segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As míticas TDK

Num tempo em que comprar discos de vinil ainda saía caro e em que o CD era uma miragem tecnológica, a cassete de áudio cumpria uma função essencial - era o suporte musical por excelência. Nos idos anos 80 troquei montanhas de gravações com amigos, possibilitando ouvir novas músicas que, de outro modo, seria praticamente impossível conhecer.
Das várias marcas de cassetes (vulgarmente k7) existentes no mercado, as minhas preferidas eram as negras TDK SA 90, que possibilitavam 90 minutos de gravação.
Conseguia-se gravar um disco de vinil em cada lado (A e B) e, caso sobrasse espaço, um ou dois EPs ou máxi-single. Depois era colar a fita autocolante branca com a inscrição de cada álbum ou artista e arranjar um capinha à maneira para ilustrar a gravação.
Tenho centenas destas cassetes TDK que se encontram a apodrecer num canto da garagem. É um formato perecível e frágil (sobretudo por causa da fita de gravação que por vezes trilhava ou encravava), mas hoje carregado de poder nostálgico e de boas memórias que remetem para um longo período de aprendizagem e formação musical.

3 comentários:

Jorge Stretcher disse...

Embora seja um suporte ultrapassado e sem utilidade pratica actualmente não deixa de continuar a ter os seus adeptos como confirma as edições que se encontram neste blog http://corrupted-delights.blogspot.com/search?q=cs

Rato disse...

Também tenho ainda várias dezenas das centenas de K7s que gravei até ao aparecimento do gravador de CDs. Estão devidamente guardadas (julgo que não estarão a apodrecer, eheheh), em caixas próprias para o efeito, e devidamente "encapadas" - trabalho manual e trabalhoso, feito de recortes, colagens e aplicação daquelas letrinhas que vinham em folhas de auto-colantes. Foi a minha aprendizagem nesse tipo de artes, muito antes do aparecimento dos PCs e do Photoshop. Hoje, quando olho para essas capas (meio embevecido), custa-me um bocado a crer que tivesse por hábito perder tanto tempo nisso. Ah, e também ainda conservo, entre outros, o gravador Nakamichi onde as costumava gravar. Um autêntico luxo para a época.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Jorge: obrigado pela sugestão.
Rato: efectivamente, sei bem do que falas (mas nunca tive um Nakamichi)!