domingo, 23 de janeiro de 2011

Playtime #42


A solução: "Deliverance" (1972) - John Boorman
Quem descobriu: Dezito (André Sousa)

O poder do cinema

Este sábado assisti ao verdadeiro poder do cinema: uma sessão no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda onde se exibia o filme "O Circo" (1928) de Charles Chaplin. A assistência, constituída por perto de 100 pessoas, entre crianças pequenas, adolescentes, jovens e idosos, todas as faixas etárias misturadas a deliciarem-se (gargalhadas do princípio ao fim) perante um filme com 83 anos de idade, mudo e a preto e branco (factores que ainda incomodam muita gente).
Foi a prova de que as verdadeiras obras-primas imortais do cinema (neste caso de Chaplin), independentemente da idade ou das suas inerentes caraterísticas, continuam a fascinar gerações atrás de gerações.
É isto a magia e o poder do cinema.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O cinema e o filão da internet


David Fincher realizou o filme "A Rede Social" sobre o Facebook e tem havido rumores da possibilidade de surgirem outros filmes sobre a internet e a tecnologia. É provável que, com a actual crise de inspiração na indústria cinematográfica de Hollywood, se explorem novos filões que sigam o êxito do filme de Fincher.
Depois da febre dos remakes e das sequelas, os filmes sobre conteúdos, redes sociais e programas da internet poderão ser o próximo passo a explorar por produtores e realizadores. Com o exemplo de sucesso demonstrado por David Fincher, é inevitável fazer um exercício retórico sobre outros possíveis exemplos.
Do tipo:
- David Cronenberg realizar um filme sobre o Twitter
- Anton Corbijn realizar um filme sobre o Myspace
- Michael Haneke realizar um filme sobre o Blogger
- Lars Von Trier realizar um filme sobre o o Messenger
- Woody Allen realizar um filme sobre o Hi5
- Alejandro González Iñárritu realizar um filme sobre o WikiLeaks
- Pedro Almodóvar realizar um filme sobre o YouTube
- Spike Lee realizar um filme sobre o i-Tunes
- Clint Eastwood realizar um filme sobre o Flickr
_______
Passe um certo absurdo e ironia destas sugestões, a verdade é que não é assim tão descartável a ideia deste tipo de filme surgirem em catadupa nos próximos tempos.
Adenda: depois de publicar este post li esta notícia que confirma a realização de uma biografia em filme do autor do WikiLeaks, Julian Assange!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O olhar fotográfico de Kieslowski


Viviam-se os anos de todas as revoluções: anos 60. Um jovem polaco amante de fotografia e cinema, chamado Krzysztof Kieslowski, vivia na terceira maior cidade da Polónia, Lódz, uma lúgubre e industrial cidade.
Foi nesta cidade que, aos vinte anos, o aspirante a realizador fez os seus primeiros trabalhos fotográficos. As imagens captadas são da cidade e dos seus habitantes, em situações de lazer ou de trabalho. Imagens do quotidiano de uma cidade do leste europeu. Crianças sorridentes, velhos com cara cansada, prédios novos e prédios antigos. No fundo, a captação da realidade daqueles tempos, feita sob a objectiva de Kieslowski.
Krzysztof Kieslowski viria a ser, anos mais tarde, um dos mais notáveis realizadores polacos de sempre, tendo obtido larga aceitação crítica mundial por todos os festivais de cinema por onde passou (assim como tantos outros prémios).
Um cineasta de autor, de grande exigência estética, que cultivou uma linguagem formal rígida, existencialista e metafísica.
Os seus filmes maiores são os dez filmes que constituem "O Decálogo" (1988), "A Dupla Vida de Véronique" (1990) e "Trilogia das Cores" (1993/94), soberba trilogia sobre as três cores da bandeira francesa.
Kieslowski faleceu precocemente, em 1996, com 54 anos.
As fotografias que se seguem, tiradas em Lódz em 1965, fazem parte do seu espólio fotográfico:


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um Woody Allen menor


Woody Allen não falha: lança nas salas de cinema um novo filme por ano. Esta semana estreia por cá "You Will Meet a Tall Dark Stranger" (com o piroso título português "Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos").
Já vi e... desilusão. Ao contrário do excelente anterior filme (comentado aqui), "Whatever Works", esta nova obra de Allen resume-se a um amontoado de auto-citações com um argumento estafado e previsível. Ou seja, "já vi" este filme em filmes anteriores do cineasta de Nova Iorque. É este o principal problema criativo de Woody Allen: a repetição dos mesmos ingredientes nos seus filmes. Regressa à comédia existencial com toques dramáticos, à volta de traições e amores perdidos entre homens e mulheres de distintas gerações. E nem o leque de actores salva o filme: Anthony Hopkins é mais um alter-ego de Woody Allen-enquanto-actor, revelando todos os tiques nervosos e irrequietos que identificam o cineasta.
Eu gosto muito, mesmo muito, da obra de Woody Allen (e percebe-se pela quantidade de posts que já dediquei a este realizador). Só que Allen não pode, nem consegue, fazer um bom (ou muito bom) filme com a exigente regularidade anual.
Na última década, a meu ver, Allen só fez dois ou três grandes, grandes, filmes. "Match Point" (2005), "O Sonho de Cassandra" (2007) e "Tudo Pode Dar Certo" (2009).
Creio que Woody Allen só conseguiria dar um golpe de rins artístico na sua carreira se conseguisse fazer um filme tão original como "Zelig", "Crimes e Escapadelas" ou "A Rosa Púrpura do Cairo", (algumas das) obras-primas da sua carreira.
Porém, tudo indica que vai continuar no seu registo habitual que já provoca cansaço até nos fãs mais empedernidos. Pena...

O jazz e a literatura


Em Portugal, que eu tenha conhecimento, há apenas um livro que versa sobre a relação entre literatura e jazz. É um livrinho editado pela Campo das Letras, há uns anos, da autoria de Miguel Martins. Lá fora há vários títulos, mas destaco este: "Ask me Now" de Sascha Feinstein, procura estabelecer pontes de ligação (e há muitas!) entre os músicos de jazz e a criação literária.
O jazz era a música de eleição da Beat Generation (Kerouac, Burroughs, Ginsberg), que servia de espécie de "carburante energético" para os davaneios criativos destes escritores.
Para além desta associação, muitos outros escritores mantiveram fortes ligações com o jazz: Boris Vian (que também foi músico), Malcolm Lowry, Georges Simenon, Milan Kundera (foi baterista de jazz!), Sam Shepard, Henry Miller, Julio Cortazár, ou os portugueses António Ferro, Carlos Oliveira ou Jorge de Sena.

O carburante

"O que incita as pessoas a erguerem o punho, a pegarem numa espingarda, a defenderem juntas causas justas ou injustas, não é a razão, mas a alma hipertrofiada. É este o carburante sem o qual o motor da História não poderia funcionar e à falta do qual a Europa teria ficado deitada na relva, a olhar preguiçosamente as nuvens que pairam no céu."
Milan Kundera, in "A Imortalidade"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Christian Bale


Não acompanhei a entrega dos Globos de Ouro, mas do palmarés final gostei especialmente do Globo atribuído ao actor Christian Bale (pelo filme "The Fighter").
Era hora do imenso talento de Bale ser reconhecido. Não só pela sua incrível capacidade de moldar o seu próprio corpo conforme as necessidades do papel (engorda ou emagrece desmesuradamente), mas sobretudo pelas suas inegáveis qualidades de actor que, tenho a certeza, são herdadas do grande Robert De Niro (por sua vez, laureado com o prémio de carreira Cecib B. DeMille). De resto, não é por acaso que Christian Bale agradeceu, no final do seu discurso, ao actor de "Taxi Driver".

Buñuel na memória

"Último Guión - Buñuel en la Memoria" é o título de um documentário que estreou há dois anos em salas europeias (que eu saiba, em Portugal ainda não estreou) da dupla Gaizka Urresti y Javier Espada (director da Fundación Buñuel de Calanda) sobre a vida e obra do realizador espanhol Luís Buñuel.
O documentário baseia-se em conversas entre o filho do realizador, Juan Luis Buñuel, e o premiado argumentista Jean-Claude Carrière, autor de alguns dos melhores e mais irreverentes argumentos dos filmes de Buñuel, como os imprescindíveis "Este Obscuro Objecto de Desejo" (1977), "O Fantasma da Liberdade" (1974), "O Charme Discreto da Burguesia" (1972) e "A Via Láctea" (1969).
O filme revisita os locais onde o cineasta espanhol viveu e trabalhou (EUA, México, França e Espanha) ao mesmo tempo que se descrevem os epísódios mais interessantes da vida excêntrica de Luís Buñuel.
O trailer é delicioso (sobretudo para quem conhece a vida e obra de Buñuel):

domingo, 16 de janeiro de 2011

Playtime #41

A solução: "Vera Drake" (2005) - Mike Leigh
Quem descobriu: Sam

O último e esquecido filme de Buster Keaton


O génio de Buster Keaton decaiu depois da obra-prima "The General" (1925), na imagem. Ao contrário de Charlie Chaplin, Keaton - o tal actor que "nunca ria" - não resistiu ao cinema sonoro e afundou-se no alcoolismo e em filmes menores durante anos a fio.
Ironia das ironias, o seu último grande filme consistiu num duplo regresso: por um lado, o regresso ao imaginário dos comboios que o celebrizou em "The General", por outro, o regresso à linguagem do cinema... mudo.
Refiro-me à curta-metragem "The Railrodder" (1965), realizada um ano antes da morte de Buster Keaton. Esta comédia, com 25 minutos de duração, foi rodada no apogeu da redescoberta da obra de Keaton, para muitos, um actor e realizador maior que Chaplin (afirmação sempre arriscada e controversa).
Keaton tivera uns anos antes uma má experiência no filme "Film", em que contracenava com o célebre escritor Samuel Beckett. Com "The Railrodder", a experiência foi bastante mais proveitosa e positiva, uma vez que representou o regresso de Keaton ao seu universo cómico muito pessoal.
Buster Keaton aceitou o convite do realizador canadiano Gerald Potterton para, em seis semanas, rodar um filme com uma história simples: Keaton faz o papel de um londrino que deseja visitar o Canadá. Chegado ao Canadá a nado (!), Keaton encontra uma dresina amarela (pequena locomotiva a motor utilizada para puxar comboios na linha férrea) e com ela percorre milhares de quilómetros atravessando o Canadá de lés a lés .

A locomotiva está equipada com uma caixa mágica que fornece ao passageiro tudo o que é necessário no quotidiano para que possa comer, dormir, lavar-se, aquecer-se, tomar chá, lavar a roupa, caçar, tudo isto enquanto a vagonete rola pelos carris muitas vezes perigosos. Uma viagem na qual não faltam as peripécias mais rocambolescas típicas do humor burlesco dos anos 20 do século passado.
"The Railrodder" é, pois, um prodigioso exercício de comédia minimalista na esteira dos seus melhores filmes mudos. Sem diálogos, um veículo rolante e um Buster Keaton magnífico que recupera, orgulhosamente, os trejeitos interpretativos que o tornaram famoso muitas décadas antes. Vale a pena descobrir este, para todos os efeitos, "road movie".
Existe uma belíssima edição portuguesa (agora está barata), em duplo DVD, do filme "The General" - "Pamplinas Maquinista" que contém, como extra o filme "The Railrodder" - aqui.
Seja como for, aqui está o filme integral:

sábado, 15 de janeiro de 2011

O suicídio em "Caché"

O filme "Caché" (2005) do realizador austríaco Michael Haneke é um notável exercício sobre o efeito que as imagens (por mais banais) produzem na consciência humana, capazes de despoletar as mais inesperadas e terríveis consequências.
Como quase todos os filmes de Haneke, "Caché" tem também sequências perturbadoras. Como esta cena de suicídio: sura e seca. Como habitualmente, Haneke recorre ao plano fixo (geralmente longo) para captar o momento. E Haneke cultiva um particular gosto em chocar o espectador com situações dramáticas inesperadas, deixando-o desarmado perante a violência e o horror.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Música substitui cocaína?


"Ouvir boa música desperta no ser humano sensações de euforia e adrenalina, equivalentes ao consumo de cocaína. O estudo desenvolvido pela Universidade de Montreal, no Canadá, defende que ouvir boa música solta no cérebro uma substância chamada dopamina (associada à sensação de bem-estar e de prazer), que tem como função estimular os sistema nervoso central".
(in revista Sábado).
______________
Primeira pergunta: quais os critérios para definir e identificar "boa música"?
Segunda pergunta: será que os toxicodependentes de cocaína irão passar a substituir esta substância de consumo ilegal por música?
Terceira pergunta: por associação, ouvir "má música" (seja o que se entenda por tal), pode, proporcionalmente, provocar sensações negativas e depressivas no sistema nervoso central?
Quarta pergunta: o Oliver Sacks já foi ouvido sobre este assunto?

Spam

Não sabia e fiquei hoje a saber pela revista Sábado: a origem do termo "spam" relativo à informação considerada lixo na Internet, faz alusão directa ao célebre sketch dos Monty Python com o mesmo nome. E faz sentido.
Basta rever este clássico dos humoristas ingleses para perceber isso mesmo:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os filmes são como nós somos


"O cinema é muito como a música. Pode ser muito abstracto, mas as pessoas anseiam por lhe dar um sentido intelectual, de o passar logo para palavras. E, quando não o conseguem fazer, é frustrante. Mas conseguem encontrar uma explicação desde o interior, se o permitirem. Um filme deve valer por si próprio.
As pessoas, por vezes, dizem que têm dificuldade em compreender um filme meu mas eu creio que compreendem muito mais do que têm consciência. Porque somos todos abençoados com a intuição, temos realmente o dom de intuirmos coisas. Gosto do ditado - 'O mundo é como tu és'. E acho que os filmes são como nós somos".
David Lynch, in "Em Busca do Grande Peixe"

Dois cartazes

São dois filmes que vão estrear brevemente em Portugal. Dois filmes de realizadores de gerações e formações bem diferentes (cada um no seu território de exploração cinematográfica): Darren Aronofsky e Jean-Luc Godard.
Ainda não vi nenhum destes filmes, por isso aproveito apenas para comentar os respectivos cartazes. Cada um à sua maneira, são dois notáveis cartazes: “Black Swan” pela inegável qualidade plástica da imagem, pelo olhar doce de Natalie Portman e pela inquetante cratera no seu rosto; “Film Socialism”, de Godard, pelo conceito gráfico minimalista – fundo negro, letras vermelhas e as iniciais do cineasta francês entrelaçadas com as do título da película. Ideias aparentemente simples, despojadas e que, ao mesmo tempo, revelam criatividade ao nível das soluções visuais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Joy Division no antigo BLITZ

Velhos tempos, estes do semanário BLITZ. Eis um suplemento, em forma de revista, do então jornal sobre os Joy Division.
Não sei há quanto tempo, mas foi publicado, certamente, há perto de 20 anos. Lembro-me bem de ler e guardar este suplemento, num época em que a internet era um sonho e o acesso à informação era crucial ser efectuado através deste tipo de publicação.
O magnífico blog Misterioso Impossível, disponibiliza esta revista de 15 páginas sobre a banda de Ian Curtis (para saudosistas - do jornal ou do grupo) assim como uma enorme diversidade de discos (música alternativa), livros e jornais editados na década de 80.


O serial killer, o estudante, o livro e o filme


Na vasta e rica (pelas piores razões) história de serial killers americanos, John Wayne Gacy ocupa um lugar de destaque. Em apenas seis anos, entre 1972 e 1978, matou, torturou e violou 33 adolescentes (todos rapazes). Era tido como um cidadão comum e pacato, casado, trabalhava num vulgar e pequeno negócio e vestia-se de palhaço (daí a alcunha de "Palhaço Assassino", na imagem) para animar inocentes festas familiares. Foi com este disfarce que seduziu rapazes jovens para os seus jogos sexuais de perversidade inimaginável. Depois da tortura impiedosa que infligia às malogradas vítimas, John Gacy matava-as com grande crueldade e enterrava-as no quintal de casa. Até que foi descoberto pela polícia...
Foi preso em 1978 e condenado à morte por injecção letal. No entanto, só seria executado em 1994, quando contava já 52 anos.
[William Forsythe no papel de John Gacy]
Há uma história interessante pelo meio de tudo isto: Jason Moss, um jovem estudante de psicologia criminal com um fascínio mórbido por serial killers, decidiu fazer a tese de licenciatura sobre o assassino John Gacy. Decorria o ano de 1993 e o estudante de 18 anos, inteligente e destemido, encetou um contacto regular com o assassino, enviando cartas para ganhar a confiança do criminoso. Fez-se passar por homossexual para seduzir Gacy (enviou-lhe fotos ousadas), contou-lhe pormenores da sua vida pessoal e falou com o serial-killer (este a partir da prisão) por carta e telefone.
A perigosa intimidade entre os dois foi de tal ordem que perturbou a vida quotidiana do jovem estudante, tornando-se até violento. Durante vários meses, Jason Moss quis ir ao fundo da psicologia do assassino, compreender as suas motivações e a sua personalidade. Até que um dia, pouco antes de John Gacy ser executado, este solicita a presença física de Jason moss na prisão, para se conhecerem pessoalmente.
E é nesse particular momento que se atinge o clímax de tensão entre ambos: apesar de se considerarem "amigos", John Gacy ameaça matar Jason Moss em plena cela (na ausência dos guardas prisionais), revelando toda a natureza malévola do serial killer (imagem em baixo).
Mais tarde, Jason Moss escreveria um livro para descrever os pormenores deste relacionamento doentio, assim como a correspondência que estabeleceu com outros famosos assassinos em série presos: Charles Manson, Jeffrey Dahmer e Henry Lee Lucas.
Esse livro, "The Last Victim", teve um assinalável êxito de vendas, dando origem a um filme assaz interessante - "Dear Mr. Gacy" (2010), com um fantástico e perturbador William Forsythe no papel do sinistro John Gacy. Um filme que retrata, com imperturbável serenidade, a conturbada e perigosa relação entre Gacy e Moss (no YouTube pode-se ver uma entrevista de Jason Moss na qual conta os pormenores desta relação).

Entretanto, Jason Moss dedicou-se à advocacia durante alguns anos, mas sempre referindo que o episódio da sua visita a Gacy na prisão o marcou para sempre. Emocionalmente instável, cometeu suicídio aos 31 anos, numa curiosa data que suscitou interpretações "satânicas": seis de Junho de 2006 (ou seja, 6-6-6, o "número da Besta"). Mera coincidência?

Os verdadeiros John Gacy e Jason Moss, quando este visitou o serial-killer na prisão (momentos antes de ambos entrarem para uma cela... sozinhos).

Trailer do filme "Dear Mr. Gacy".