos 60, um artista italiano discípulo de Marcel Duchamp - Piero Manzoni - inventou a obra "Merda de Artista" (90 latas de fezes do próprio artista). Agora, o artista francês Philippe Meste propõe uma proposta assaz semelhante na premissa e relacionado com um fluido corporal: pretende reunir 1 metro cúbico de... esperma humano (na imagem). Exactamente isso: sémen.
O projecto, chamado SpermCube, pretende que um cubo transparente com 1 metro cúbico (1000 litros) de capacidade seja enchido com esperma de qualquer homem no mundo. Qualquer homem pode participar (o autor refere a universalidade do projecto), ajudando assim a "criar" a obra de arte para ser exposta numa galeria de arte. O site de Philippe Meste, que pode ser acedido aqui, envia um kit completo para o dador interessado poder doar o seu esperma e enviá-lo por correio. Ah, de tempos a tempos também existem recolhas de esperma em galerias de arte. O esperma contido no "Spermcube" será depois congelado, para manter as suas propriedades intactas, e assim nascerá uma obra de arte "construída" por todos. Já há referência na internet que se trata de uma obra... machista, visto que só os homens podem contribuir. Afinal a arte encontra novas formas de intervenção e de romper cânones estabelecidos nesta espécie de "ready-made" interactivo reinventado. Será que os bancos de esperma estão a ficar desfalcados com o desvio de sémen para este projecto?
Seja com for, agora o artista precisa é de dadores de todo o mundo, pois ao que parece, está ainda longe de encher os 1000 litros de esperma no seu cubo (é um "work-in-progress").
Alguém se oferece como dador?

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Abraham Obama


A arte e os crimes de Ron English

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

MC Escher visto pela Lego - 1


MC Escher (1898 - 1979)

MC Escher visto pela Lego - 2




MC Escher (1898 - 1979)

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Dois pintores, dois filmes


Dois génios, dois artistas maiores que a vida: Jackson Pollock e Amadeo Modigliani. Embora com estilos artísticos totalmente diferentes, ambos foram pintores decisivos na história da pintura do século XX. Ambos tiveram uma vida atribulada, entregue ao excesso e ao descontrolo existencial. Ambos eram obsessivos com o seu trabalho criativo e ambos morreram como os deuses querem: novos (Pollock com 44 anos e Modigliani com 36).
"Pollock" (2000) de Ed Harris e "Modigliani" (2004) de Dick Davis, são dois retratos contundentes da vida e obra de dois visionários. Enquanto obras de cinema, "Pollock" leva claramente a palma, quase ao nível do retrato que o realizador francês fez de Van Gogh em "Van Gogh" (2001).

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Arte, valor, contexto

Esta é uma experiência quase ready-made à Duchamp: retirar do contexto formal de uma sala de concerto um violinista famoso e consagrado e colocá-lo a tocar, anonimamente, numa estação de metro. Para quê? Para perceber que a valorização artística que qualquer pessoa faz de um determinado fenómeno ou acto depende, e muito, do contexto em que este ocorre. O vídeo em baixo descreve-se em poucas palavras: alguém entra na estação do metro de Washington, vestindo jeans, camisa e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal. Como quase sempre acontece, os transeuntes ignoraram a interpretação violinística do músico durante 45 minutos de actuação
O interessante vem agora: o músico que tocava não era nenhum músico de 3ª categoria a tentar sacar umas moedas para comprar um Big Mac. Era, simplesmente, aquele que é considerado como um dos melhores violinistas mundiais: Joshua Bell, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo e valiosíssimo, um esplendoroso Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. Esta iniciativa foi realizada pelo jornal The Washington Post e a intenção era a de lançar um debate sobre três tópicos intimamente ligados: valor, contexto e arte. O Washington Post concluiu que o virtuoso violinista Joshua Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de marca. Talvez. As convenções sociais ligadas à apreciação estética são orientadas para dar mais valor ao contexto do que ao conteúdo e à forma. Repare-se:

O que gostaria era de ver uma experiência ao "contrário": um músico amador e sem currículo a tocar com uma grande orquestra numa grande instituição consagrada à fruição erudita das elites bem pensantes. O contexto estava definido, a arte bem enquadrada. E o valor? Dependeria dos dois primeiros pressupostos? Pois...

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Gastar uns trocos para satisfazer a namorada


Este senhor desembolsou uns trocos da sua faraónica fortuna pessoal para comprar, em poucos dias, o quadro “Benefitis Supervisor Sleeping” de Lucien Freud (por 21,33 milhões de Euros) e um tríptico de Francis Bacon por 54,4 milhões. De uma só vez, Roman Abramovich, o dono do clube londrino Chelsea gastou mais de 70 milhões de Euros em pintura. É obra. Quer dizer: seria obra para qualquer cidadão comum, mas para quem tem cerca de 18 mil milhões de dólares no mealheiro (ou debaixo do colchão), é coisa pouca. Diz-se que o magnata russo foi influenciado para adquirir estas obras por causa da influência da nova namorada, Dasha Zhukova, moça interessada em arte contemporânea, ao ponto de querer abrir uma galeria de arte. A isto se chama amor... à arte.

As ideias surrealistas à venda


André Breton (na imagem) lançou petróleo para a fogueira das artes de vanguarda quando, em 1924, editou o "Manifesto do Surrealismo". Um verdadeiro manual de insurreiçãoo artística, intelectual e estética que viria a influenciar grande parte da criação artística do restante século XX. Os manuscritos deste célebre documento estavam na posse de Simone Collinet, primeira mulher do artista, e vão ser leiloados, hoje mesmo, na capital francesa. O preço de licitação situa-se entre os 200 mil e os 300 mil euros (gostava de saber qual seria a reacção de Breton, caso fosse vivo, a esta exorbitância de dinheiro por um manifesto que, claramente, repudiava os valores relacionados com o vil metal e bens materiais de consumo).
O texto do "Manifesto do Surrealismo" é um texto muito interessante e rico em princípios de intenções, mas lido hoje, é-o sobretudo para estudantes de artes e curiosos. Foi um texto extremamente efémero e datado, visto que o Surrealismo, enquanto movimento artístico oficial e organizado, durou poucos anos. No entanto, mantém importância histórica pela forma como deixou o legado e marcou o pensamento artístico do século XX e grande parte da literatura, pintura, poesia e cinema. No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo da seguinte forma: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Quem quiser ler online ou descarregar o "Manifesto do Surrealismo", basta clicar aqui.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

A importância do desenho


Fernando Lemos, pintor surrealista, artista gráfico, fotógrafo e poeta português emigrado no Brasil desde 1953, deu uma entrevista ao Jornal de Letras. A dado momento, faz esta observação: "O desenho está em tudo. A escrita é feita de palavras, as palavras e as letras de desenho. O desenho escreve, inventou as letras para se exprimir. Uma das grandes falhas na educação é não se obrigar as crianças a desenhar na escola, tal como se escreve. É a mesma coisa, sendo que o desenho é uma linguagem universal. Quando ouço alguém a dizer 'desculpe mas não sei desenhar', é como se dissesse, 'desculpe, mas sou analfabeto".
Descontando o tendencioso exagero da afirmação, convenhamos que o pensamento do artista faz muito sentido num sistema de educação que não valoriza a expressão individual, a criatividade e, em última análise, o sentido estético e a arte.

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Rauschenberg


(1925 - 2008)
"It's so easy to be undisciplined. And to be disciplined is so against my character, my general nature anyway, that I have to strain a little bit to keep on the right track."

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Julianne Moore na pintura


"Madame X" de John Singer Sargent

"Debilitada" de John Currin
"Mulher com Leque" de Amadeo Modigliani
"Adele Bloch-Bauer I" de Gustav Klimt
Produção fotográfica para a revista Harper's Bazaar, na qual a actriz Julianne Moore encarna mulheres na pintura. Fantástico.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Mulheres Dada


Numa pesquisa na Amazon sobre literatura Dada (Dadaísmo) constatei um surpreendente número de 15 a 20 livros deveras interessantes sobre o tema (directa ou indirectamente). O que mais me chamou a atenção foi este: "Woman in Dada". Ou seja, mulheres dadaístas ou esposas/familiares de dadaístas que desempenharam um papel importante no desenvolvimento teórico e artístico desta corrente revolucionária entre 1916 e 1924.
Reitero a minha surpresa: mulheres Dada?!...

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

150 t-shirts depois


O mundo da animação é um mundo fascinante. Todas as possibilidades artísticas e criativas estão abertas recorrendo apenas a uma caneta e a (muitas) folhas de papel. Havia os flip books, aqueles livrinhos pequenos que provocam a ilusão do movimento apenas folheando rapidamente as respectivas folhas. Bom, agora há um grupo de animadores – Erbert & Gerbert - que juntou esse princípio ao elemento humano, designando o trabalho de “human flip book”. Vale a pena abrir este site e visualizar primeiro o clip da esquerda no ecrã: são apenas 30 segundos de animação surpreendente e original. Depois, abrir o clip da direita onde se visualiza o making of de todo o processo criativo. Aí ficamos assombrados por perceber quão grande esforço, tempo e trabalho foi despendido para conseguir os tais 30 segundos de animação (como a utilização de 150 t-shirts e muitas horas de filmagem!). Maravilhoso.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Douglas Gordon

Recebeu o famoso prémio Turner e é considerado um dos mais proeminentes artistas actuais. Douglas Gordon é escocês, trabalha sobretudo em vídeo e artes multimédia e os seus trabalhos já foram vistos em Serralves há uns anos. O seu último trabalho é o celebrado filme "Zidane - Um Retrato do Século XXI", que realizou a meias com Philippe Parreno. Influenciado sobretudo por Andy Warhol, Gordon desenvolve a ideia de repetição e de séries, com resultados surpreendentes ao nível da percepção e da memória. Neste capítulo, vale a pena destacar o trabalho sobre vídeo intitulado "24 Hours Psycho" (na imagem), no qual Douglas Gordon reduz o filme de Hitchcock a apenas 2 frames por segundo de forma a ficar estendido durante as tais 24 horas. Numa galeira de arte perto de si...

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Erwin Olaf - o belo grotesco


Erwin Olaf é um fotógrafo, designer, artista e realizador holandês. Tem sido granjeado com inúmeros prémios internacionais e os seus trabalhos objecto de aclamadas exposições nas melhores galerias de arte do mundo. Fez também diversos trabalhos para diversas marcas de publicidade, como a Levi's, Diesel ou a Nokia, e design de moda. O seu universo criativo parece, a espaços, ter conexões estéticas com Mathew Barney (autor da série "Cremaster" e famoso por ser marido de Björk). Erwin Olaf tem um espantoso portefólio fotográfico, com imagens altamente encenadas, a meio caminho entre o grotesco felliliano e a ironia surrealista, entre a beleza clássica e a violência gráfica. Aconselho vivamente a exploraração do seu site (um primor de design gráfico e funcionalidade), no qual se podem apreciar em alta resolução e ao detalhe, as diversas séries de fotografias (pode-se fazer zoom in sobre elas!), pequenos excertos de filmes, entre muita informação sobre o seu incrível trabalho. Ver aqui.

A morte na arte ou a morte da arte?


Em Outubro de 2007, um artista desconhecido chamado Guillermo Vargas, mais conhecido por Habacuc, resolveu colocar numa exposição de arte um cão para morrer à fome. Os protestos foram à escala planetária e motivaram, inclusive, várias petições internacionais contra a pretensa crueldade do artista. Para quem se sentiu chocado com esta ousadia artística contra um animal, deverá ler com atenção esta notícia do Público, que dá conta de um artista alemão que quer usar um cadáver humano ou, mais apropriadamente, uma pessoa a morrer por doença terminal como objecto artístico numa galeria de arte. Ao que parece, o artista pretende mostrar que a “morte pode ser bela”. Pois.
Quando a arte põe em causa princípios éticos sobre a utilização da vida (e da morte) humana, as coisas ficam sérias e importa questionar: quais os limites da arte? Que dignidade existe na utilização de alguém morto ou prestes a morrer numa exposição? Qual a margem de oportunismo barato e de marketing comercial por detrás desta opção do artista alemão? A morte sempre foi retratada nas mais diversas formas de expressão artística – da pintura à literatura, da poesia à música, da fotografia ao cinema. Mas uma coisa é retratar a morte de forma ficcionada, outra bem diferente, é utilizar um ser humano que vai morrer a qualquer momento para ser exposto numa galeria de arte! E seguindo o princípio do artista, o que há de belo em morrer de doença terminal, com sofrimento e angústia? Que sentimentos poderiam provocar nos familiares e amigos a pessoa que se sujeitasse a tal exposição pública do seu próprio sofrimento? Sou daqueles que pensa que, paradoxalmente, a morte continua a ser dos últimos tabus da sociedade moderna (já não é o sexo, o aborto, a eutanásia ou outros temas sociais que dividem a opinião pública). Nunca me chocou ver a morte representada na arte, nem sequer me repugnam as propostas artísticas mais radicais e provocatórias (pelo contrário: atraem-me), mas desta maneira?
Apesar de haver quem pense que esta questão implica a ruptura conceptual da arte - como se de uma “Fonte” de Duchamp se tratasse – a questão é bem mais séria e profunda. A matéria artística que Gregor Schneider pretende utilizar é a própria decomposição carnal de alguém, não só captando o momento da morte em si, como também o processo de decomposição cadavérica. É arte? É aberração sem sentido? É transgressão de fronteiras estéticas? É espectáculo fútil e barato? Provocação pueril? Isto é o quê, afinal?
Nota: na imagem, uma das mais célebres representações da morte da história da pintura: "The Death of Marat", pintura de Jacques-Louis David, 1793.