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Nesta quinta-feira, dia 21, irei à Universidade da beira Interior, convidado pelo Departamento de Comunicação e Artes, no âmbito da primeira Jornada dedicadà à Música e ao Cinema. O tema será a abordar: "Possibilidades Estéticas da Relação entre Música e Cinema", tendo como ponto de partida a Trilogia Qatsi, de Godfrey Reggio.
A Trilogia Qatsi representa uma revolução na estética audiovisual contemporânea. Herdeiro da linguagem visual das primeiras experiências do documentário sem palavras de Dziga Vertov, Hilary Harris ou Walter Ruttmann, o realizador Godfrey Reggio preconiza uma nova forma de olhar as imagens e ouvir os sons, propondo uma nova relação expressiva entre ambos meios de comunicação e criando uma verdadeira obra de arte audiovisual. Com a música de Philip Glass, Godfrey Reggio mostra-nos um mundo saturado de imagens pré-fabricadas, fruto da sociedade hiper-acelerada e materialista, uma sociedade onde a Natureza foi suplantada pelo advento maciço do modelo de vida moderno tecnológico e digital.
Nesta quinta-feira, dia 21, irei à Universidade da beira Interior, convidado pelo Departamento de Comunicação e Artes, no âmbito da primeira Jornada dedicadà à Música e ao Cinema. O tema será a abordar: "Possibilidades Estéticas da Relação entre Música e Cinema", tendo como ponto de partida a Trilogia Qatsi, de Godfrey Reggio.
A Trilogia Qatsi representa uma revolução na estética audiovisual contemporânea. Herdeiro da linguagem visual das primeiras experiências do documentário sem palavras de Dziga Vertov, Hilary Harris ou Walter Ruttmann, o realizador Godfrey Reggio preconiza uma nova forma de olhar as imagens e ouvir os sons, propondo uma nova relação expressiva entre ambos meios de comunicação e criando uma verdadeira obra de arte audiovisual. Com a música de Philip Glass, Godfrey Reggio mostra-nos um mundo saturado de imagens pré-fabricadas, fruto da sociedade hiper-acelerada e materialista, uma sociedade onde a Natureza foi suplantada pelo advento maciço do modelo de vida moderno tecnológico e digital.
Ao mesmo tempo uma meditação hipnótica em imagens e sons e uma crítica feroz ao estilo de vida alienado do homem moderno, esta primeira obra da trilogia produz no espectador um impacto que tem tanto de emocionante como de atordoador. A música minimal do genial Philip Glass, composta milimetricamente para cada sequência visual, acrescenta uma mais valia estética que enriquece de forma admirável o primeiro filme da trilogia. Esta obra, dado o seu enorme valor artístico, faz parte da colecção permanente do The Museum of Modern Art (Nova Iorque) e do The British Film Institute (Londres).
A apresentação vai procurar estabelecer as relações entre as imagens e a música do filme "Koyaanisqatsi", assim como as principais características e virtudes do cinema inovador de Godfrey Reggio e de como ele configura uma nova era da comunicação audiovisual que influenciou o cinema, a publicidade, a produção televisiva e a cultura do videoclip. Não serão descuradas as influências que o próprio Reggio assimilou oriundas de várias correntes do cinema experimental.
A jornada contará ainda com os temas “Taxi Driver: Motivos e Estilos Musicais”, por Paulo Dias, e “Significação Musical e Definição de “Espaços Cinematográficos”: Trilogia da Morte de Gus Van Sant”, por Helder Gonçalves.










