A apresentar mensagens correspondentes à consulta clutchy hopkins ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta clutchy hopkins ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de janeiro de 2011

Balanço 2010 - Os discos internacionais


1 - Gonjasufi - "A Sufi and a Killer"
2 - The Young Gods - "Everybody Knows"
3 - The Arcade Fire - "The Suburbs"
4 - Massive Attack - "Heligoland"
5 - Tricky - "Mixed Race"
6 - Black Mountain - "Wilderness Heart"
7 - Clutchy Hopkins - "The Story Teller"
8 - LCD Soundsystem - "This is Happening"
9 - Gogol Bordello - "Trans-Continental Hustle"
10 - Wavves - "King of the Beach"
11 - Sleigh Bells - "Treats"
12 - The National - "High Violet"
13 - Efterklang - "Magic Chairs"
14 - Laurie anderson - "Homeland"
15 - Mathew Herbert - "One One"
Reedição do ano:

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Clutchy Hopkins e Mickey Mouse

Clutchy Hopkins é um artista anónimo. Apesar de surgir em fotografias como um homem de idade e com longas barbas, a verdade é que ninguém sabe, ao certo, quem ele é. Como referi neste post, é provável que seja um produtor e/ou músico ligado aos Beastie Boys.
Ora, alguém pegou numa música de Clutchy Hopkins e colou-a ao primeiríssimo filme de animação do Mickey Mouse - "Steamboat Willie" de 1928.
O resultado é deveras contagiante.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009 - Os discos

Sem ordem particular:

Animal Collective - "Merriweather Post Pavilion"
Two Fingers - "Two Fingers"
Fuck Buttons - "Tarot Sport"
Dan Deacon - "Bromst"
Sonic Youth - "The Eternal"
The xx - "The xx"
Micachu & The Shapes - "Jewlerry"
The Horrors - "Primary Colours"
Black Lips - "200 Million Thousand"
Dirty Projectors - "Bitte Orca"
Clutchy Hopkins Meets Lord Kenjamim - "Music is my Medicine"
John Zorn - "Filmworks XXIII - El General"
Sparks - "The Seduction of Ingmar Bergman"
Tortoise - "Beacons of Ancestorship"
Zu - "Carboniferous"
The Mars Volta - "Octahedron"
Sigur Ros - "We Play Endlessy"
Squarepusher - "Numbers Lucent"
Ben Frost - "By The Throat"
Tom Waits - "Glitter and Doom Live"
David Sylvian - "Manafon"
The Cinematic Orchestra - "Les Ailes Pourpres"
AGF/Delay - "Symptoms"
Boredoms - "Super Roots 10"
Kasabian - "The West Rider Pauper Lunatic Asylum"
DJ Spooky - "Spooksong"
PJ Harvey And John Parish - "A Woman A Man Walked By"
Grizzly Bear - Veckatimest
Leonard Cohen - "Live in London"
Lightning Bolt - "Earthly Delights"
Jah Wobble and the Chinese Dub Orchestra - "Chinese Dub"
KTU - "Quiver"
Cecilia Bartoli - "Sacrificium"
Nils Petter Molvaer - "Hamada"
Mexican Institute of Sound - "Soy Sauce"
Luke Vibert - "Rhythm"

Capa do ano:

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O novo disco do músico que ninguém sabe quem é


Há um ano dei conta, neste post, de um músico idoso e de barbas brancas, com o estranho nome de Clutchy Hopkins. A verdade é que este homem não é o verdadeiro músico que se faz passar por Clutchy Hopkins. O verdadeiro músico (ou músicos) por detrás do nome é anónimo, ainda que haja várias suspeitas que seja alguém com experiência na área do rock, dub, jazz, DJ, funk e hip-hop. DJ Shadow ou Money Mark (que trabalhou com os Beastie Boys) são nomes referidos como possíveis encarnações do conceito Clutchy Hopkins.
Seja como for, acaba de ser lançado o terceiro disco do artista, em parceria com um tal Lord Kenjamim, que por acaso, ninguém sabe quem é (o mais cedo é ser mais uma personalidade inventada para confundir ainda mais as coisas).
"Music is My Medicine" (belo título, já agora), é um fecho em grande da trilogia de discos de Clutchy Hopkins: derivações de estéticas que ondulam entre ambiências jazzísticas, ritmos de funk e hip-hop, alguma instrumentação reggae, e scratch de DJ, num todo musical híbrido e contagiante. Quem quiser conhecer o músico pode abrir o seu myspace (apropriadamente intitulado "Who is Clutchy Hopkins").
Quem quiser arriscar e sacar logo o álbum inteiro, basta carregar em "Music is My Medicine".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Top 2008

Balanço

Último dia do ano. Tal como fiz o balanço no final de 2007, estas são as minhas escolhas para o ano de 2008. Não sei se são as melhores. São aquelas que gostei de desfrutar ao longo do ano. Uma selecção pessoal. Nada mais. Mas há uma confissão a fazer: no fim de um ano de imensa produção cultural, a sensação com que fico é de uma certa frustração incómoda. Isto porque, depois das escolhas feitas, fico sempre com a nítida impressão de que ficaram muitas mais referências de fora que não tive oportunidade de conhecer. Muitos filmes que não vi, muitos discos que não ouvi, muitos livros que não li. A produção cultural é cada vez maior e torrencial a cada ano que passa. Milhares e milhares de objectos culturais são despejados para o mercado, quase indistintamente. Descortinar a qualidade no meio da quantidade é cada vez mais difícil e ingrato.

A própria comunicação social sente-se incapaz de dar vazão a tanta informação. E por isso, certos discos e filmes importantes são por vezes relegados para o fundo da prateleira por falta de espaço editorial ou por conflitos de interesses jornalísticos. Conseguir fazer uma selecção criteriosa dos produtos de qualidade dos que não têm interesse nenhum, exige esforço redobrado do cidadão comum para recolher cada vez mais informação (através de revistas, internet, jornais, rádio…) de molde a definir a sua própria opinião. O tempo é escasso para fruir (e usufruir) as propostas mais interessantes (no fundo, resume-se tudo ao que disse neste post). Ainda há filmes, discos e livros que ainda não conheço mas que provavelmente entrariam para a lista de preferências que se seguem... Agora é esperar que 2009 entre em força com boas e novas propostas.

Filmes:

Ainda não vi “Corações” de Alain Resnais, “A Turma” de Laurent Cantet, “Quatro Noites com Anna” de Jerzy Skolimowski, “O Homem de Londres” de Béla Tarr, “Destruir Depois de Ler” de Ethan e Joel Coen, “A Ronda da Noite” de Peter Greenaway, “Antes que o Diabo Saiba que Morreste” de Sidney Lumet, “Fome” de Steve McQueen, “Gomorra” de Matteo Garrone, “Em Bruges” de Martin McDonagh, “Austrália” de Baz Luhrmann…

1 – “Este País Não é Para Velhos” – Ethan e Joel Coen
2 – “Alexandra” – Alexander Sokurov
3 – “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” – Cristian Mungiu
4 – “No Vale de Elah” – Paul Haggis
5 – “Haverá Sangue” – Paul Thomas Anderson
6 – “O Segredo de um Cuzcuz” - Abdellatif Kechiche
7 – “O Lado Selvagem” – Sean Penn
8 – “Sweeney Todd” – Tim Burton
9 – “The Darjeeling Limited” – Wes Anderson
10 – “Os Falsificadores” - Stefan Ruzowitzky
11 – “Wall-E” – Andrew Stanton
12 – “Nós Controlamos a Noite” – James Gray
13 – “O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford” – Andrew Dominik
14 – “O Orfanato” - Juan Antonio Bayona
15 – “Michael Clayton” – Tony Gilroy
16 – “Joy Division” – Grant Gee
17 – “The Mist” – Frank Darabont
18 – “O Acontecimento” - M. Night Shyamalan

Discos:

Apesar do hype da imprensa, ainda não ouvi discos como Fleet Foxes, Beach House, Dirty Projectors, Bon Iver, Evan Parker, Hercules & Love Affair, Silver Jews, The Dodos, Fennesz, Cut Copy, Hot Chip, She and Him…

1 - Secret Chiefs 3 – “Xaphan Book of Angels Volume 9”
2 - Leila – “Blood, Looms and Blooms””
3 - Clutchy Hopkins – “Walking Backwards”
4 - TV On The Radio – “Dear Science”
5 - Man Man – “Rabbit Habits”
6 - Portishead – “Third”
7 - Bombay Dub Orchestra – “3 Cities”
8 - Metaform – “Standing on the Shouders og Giants”
9 - Tricky – “Knowle West Boy”
10 - Stag Hare – “Black Medicine Music”
11 - Amon Tobin – “Foley Room Recorded Live In Brussels”
12 - Camille – “Music Hole”
13 - Nico Muhly – “Mothertongue”
14 - Gang Gang Dance – “Saint Dymphna”
15 - Devotchka – “A Mad And Faithful Telling”
16 - Girl Talk – “Feed the Animals”
17 – DJ Rupture – “Uproot”
18 - Fuck Buttons – “Street Horrrsing”
19 - Original Silence – “The Second Original Silence”
20 - Santogold – “Santogold”
21 - Firewater – “The Golden Hour”
22 - Matmos – “Supreme Baloon”
23 - Boredoms – “Super Roots #9”
25 - Paavoharju – “Laulu Laakson Kukista”
25 - Vampire Weekend – “Vampire Weekend”
26 - Ladytron – “Velocifero”
27 - The Bug – “London Zoo”
28 - Brazillian Girls – “New York City”
29 - Melvins – “Nude With Boots”
30 - Spiritualized – “Songs in A & E”

Discos portugueses:

Confesso que não fui um ouvinte regular de música portuguesa em 2008. Mas do que fui ouvindo ao longo do ano, gostei de: Deolinda, A Naifa, Mandrágora, Rocky Marsiano, peixe : avião, Linda Martini, Mesa, Melech Mechaya, Mikado Lab, Gala Drop, The Vicious Five, Mão Morta, Dead Combo…

Livros

Queria ter lido (espero ainda ler durante 2009): “Os Nus e os Mortos” de Norman Mailer, “Histórias de Amor” de Robert Wasler, “A Derrocada de Baliverna” de Dino Buzzati, “Contos Completos” de Truman Capote, “Correcção” de Thomas Bernhard, “Castelos Perigosos” de Céline, “Musicofilia” de Oliver Sacks, “O Jovem Estaline” de Simon Montefiore…

1 - “Sonderkommando” – Shlomo Venezia
2 – “Lacrimae Rerum” – Slavoj Zizek
3 – “A Monstruosidade de Cristo” – Slavoj Zizek
4 – “A Filosofia Segundo Woody Allen” - Vários autores
5 – “A Filosofia Segundo Alfred Hitchcock” – Vários autores
6 – “Em Busca do Grande Peixe” – David Lynch
7 – “A Febre” – Jean-Marie Le Clézio
8 – “O Jogo do Mundo” – Júlio Cortázar
9 – “O Homem Sem Qualidades Vol.1” – Robert Musil
10 – “Património” - Philip Roth
11 – “Toda a Música que eu Conheço” – António Victorino D’Almeida
12 – “Homem na Escuridão” - Paul Auster

Edições em DVD

Caixa “John Cassavetes”
Caixa “Hal Hartley”
Caixa “Wim Wenders”
Caixa "Mel Brooks"
“O Estranho Mundo de Jack”
– Edição Especial
“Casablanca” – Edição Coleccionador
“The General – Pamplinas Maquinista” – Ed. Especial
“Vertigo – A Mulher que Viveu Duas Vezes” – Ed. Especial
“Hstória(s) do Cinema” – Jean-Luc Godard
“Holocausto”
“Um Coração Selvagem” – Ed. Limitada
“Eraserhead” – Ed. Especial
"Vem e Vê" - Elem Klimov
“Control” – Ed. Especial
Coleccção Manoel de Oliveira
Coleccção “The Godfather – O Padrinho” – Ed. De Luxo
(...)

Embirrações do ano: Amy Winehouse, Tony Carreira, Tokio Hotel e "Rock in Rio"
Conflito do ano: concertos simultâneos de Leonard Cohen e Lou Reed
Acontecimento do ano: centenário de Manoel de Oliveira e Elliott Carter
Adeus: Luiz Pacheco, Bettie Page, Paul Newman, Sydney Pollack, Heath Ledger, Eartha Kitt, Albert Cossery, Harold Pinter, Humberto Solas, Pedro Bandeira Freire, Arthur C. Clarke
Boa notícia: regresso às bancas da revista de cinema Premiere e experiência 3D no cinema ("Bolt", "Viagem ao Centro da Terra"...). Abertura da Cinemateca do Porto.
Má notícia: encerramento da livraria Byblos. Preço dos livros, DVDs e CDs.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Quem é Clutchy Hopkins?

Dizem que este homem de aparência cansada, de farta cabeleira, barba à eremita e já com uns anos de vida em cima, é Clutchy Hopkins. Dizem, mas ninguém sabe ao certo. Já conhecia o fenómeno de nome, de ter ouvido ou lido algures sobre o personagem, mas só agora, após a leitura da excelente crítica no último suplemento Ípsilon do Público pela pena do João Bonifácio, é que aprofundei a coisa. É quase certo que este Clutchy Hopkins é um personagem criado por um músico e /ou produtor de reconhecida qualidade artística mas que, por qualquer razão (comercial até), prefere cultivar o anonimato (lembremo-nos dos Residents). Especula-se que por detrás deste homem barbudo estejam nomes como Money Mark (ex-Beastie Boys), Madlib (músico de fusão jazz electrónico), DJ Shadow (o mago do sampling) ou Danger Mouse (dos Gnarls Barkley). Se formos rigorosos, qualquer um destes músicos tem características estéticas que os denunciam como possíveis alter-egos de Hopkins. Se tivesse de apostar, apostaria claramente em Money Mark ou DJ Shadow.
Seja quem for (e a verdadeira identidade acaba por não ser o mais importante), o que interessa assinalar é que a música de Hopkins é vigorosa e repleta de elementos de interesse. Já ouvi o excelente segundo álbum do artista (recentemente editado), "Walking Backwards" e, não sendo propriamente revolucionário ou uma obra-prima, é um excelente disco que revigora a linguagem de fusão entre jazz, funk, blues, downtempo, hip-hop e electrónica. O seu primeiro álbum, "The Life of Clutchy Hopkins" (2006) já denunciava uma extrema clarividência estética. Para tentar saber um pouco mais acerca de Clutchy Hopkins ou, quiçá, saber menos, pode-se investigar neste site.