Mostrar mensagens com a etiqueta Sites. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sites. Mostrar todas as mensagens

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Para ler um filme


Que tal comprar os argumentos dos seus filmes preferidos? Devidamente assinados pelos seus autores (actores, realizador) e por menos de 20 dólares? Corresponde à verdade mas não propriamente nestes termos. Ou seja, não são originais, mas sim cópias genuínas dos originais. O site não pretende enganar ninguém: está bem explícito que não se trata de "scripts" originais. De resto, o nome do site não engana: Genuine Replicas. O site garante ainda a fidelidade dos textos e das próprias assinaturas da capa (digitalizadas). Não há muitos títulos de filmes disponíveis em quantidade, mas há em qualidade e diversidade. Para entrar, carregar aqui.

Excerto do guião do filme "Taxi Driver" (1976)

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

O culto do poster



Quem nunca teve posters colados na porta ou nas paredes do quarto, que atire a primeira pedra. Posters dos ídolos musicais, desportivos ou artísticos. Posters. Tenho um amigo que, quando era adolescente, conseguiu forrar, literalmente, as paredes e a porta do seu quarto com posters. O que vale é que tinha bom gosto nos artistas que expunha, mas o amontoado de papel colado à parede (ao ponto de não se conseguir vislumbrar a cor da mesma) metia uma certa impressão. O culto à volta da colecção de posters corresponde a uma paixão efémera que hoje já não tem correspondência real nos jovens. Na maior parte dos casos, as revistas actuais já não publicam, nas páginas centrais (como era habitual), posters dos artistas da moda. O culto dos fenómenos culturais faz-se, uma vez mais, através da cultura digital.
Mesmo como veículos de promoção e divulgação, os posters perderam grande parte do encanto e da funcionalidade. No que se refere especificamente aos filmes, o poster (ou cartaz), já não tem o mesmo papel de outrora. Hoje há muitas outras formas de promoção de um filme, quando antigamente o poster era o grande meio de promoção. A verdade é que o poster faz parte da cultura histórica do cinema, do seu imaginário, da sua linguagem iconográfica. Ainda hoje sinto que gostaria de ter ainda paredes disponíveis em casa para poder colocar, qual adolescente, posters e posters de cinema. Dos clássicos do período mudo aos filmes de autor da actualidade. Daqueles com design intemporal e que fizeram história na cultura visual do século XX. Ainda hoje se me assalta a vontade indómita de comprar posters e cartazes. Sobretudo os posteres de cinema de tamanho grande, que guardam memórias infinitas do prazer da fruição cinematográfica.
Há pelo menos três bons sites na internet que vendem posteres e que promovem o culto dos mesmos - o movieposters; allposters; e o vintagefilmposters. Estes sites vendem reproduções fidedignas de cartazes de cinema antigos e actuais. O allposters vende não só posteres de cinema mas de muitos outros temas: fotografia, arte, pintura, ilustração, etc. Em Portugal tenho conhecimento de uma loja que vende posters de cinema e outros artigos relacionados com a 7ª Arte: Cinecittà

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Serralves (continua) em Festa?

Numa era em que a informação (sobretudo aquela em suporte digital) é cada vez mais volátil e efémera, revela-se bizarro o facto do melhor jornal online do país – jornal Público – não actualizar a informação como seria desejável. Como é possível que, tendo terminado o evento “Serralves em Festa” há 5 dias, o jornal online continue, diariamente, a publicar as seguintes notícias na secção de cultura: “Serralves em Festa bateu recorde de assistência com mais de 82 mil visitantes” e “Cerca de 18 mil pessoas já passaram pelo Serralves em Festa”. Há 5 dias que estas notícias não arredam pé da secção de cultura do Público na Internet. Sabendo que o espaço de cultura publica apenas três notícias em destaque (como as restantes secções, diga-se) sobre os assuntos da cultura, espanta que não haja actualizações informativas e que ninguém, na redacção online do jornal, repare na repetição inconsequente destas notícias. Até quando?

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

As curtas todas aqui

Charlie Chaplin criou a sua personagem imortal nas curtas-metragens em que participou a partir da segunda década do século XX. Primeiro como actor, depois com a acumulação de realizador. Antes de se aventurar na longa-metragem que lhe iria abrir portas para o estrelato internacional e para a concretização de um percurso artístico único no cinema (com "The Kid", 1921), Chaplin protagonizou dezenas de curtas - muitas geniais, outras meramente medianas e algumas até dispensáveis. Mas foi no período que compreende 1914 e 1917, que Chaplin definiu e desenvolveu a sua identidade artística e o seu estilo de humor. Existem no mercado caixas que contêm grande parte das curtas-metragens do autor de "A Quimera do Ouro". Mas para quem não quiser investir, pode sempre explorar este precioso site que tem - nada mais nada menos - do que 60 curtas-metragens do mestre do burlesco. Entrar aqui.

Domingo, 8 de Junho de 2008

Ele foi (também) o mestre do cameo


Ao longo de 50 anos de carreira, Hitchcock entrou em 37 dos seus filmes. Mas não como actor ou sequer como figurante. A participação nos filmes fazia-se por breves segundos e sem nunca proferir uma única palavra. Chama-se a esta peculiar forma de aparecer em filmes, cameo. E o cineasta entrou de forma muita diversa nos seus filmes: a entrar num autocarro, a ler um jornal, a passear um cão na rua, através de uma simples silhueta ou de uma fotografia no jornal. Muitos outros realizadores entraram nos seus filmes a fazerem de si próprios, mas nenhum outro utilizou o cameo de forma sistemática e obsessiva como o mestre do suspense. Hitchcock entendia o cameo como uma espécie de assinatura visual, e a cada novo filme estreado, os fãs tentavam descortinar qual o momento em que Hitch aparecia nas imagens (nem sempre era fácil). Na imagem, vê-se Hitchcock a beber champanhe num cocktail no filme "Notorious" (1956). Eis a lista completa dos cameos feitos por Hitchcock.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Take one

Confesso que não conhecia a revista de cinema Take. Tomei conhecimento através do blogue do crítico de cinema e cineasta Lauro António. Com a extinção da revista Premiere, é positivo que surjam novos produtos jornalísticos especializados em cinema. A Take ainda tem poucos números para se avaliar o resultado final do produto, mas parece-me que cumpre a sua função de divulgação e promoção dos assuntos actuais relacionados com a 7ª arte. Particularmente interessante é que a revista tem edição exclusiva online – pode-se ler directamente no site ou descarregar o respectivo documento em formato PDF. Curiosidade e novidade total (pelo menos para mim) é a possibilidade de folhear, literalmente, as folhas da revista com o movimento do rato!Para experimentar, basta clicar aqui.

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

O culto do mp3


Ao contrário do que muita gente pensa, a disponibilização de música em mp3 na Internet através de sites ou blogues, não é considerado crime. Um blogue de músicas online é um espaço de partilha virtual: é exactamente o mesmo que antigamente se fazia ao gravar, entre amigos, um disco de vinil para cassete ou um CD original para CD virgem. Teoricamente, poderá haver violação de copyright, mas acaba por ser tácito que é um processo que existe desde os primórdios da história da gravação - as únicas coisas que foram mudando ao longo dos anos foram os suportes de música. Outra diferença é que, na Internet, o efeito de multiplicação de cópias é maior e chega a muito mais gente. O acto ilegal e criminoso configura-se a partir do momento em que a pessoa que pirateia música extrai benefícios económicos com esse processo. Ou seja, quando alguém vende directamente e comercializa um produto pirateado passando por “original”. As regras do mercado discográfico alteraram-se radicalmente e o consumo de música, ditado pelos hábitos de fruição que a cibercultura impõe, passa cada vez mais pela internet e menos pela aquisição comercial do suporte físico original. A cultura do mp3 veio para ficar e para exterminar, aos poucos, todos os outros formatos de suporte musical.
Vem isto a propósito dos links que se encontram em baixo – são links de blogues de música de download gratuito. Aqui podemos encontrar um pouco de tudo: discografias completas de artistas consagrados, discos obscuros do rock progressivo dos anos 70, e raridades antigas e actuais de todos os géneros musicais (da música indiana à improvisada, do rock mainstream à pop electrónica). Basta dizer que o terceiro link desta lista (experimentaletc) abre logo com a discografia completa (ou quase) de John Zorn!
Vá lá, toca a sacar, asseguro que existem nestes blogues verdadeiras revelações e surpresas musicais.

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Obscena - virtual e física


Num mundo cada vez mais digital e informatizado, por vezes somos levados a pensar que a imprensa escrita tem tendência a acabar no seu formato de edição em papel. Ou, por outro lado, que cada vez mais o suporte de informação digital na internet é o suporte privilegiado em relação ao papel. Nem sempre é assim e, por enquanto, as duas formas de informação são válidas. Vem isto a propósito da excelente revista de artes performativas, a Obscena. Pode ser lida aqui. Começou por ser uma revista exclusivamente online (em Fevereiro de 2007). Passados alguns meses e outros tantos números, passou do formato digital para... papel de revista. Pode-se comprá-la em qualquer quiosque por 4,20€, mas também é possível descarregar em PDF alguns dos seus melhores artigos e reportagens. Apesar de ser uma aposta arriscada, parece-me antes de tudo uma excelente política de promoção e marketing. Por um lado, o formato electrónico não é desvalorizado, cativando as novas gerações habituadas aos conteúdos da internet e das formas de cibercultura; por outro, investe-se no formato papel porque, quer queiramos quer não, o formato de "revista física" é ainda o melhor formato para o exercício da leitura e como objecto gráfico e conceptual. Afinal, ainda há bons exemplos de convivialidade entre o mundo da escrita em papel e o do digital. Seja como for, vale bem a pena ler a Obscena, seja em que formato for.

Sábado, 17 de Maio de 2008

O papel do crítico musical


Este é um país que liga muito pouco à crítica de arte. Os críticos que escrevem para a imprensa generalista ou especializada, sejam de música, cinema, artes plásticas, literatura, ou de teatro, têm a nobre função de divulgar e promover os objectos culturais que analisam. Mas para quem escrevem os críticos? A verdade é que, na esmagadora maioria dos casos, os críticos escrevem para o próprio umbigo, para uns quantos iniciados e para... os outros críticos. É um círculo vicioso que em nada beneficia o leitor médio de jornais ou revistas. O exercício da crítica deve conter tanto de informativo como de emissão de juízo de valor e, tendencialmente, elaborada numa linguagem o menos técnica e hermética possível.
Vem esta introdução a propósito do facto de, no dia 15 de Maio, terem passado 3 anos da morte daquele que considero ter sido um dos melhores críticos de música que este país já teve: Fernando Magalhães (na foto). Com formação em filosofia, a paixão pela música e pelo jornalismo falou mais alto. Durante anos escreveu para diversas publicações, mas foi no (então) semanário Blitz e no diário Público que a escrita de Fernando Magalhães se fez notar. Para além do grande domínio da língua portuguesa, o jornalista tinha uma vasta e diversificada cultura musical, que lhe permitia dissertar com a mesma desenvoltura sobre fado, krautrock, electrónica experimental, world-music ou jazz (foi a ler muitas das suas críticas que desenvolvi o gosto pelas mestiçagens estéticas). Depois, detinha um sentido de humor férreo e cáustico, sobretudo quando fazia reportagens de concertos ao vivo. Tanto revelava valores musicais emergentes como escrevia longas recensões sobre artistas consagrados como Frank Zappa, Residents, Dead Can Dance, Kepa Junkera ou (o seu muito amado) Peter Hammil. Muitas vezes se queixou que o Público não lhe dava rédeas soltas para escrever sobre aquilo que queria realmente escrever (dado que privilegiava as correntes musicais marginais e alternativas), facto que lhe proporcionava uma angústia crescente enquanto profissional. A crítica musical de Fernando Magalhães era cirúrgica, extremamente bem construída, inteligente, pragmática e pedagógica (premissa importante mas desprezada por muitos críticos). Do panorama da crítica musical nacional, só o João Lisboa se lhe compara em dimensão jornalística e cultura musical. Das novas gerações, o estilo jornalístico de Magalhães deixou marcas em críticos como João Bonifácio (Público).
3 anos depois do seu desaparecimento, vale a pena ainda ler ou reler muitos dos seus textos, artigos, críticas e entrevistas. Basta abrir este espaço dedicado à memória da escrita de Fernando Magalhães.


Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

A história do clichê cinematográfico


Mesmo quem não seja cinéfilo e apenas espectador regular de cinema sabe que os clichês são recorrentes nos filmes. Parece mesmo que, sem eles, os argumentistas não podiam viver (bem, nem todos). Por exemplo: quantas vezes não vimos já a típica cena de alguém que entra num carro porque vai a fugir de outro alguém e... o carro não pega? Ou a cena em que o assassino parece que já morreu baleado com 23 tiros mas volta a levantar-se para aterrorizar a vítima (uma vez mais)? Ou o personagem bom que quer matar o mau e fica sem balas nesse preciso momento? Como estes, há milhares de outros clichês que fizeram - e continuam a fazer - a história do cinema - para o bem e para o mal. O site que está em baixo é um manual impressionante de lugares-comuns e chavões no cinema, vistos e revistos, gastos e recorrentes. Clichês da história, clichês visuais, de interpretação, de realização, enfim, para todos os gostos. Alguém teve a paciência de os compilar por temas. Claramente um site para qualquer aspirante a argumentista de cinema saber evitar (ou reformular, quem sabe) os clichês da história.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Para nostálgicos militantes


Quem nunca se sentiu nostálgico em determinado momento da vida? E nostalgia não é o mesmo que saudosismo. Saudosismo é sentir falta permanente do passado e viver amargurado com o presente. Ser-se nostálgico é gostar de reviver, momentaneamente, as coisas do passado com o coração mas com a cabeça assente no presente instante. Por qualquer motivo, descobri um site que faz militância das referências do passado, designadamente, do passado situado entre 1950 e 1990. Cinco décadas que são profusamente abordadas por tópicos: música, filmes, televisão, cultura, história, moda, desporto, tecnologia, etc. Esse site intitula-se, muito apropriadamente, Central Nostalgia, e lá podemos encontrar (quase) tudo o que foi importante, em cada categoria, nos anos 50 aos 90 do século passado. É uma arca de recordações ilustrada, uma espécie de wikipedia das referências passadas que marcaram a cultura popular da vida dos nossos pais e avós (e de nós próprios, conforme a idade de cada um).
Vale a pena fazer uma viagem nostálgica começando aqui.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Google: Deus é o mais popular?


Os números valem o que valem. Esta amostra é apenas uma curiosidade: a ideia foi fazer uma pesquisa aleatória por nomes conhecidos (e menos conhecidos) da cultura, desporto ou sociedade, no Google e reter os respectivos resultados dessas mesmas pesquisas. Como é óbvio, a fiabilidade dos resultados que o Google apresenta não é totalmente garantida, mas não deixa de ser curioso constatar que God (Deus) detém o maior número de resultados: 450 milhões (para 77 milhões de Allah, 18 milhões para Buda e apenas 2 milhões para Jesus Cristo); Segue-se Harry Potter que também ultrapassa a fasquia dos 100 milhões de resultados. Impressionante é o número de 77 milhões de resultados para o jogo de vídeo GTA (Grand Theft Auto). Os Radiohead superam em resultados os Beatles e os Rolling Stones (talvez devido ao mediatismo recente do álbum gratuito "In Rainbows"). David Beckham com 14 milhões e o golfista Tiger Woods, com 12 milhões de resultados são os desportistas mais populares (Ronaldo fica-se pelos 8 milhões) e Tom Waits fica-se por uns módicos 5.700.000 resultados. Harvey Lee Oswald, o assassino do presidente Kennedy, tem apenas 156 mil referências, enquanto o realizador russo Andrei Tarkovski consegue um total de 680.000. Por sua vez, a pesquisa por Carla Bruni oferece mais resultados do que Hitchcock ou Chaplin. Porque será?

Estão de seguida mencionados por ordem decrescente os resultados das pesquisas. No fundo, estes números nem surpreendem e muitas outras comparações poderiam ser feitas. Isto é uma brincadeira, mas há estrelas mediáticas por esse mundo fora que usam este método para atestar a sua popularidade.


God: 458.000.000
Harry Potter: 116.000.000
Britney Spears: 90.700.000
Allah: 77.100.000
GTA (GrandTheft Auto): 76.000.000
Madonna: 67.000.000
Código DaVinci: 48.200.000
Mozart: 40.900.000
Angelina Jolie: 36.100.000
George Bush: 31.700.000
Radiohead: 33.000.000
Rolling Stones: 25.200.000
Bill Gates: 21.900.000
The Beatles: 19.600.000
Buda: 18.900.000
David Beckham: 14.000.000
Tiger Woods: 12.100.000
Monty Python: 9.130.000
Cristiano Ronaldo: 8.650.000
Woody Allen: 7.690.000
Carla Bruni: 7.640.000
Dalai Lama: 6.510.000
Tom Waits: 5.760.000
Portishead: 5.400.000
Charlie Chaplin: 5.170.000
Alfred Hitchcock: 5.000.000
Anthony Braxton: 2.730.000
Jesus Cristo: 2.230.000
Maria Callas: 2.170.000
Fernando Pessoa: 1.510.000
Gore Vidal: 1.240.000
Amon Tobin: 1.100.000
Diamanda Galás: 1.070.000
Boris Vian: 857.000
Luís de Camões: 776.000
Andrei Tarkovski: 683.000
Guy Debord: 400.000
Camané: 215.000
Harvey Lee Oswald: 156.000
Luigi Russolo: 147.000
Mário Laginha: 130.000
Pedro Burmester: 24.000
Artavazd Pelechian: 15.000
...

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Ler Debord


Para quem quiser ler na íntegra o livro que influenciou a geração de Maio de 68 - "A Sociedade do Espectáculo" de Guy Debord, poderá fazê-lo lendo online ou guardá-lo e imprimi-lo para ler mais tarde. Para tal, é favor carregar aqui.

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

DVD à la carte


E que tal alugar o filme em DVD sem sair de casa? Sem pagar portes de correio e sem prazos fixos de entrega? Com uma boa selecção de filmes divididos em categorias? Com um serviço rápido e eficiente? Basta pagar uma mensalidade à escolha e pronto. São os videoclubes online. Há duas propostas de qualidade (sou cliente de um deles: Cineteka e Mooxuu.
Uma nova forma de olhar o consumo de filmes e de DVDs.

A mania do DVD


Para quem é cinéfilo e colecciona filmes em DVD, é impossível passar ao lado do mais informado e actualizado site sobre o tema: dvdmania é um site recheado de novidades, fóruns de discussão, críticas, procura e venda de títulos, etc. Um manancial de informação que, não raro, se torna viciante. É mesmo uma mania. Aqui.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Música amadora?

Chama-se Lasse Gjertsen e é um miúdo norueguês que se dedica à animação, ao vídeo e à música. Como muitos outros, de resto. Acontece que Lasse é um dos maiores fenómenos de popularidade do YouTube. Os seus vídeos de animação foram já vistos por milhões de cibernautas. Recorrendo às ferramentas básicas do Photoshop, de diversos programas de edição de vídeo e som e de grandes doses de criatividade, consegue pequenas pérolas (diria delírios) audiovisuais como este clip "Amateur":

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

A blogosfera mata!


Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Scorsese e o myspace

E eis que o grande Martin Scorsese aderiu ao myspace (e não é uma página de um fã, como é habitual). Página muito bem construída e repleta de informação. Scorsese sabe o que vale uma página de divulgação (não é que ele precise…) num sítio tão popular como o myspace e não é por acaso que já tem 66 mil “amigos”. Até se deu ao trabalho de colocar pequenos clips de boas-vindas. ah, e cita logo Robert Bresson na página principal! Não há pai para o Scorsese.

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

4'33'' - O silêncio de John Cage


Não deixa de ser interessante que o Nuno Markl, conhecido humorista nacional e divulgador das manifestações pop do cinema e da música (estas duas observações não têm nada de pejorativo), divulgue no seu blogue uma das obras mais radicais e vanguardistas da história da música: a interpretação da peça 4’33’’ de John Cage por uma orquestra. Cage foi um esteta revolucionário, mais pelo lado conceptual e teórico do que propriamente pelas suas composições musicais. E 4’33’’, apesar de ser porventura o seu trabalho mais conhecido (tratando-se de Cage deve dar-se uma conotação relativa ao termo “conhecido”), é aquela obra que dinamitou convenções musicais e permitiu abrir o espectro sonoro com a inclusão do silêncio na linguagem musical (ainda que não tenha sido o primeiro a fazê-lo, Cage foi o mais radical). 4’33’’ é uma obra sobre o silêncio, mas um silêncio imaginário, visto que John Cage pretendeu que o público “compusesse” a obra com os ruídos produzidos espontaneamente. Claro que, para Cage, tratava-se também de provocar a audiência com um sentido de humor muito próprio.
Nos anos 40 John Cage visitou uma câmara anecóica na Universidade de Harvard. Esta câmara é, basicamente, uma sala projectada de tal modo a cancelar todos os ruídos ambientes, sendo totalmente à prova de som. As câmaras anecóicas são usadas para medir as propriedades acústicas de instrumentos e microfones, e para executar experiências psico-acústicas. Cage entrou nessa câmara com o intuito de ouvir (ou não) o silêncio absoluto, mas como ele escreveu depois, "ouvi dois sons, um alto e um baixo. Quando os descrevi ao engenheiro de som, ele informou-me que o som alto era do meu sistema nervoso, e o baixo o meu sangue em circulação." Depois desta experiência, Cage escreveu (literalmente) a peça 4’33’’ com três movimentos e apresentou-a pela primeira vez ao vivo (com uma assistência atónica) com a interpretação do pianista David Tudor, em Agosto de 1952. Cage abriu, desta forma abrupta, novas portas de percepção sonora, acústica e estética.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

O virtual e o real


Vi ontem no canal AXN um episódio da série C.S.I. Nova Iorque. O argumento deste episódio baseava-se num rapariga que aparecia morta. Até aqui nada de novo, uma vez que é o ponto de partida habitual desta série de investigação criminal. O curioso é que essa rapariga estava vestida e maquilhada como um avatar do "Second Life", um popular site de realidade virtual 3D no qual qualquer pessoa pode assumir uma determinada identidade cibernética (há milhões de utilizadores por todo o mundo). Os investigadores não fizeram mais nada: para investigar o caso entraram no mundo virtual do "Second Life", criaram uma personagem e interagiram com o alegado assassino da tal rapariga. Parte do episódio passou-se em total emersão virtual, e era como se os polícias e o criminoso estivessem a jogar um jogo online de realidade virtual em 3D.
Apesar de ser ficção (a história, não o "Second Life"), pareceu-me um exemplo claro dos novos paradigmas de relações sociais modernas, as quais, cada vez mais, se desenvolvem em ambientes virtuais e menos em contacto físico directo. A realidade quotidiana acaba por se misturar com a realidade virtual, sendo o "Second Life" (entre outras plataformas digitais de comunicação) um meio privilegiado para qualquer pessoa poder projectar outra identidade e criar todo um universo pessoal paralelo (com as inerentes fantasias e sonhos que só podem concretizar-se no mundo virtual). Há quem esteja totalmente viciado no "Second Life", quem quase já não distinga o real do virtual, quem dê mais valor à vida criada no ciberespaço do que à vida real. Era o caso da rapariga do C.S.I. Nova Iorque.
Pierre Lévy
, filósofo e ensaísta francês especialista em cibercultura, revelou no seu livro "O Que é o Virtual?", como a sociedade moderna está a padronizar-se, cada vez mais, por modelos de funcionamento moldados pela tecnologia digital. Por outro lado, o paradigma de "Matrix" parece estar enraizado no nosso quotidiano e nas nossas vivências. Estas manifestações de cibercultura hão-de engolir-nos a todos, mais cedo ou mais tarde. E para o bem e para o mal.