1 - "Cartas de Iwo Jima" (2006) - Clint Eastwood
2 - "Voo 93" (2006) - Paul Greengrass
3 - "Este País Não é Para Velhos" (2007) - Ethan and Joel Coen
4 - "Testemunhos de Guerra" (2003) - Errol Morris
5 - "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" (2007) - Christian Mungiu
6 - "Longe do Paraíso" (2002) - Todd Haynes
7 - "Intervenção Divina" (2002) - Elia Suleiman
8 - "Caché - Nada a Esconder" (2005) - Michael Haneke
9 - "O Escafandro e a Borboleta" (2007) - Julian Schnabel
10 - "O Laço Branco" (2009) - Michael Haneke
Esta lista deixou-me perplexo. Por vários motivos. Sabendo-se que o
The Hollywood Reporter é uma importante revista norte-americana sobre a indústria do entretenimento (a outra é a
Variety), fiquei surpreendido por ver referenciados 5 filmes não americanos: um palestiniano, um francês, um romeno e dois austríacos. Surpreendido porque, apesar de
"Cartas de Iwo Jima" ser um bom Eastwood, julgo que o trono ficaria melhor entregue com títulos como
"Gran Torino" (2008) ou
"Million Dollar Baby" (2004). Surpreendido, também, por ver um razoável filme de acção -
"Voo 93" - em segundo lugar. A exclamação é legítima:
"Voo 93" é o segundo melhor filme da década?!
Mais uma surpresa (positiva): a nomeação do excelente documentário
"Testemunhos de Guerra" de
Errol Morris, de que falei
aqui. E derradeira surpresa: a inclusão de 2 (!) filmes do austríaco
Michael Haneke:
"Caché" de 2005 e
"O Laço Branco" (este filme é o único que não vi da lista), título vencedor da Palma de Ouro do último festival de Cannes (também consta outro notável filme que ganhou a Palma de Ouro do ano anterior -
"4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" do romeno
Christian Mungiu).
O filme de
Julian Schnabel é magnífico, como referi
neste post, mas não sei se merece integrar os 10 melhores filmes de uma década (o mesmo para o título
"Longe do Paraíso" de
Haynes e
"Intervenção Divina" de
Suleiman). Já a fita dos irmãos Coen, quanto a mim, está de pleno direito na lista.
Em suma, uma lista surpreendente e improvável, tendo em conta que provém de um órgão de comunicação tão vocacionado para a promoção da indústria cultural norte-americana como é o "The Hollywood Reporter".