quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pedro Borges e o cinema

A morte do cinema, é verdade ou é retórica?
Isso é para as pessoas se entreterem. O grande cinema deixou de ser arte popular. Se o John Ford ou o Hitchcock hoje fizessem filmes, não tinham espectadores nenhuns. Mas não foram os filmes que mudaram, foram as pessoas. O tempo de filas, semanas a fio, para ver filmes do Bergman ou do Truffaut acabou.
Mas porque é que acabou? Foi o blockbuster?
Não, foram as pessoas. Havia um certo tipo de pessoas com estatuto cultural e social para quem era obrigatório ir ao cinema ver esse tipo de filmes (como hoje é obrigatório beber 3 litros de cerveja ao sábado à noite ou ir ao futebol dar urros) e que ficaram aliviadíssimas quando isso deixou de ser obrigatório.
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Quem responde assim, sem papas na língua, é Pedro Borges, conhecido produtor, exibidor e distribuidor cinematográfico, outrora responsável pela Atalanta e, actualmente, mentor da melhor editora de DVD do mercado: a Midas Filmes.
O site de cinema À Pala de Walsh entrevistou-o e aconselho a ler o resultado dessa entrevista, na qual Borges emite opiniões bem formadas e pertinentes sobre o mundo do cinema e tudo o que gira à sua volta.
Com larga experiência no mercado e com vastos conhecimentos do meio, Pedro Borges aborda sem rodeios o estado do cinema em Portugal e no estrangeiro. Para que conste.

4 comentários:

joao amorim disse...

curiosamente vi hoje esta entrevista do joao botelho que põe as responsabilidades precisamente no sector da distribuição. vale a pena ver.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=DnLAWXag1Qg

Ricardo Vieira Lisboa disse...

Muito obrigado pela referência, pedia só que corrigisses de blogue para site, trabalhamos todos os dias para tentar marcar essa diferença... mas não temos tido muito sucesso. eheheh.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Ok Ricardo, vou rectificar.

Marcelo C,M disse...

Não creio que seja isso