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sábado, 2 de maio de 2015

O legado de uma canção



Ben E. King faleceu e o seu maior legado foi a famosa canção "Stand By Me" composta em 1961. Canção plena de soul obteve imenso sucesso até aos dias de hoje. Consta que existem mais de 400 gravações oficiais com versões e milhares de interpretações de músicos e cantores amadores.
O jornal espanhol El País reuniu 10 icónicas versões, desde John Lennon aos U2, de Eric Clapton aos Imagine Dragons (versão que tem apenas uns meses).
Para ver e ouvir aqui.

sábado, 9 de março de 2013

Interpretar "Stalker"

Já li muita literatura ensaística sobre o cinema do realizador russo Andrei Tarkovski, mas talvez nunca me tenha confrontado com um texto tão sagaz e curioso como este da revista de cinema "Contracampo", que chega a comparar o filme "Stalker" com o "Stand By Me" de Bob Reiner (!). E o seu autor, Luiz Carlos Oliveira Jr., explica porquê com argumentos perfeitamente legítimos.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Stephen King no cinema


Durante o ano de 2012 vamos assistir, pelo menos, a dois filmes com base em obras literárias de terror do escritor Stephen King: um remake de "Carrie" e "A Good Marriage".
Se há um nome incontornável da literatura moderna de terror esse nome só pode ser Stephen King. Herdeiro da tradição literária dos contos góticos e fantásticos de Edgar Allan Poe e Lovecraft, King desenvolveu um extraordinário talento para contar histórias de notável suspense e horror (sobrenaturais ou não). E não esqueçamos que King se revelou não apenas como escritor do género de terror, como também ao nível da ficção que nada tem a ver com o medo. São os casos dos livros "Stand by Me" e "Shawshank Redemption", cujas adaptações cinematográficas foram deveras notáveis.
Por outro lado, se há escritor cujas obras foram, bastas vezes, adaptadas ao cinema (e à televisão), Stephen King também lidera a lista. Foram, literalmente, dezenas e dezenas de filmes com base em contos, novelas e romances do mestre do terror fantástico. Muitas adaptações são sofríveis porque apenas exploraram o filão comercial do nome do escritor sem quaisquer resultados em termos artísticos. Mas muitos outros realizadores conseguiram transpor para o grande ecrã as histórias de King com grande mestria.
E há até realizadores que, praticamente, só fazem filmes com base em histórias de King (como Frank Darabont). De todos os filmes que conheço baseados na obra de Stephen King, eis os meus 12 filmes favoritos:
12 - "A Janela Secreta" (2004) de David Koepp
11 - "Pet Sematary" (1989) de Mary Lambert
10 - "1408" (2007) de Mikael Håfström"
9 - "Christine" (1983) de John Carpenter
8 - "Carrie" (1976) de Brian De Palma
7 - "The Green Mile" (1999) de Frank Darabont
6 - "The Mist" (2007) de Frank Darabont


E o magnífico top 5:


5 - "Misery" (1990) de Bob Reiner

4 - "The Dead Zone" (1983) de David Cronenberg

3 - "Stand by Me" (1986) de Bob Reiner

2 - "Os Condenados de Shawshank" (1994) de Frank Darabont

1 - "The Shining" (1980) de Stanley Kubrick

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O cinema na escola (finalmente)

Já por diversas vezes escrevi no blogue sobre a importância do cinema como ferramenta de educação para os mais novos. Hoje mesmo o jornal Público publicou uma reportagem sobre um plano de cinema a implementar nas escolas. Acho uma intenção de louvar por parte do Secretário de Estado da Cultura. Veremos quando e de que forma se irá concretizar este plano. Numa coisa acertou: na intenção de valorizar o cinema como uma ferramenta educacional e de afirmação artística junto dos jovens estudantes. É fundamental que esse ambicioso plano seja acompanhado de uma contextualização histórica e de uma preparação pedagógica essenciais para fomentar uma proveitora relação entre os jovens e o cinema.
Na verdade, se há uma idade na qual o cinema pode ter uma influência marcante na construção do gosto estético do indivíduo, essa idade é a da adolescência. Ora, em 2005, o British Film Institute revelou uma lista de 50 filmes que os adolescentes deveriam ver. Era uma lista bastante heterogénea em termos de diversidade de títulos (e épocas) e muito homogénea no que se refere à qualidade. Agora foi o site Flavorwire a mostrar uma lista - mais pequena - de 10 filmes que os adolescentes devem ver. É uma lista interessante mas assaz discutível no que se refere a alguns títulos:

- "O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei"
- "Stand By Me" (na imagem)
- "A Princesa Mononoke"
- "O Padrinho"
- "Labirinto"
- "Psico"
- "Juno"
- "O Fabuloso Destino de Amélie"
- "Rebelde Sem Causa"
- "Baraka"
------
Um comentário breve: Concordo com todos estes títulos (saúdo especialmente "Baraka"!) à excepção de um: "Psico" de Hitchcock. Apesar dos jovens de hoje estarem habituados a ver filmes de terror e de violência gráfica, parece-me que o terror psicológico do filme de Hitch é demasiado denso e perturbador para cabeças de 13 ou 14 anos. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O poder da Voz Off


Há várias formas de contar uma história no cinema. Uma das formas de que gosto mais é através da chamada voz off, ou seja, uma voz que narra os acontecimentos do filme. Curiosamente, este foi um recurso utilizado sobretudo após a segunda grande guerra, com especial desenvolvimento a partir dos anos 80. A voz off confere outra dimensão à dinâmica narrativa e dramática de um filme (mais ainda se o filme em questão for um drama ou um thriller). E uma boa voz representa sempre uma personagem, na forma de papel de narrador passivo ou activo na história do filme. Há vozes que narram a história tão marcantes como os personagens principais dos filmes. Mais: se juntarmos a uma voz carismática um bom texto, inspirado e acutilante, então o efeito é deveras poderoso como veículo comunicacional.

Fiz um esforço de memória e seleccionei alguns filmes, sem critério específico e de forma algo aleatória, cujas vozes off são absolutamente determinantes na consumação da qualidade geral da obra cinematográfica:

Kevin Spacey – “Usual Suspects”
Kevin Spacey - “American Beauty”
Morgan Freeman – “Shawshank Redemption”
Max Von Sydow - "Europa"
Edward Norton – “Fight Club”
Martin Sheen – “Apocalypse Now”
Richard Dreyfuss – “Stand By Me”
Harrison Ford - “Blade Runner”
Woody Allen - “Annie Hall”
F. Murray Abraham – “Amadeus”
Malcoml McDowell – “Laranja Mecânica”
William Holden - “Sunset Boulevard”
Ray Liotta – “Goodfellas”
Barry Humphries - “Mary and Max”
John Hurt - “Dogville”
Tom Hanks - “Forrest Gump”
(voz não creditada) - “O Fabuloso Destino de Amélie”
(voz não creditada) - “How Green Was My Valley”
(voz não creditada) - “Last Year at Marienbad”
(voz não creditada) - “A Barreira Invisível”
(voz não creditada) - “Morangos Silvestres”
(...)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia Mundial da Criança

No Dia Mundial da Criança, recordo um dos melhores filmes feitos sobre esta fase da idade. “Conta Comigo” (“Stand by Me”, 1986) de Bob Reiner.

Baseado num conto do mestre do terror Stephen King, “Conta Comigo” relata uma bela história de quatro amigos de 12 anos que se envolvem numa aventura durante dois dias. Nesse espaço de tempo e durante esse percurso, cada uma das crianças revela os seus medos e sentimentos, num jogo de partilha e união entre todos. Os verdadeiros laços da amizade, do companheirismo e da experiência do crescer estão reflectidos neste filme original.

Dois factos: 1) Stephen King prova que não é apenas um notável especialista na manipulação do medo, mas também um escritor sensível à exploração das emoções humanas; 2) River Phoenix tem neste filme o início da sua fulgurante e curta carreira, visto ter morrido aos 23 anos, após ter participado na saga Indiana Jones.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Stephen King - as adaptações ao cinema


Se há um nome incontornável da literatura moderna de terror esse nome só pode ser Stephen King. Herdeiro da tradição literária dos contos góticos e fantásticos de Edgar Allan Poe e Lovecraft, King desenvolveu um extraordinário talento para contar histórias de notável suspense e horror, sobrenaturais ou não. E não esqueçamos que King se revelou, não apenas como escritor do género de terror, como também ao nível da ficção que nada tem a ver com o medo. São os casos dos livros "Stand by Me" e "Shawshank Redemption".
Por outro lado, se há escritor cujas obras foram, bastas vezes, adaptadas ao cinema (e à televisão), Stephen King também lidera a lista. Foram, literalmente, dezenas e dezenas de filmes com base em contos, novelas e romances do mestre do terror fantástico. Muitas adaptações são sofríveis porque apenas exploraram o filão comercial do nome do escritor sem quaisquer resultados em termos artísticos. Mas muitos outros realizadores conseguiram transpor para o grande ecrã as histórias de King com grande mestria. E há até realizadores que, praticamente, só fazem filmes com base em histórias de King (como Frank Darabont). De todos os filmes que conheço baseados na obra de Stephen King, eis os meus 12 filmes favoritos:

12 - "A Janela Secreta" (2004) de David Koepp
11 - "Pet Sematary" (1989) de Mary Lambert
10 - "1408" (2007) de Mikael Håfström"
9 - "Christine" (1983) de John Carpenter
8 - "Carrie" (1976) de Brian De Palma
7 - "The Green Mile" (1999) de Frank Darabont
6 - "The Mist" (2007) de Frank Darabont
E o magnífico top 5:
5 - "Misery" (1990) de Bob Reiner

4 - "The Dead Zone" (1983) de David Cronenberg

3 - "Stand by Me" (1986) de Bob Reiner

2 - "Os Condenados de Shawshank" (1994) de Frank Darabont

1 - "The Shining" (1980) de Stanley Kubrick

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O filme e o livro (e vice-versa)



Já aqui tinha abordado a relação entre o cinema e a literatura. É sabido que desde o início da história do cinema que a literatura (o teatro, menos) tem servido de inspiração para a evolução da 7ª arte. Grandes obras-primas do cinema resultaram de adaptações de livros menores e grandes obras literárias redundaram em filmes medíocres. José Saramago recusou, durante anos, autorizar a adaptação de livros seus para cinema, invocando o argumento de que o cinema "destrói a imaginação". Compreendo o sentido da afirmação, mas refuto que seja uma verdade tão linear. A literatura e o cinema são duas linguagens muito diferentes e, cada uma à sua maneira, projectam a imaginação do receptor (espectador/leitor) de formas distintas. O cinema, quanto mim, não só não destrói a imaginação como a estimula para terrenos que, porventura, a literatura não provoca. Os estímulos visuais potenciam e enriquecem outros estímulos. E as imagens associadas a essa tão eficiente expressão artística que é a música, chegamos a um resultado imagético total e irrepreensível. Uma coisa me parece certa: nem um bom livro substitui um bom filme, e vice-versa. São duas formas de fruição estética que, no fundo, se complementam.
Por isso uma conversa que me parece redundante é aquela que se centra na relação de qualidade entre um livro e o filme que se baseou nesse mesmo livro. Ou seja: saber qual é melhor: o livro "As Vinhas da Ira" de John Steinbeck ou adaptação cinematográfica de John Ford? É melhor o filme "O Processo" de Orson Welles ou o livro homónimo de Franz Kafka? Qual tem mais qualidade artística: o livro "Ensaio Sobre a Cegueira" de Saramago ou o filme "Blindness" de Meirelles? Dezenas de outros exemplos poderiam ser enumerados. Quanto a mim, é uma conversa inconsequente.
O curioso é que o site List Universe acabou de publicar uma interessante (e discutível) lista de filmes que são melhores do que os livros que lhe deram origem. Lá podemos encontrar filmes como "O Padrinho", "Tubarão", "Silêncio dos Inocentes" ou "Blade Runner". O melhor filme recenseado é o "Stand by Me" de Bob Reiner com base num livro de Stephen King. Nada contra. Link.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Conta comigo


A sociedade do espectáculo impinge-nos a ideia de que a época de Natal é a época do amor, do enaltecimento da amizade, da confraternização entre os homens. Seja. Curiosamente, ontem mesmo vi um filme que é o paradigma de todos esses valores, ainda por cima protagonizado por crianças: “Conta Comigo” (“Stand by Me”, 1986) de Bob Reiner. Baseado num conto do mestre do terror Stephen King, “Conta Comigo” relata uma bela história de quatro amigos de 12 anos que se envolvem numa aventura durante dois dias. Nesse espaço de tempo e durante esse percurso, cada uma das crianças revela os seus medos e sentimentos, num jogo de partilha e união entre todos. Os verdadeiros laços da amizade, do companheirismo e da experiência do crescer estão reflectidos neste filme original. Dois factos: 1) King prova que não é apenas um notável especialista na manipulação do medo, mas também um escritor sensível à exploração das emoções humanas; 2) River Phoenix tem neste filme o início da sua fulgurante e curta carreira, visto ter morrido aos 23 anos, após ter participado na saga Indiana Jones.