Na lista dos "50 Discos Que Toda a Gende Deve Ouvir" elaborada pelo semanário Expresso, há um destaque a um disco que me é muito especial (marcou-me como melómano e influenciou-me como músico). Trata-se de "The Ascension" (1981) de Glenn Branca. O texto referente a este disco é assinado pelo crítico João Lisboa que, sabiamente, o considera fundamental para compreender as últimas décadas de história do rock (curiosamente, contrapõe esta obra de Branca com os 4'33'' de silêncio de John Cage).
Ora, porque é que este disco é tão especial e importante? Basicamente, porque, em 1981, Glenn Branca, em plena era revolucionária do movimento No Wave, esventra por dentro a estética do rock e explora novos domínios sónicos e sonoros. Com base em quatro guitarristas (dois dois quais elementos dos futuros Sonic Youth), um baterista e um baixista, Glenn Branca criou um rock instrumental de pendor formal quase sinfónico, recorrendo a riffs minimalistas e ritmos quase de um rigor mecânico (herança do Krautrock).
"The Ascension" é, por isso, um disco extremamente influente e visionário, prenhe de uma intensidade e de uma densidade completamente original à altura. Sem este disco e sem a visão iconoclasta do rock de Branca, não teria havido Sonic Youth, My Bloody Valentine, The Jesus & Mary Chain, Spacemen 3, e tantos e tantos outros grupos que recorreram à guitarra eléctrica como fonte de explosão sonora.
Em 2006 tive a oportunidade de entrevistar telefonicamente o músico Glenn Branca para a revista Mondo Bizarre. O resultado da entrevista pode ser lido abrindo este link.
Entretanto, caro leitor, aumente o volume dos altifalantes e carregue em play para ouvir (se conseguir) na íntegra esta obra fulminante da história do rock:
Ora, porque é que este disco é tão especial e importante? Basicamente, porque, em 1981, Glenn Branca, em plena era revolucionária do movimento No Wave, esventra por dentro a estética do rock e explora novos domínios sónicos e sonoros. Com base em quatro guitarristas (dois dois quais elementos dos futuros Sonic Youth), um baterista e um baixista, Glenn Branca criou um rock instrumental de pendor formal quase sinfónico, recorrendo a riffs minimalistas e ritmos quase de um rigor mecânico (herança do Krautrock).
"The Ascension" é, por isso, um disco extremamente influente e visionário, prenhe de uma intensidade e de uma densidade completamente original à altura. Sem este disco e sem a visão iconoclasta do rock de Branca, não teria havido Sonic Youth, My Bloody Valentine, The Jesus & Mary Chain, Spacemen 3, e tantos e tantos outros grupos que recorreram à guitarra eléctrica como fonte de explosão sonora.
Em 2006 tive a oportunidade de entrevistar telefonicamente o músico Glenn Branca para a revista Mondo Bizarre. O resultado da entrevista pode ser lido abrindo este link.
Entretanto, caro leitor, aumente o volume dos altifalantes e carregue em play para ouvir (se conseguir) na íntegra esta obra fulminante da história do rock:


