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sábado, 30 de junho de 2012

"A cena mais assustadora", disse Hitch

O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à "cena mais assustadora". Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real.
Trata-se de um episódio revelado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins e conta-se desta maneira simples: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse aos companheiros de viagem: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti."
Que espectáculo era esse? Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou a plenos pulmões: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando Hitchcock viu um espectáculo assustador

O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à cena mais assustadora. Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real.
Trata-se de um episódio revelado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins e conta-se desta maneira simples: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti." Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O espectáculo mais assustador


O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à cena mais assustadora. Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real. É um episódio contado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti." Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

domingo, 30 de dezembro de 2007

2007 - escolhas são escolhas


É inevitável. O calendário marca o fim de 2007. E no final do ano, fazem-se as recensões do melhor (e pior) do ano que passou. Já tinha colocado o post sobre os melhores discos, aqui e aqui; agora é a minha lista pessoal (e subjectiva) de filmes e livros. Do cinema há ainda títulos que quiçá poderiam incluir-se na lista mas que ainda não vi (os novos Cronenberg e Van Sant, por exemplo).

FILMES 2007:

1 – INLAND EMPIRE – DAVID LYNCH
2 – PECADOS ÍNTIMOS – TODD FIELD
3 – CONTROL – ANTON CORBIJN
4 – BUG – WILLIAM FRIEDKIN
5 – CARTAS DE IWO JIMA – CLINT EASTWOOD
6 – A VIDA DOS OUTROS - FLORIAN DONNERSMARCK
7 – ZODIAC – DAVID FINCHER
8 – O BOM ALEMÃO – STEVEN SODERBERGH
9 – DEATH PROOF – QUENTIN TARANTINO
10 – O LIVRO NEGRO – PAUL VERHOEVEN
11 – ZIDANE – RETRATO DO SÉCULO XXI – GORDON / PARRENO
12 - HALF NELSON - RYAN FLECK
13 - SHORTBUS - JOHN CAMERON MITCHELL
14 - 300 - ZACK SNYDER
15 - RATATUI - BRAD BIRD

Cinema - acontecimentos do ano:
- Mortes de Bergman e Antonioni
- Aclamação internacional (sobretudo nos EUA) de Pedro Costa
- Filme “Corrupção” e conflito realizador vs. produtor
- Encerramento de salas de cinema de autor – Quarteto, Nimas e King
- O apogeu do género documentário – Al Gore, "O Grande Silêncio", "Sicko", Doclisboa…
- Prémios para documentário "Ainda Há Pastores?"
- Sucesso de séries de televisão - 24, Prison Break, Dr. House, Lost...
- Editora Midas Filmes – edições DVD de cinema de autor
- Filme em qualidade 3D ("Beowulf")

Melhores edições DVD do ano:
- Colecção Fassbinder
- Colecção Tarkovski
- Colecção Hal Hartley
- Colecção Aalin Resnais
- Edição especial de "Blade Runner"
- Edição "Hiroshima Meu Amor + "Noite e Nevoeiro"
- Edição especial de Leni Riefenstahl
- Colecção "Os Malucos do Circo" - Monty Python
- Colecção Robert Bresson
- Pack Douglas Sirk
- "Histórias do Cinema" - Godard

Música - acontecimentos do ano:
- Golpe fatal na indústria discográfica – Radiohead, Madonna, Prince
- Morte de Tony Wilson, Stockhausen, Ligeti, Rostropovitch, Pavarotti e Oscar Peterson
- Ornette Coleman ao vivo na Gulbenkian
- Actividade cultural da ZDB
- Reconversão do jornal BLITZ para a revista BLITZ
- Nova orquestra de Câmara Portuguesa de Pedro Carneiro
- Profusão de concertos comentados
- Sucesso e qualidade do festival FMM Sines
Reedições do ano:
- Young Marble Giants - Colossal Youth
- Laurie Anderson - Big Science
- David Bowie - Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars
- Leonard Cohen - Songs of Love and Hate
- Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn
- Sonic Youth - Daydream Nation
- John Coltrane - My Favourite Things: Coltrane at Newport

LIVROS :

O FIM DA FÉ – SAM HARRIES
DEUS NÃO É GRANDE – CRISTOPHER HITCHENS
A DESILUSÃO DE DEUS – RICHARD HAWKINS
LENI – VIDA E OBRA DE LENI RIEFENSTAHL – STEVEN BACH
SOBRE HUMANOS E OUTROS ANIMAIS - JOHN GRAY
TODO O MUNDO – PHILP ROTH
AUTOBIOGRAFIA DOS MONTY PYTHON
GUIA TERAPÊUTICO DO CINEMA
– PEDRO MARTA SANTOS
GORE VIDAL – NAVEGAÇÃO PONTO POR PONTO
APRENDER A REZAR NA ERA DA TÉCNICA – GONÇALO M. TAVARES
CAL – JOSÉ LUÍS PEIXOTO
PURA ANARQUIA – WOODY ALLEN
O HOMEM EM QUEDA - DON DELILLO
BREVE HISTÓRIA DO FUTURO - JACQUES ATTALI

Livros - acontecimentos do ano:
- Consagração de Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe
- Crescimento dos e-books
- Debate entre Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares
- Proliferação editorial de livros sobre Salazar
- Abertura da megalivraria Byblos
- Paes do Amaral e o domínio do mercado livreiro
- Exagero de edições: 14 mil livros no ano, média 100 por semana.
- Proliferação massiva de romances históricos sucedâneos do Código DaVinci

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Contra a fé - linha avançada


Depois de Sam Harris e o seu livro "O Fim da Fé" (já abordado aqui); depois de Richard Dawkins e a sua contundente obra "A Desilusão de Deus", eis que Christopher Hitchens, eminente jornalista e escritor norte-americano, lança um livro ainda mais demolidor contra todo o tipo de credo religioso: "Deus Não é Grande". Hitchens não se limita a fazer um trocadilho fácil com a máxima "Deus é Grande" defendida pela cultura islâmica (não sei como Hitchens não foi alvo ainda de uma "fatwa"!). Vai mais longe ao derrubar tabus estabelecidos oriundos de quaisquer manifestações de fé, numa abordagem religiosa deveras radical e baseada num visão ultra-racionalista e crítica. O subtítulo diz tudo: "Como a religião envenena tudo". Ponto final. Numa entrevista, perguntaram a Hicthens se alguma vez tinha rezado na vida: "sim, rezei uma única vez para pedir um erecção mas a prece não foi atendida".
Seja como for, estes três autores representam a frente de ataque na discussão intelectual (cada vez mais acesa) entre criacionistas e evolucionistas norte-americanos. Harris, Dawkins e Hitchens levam o ateísmo às últimas consequências como raramente se viu. O debate mantém-se aberto e controverso.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A fé ensinada às criancinhas


Os EUA estão a viver um período complexo no que concerne à educação e ao paradigma de valores a incutir nas novas gerações. Por incrível que pareça, em pleno Século XXI, há muitos milhões de americanos que acreditam na corrente Criacionista da vida, isto é, uma corrente que interpreta à letra os postulados da Bíblia. Significa isto que os defensores do Criacionismo defendem a ideia de que o homem descende de Adão e Eva, que conviveu com os dinossauros e que o Dilúvio existiu mesmo, entre outros delírios romanceados como estes. Na prática, refutam todas as evoluções científicas e teóricas conseguidas pelo homem durante o século XIX e XX, como a teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin e todas as conquistas técnicas e tecnológicas. Em contraposição, o Evolucionismo é uma teoria científica fundamentada em achados fósseis concretos ou em experiências bio-genéticas realizadas, enquanto que o Criacionismo é abstracto, indemonstrável e desprovido de bases científicas. E o que tem este livro, “O Fim da Fé”, a ver com tudo isto? Tem a ver porque ataca toda a religião conotada com o Criacionismo, todo o tipo de manifestação religiosa, como causas dos males do mundo.
Na verdade, Sam Harris escreveu um dos mais violentos ataques contra os paradigmas religiosos, sejam de tendências extremistas ou moderadas. Defende que a razão e a ciência são as únicas estruturas basilares que sustentam a evolução da humanidade e que o terrorismo e se baseia na má interpretação da fé. “O Fim da Fé” (lançado pela Tinta da China), reclama o direito do homem a ser um pensador livre, sem amarras de dogmas infundados definidos em escrituras milenares e aponta a fé como a mais infame e fantasiosa forma de entender a vida humana. Na linha de outros cientistas ateus como Richard Dawkins (que editou recentemente o livro “A Desilusão de Deus”, Casa das Letras), Sam Harris é um intelectual que ousa derrubar tabus numa sociedade que parece cada vez mais prisioneira de dogmas, fundamentalismos e efabulações pseudo-religiosas.
www.samharris.org