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sábado, 19 de setembro de 2015

Diálogos e bateria

Lembram-se do filme "Uma Questão de Honra" (1992, Bob Reiner) no qual ficou famoso o diálogo final entre Tom Cruise e Jack Nicholson? A frase mais célebre seria a de Nicholson - "You Can't Handle the Truth!". Pois bem, um baterista brasileiro de nome Felipe Continentino resolveu fazer algo muito pouco provável: acompanhar o diálogo com ritmos de jazz. Cada palavra, cada expressão, cada entoação é acompanhada com os pratos e tambores do baterista. 

Simplesmente original e brilhante.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cruise teima em ser jovem à força

"Top Gun" de Tony Scott foi um grande êxito de 1986. Foi o filme da projecção internacional de Tom Cruise e de Kelly McGillis (que nunca nunca conseguiu desenvolver uma carreira de sucesso). 
A verdade é que se passaram quase 30 anos e Tom Cruise parece que não envelheceu comparativamente à imagem do filme (tem agora 52 anos). A actriz Kelly MgGillis, mesmo sendo 5 anos mais velha do que Cruise, envelheceu de forma natural. 
As más línguas juram que Tom Cruise gasta fortunas em cremes milagrosos e cirurgias estéticas para manter esta aparência sempre juvenil. Eu acho ridículo que o actor tenha essa obsessão pela eterna juventude. Não há nada como saber envelhecer com sobriedade e naturalidade. Aliás, tenho medo de ver a cara de Cruise quando chegar aos 60 anos...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"The Shawshank Redemption"


Sabia que o realizador Bob Reiner esteve para realizar "The Shawshank Redemption"? Para tal contava com os actores Tom Cruise e Harrison Ford nos principais papéis. E que Alfonso Freeman, filho de Morgan Freeman, participou no mesmo filme? Estas e mais dez curiosidades sobre "The Shawshank Redemption" aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O mistério fascinante das máscaras

Na biografia de Stanley Kubrick de John Baxter leio que o realizador confessou a um assistente de realização (ou de produção, não me recordo) que considerava "Eyes Wide Shut" (1999) o seu melhor filme. Eu não acho que seja o melhor filme de Kubrick (seria se não houvesse "Shining", "Laranja Mecânica" ou "2001, Odisseia no Espaço"), mas não deixa por isso de ser uma obra profundamente kubrickiana. Uma obra que explora os mecanismos do desejo e da traição, o testamento perfeito em jeito de súmula da obra de Kubrick.
Seja ou não o melhor filme de Kubrick, creio que é inegável que este filme tem algumas das melhores sequências jamais filmadas pelo realizador. Como esta que retrata o ritual de máscaras da mansão onde o Dr. Harford (Tom Cruise) se perde na visão da sensualidade misteriosa dos corpos. É uma sequência de uma impressionante qualidade plástica e sonora, encenada como só os génios são capazes. E sempre que revejo a sequência, arrepia-me a fascinante música, os movimentos do ritual, o enigma sedutor dos olhares anónimos por detrás das máscaras.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Dicionário de Cinema Para Snobs - Parte 4

"Apesar de se orgulharem de ter um gosto extremamente afinado, os cinéfilos snobs são também criaturas perversas capazes de elogiar perdidamente alguns trabalhos de chapa mais flagrantes, a que os próprios realizadores não ligam puto ("é isso que os torna tão brilhantes, tão audazes!"). Por vezes, os snobs iludem-se e convencem-se de que aquele estrume cinematográfico, ao qual dedicaram horas sem fim e webzines pagas do seu próprio bolso, tem algum significado cultural digno de uma dissertação doutoral e impossível de ser apreendido pelos fãs de Tom Cruise.
Segue-se um guia do consumidor para uma snobeira fidedigna."

Dez Causas Célebres dos Snobs Que Valem a Pena:
- Robert Aldritch
- John Cassavetes
- Manny Farber
- "Freaks"
- Nouvelle Vague
- Expressionismo Alemão
- Guy Maddin
- Sam Peckinpah
- Spaghuetti Western
- Wire-Fu

Dez Causas Célebres dos Snobs Que São Fraudulentas:
- "O Impérios dos Sentidos"
- Maya Deren
- Dogma 95
- Robert Downey Jr.
- Peter Greenaway
- "L'Atalante"
- Tom Laughlin
- Filmes de luta livre mexicana
- "O Insustentável Peso do Trabalho"
- Filmes de mulheres-na-prisão

domingo, 3 de maio de 2009

Robert De Niro lidera o ranking


A revista Empire resolveu investigar quais os actores que mais "morreram" nos filmes. Isto é, saber quais os actores cujas personagens mais morrem nos filmes. Para espanto de muitos (eu próprio), o primeiro actor com mais mortes no cinema é um dos melhores da sua geração: Robert De Niro (na imagem: "Cape Fear" de Scorsese, no qual De Niro interpreta o demoníaco Max Cady - que morre no fim do filme, claro).
Na verdade, quando pensamos que só actores de segunda categoria ou geralmente conotados com a interpretação de vilões, o engano é redondo. Grandes estrelas de Hollywood que julgamos que apenas encarnam papéis de heróis salvadores da pátria e da rapariga, morrem abundantemente, quase sempre porque são os "maus da fita".

Eis a lista:

- Robert De Niro (14 mortes)
- Bruce Willis (11)
- Johnny Depp (9 ½ - ressuscitou em "Pirata das Caraíbas")
- Brad Pitt (9); Al Pacino (9); Jack Nicholson (9); Dustin Hoffman (9); Christian Bale (9)
- Denzel Washington (7)
- George Clooney (5); Robert Downey Jr. (5)
- Tom Cruise (4)
- Mel Gibson (3)
- Harrison Ford (2); Will Smith (2)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Nem uma coisa, nem outra

Um crítico de cinema do Público (não me recordo qual) disse, a propósito de “Valquíria” com Tom Cruise na pele do conspirador Claus von Stauffenberg, que o melhor plano estético de todo o filme era aquele em que o oficial alemão faz a saudação nazi sem a mão (que perdera num ferimento de guerra). O Jornal de Letras, pela pena do jornalista Manuel Halpern, disse precisamente o oposto: que esse plano enfraquecia decididamente a estética do filme de Bryan Singer. Eu acho que nem uma coisa, nem outra.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Stauffenberg e a conspiração falhada


Já há muito tempo (anos) que não assistia a uma sessão de cinema à meia-noite. Foi o que fiz para ver o filme "Valquíria" de Bryan Singer. É sempre uma sensação refrescante assistir, na sala escura, no início da madrugada, a um filme com menos de 10 espectadores presentes - ainda que com um grupo ruidoso de adolescentes munido com monstruosos pacotes de pipocas e baldes de coca-cola. 
"Valquíria" não desiludiu, mas também não entusiasmou como julgava ser possível, dado o extraordinário potencial dramático que a história continha. Singer filma as peripécias da planificação do atentado a Hilter com fluidez narrativa e boa gestão do suspense. A realização é sóbria e eficaz, e a câmara filma com segurança o decorrer da história. Há uma grande secura na forma como é filmada esta complexa e incrível conspiração de um grupo de oficiais nazis de alta patente, não enveredando por abordagens excessivamente espectaculares muito ao gosto de Hollywood. A memória histórica de um momento importante da 2ª Guerra Mundial foi preservada e nunca escamoteada. Só por isso o filme já valeria a pena.
Polémicas à parte em relação à escolha de Tom Cruise para interpretar o carismático Coronel Claus von Stauffenberg (por causa do actor pertencer à Cientologia), julgo que se deve realçar o facto de Cruise encarnar com muita convicção o oficial nazi que, contra o seu juramento de devoção à pátria alemã mas em defesa dos seus princípios morais, desencadeia um meticuloso plano para derrubar o regime nacional-socialista e assim colocar um ponto final na guerra que dizimava a Europa. Particularmente sublime é a sequência (talvez a mais tensa de todo o filme) na qual Stauffenberg entrega o documento da "Operação Valquíria" a Hitler, esperando que o ditador nazi assine a nova versão, para dessa forma ser possível dar o primeiro passo para o início da conspiração. 
"Valquíria" revela-se um objecto de cinema construído eficazmente e com total rigor e respeito pelos factos históricos. O elenco é fabuloso (maioritariamente, com actores ingleses) e o crescendo de intensidade narrativa bem orquestrado. Menos convincente foi a interpretação de Adolf Hitler (David Bamber) que, nas suas curtas intervenções no filme, não conseguiu, nem de perto nem de longe, igualar a magnífica criação de Hilter levado a cabo por Bruno Ganz no filme "A Queda" (2004). No entanto, é dele (Hitler), uma das frases que definem a essência do hediondo regime nazi: "Para perceber o Nacional Socialismo é preciso perceber Wagner".

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tom Cruise e o Brasil


Isto da vida de estrela de cinema tem muito que se lhe diga. Tom Cruise andou por terras brasileiras a promover o seu último filme, "Valquíria". Só que as coisas não lhe saíram muito bem. Esforçou-se por falar a língua materna, o português, mas saiu-lhe o vocabulário em castelhano ("hola" e "gracias" foram as palavras proferidas), porventura por pensar que era a língua materna do Brasil. Mas esta "gaffe" nem foi a pior. Para rematar, e porventura querendo ser simpático para com os brasileiros, afirmou gostar muito do país por causa do sol e do... tango! Claro que a imprensa não gostou destes deslizes (ou melhor: manifestações de ignorância) e criticou o actor. Espero que Tom Cruise saiba, ao menos, que o personagem que interpretou em "Valquíria", o coronel Claus von Stauffenberg, falava em vida alemão e não austríaco ou holandês...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"Valquíria": os primeiros 6 minutos


"Valquíria" vai estrear já esta semana em Portugal. O filme com Tom Cruise no papel do coronel nazi Stauffenberg que liderou o atentado contra Hitler, teve críticas mornas na imprensa estrangeira. Duvido que por cá os nossos críticos o aceitem positivamente. De qualquer modo, já que não se pode ver já o filme completo, podem-se ver aqui os primeiros seis minutos de "Valquíria", que começa com momentos de reflexão de Stauffenberg e termina com violentos ataques aliados (na sequência dos quais o oficial nazi perderia um olho). O filme não começa mal, portanto. O problema é saber se os seguintes 114 minutos de película correspondem às expectativas geradas pelos primeiros 6.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cruise e o nazismo


O filme "Valkyrie" de Bryan Singer estreou no final do ano na América com críticas divergentes: entre o bom e o mediano. Como se sabe e já o disse aqui em Abril, a estrela Tom Cruise interpreta o papel do oficial nazi Klaus von Stauffenberg, autor do plano (falhado) para assassinar Adolf Hitler em 1944 e colocar, assim, um ponto final à devastadora Segunda Guerra Mundial. Cruise refere que se preparou obsessivamente para interpretar Stauffenberg, lendo livros e vendo documentários sobre este oficial nazi de alta patente que engendrou (com outros oficiais) um complexo atentado contra Hilter, na chamada operação "Valkyrie".
A obsessão do realismo foi ao ponto do actor americano vestir um uniforme nazi... verdadeiro. Tom Cruise revela que no início sentiu uma certa ansiedade por envergar um uniforme real, mas justifica a opção por querer sentir-se mais "próximo do espírito de Stauffenberg". Curiosamente ou talvez não, interpretar uma figura histórica suscita quase sempre polémica. Tal como em Portugal a família de Amália Rodrigues não gostou da forma como foi retratada a fadista no filme "Amália", também na Alemanha os descendentes de Klaus von Stauffenberg, levantaram um coro de protestos pelo facto de um americano (ainda por cima da Igreja da Cientologia, considerada uma seita na Alemanha) interpretar uma figura tão importante da história alemã recente. Polémicas à parte (porque o que interessa mesmo é a obra de cinema e não as questiúnculas periféricas), estou muito curioso e interessado em ver o filme, que estreará em Portugal no dia 5 de Fevereiro.

domingo, 12 de outubro de 2008

"South Park" volta a atacar


A série de animação "South Park" sempre primou pela controvérsia e ousadia. Homer e Bart Simpson são umas figuras da mamã comparativamente com a rebeldia cáustica das personagens de "South Park". Desde que está no ar nas televisões norte-americanas, há cerca de 10 anos, a série provocou inúmeras polémicas pelo carácter transgressor e subversivo, recorrendo ao humor crítico feroz e sem contemplações. Muitas das vezes, os alvos são figuras públicas que quase ninguém ousaria criticar ou melindrar. Como é natural, há sempre vozes conservadoras que se levantam contra os autores da série (Matt Stone e Trey Parker) e, em defesa da mesma, encontram-se os defensores acérrimos da liberdade de expressão.
Há uns anos, o actor Tom Cruise serviu de vítima ao humor corrosivo da série (por causa da Cientologia), e há um ano resolveram meter-se com a intocável Rainha de Inglaterra, quando esta apareceu a suicidar-se com um tiro de pistola na boca porque a Inglaterra não conseguia invadir os EUA (!). Agora, outra nova polémica estalou com um episódio dos meninos insurrectos de "South Park": num dos últimos episódios, surgem os realizadores Steven Spielberg e George Lucas a abusar sexualmente de... Indiana Jones! As reacções de reprovação não se fizeram esperar na Internet e nos órgãos de comunicação social. Há mesmo quem se interrogue se a série não foi longe de mais nesta forma de fazer humor. Eu ainda não vi este episódio, mas acredito que matenha carradas de causticidade como é habitual em "South Park". E ainda bem. Digo eu.

sábado, 10 de maio de 2008

Hitler, outra vez


Depois do filme "A Queda" sobre os últimos dias de Hitler no bunker de Berlim, , eis que surge um novo filme sobre o ditador alemão. Trata-se de um filme em que Adolf Hitler surge retratado como um artista falhado em Viena. Os historiadores referem que foi devido ao seu falhanço como pintor que o motivou a seguir a carreira política. Consta-se que o filme será uma espécie de comédia e estreará no próximo ano na Alemanha. A ver vamos.
Entretanto, o facto mais importante referente a Hitler e à Segunda Guerra Mundial é este: morreu há dias o último sobrevivente do grupo que tentou matar Hitler em 1944 com a operação "Valkyrie", cuja adaptação ao cinema está a ser ultimada como referi neste post. Esse último sobrevivente chamava-se Philipp von Boeselager (na imagem), era um oficial Nazi que se revoltou contra a política de extermínio nazi de Hitler, tinha 90 anos e teve nas suas mãos a possibilidade de assassinar a tiro Hilter numa determinada ocasião. Depois, integrou o grupo que liderou a conspiração para matar Hilter à bomba, operação liderada pelo general Claus von Stauffenberg (no filme de Bryan Singer este general é interpretado por Tom Cruise). O atentado falhou, e dos responsáveis pela operação "Valkyrie", Boeselager foi dos poucos que sobreviveu, tendo-se escondido e refugiado da predadora Gestapo. Boeselager viveu o resto dos seus dias obcecado com a ideia de que podia ter mudado o rumo da história quando teve oportunidade de matar Hilter: "vejo Hitler a menos de um metro de mim e penso: deveria ter disparado." As decisões de uns meros segundos poderiam ter ditado a alteração radical do rumo da guerra e Philipp von Boesalager teve nas mãos essa possibilidade. A comunicação social também perdeu a oportunidade de falar deste facto e de lembrar a heroicidade de homens que não se submetem ao jugo paranóico de outros homens. No entanto, praticamente ignorou a morte deste resistente. Seria uma boa forma de lembrar a opinião pública de que o Holocausto foi há pouco mais de 60 anos. Há tão pouco tempo que só há dias morreu o último sobrevivente dos oficiais alemães que tentaram assassinar Hilter.

terça-feira, 15 de abril de 2008

O atentado a Hitler


Quem é este homem? Ou serão antes dois? Na verdade, são dois homens mas que significam um só. O retrato da esquerda corresponde ao Coronel Claus von Stauffenberg, oficial Nazi e mentor de um complexo plano que conspirou contra a vida de Adolf Hitler. O rosto da direita é do actor Tom Cruise, sobejamente conhecido no mundo do estrelado de Hollywood. Cruise interpreta o papel principal (o de Stauffenberg, precisamente) no muito aguardado filme (estreia nos EUA apenas em Fevereiro de 2009) "Valkyrie", do realizador Brian Singer. "Valkyrie" era o nome de código da operação para matar Hilter no dia 20 de Julho de 1944, uma cuidada operação que pretendia colocar uma bomba por debaixo da mesa de trabalho de Hilter, num reunião de oficiais alemães. A bomba estava escondida numa mala que Stauffenberg colocou estrategicamente ao lado das pernas do ditador Nazi. O conspirador alegou ter de sair da sala e, poucos minutos depois, explode aparatosamente a bomba. Morreram quatro oficiais de Hitler mas este, miraculosamente, escapa ao atentado praticamente ileso (com escassos ferimentos ligeiros). Stauffenberg e os outros colaboradores (altas patentes da hierarquia militar Nazi) foram descobertos e executados sumariamente. Apesar de ter saído com vida do atentado, Hilter nunca mais foi o mesmo, acentuando ainda mais a sua paranóia pela segurança e pelo medo de novas conspirações. Para os historiadores não há dúvidas: se o atentado tivesse tido sucesso, o rumo da história da 2ª Grande Guerra teria sido bem diferente...
Este foi um dos episódios mais importantes da Segunda Guerra Mundial, ainda que nem sempre devidamente explicado e contextualizado. Durante muitos anos permaneceu obscuro. Apesar de já se saber o rumo da história, o realizador Brian Singer promete um filme repleto de acção e suspense, revelando pormenores históricos nunca antes revelados. Depois do êxito do filme "A Queda" (2005), que retratou os últimos dias de Hilter no bunker de Berlim, este "Valkyrie" continuará a explorar o filão histórico do declínio do 3º Reich. Como apaixonado por esse período da história, só tenho a agradecer e a esperar, ansiosamente, por poder visionar esse filme. Enquanto isso, pode-se sempre espreitar o trailer do filme e demais informação no site oficial.