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terça-feira, 2 de abril de 2013

É bem verdade

"Podes experimentar um download, mas não podes fazer o download de uma experiência"
Billy Bragg (músico, citado no jornal Expresso)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O realizador - criatura

"O cinema só trata daquilo que existe, não daquilo que poderia existir. Mesmo quando mostra fantasia, o cinema agarra-se a coisas concretas. O realizador não é criador, é criatura"

Manoel de Oliveira

domingo, 26 de dezembro de 2010

Antes que a cortina feche


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin (falecido no dia 25 de Dezembro de 1977).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Artista e intelectual


“As pessoas enganam-se sempre em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque os meus filmes perdem sempre dinheiro).”
Woody Allen
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Eis duas premissas verdadeiras que se podem aplicar a muitos criadores. Porém, no caso de Woody Allen, fazem todo o sentido: é um intelectual (não só porque usa óculos) e é um artista (não só porque os seus filmes perdem dinheiro).
E não, não estou enganado, Sr. Allen.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O tédio


"Não admira, pois, que o mundo vá de mal a pior e que os males aumentem cada vez mais, à medida que aumenta o tédio, e o tédio é a raiz de todo o mal. A história deste pode acompanhar-se desde os primórdios do mundo. Os deuses estavam entediados, pelo que criaram o homem. Adão estava entediado por estar sozinho, e por isso foi criada Eva. Assim o tédio entrou no mundo e aumentou na proporção do aumento da população.
Adão aborrecia-se sozinho, depois Adão e Eva aborreceram-se juntos, depois Adão e Eva e Caim e Abel aborreceram-se em família; depois a população do mundo aumentou e os povos aborreceram-se em massa. Para se divertirem congeminaram a ideia de construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. Esta ideia, por sua vez, é tão aborrecida como a torre era alta, e constitui uma prova terrível de como o tédio se tornou dominante."
Soren Kierkegaard

sábado, 8 de agosto de 2009

A função da música


"A missão mais importante da música reside em que esta tem de ser um medium subtil que penetre até aos átomos do homem, através de toda a pele, do corpo inteiro, e não apenas através dos ouvidos. Como dizia Stravinsky, o homem não se deve limitar apenas a ouvir, porque um pato também ouve. A música é o meio mais importante para colocar o homem em contacto com o seu criador."
Karlheinz Stockhausen (1928 - 2007)

sábado, 9 de maio de 2009

Encontrar a pepita

"Com toda a oferta, como é que se faz uma selecção musical do que vale a ou não pena de ser ouvido?"
Adolfo Luxúria Canibal: "Hoje é impossível fazer uma selecção. Há quem perca tempos infinitos a ouvir lixo na internet, nomeadamente no myspace. De vez em quando, no meio de milhares de toneladas de lixo, surge uma pepita. Mas isso é sempre assim. Já os prospectores de ouro trabalhavam uma vida inteira para encontrar uma pepita. As rádios, mesmo antes do advento da internet, deixaram de passar música. Mesmo no meu tempo, deixaram de passar música interessante. Hoje, efectivamente tem-se um grande acesso a tudo o que se faz, mas é preciso saber à partida o que é que se quer, para onde dirigir a busca. Senão, anda-se muito tempo à procura para não se encontrar nada".
In revista "Pormenores", número 1, Maio 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Uma sucessão de hábitos


“O hábito é o balastro que prende o cão ao seu vómito. Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos. Hábito é pois o termo genérico para os inúmeros contratos celebrados entre os inúmeros sujeitos que constituem o indivíduo e os seus inúmeros objectos correlativos. Os períodos de transição que separam as consecutivas adaptações representam as zonas perigosas na vida do indivíduo, perigosas, penosas, misteriosas e férteis, em que, por um momento, o tédio de viver é substituído pelo sofrimento de ser.”
Samuel Beckett, in "À Espera de Godot”

sábado, 24 de janeiro de 2009

The great art of films


"The great art of films does not consist of descriptive movement of face and body but in the movements of thought and soul transmitted in a kind of intense isolation. Most beautiful dumb girls think they are smart and get away with it, only because other people, on the whole, aren't much smarter.”
Lousie Brooks (1906 - 1985)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O medo é a pólvora


"Nada nos faz acreditar mais do que o medo, a certeza de estarmos ameaçados. Quando nos sentimos vítimas, todas as nossas acções e crenças são legitimadas, por mais questionáveis que sejam. Os nossos opositores, ou simplesmente os nossos vizinhos, deixam de estar ao nosso nível e transformam-se em inimigos. Deixamos de ser agressores para nos convertermos em defensores. A inveja, a cobiça ou o ressentimento que nos movem ficam santificados, porque pensamos que agimos em defesa própria. O mal, a ameaça, está sempre no outro. O primeiro passo para acreditar apaixonadamente é o medo. O medo de perdermos a nossa identidade, a nossa vida, a nossa condição ou as nossas crenças. O medo é a pólvora e o ódio o rastilho. O dogma, em última instância, é apenas um fósforo aceso. "
Carlos Ruiz Zafón
in "O Jogo do Anjo"

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O bem e o mal

"Conclui-se que tudo o que é mau se pratica com mais ou menos imaginação e paixão, enquanto o bem se caracteriza por uma inconfundível pobreza de afecto e mesquinhez. Se abstrairmos daquela grande fatia central do mundo e da vida ocupada por pessoas em cujo pensamento as palavras bem e mal deixaram de ter lugar desde que largaram as saias da mãe, então as margens, onde ainda há propósitos morais deliberados, ficam hoje reservadas àquelas pessoas boas-más ou más-boas, das quais algumas nunca viram o bem voar nem o ouviram cantar e por isso exigem de todas as outras que se extasiem com elas diante de uma natureza da moral com pássaros empalhados pousados em árvores mortas; o segundo grupo, por seu lado, os mortais maus-bons, espicaçados pelos seus rivais, manifestam, pelo menos em pensamento, uma tendência para o mal, como se estivessem convencidos de que é apenas nas más acções, menos desgastadas do que as boas, que ainda pulsa alguma vida moral.
De facto, tanto antes como hoje, não existem os maus-maus, facilmente responsabilizáveis por tudo; e os bons-bons são um ideal tão distante como a mais remota nebulosa"
Robert Musil, in "O Homem Sem Qualidades"

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O ar respirável do artista

"Sem autenticidade, sem educação, sem liberdade no seu significado mais amplo - na relação consigo mesmo, com as próprias ideias pré-concebidas, até mesmo com o próprio povo e com a própria história - não se pode imaginar um artista verdadeiro; sem este ar não é possível respirar."
Ivan Turgueniev
(escritor 1818-1883)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A diferença


"Todo o homem (escritor) que é original é diferente. Mas nem todo o que é diferente é original. A originalidade vem de dentro para fora. A diferença é ao contrário. A diferença vê-se, a originalidade sente-se. Assim, uma é fácil e a outra é difícil".
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tomar atalhos


"Aquilo a que a terminologia romântica chama génio ou inspiração não é mais do que encontrar empiricamente o caminho, seguir o próprio olfacto, tomar atalhos."
Italo Calvino

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A máscara

"Toda a acção é necessariamente mal conhecida. Para que não expressemos contradições de momento a momento, precisamos de uma máscara - como acontece se quisermos ser sedutores. Mas é preferível conviver com os que mentem conscientemente, porque esses também sabem ser verdadeiros conscientemente. Porque, a sinceridade habitual não passa de uma máscara, da qual não temos consciência."
Friedrich Nietzsche, in "A Vontade de Poder"

terça-feira, 29 de julho de 2008

O artista provinciano


"O artista é sempre um provinciano. Ele vive entre um mundo tangível e um intangível - essas são as fronteiras da sua província."
Federico Fellini

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Religião: verdadeira, falsa e útil


"A religião é vista pela gente comum como verdadeira, pelos sábios como falsa e pelos governantes como útil."
Séneca