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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
Lomografia - fotografar ao sabor do instante

A Lomografia propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens ( focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade. Em 1995 nascia em Viena, na Áustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objectivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas.
Os manuais referem que a Lomografia é a arte de fotografar com uma câmara Lomo, de forma imprevisível, sem encenações nem preocupações de ordem técnica (enquadramento, luz, objectiva…). É uma forma de captar a realidade do quotidiano de forma original, com imagens muito coloridas, contagiantes, e enquadramentos invulgares. Em cada clique com uma máquina Lomo capta-se um momento da vida que ficará representado de forma que nunca imaginaríamos ser possível. A surpresa do resultado final é sempre a parte mais estimulante resultante do exercício de fotografar com uma Lomo. Existe uma considerável variedade e diversidade de máquinas de fotografar Lomo, que aliam a simplicidade de funcionamento com a surpreendente qualidade de imagem (e cada uma das máquinas permite efeitos distintos). O espírito da Lomografia é fotografar ao acaso, ao sabor do instante, sem preparação prévia ou condicionalismos técnicos. Há quase sempre reacções de espanto e de surpresa com as imagens que se captam com uma Lomo, como se a realidade estivesse surpreendentemente transfigurada após cada "click".
Para compreender o espírito da fotografia Lomo, convém ler as 10 regras da Lomografia. Aqui.
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Fotografia
Domingo, 11 de Maio de 2008
Rock e fotografia
Esta fotografia é da autoria de uma estrela rock. Bryan Adams. Apesar de não gostar da sua música, acho interessante o seu trabalho fotográfico. Paralelamente, sugiro uma espreitadela ao site da American Photo, o qual apresenta uma secção intitulada "Visions of Rock". São músicos da área do rock que apreentam ao mundo as suas fotografias: Lou Reed, Patti Smith, Michael Stipe, Andy Summers, Perry Farrell, Graham Nash, Lenny Kravitz e, claro, Bryan Adams. Algumas destas fotos devem contar boas histórias...
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Fotografia truncada

Afinal, esta fotografia que era um ícone histórico da vitória sobre os Nazis, tirada no cimo do Reichstag alemão no fim da Segunda Guerra Mundial (1945), é falsa. Mais: representa uma das primeiras manipulações à photoshop da história da fotografia - ou pelo menos da fotografia jornalística. É o que diz o jornal espanhol El Mundo nesta reportagem.
Depois desta revelação, importa questionar: que outras fotografias de valor histórico terão sido truncadas?
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Fotografia
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Erwin Olaf - o belo grotesco


Erwin Olaf é um fotógrafo, designer, artista e realizador holandês. Tem sido granjeado com inúmeros prémios internacionais e os seus trabalhos objecto de aclamadas exposições nas melhores galerias de arte do mundo. Fez também diversos trabalhos para diversas marcas de publicidade, como a Levi's, Diesel ou a Nokia, e design de moda. O seu universo criativo parece, a espaços, ter conexões estéticas com Mathew Barney (autor da série "Cremaster" e famoso por ser marido de Björk). Erwin Olaf tem um espantoso portefólio fotográfico, com imagens altamente encenadas, a meio caminho entre o grotesco felliliano e a ironia surrealista, entre a beleza clássica e a violência gráfica. Aconselho vivamente a exploraração do seu site (um primor de design gráfico e funcionalidade), no qual se podem apreciar em alta resolução e ao detalhe, as diversas séries de fotografias (pode-se fazer zoom in sobre elas!), pequenos excertos de filmes, entre muita informação sobre o seu incrível trabalho. Ver aqui.
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Domingo, 13 de Abril de 2008
Lee Miller - intrépida mulher e fotógrafa


Ao ler o blogue do Pedro Mexia reparei num post sobre Lee Miller. Havia muitos anos que não lia, via ou ouvia qualquer referência a esta mulher. E Lee Miller não foi qualquer mulher. Foi uma modelo que fascinou Nova Iorque e Paris nos anos 30 e 40. E foi a musa inspiradora dos surrealistas tendo servido de modelo e de objecto estético de Man Ray, de Jean Cocteau e de Picasso. André Breton, Picasso e Max Ernst têm trabalhos sobre ela. Depois, pegou na máquina fotográfica e começou ela a captar o mundo à volta. Retratos, paisagens de diversos países e, sobretudo, a reportagem fotográfica sobre a 2ª Guerra Mundial valeram-lhe reconhecimento internacional. Dizem que era uma mulher desassombrada, corajosa e ousada como poucas. Depois da Guerra investiu o seu talento na revista de moda Vogue e vagueou por Marrocos e pelo Egipto à procura de sombras e de despojamento. A sua fotografia é feita disso mesmo, de sombras, de despojamento, de intrepidez e de grande plasticidade estética.
Na Amazon existe um lista rica e variada de livros e biografias sobre a vida e obra de Lee Miller.
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Domingo, 16 de Março de 2008
Robert Mapplethorpe
Fotografia histórica que marcou uma fase decisiva de dois jovens artistas no ano de 1976: Philip Glass (compositor e músico) e Robert Wilson (encenador, coreógrafo, performer - trabalhou com William S. Burroughs, Allen Ginsberg, Tom Waits e David Byrne). Glass e Wilson trabalhavam na altura na ambiciosa ópera-que-revolucionou-a-ópera "Einstein on the Beach". Não menos importante: a fotografia foi tirada por um dos mais importantes fotógrafos americanos dos anos 70 e 80: Robert Mapplethorpe
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Philip Glass
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
Diane Arbus - fotografia e expiação
Vi ontem o filme "Fur - Um Retrato Imaginário de Diane Arbus" (2007) de Steven Chainberg. Uma desilusão. O visionamento do filme só teve um benefício: despertou-me um interesse maior em conhecer a obra fotográfica de Diane Arbus (no filme interpretada por Nicole Kidman), uma notável e talentosa fotógrafa americana que se especializou (se a palavra é a correcta) em fotografar a perversão e a decadência humanas. A grande maioria das suas fotografias parece vinda directamente do circo de anormalidades físicas do filme "Freaks" de Tod Browning. Diane contrariou a tendência da fotografia do glamour e da elegância para se centrar no lado mais negro, marginal e aberrante da condição humana (Nova Iorque da década de 50): gémeos siameses, doentes mentais, deficientes físicos, anões, gigantes, mendigos decrépitos, hermafroditas, nudistas. Das suas fotografias ressalta uma beleza única, uma poesia que confirma o amor que Arbus tinha por esses seres humanos ostracizados pela sociedade. Diane dizia que a fotografia servia como um escape para expiar as suas emoções lúgubres e inquietantes. A plasticidade das fotografias, os contrastes de luz, os pormenores captados, a composição visual, são elementos estéticos que conferem identidade artística à fotografia de Diane Arbus. A foto deste post é de duas irmãs gémeas com olhar penetrante e quase ameaçador - serviu de inspiração a Stanley Kubrick para as gémeas terroríficas que surgem no filme "The Shining".
Diane arbus morreu com apenas 48 anos de idade, por suicídio.
Mais fotos aqui.
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Robert Capa - tesouro encontrado

A notícia, quase de rodapé, faz parecer que nem é importante. Mas é. Sobretudo para o mundo da fotografia. O Expresso informa que foi descoberto um verdadeiro tesouro fotográfico de Robert Capa (1913 - 1954), um dos mais influentes e importantes fotógrafos do século XX (mais conhecido como repórter de guerra). São três mil fotografias sobre a Guerra Civil de Espanha (como a que documenta este post) e que foram descobertas em três caixas no México. Capa foi autor de algumas das mais marcantes imagens da história bélica do século XX, como as célebres fotografias sobre o famoso desenbarque da Normandia. Esta descoberta vai certamente permitir um novo olhar sobre a carreira de um fotógrafo fundamental para a compreensão da memória colectiva do Ocidente.
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
Fotografias a rodos

Quantas vezes necessitamos de fotografias de qualidade para ilustrar um texto, um trabalho, um cartaz e não encontramos nada de interessante na Internet. Ou são imagens de má resolução, ou não se enquadram no tema que pretendemos, ou ainda, são imagens demasiado conhecidas e protegidas por direitos de autor. Pois bem, foi a pensar nestas necessidades que foi criado o site Morguefile, um extraordinário portefólio fotográfico ao serviço de toda a gente. Tem duas grandes vantagens: está isento de direitos de autor (apesar de todas terem o nome do autor da foto) e as fotografias indexadas têm grande qualidade em termos estéticos e de resolução (a maior parte são de fotógrafos profissionais ou de free-lancers). As fotos estão divididas nos temas mais distintos - neste arquivo - e apropriados para (quase) todas as situações. Dito por outras palavras, se alguém precisar de uma foto sobre flores, animais, pessoas, objectos, paisagens, máquinas, abstractas, do quotidiano, etc, vai ao Morguefile e certamente encontrará uma imagem de qualidade adequada ao desejo de cada um. É para o favoritos, já.
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