Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
O videoclip da polémica
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
Lomografia - fotografar ao sabor do instante
Gastar uns trocos para satisfazer a namorada
As ideias surrealistas à venda

André Breton (na imagem) lançou petróleo para a fogueira das artes de vanguarda quando, em 1924, editou o "Manifesto do Surrealismo". Um verdadeiro manual de insurreiçãoo artística, intelectual e estética que viria a influenciar grande parte da criação artística do restante século XX. Os manuscritos deste célebre documento estavam na posse de Simone Collinet, primeira mulher do artista, e vão ser leiloados, hoje mesmo, na capital francesa. O preço de licitação situa-se entre os 200 mil e os 300 mil euros (gostava de saber qual seria a reacção de Breton, caso fosse vivo, a esta exorbitância de dinheiro por um manifesto que, claramente, repudiava os valores relacionados com o vil metal e bens materiais de consumo).
O texto do "Manifesto do Surrealismo" é um texto muito interessante e rico em princípios de intenções, mas lido hoje, é-o sobretudo para estudantes de artes e curiosos. Foi um texto extremamente efémero e datado, visto que o Surrealismo, enquanto movimento artístico oficial e organizado, durou poucos anos. No entanto, mantém importância histórica pela forma como deixou o legado e marcou o pensamento artístico do século XX e grande parte da literatura, pintura, poesia e cinema. No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo da seguinte forma: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Quem quiser ler online ou descarregar o "Manifesto do Surrealismo", basta clicar aqui.
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Foto do dia
Canibalismo - o último dos tabus
Música caleidoscópica
Não é por acaso que no youtube os dois primeiros comentários a este vídeo são antagónicos: “This is super cool!” vs. “The horror, the horror”. Nem podia ser de outra forma: o compositor americano Philip Glass divide paixões, entre o fervor fanático e o ódio avassalador. A sua música esteve ancorada na estética minimal repetitiva para depois evoluir em distintas ramificações estilísticas ao longo dos anos. O que este vídeo documenta é a fase criativa mais febril e estonteante de Glass. O Philip Glass Ensemble interpreta o trecho “Train Spaceship Part 2” da ópera-que-revolucionou-a-ópera “Einstein on The Beach”, escrita em 1976 com encenação de Robert Wilson. Neste vídeo vemos um Philip Glass jovem e transbordante de energia a tocar órgão e a coordenar os restantes instrumentistas. Cabe dizer que se trata de 6 minutos de grande intensidade sonora, com flutuações melódicas, harmónicas e rítmicas subtis e hipnotizantes (era esse um dos efeitos da música repetitiva). O domínio do ritmo e das dinâmicas da composição de Glass é impactante, a forma como a voz se vai enquadrando na densa estrutura sonora é digna de nota. Existe uma ilusão de repetição, já que a cada sequência melódica Glass inflitra pequenas variações de molde a que surjam, paulatinamente, novos motivos de interesse musical, num processo quase caleidoscópico. É preciso abrir a mente para fruir esta descarga sonora de Glass. E já deu para perceber que, com estas palavras, me encontro do lado da barricada dos que dizem: “This is super cool!”.
DVD do mês
Domingo, 18 de Maio de 2008
Amália em filme... brevemente
Polanski - documentário controverso
Os pensamentos de Kubrick
Sábado, 17 de Maio de 2008
"Cahiers du Cinéma": O canto do cisne?
O papel do crítico musical
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Kubrick em registo de paródia
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
A história do clichê cinematográfico
O café dos artistas (e não só)
Leonard Cohen em livro
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
A importância do desenho
O dia em que fui a Cannes (ou quase)
A arte de cortar e colar imagens
Arcade Fire no cinema
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Rauschenberg
Spielberg vs. Ford?
A música corresponde à capa do álbum?
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Julianne Moore na pintura

"Madame X" de John Singer Sargent



























