quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Um medley animado de Hitchcock

Eis um tributo engraçado ao mestre Alfred Hitchcock. 
O nome diz tudo: "Hitchcock Animated Medley", uma curta-metragem (menos de 2 minutos) de Tim Luecke com referências cruzadas a títulos emblemáticos da carreira de Hitch como "O Homem Que Sabia Demasiado", "39 Degraus", "Vertigo", "Janela Indiscreta" ou o inevitável "Psycho":

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Peter Hook e o livro sobre os Joy Division

Numa visita à Fnac deparei-me com este livro que Peter Hook escreveu sobre a sua banda, os míticos Joy Division. Trata-se de uma abordagem na primeira pessoa de alguém que conviveu de perto com a revolução musical que a banda de Manchester significou, revelando pormenores divertidos, surpreendentes e outros mais sórdidos, sobre a curta carreira artística dos Joy Division. 
São mais de 400 páginas escritas pelo ex-baixista da banda de Ian Curtis, numa edição negra belíssima em capa dura. O problema é o preço: tratando-se de um livro de importação, custa 31€. No entanto, recorrendo a livrarias internacionais online, consegue-se comprar esta mesma edição a metade do preço (!) e com portes grátis (!!), como nesta Book Depository.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Estórias e Misérias de Hollywood #4

"O cineasta alemão Werner Herzog é detentor de uma audácia conhecida: despreza o perigo e envolve os seus colaboradores em situações de risco extremo. Outras vezes, é ele próprio que está em perigo, mesmo sem o saber - e sobrevive: durante a promoção de 'Grizzly Man' (2005), sobre um homem que convive com ursos até ao dia em que é devorado por um deles, Herzog foi alvejado por um atirador enquanto dava uma entrevista para a BBC. Mais tarde, vangloriou-se: 'ser alvejado com pouco êxito é extremamente vivificante para um homem".

Edgar Pêra in "Hollywood: Estórias de Glamour e Miséria no Império do Cinema"


segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Tarantino e a música

Quentin Tarantino cedo revelou ser um mestre original na concepção artística dos seus filmes. E isso passou muito pela utilização da música nas suas obras. Recorrendo a um reportório maioritariamente pop-rock-funk-jazz dos anos 60 e 70, Tarantino construiu um universo audiovisual de grande versatilidade e inovação. 
 De resto, basta ver (e ouvir) os brilhantes trailers dos seus dois primeiros filmes para compreender a ousadia formal na forma improvável e surpreendente como o cineasta de culto utilizou a música nos créditos iniciais: "Reservoir Dogs" (1992) e "Pulp Fiction" (1994), com as canções, respectivamente, "Little Green Bag" de George Baker, e "Misirlou" de Dick Dale. Que mestria!

Nota: para conhecer outros 20 grandes momentos musicais nos filmes de Tarantino, abrir aqui.

sábado, 12 de Abril de 2014

Cubehead

David Lynch imaginou o icónico filme "Eraserhead" e esta campanha publicitária inventou o "Cubehead".
"Os cérebros trabalham melhor quando estão hidratados." É este o mote para este desconcertante spot publicitário: a cabeça como um cubo Rubik.

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

A diferença do dinheiro

Se fosse muito, muito rico:

- Comprava a colecção completa de edições Blu-Ray da Criterion.
- Marcava férias um mês em Mullholand Drive. 
- Viajava de propósito para Londres ou Paris só para comprar livros.
- Ia a Nova Iorque para andar de bicicleta no Central Park e visitar o Guggenheim.
- Criava um festival internacional de música só com artistas e músicos da minha preferência.
- Contratava um concerto particular do Tom Waits para a minha festa de aniversário.
- Marcava presença no festival de Cannes durante 15 dias no melhor hotel da cidade.
- Financiava como produtor os filmes de Béla Tarr.
- Reservava os melhores lugares para as melhores salas de espectáculo do mundo.
- Convidava todos os leitores regulares deste blogue para uma festa no melhor clube exclusivo de Barcelona, despesas pagas, com um programa recheado de bons filmes, concertos ao vivo e a presença - como mestres de cerimónia - de Ricky Gervais e Charlize Theron.

domingo, 6 de Abril de 2014

A morte de Anja



É daquelas notícias que, infelizmente, passam ao lado dos meios de comunicação social: a laureada fotojornalista alemã, Anja Niedringhaus, de 48 anos, foi esta sexta-feira abatida a tiro por um comandante da polícia afegã. A fotojornalista da agência Associated Press estava a cobrir os preparativos para as eleições presidenciais deste sábado no Afeganistão. Galardoada com o prémio Pulitzer, em 2005, pela cobertura da guerra do Iraque, Niedringhaus nunca teve, nem quis ter, uma fotografia favorita: “Todos os dias é uma diferente”, costumava afirmar.
Anja procurava captar réstias de humanidade no meio da guerra e do sofrimento. Algumas das suas espantosas fotografias fazem já parte da história do fotojornalismo mundial dos últimos anos:



20 anos sem Kurt Cobain

(carta de suicídio)

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

"Gravidade" alternativa

Na era da democratização da tecnologia digital, tudo é possível. Até fazer esta montagem vídeo que junta uma sequência do filme "Gravidade" com...
Bom, o melhor é mesmo ver para não estragar a surpresa:

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

O livro para compreender o rock alternativo português

"Trata-se de um livro que pretende delinear e explicar sociologicamente um segmento musical do pop rock: o rock alternativo português. Este intuito é concretizado pelo recurso e aplicação dos contributos da sociologia da cultura e das artes àquele objeto, reinterpretando-o e dando-lhe uma configuração concreta. Três eixos deste trabalho merecem destaque: a adopção de uma ótica alargada e exaustiva do rock alternativo português, abarcando um amplo e diversificado leque de atores (músicos, jornalistas e críticos, bloggers, editores, promotores, music lovers); a identificação das características e propriedades do rock alternativo português assente nos discursos formulados pelos próprios protagonistas; e a valorização de uma perspetiva de análise diacrónica que permitiu identificar a génese e a dinâmica do rock alternativo entre 1980 e 2010 em Portugal."
Comprar aqui.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Playtime #87

E porque há muito tempo que não há um desafio Playtime:
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A solução: "Crimes e Escapadelas" (1989) - Woody Allen
Quem descobriu: m.g.



















segunda-feira, 31 de Março de 2014

A valsa de Hopkins

Antes de ser mundialmente famoso como actor de renome e muito antes de ter sido condecorado como Sir, Anthony Hopkins era um jovem pianista. Amante das artes em geral (sobretudo pintura e música) Hopkins chegou a compor peças musicais. Em especial, compôs há 50 anos uma valsa intitulada "And The Waltz Goes On", mas sempre teve medo de a ouvir ao vivo. Por isso esta composição do actor de "O Silêncio dos Inocentes" ficou na gaveta durante cinco décadas. Até agora.
O não menos famoso violinista e maestro André Rieu, foi desafiado por Hopkins a interpretar com a sua orquestra vienense esta peça musical do actor. Neste vídeo o violinista começa por explicar todo o contexto e depois dá início à interpretação da valsa. A valsa composta por Hopkins é inspirada na obra de Strauss, voluptuosa, alegre e quase cinematográfica.
Igualmente interessante é observar as reacções de Anthony Hopkins a escutar, pela primeira vez, a música que compôs há 50 anos. 

domingo, 30 de Março de 2014

Haendel para John Zorn (num segundo)

Continua a ser dos inícios de filme mais surpreendentes e impactantes dos últimos 20 anos: a família que viaja para a casa de férias ouve no jipe a música barroca do compositor Haendel. Ambiente familiar, descontraído e delicodoce...
De repente e sem aviso, o ecrã enche-se de vermelho com as letras garrafais do título do filme e com a poderosa, violenta e desconcertante música de John Zorn (Naked City). Era o espantoso prenúncio sonoro para o desencadear da violência desta história.
Trata-se de "Funny Games", filme de 1997 de Michael Haneke, neste vídeo na versão americana do mesmo realizador feita dez anos mais tarde.
Quando em 1997 vi (e ouvi) esta sequência pela primeira vez no cinema, quase que o meu sangue gelou...

sábado, 29 de Março de 2014

Filmes e religião

Filmes sobre religião: há bons, médios e maus. Nesta lista de dez filmes sobre religião só há grandes e belas obras-primas.

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Hitch em Cannes a fazer pose bizarra

Hitchcock é conhecido por ter fotografias deveras singulares, muitas delas carregadas de humor auto-irónico, negro e sarcástico. Mas não conhecia esta curiosa e divertida fotografia tirada em 1963 na praia de Cannes. 
Hitch era mesmo um realizador muito diferente de todos os outros...

quarta-feira, 26 de Março de 2014

O que diz Tarkovski #12

"A arte nasce e afirma-se onde quer que exista uma ânsia eterna e insaciável pelo espiritual, pelo ideal: ânsia que leva as pessoas no caminho do conhecimento da arte. O artista é sempre um servidor, e está eternamente a pagar pelo seu dom que, como por milagre, lhe foi concedido."

Cannes 2014


O mês de Maio aproxima-se e com ele o maior festival de cinema do mundo: Cannes
E esta edição promete ser histórica com grandes nomes da realização e da interpretação presentes.

Senão, vejamos, Cannes 2014 vai contar com novos filmes de:

- Hou Hsiao-Hsien
- Alejandro Gonzales Inarritu
- Tim Burton
- Olivier Assayas
- Wim Wenders
- Tommy Lee Jones (como realizador)
- Ryans Gosling (como realizador)
- Paul Thomas Anderson
- Terrence Malick
- Ken Loach
- Andrey Zvyagintsev
- David Cronenberg
- Mike Leigh
- Laurent Cantet
- Peter Bogdanovich
- Jean-Pierre e Luc Dardenne
- Abel Ferrara
- Nuri Bilge Ceylan
- Noah Baumbach
- ...

Impressionante, não?
Mais informação aqui.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

A estética, apenas a estética

Repugna-me a ideologia nacional-socialista nazi e a ditadura hitleriana. Mas, paradoxalmente, fascina-me a estética e a propaganda que o regime de Adolf Hitler incutiu junto das massas populares e do poder militar. 
Estas raras fotografias a cores são exemplos impressionantes do poder da imagem e da devoção cega a um líder que levou a Europa à tragédia mais absoluta e horrenda.




domingo, 23 de Março de 2014

Tarr e Vig na rádio

Mensalmente colaboro com uma rádio local (Rádio Altitude) com uma rubrica chamada "Teoria da Evolução". Nesta rubrica radiofónica abordo assuntos culturais. Neste caso, faço uma breve resenha sobre o cinema de Béla Tarr e o seu compositor favorito, Mihály Vig
Para escutar, basta clicar no play.