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domingo, 10 de abril de 2011

O suicídio no cinema



O balanço da conferência foi bastante positivo, apesar do tempo muito controlado para explorar as múltiplas facetas do tema. Assistência: cerca de 150 pessoas. Filmes abordados (por ordem cronológica):
Luzes da Cidade (1931) - Charles Chaplin
Do Céu Caiu Uma Estrela (1946) - Frank Capra
Europa 51 (1952) - Roberto Rossellini
Vertigo (1958) - Alfred Hitchcock
Fogo Fátuo (1963) - Louis Malle
A Grande Farra (1973) - Marco Ferreri
O Inquilino (1976) - Roman Polanski
Face a Face ((1976) - Ingmar Bergan
Annie Hall (1976) - Woody Allen
O Caçador (1978) - Michael Cimino
Nostalgia (1983) - Andrei Tarkovsky
Full Metal Jacket (1987) - Stanley Kubrick
Clube dos Poetas Mortos (1989) - Peter Weir
Thelma & Louise (1991) - Ridley Scott
Os Condenados de Shawshank (1994) - Frank Darabont
Leaving Las Vegas (1995) - Mike Figgis
O Sabor da Cereja (1997) - Abbas Kiarostami
As Virgens Suicidas (1999) - Sofia Coppola
Vida Interrompida (1999) - James Mangold
Wilbur Quer Matar-se (2001) - Lone Scherfig
Suicide Club (2001) - Shion Sono
The Royal Tenenbaums (2001) - Wes Anderson
As Regras da Atração (2002) - Roger Avery
As Horas (2002) - Stephen Daldry
Sylvia (2003) - Christine Jeff
Caché (2005) - Michael Haneke
Last Days (2005) - Gus Van Sant
A Ponte (2006) - Eric Steel
Mary & Max (2007) - Adam Elliot
Control (2007) - Anton Corbijn
Inception (2010) - Christopher Nolan
The Sunset Limited (2011) - Tommy Lee Jones
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Filmes que ficaram de fora da lista mas que podiam ter entrado: Gente Vulgar Perfume de Mulher Little Miss Sunshine Beleza Americana Magnolia Amor de Perdição Interiores Um Homem Simples El Topo A Noiva Estava de Luto Veronika Decide Morrer Abre los Ojos Os Cavalos Também se Abatem Donnie Darko Romeu e Julieta Old Boy (Nota: Akira Kurosawa tentou o suicídio em 1971)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Top 10 cinema italiano


O cinema italiano, à semelhança do francês, é um cinema que teve períodos de grande relevância histórica, cultural e estética na história do cinema mundial. São dois países cujas marcas de autor e de originalidade mais se fizeram sentir ao longo de décadas. Duas cinematografias muito criativas e pujantes.
Se em Itália emergiu o movimento Neo-Realista (Rossellini, Vittorio De Sica, Visconti) logo no pós-guerra, em França surgiu a não menos importante Nova Vaga na década de 60 (Godard, Truffaut, Rohmer, Rivette, Resnais...), que trouxe uma nova sensibilidade e uma nova forma de fazer cinema que marcaria para sempre a Sétima Arte.
Numa deambulação que fiz pela internet sobre cinema italiano, deparei-me com uma lista dos 10 melhores cineastas italianos de sempre. E é esta, por ordem decrescente:

10 - Robert Benigni
9 - Sergio Leone
8 - Pier Paolo Pasolini
7 - Franco Zeffirelli
6 - Roberto Rossellini
5 - Luchino Visconti
4 - Vittorio De Sica
3 - Bernardo Bertolucci
2 - Michelangelo Antonioni
1 - Federico Fellini
______________________
As listas valem o que valem, mas custa-me a acreditar que Bertolucci seja considerado melhor realizador do que Visconti ou do que Vittorio De Sica. Assim como me causa certa estranheza ver o Zeffirelli à frente de Pasolini e do Sergio Leone. Ou nem sequer constar Nani Moretti.
Já os dois primeiros lugares - Fellini e Antonioni - são, quanto a mim, inquestionáveis.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O melhor cinema dos anos 40


O blogue "My One Thousand Movies" está a publicar um extenso conjunto de filmes dos anos 40, desde clássicos intemporais até raridades pouco vistas e conhecidas. No seguimento deste ciclo, o autor do blogue desafiou diversos leitores (eu incluído) a elaborarem uma lista pessoal dos filmes preferidos da década de 1940 (subjectiva, como todas as listas).
Eis as minhas preferências pessoais:

1. "O Grande Ditador" (1940) - Charlie Chaplin
2. "A Corda" (1948) - Alfred Hitchcock
3. "Ladrões de Bicicletas" - (1948) - Vittorio De Sica
4. "Laura" (1944) - Otto Preminger
5. "Casablanca" - Michael Curtiz
6. "Citizen Kane" (1941) - Orson Welles
7. "Pagos a Dobrar" (1944) - Billy Wilder
8. "Roma Cidade Aberta" (1945) - Roberto Rossellini
9. "O Terceiro Homem" (1949) - Carol Reed
10. "Ter ou Não Ter" (1945) - Howard Hawks

domingo, 1 de novembro de 2009

Notícias do Expresso

Da leitura do semanário Expresso retirei algumas informações e notícias interessantes:

- Na entrevista ao realizador Francis Ford Coppola, este refere que se sente chocado com o nível de violência excessiva e sádica dos filmes de terror actuais. Diz: "O Padrinho" tinha violência, mas era porque fazia parte da história. Agora há filmes em que um acto de tortura sádica e brutal se tornou banal."

- Os jornalistas Jorge Calado e José Mário Silva cilindram (é o termo) o recente livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido". Jorge Calado termina mesmo a sua crítica dizendo isto: "Num país que se apraz em regulamentar tudo, espero que a edição portuguesa do livro de Dan Brown apareça com uma advertência na capa - como acontece nos maços de cigarros -, alertando os potenciais leitores para os perigos do produto no que respeita à saúde mental e à consciencialização científica dos portugueses."

- Entretanto, o próprio escritor Dan Brown revela em entrevista que tem ideias para mais 12 romances guardadas num cofre. Ui!

- Sérgio Godinho escolhe o belo "Stromboli" de Roberto Rossellini como um dos filmes da sua vida (mas também complementa dizendo que poderia ser um do Truffaut, um do Buñuel, um do Bergman ou um do Bresson...).

- Excelente artigo de Luciana Leiderfarb sobre o regresso a Portugal do compositor norte-americanos Steve Reich; e bom texto crítico de João Lisboa sobre o último disco de uma das melhores bandas pop de sempre - Prefab Sprout.

- A escritora Lídia Jorge revela o seu filme preferido: "Andrei Rubliev" de Andrei Tarkovski. à pergunta "O que gosta mais de fazer?", Lídia Jorge responde: "Além de escrever, gosto de passear entre árvores e de ir para dentro do mar. E gosto de cidades, praças, teatros, de me meter no meio das multidões. Ir para um café e ficar a ver pessoas a comerem bolos e a beberem sumos dá-me alegria."

- Woody Allen, referindo-se à actriz Penélope Cruz: "Não gosto de olhar para Penélope directamente. É demasiado esmagador."

sábado, 1 de agosto de 2009

Momentos e Imagens - 26


Fotografia de um momento único: a reunião de três grandes realizadores italianos: Vittorio De Sica, Roberto Rossellini e Federico Fellini.

sábado, 30 de maio de 2009

Momentos e Imagens - 5


É uma fotografia notável tirada pelo fotógrafo e músico negro Gordon Parks, no intervalo das filmagens de "Stromboli" (1950) de Roberto Rossellini: a actriz Ingrid Bergman olha de soslaio enquanto em segundo plano, de forma quase espectral, estão três mulheres vestidas de igual a olhar para ela. Uma imagem simultaneamente misteriosa e bela.

E o que dizer desta imagem em que vemos a actriz Brigitte Helm, num intervalo do filme "Metropolis" (1927) de Fritz Lang, a beber por uma palhinha e a ser "secada"? Recordemos que Brigitte Helm interpretava, neste clássico filme do período mudo, o robô Maria.

domingo, 29 de junho de 2008

Cinema - os italianos


O cinema italiano, à semelhança do francês, é um cinema que teve períodos de grande relevância histórica, cultural e estética na história do cinema mundial. São dois países cujas marcas de autor e de originalidade mais se fizeram sentir ao longo de décadas. Se em Itália emergiu o movimento "Neo-Realista" (Rossellini, Vittorio De Sica, Visconti) logo no pós-guerra, em França surgiu a não menos importante "Nova Vaga" na década de 60 (Godard, Truffaut, Rohmer, Rivette...), que trouxe uma nova sensibilidade e uma nova forma de fazer cinema que marcaria para sempre a sétima arte.
Numa deambulação pela internet, deparo-me com uma lista dos 10 melhores cineastas italianos de sempre. E é esta:
10 - Robert Benigni
9 - Sergio Leone
8 - Pier Paolo Pasolini
7 - Franco Zeffirelli
6 - Roberto Rossellini
5 - Luchino Visconti
4 - Vittorio De Sica
3 - Bernardo Bertolucci
2 - Michelangelo Antonioni
1 - Federico Fellini

As listas valem o que valem, mas custa-me a acreditar que Bertolucci seja considerado melhor realizador do que Visconti ou Vittorio De Sica. Assim como me causa certa estranheza ver o Zeffirelli à frente de Pasolini e do Sergio Leone. Já os dois primeiros lugares - Fellini e Antonioni - são, quanto a mim, inquestionáveis.