segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Fim da Odisseia



E pronto.

Finalizei  o visionamento dos 5 DVDs (15 horas!) do monumental documentário "The Stoty of Film: An Odissey" sobre a história do cinema. Foi deveras uma odisseia saborosa, uma experiência enriquecedora. O balanço é muito positivo, como referi numa análise mais detalhada neste post.
O autor de tamanha obra, Marc Cousins (na imagem), merece todas as honras pelo incrível trabalho que realizou. Claro que já conhecia muitos dos filmes e histórias que são abordados, mas o olhar peculiar de Marc Cousins fez-me compreender de forma diferente esses mesmos filmes e histórias. Por outro lado, fiquei também a conhecer cinematografias do mundo não ocidental que Cousins abordou, assim como dar mais atenção a alguns realizadores que julgava menores.
Claro que em 15 horas de documentário sobre uma história tão complexa e diversificada como a do cinema, não é fácil fazer uma selecção de temas a explorar. Tanto mais que nessa selecção há sempre a necessidade de deixar de fora filmes e cineastas.
Sem querer condenar o trabalho e as opções do autor sobre as suas legítimas escolhas, não deixo por isso de manifestar a minha surpresa pela não referência de realizadores que julgo importantes e que Cousins nunca mencionou ao longo do documentário. 
Isto porque Marc Cousins sempre privilegiou neste documentário os realizadores mais criativos e inventivos ao longo das várias décadas.
Daí que me pergunto porque é que nunca falou de cineastas como:

- Alejandro Jodorowsky
- Guy Maddin
- Maya Deren
- Chris Marker
- Wes Craven
- Roger Corman
- John Carpenter
- Dario Argento
- Béla Tarr (fez apenas uma referência ultra-rápida!)
Entre outros.

Mas escolhas são escolhas e respeito isso.
No fundo, Marc Cousins é um cinéfilo "old school" e não se coíbe de fazer afirmações como estas:

6 comentários:

The Druid disse...

Antes de mais obrigado pela dica sobre esta obra!

Vi ontem o episodio 10 e o Alejandro Jodorowsky é abordado com The Holy Mountain...

è claro que fica sempre pessoas e obras por referenciar mas penso que captou o essencial desta arte!


Para quem quer estudar cinema tem aqui uma boa escola!

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Não sei como me "escapou" o Jodorowsky... Deve ter sido mesmo uma referência muito subtil ou foi falta de atenção da minha parte.

Rato disse...

Dessa pequena lista aí de cima as ausências menos "desculpáveis" são as de Dario Argento e sobretudo John Carpenter.

Alexandre disse...

Olá Victor,

O Chris Marker também é referido, o filme em questão é o "Sans Soleil".

Abraço,

Alexandre

Zenit Saphyr disse...

O Jodorowsky, o Deren, o Craven, Corman e o Béla Tarr (sobretudo este último!!!) não são referidos por não serem nada importantes na história real do cinema...

O Béla Tarr nada mais é que um imitador barato do Tarkovsky e os outros pouco acrescentaram de novo ao cinema....

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Que bela piada, Zenit!...