50 anos de Bossa Nova:
Sinatra e Jobim!
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Byrne - Fatboy - Dizzee
É uma colaboração assaz improvável. Ou talvez não. O ex-Talking Heads David Byrne fez uma música em parceria com Fatboy Slim e o rapper Dizzee Rascal. O videoclip do tema é sublime em ironia visual e a música faz lembrar os melhores tempos de inspiração de Byrne:
Tricky de regresso
O menino rebelde Tricky, autor de alguns dos mais significativos álbuns dos anos 90 (ligados ou não ao movimento trip-hop de Bristol), como "Maxinquaye" (1995) ou "Pre-Millennium Tension" (1996) está de regresso. E que grande regresso! "Knowle West Boy" é o seu novíssimo álbum (na verdade, ainda nem foi editado oficialmente) e já roda pela internet. A sua sonoridade continua ancorada numa mistura explosiva de trip-hop, breakbeat, ragga, soul e rock. A voz de Tricky afunda-se em negrume e dureza (e com o seu estilo peculiar de cantar), as letras tensas e ásperas, a sonoridade rude e portentosa, por vezes à beira do cataclismo. Ouça-se o excelente tema "Council Estate", o primeiro videoclip e avanço para o novo álbum:
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
A avalanche psiquiátrica
O projecto electrónico The Avalanches, colectivo de activistas oriundos da Austrália, pratica uma singular mistura de sampling, DJ, pop, hip-hop, estilhaços sonoros e múltiplos géneros musicais. Em 2000 lançaram um grande álbum (único até à data) concebido à base de samples musicais de outrem: "Since I Left You". O videoclip que se segue é um dos mais bizarros e surreais de sempre. O tema, "Frontier Psychiatry", é fruto de um minucioso trabalho de colagem de vozes, ritmos e beats. Visualmente, o videoclip é desconcertante (à beira da loucura - fazendo jus ao título da música), sarcástico e muito bem humorado:
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
O videoclip da polémica
Um vídeo do duo francês de música electrónica Justice está a provocar um aceso debate em França sobre a utilização da Internet como veículo de expressão artística. O vídeo da música “Stress” acompanha um grupo de jovens dos subúrbios de Paris que provoca distúrbios por onde passam – roubo, assédio, destruição de um café, confrontos com a polícia, carjacking, terminando com a queima de um veículo. Há já sociólogos e analistas que defendem e condenam o conteúdo violento do videoclip, revelando influências dos filmes “O Ódio”, “Manual de Instruções para Crimes Banais” ou “Laranja Mecânica”. A mim parece-me que, a haver influências, essas são do realizador Chris Cunningham, autor de alguns dos melhores videoclips da última década (“Come to Daddy”, “Rubber Johnny”), criador visual de grande requinte formal e estilístico. E “Stress” tem a marca visual de Cunningham.
Tirando as eventuais influências, eu julgo que este videoclip é, sobretudo, um bom golpe de marketing. Nada melhor do que pegar no sempre escaldante tema da violência racial e de subúrbios para motivar os holofotes da comunicação social e agitar a opinião pública. A direcção artística do videoclip está convincente e bem conseguida, mas repare-se como a sonoplastia/cacofonia sonora se sobrepõe à própria música (ouvem-se mais ruídos gerados pela violência do que a própria música). Por isso parece haver uma confusão de referências conceptuais. Por um lado é um videoclip para promover uma música, por outro parece ser um manifesto sobre a violência e as suas diversas formas de manifestação. Os Justice defendem que quiseram fazer uma paródia à forma como a comunicação social tratou o tema da violência aquando dos motins em França, há dois anos atrás. Nada mais errado. Aqui não existem quaisquer indícios de paródia, mas sim violência gráfica directa e frontal, que pretende passar por "séria" e "realista". A violência gratuita pela violência gratuita com intuito de "chocar" (quem?). Num panorama audiovisual diário apinhado de imagens de violência, este videoclip só chocará os mais sensíveis e incautos.
E que ninguém compare este objecto aos filmes citados (sobretudo "Laranja Mecânica" de Kubrick). O realizador de “Stress” é Romain Gravas – filho do realizador Costa-Gravas –, e tem recebido as mais variadas críticas. Não admira. A violência está muito bem encenada, só que muito mal contextualizada. Qual é verdadeiramente a mensagem do videoclip? Não acredito que seja no sentido de incitar a actos violentos como os que são mostrados nestas imagens. Seria demasiado ingénuo pensar isso. Parece-me é que os músicos dos Justice não pensaram convenientemente nas consequências. Ou então pensaram demasiado bem e agora sofrem (ou beneficiam, conforme a perspectiva) com as opções tomadas.
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Terça-feira, 18 de Março de 2008
Domingo, 9 de Março de 2008
Ninja Tune

O que falamos quando falamos de editoras carismáticas que impuseram, ao longo dos anos, uma política editorial coerente, personalizada e de inquestionável qualidade? Falamos, com toda a propriedade, de editoras como a Mille Plateaux, a Warp, a Thrill Jockey, a Asphodel, a Mute Recrods, a Winter & Winter, a Ipecac ou a Ninja Tune. Cada uma no seu próprio género desenvolveu um padrão de elevada exigência estética, editando artistas não só consagrados, como também apostando em novos valores que, aos olhos de outras editoras vulgares, não teriam lugar no mercado musical (mesmo o independente). Ora, a Ninja Tune, inserindo-se precisamente neste quadro de honra das editoras que marcaram o panorama musical da última década, soube como nenhuma outra marcar um território próprio, alheio a modas ou tendências de mercado. Donde, poderemos inventariar, nesta editora, uma lista de alguns dos artistas da música electrónica mais emblemáticos e indispensáveis dos anos 90: Herbaliser, DJ Vadim, Amon Tobin, Coldcut, Mr. Scruff, Up, Bustle & Out, Funki Porcini ou Cinematic Orchestra. A edição ZEN TV DVD – “Vídeo Retrospective” vem precisamente reforçar a importância que a Ninja Tune teve (e continua a ter) na evolução da música nos últimos anos. Neste DVD, podemos encontrar alguns dos mais reveladores vídeoclips de músicos e bandas afectos à editora inglesa, com a distância temporal que vai de 1996 a 2003, compreendendo mais de 20 videoclips. Assim, esta edição compila algumas das melhores obras de artistas da Ninja em suporte vídeo, em temas tão fascinantes como “Verbal” de Amon Tobin, “All That you Give” de Cinematic Orchestra ou “Re:volution” dos Coldcut. Um magnífico repasto audiovisual para seguidores desta insubmissa Ninja Tune.
Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Sparks - transmutações musicais

Os Sparks são uma banda pop-rock que cruza o bizarro com o conceptualismo. Existem há mais de três décadas, raramente singraram comercialmente, mas na esteira de uns seminais The Residents, os Sparks constituem uma verdadeira instituição musical americana dentro da cena alternativa. O humor surrealista, a desconstrução do formato canção, os arranjos barrocos, a fusão inebriante entre a agressividade rock, linhas melodiosas e espírito iconoclasta, fazem deste duo de músicos de Los Angeles uma proposta estética deveras única. Atente-se na seguinte música “Dick Around”: em termos musicais e visuais, impera o caos ordenado, a desbunda criativa e a transmutação estética de rigor quase geométrico.
Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Amor biotecnológico
A música é “All is Full of Love” de Björk. A realização do videoclip é do visionário Chris Cunningham (apenas um dos mais inovadores realizadores de videoclips da última década). As imagens são perfeitas, a forma como o tecnológico se funde com o orgânico, a forma como os dois andróides revelam a paixão e entrelaçam os corpos artificiais. O elemento humano em simbiose com o tecnológico. A utopia consumada da cultura cibernética e da literatura de Ficção Científica.
Sábado, 1 de Março de 2008
O testamento de Warhol

Para quem viveu a década de 80, lembra-se bem desta música pop: "Misfit" de um grupo de fama efémera chamado Curiosity Killed The Cat. Estávamos em 1986. Mas não é pela música ou pelo videoclip estereotipado que me interessa lembrar este epifenómeno. É pelo facto de que neste videoclip aparece o guro da cultura pop, Andy Warhol, que apadrinhou os Curiosity Killed The Cat (como fizera 20 anos com os The Velvet Underground). "Misfit" mostra um Warhol a tentar reabilitar toda a mística estética que caracterizou o movimento pop, que o próprio desenvolveu nos anos 60 e 70. Uma mística assente na valorização da cultura popular e seus referenciais, como as artes plásticas, o star system, a publicidade, o cinema e a música. Mas é um Andy Warhol cansado, horrorizado com a decrepitude da idade e sem ideias criativas que vemos aqui. O líder da "Factory" e autor de algumas da mais icónicas imagens da segunda metade do século XX, morreu apenas um ano depois da realização do videoclip. Foi, no fundo, um sofrível testamento artístico que Warhol deixou para a posteridade.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Cinzas
Não sei se é uma das melhores músicas de David Bowie, mas é seguramente aquela de que mais gosto. Além disso, o videoclip é esplêndido. Outra coisa: não conheço outra música em que a simplicidade do slap da linha de baixo e do fraseado melódico do piano sejam tão, mas tão eficazes no resultado musical final. "Ashes to Ashes":
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Shirley Bassey - a diva reabilitada

Faz agora dez anos que este disco foi lançado: “Decksandrumsandrockandroll”, dos Propperlerheads (nome de um conhecido software musical). Faziam uma estimulante fusão de big beat (na altura era o estilo musical mais em voga) com electrónica, tecno, soul e funk. Este duo é responsável pela reabilitação da grande voz do jazz feminino Shirley Bassey, com o magnífico e viciante tema “History Repeating”. Vale muito a pena relembrar:
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
Thriller

"Thriller" foi há 25 anos. O disco não revolucionou a música pop (apesar do mega-sucesso planetário), o videoclip (teledisco na altura), sim. Pelo orçamento, duração, efeitos especiais, meios de produção, inovação formal. Um videoclip quase no limiar da curta-metragem de ficção que iria mudar as regras da promoção musical. John Landis sabia o que fazia. Claro que se não tivesse havido MTV, nada teria sido como foi. E é bom lembrar que por detrás da produção do disco de Michael Jackson se encontrava uma figura de proa da produção musical: Quincy Jones. Seja como for, quem nunca bateu o pé ao som de "Beat It"?
Domingo, 27 de Janeiro de 2008
The White Stripes - ritmo das imagens
Um dos melhores videoclips realizados por Michel Gondry (simplicidade com eficientes efeitos visuais sincronizados com o ritmo):
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