quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"The Turim Horse" - as imagens

Foi exibido ontem, em competição no Festival de Berlim, o último filme do realizador húngaro Béla Tarr, autor de uma das mais originais e pessoais filmografias mundiais contemporâneas - "The Turim Horse".
O crítico de cinema Jorge Mourinha diz no Público: "Béla Tarr é um daqueles visionários que ou se pegam ou se largam, mas que nunca nos deixam indiferentes e The Turim Horse é uma experiência sem paralelo, radical e esteticamente intransigente". A crítica completa aqui.
A editora e distribuidora portuguesa Midas Filmes já assegurou a distribuição deste filme em Portugal, assim como a edição em DVD da obra anterior de um dos cineastas mais austeros da actualidade (depois da experiência belíssima que foi "O Homem de Londres", estou ansioso para ver este "The Turim Horse").
Eis as primeiras imagens:


7 comentários:

Álvaro Martins disse...

Também eu Victor, também eu ;)

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

O João Lopes atribuiu 5 estrelas ao filme.

E eis uma review de um jornalista brasileiro:

Outro sério concorrente à estatueta é o húngaro O cavalo de Turin, de Béla Tarr. O título remete a episódio vivido por Nietzsche, que no fim da vida protegeu um cavalo castigado pelo cocheiro. O filme é um rigoroso exercício em preto-e-branco sobre um velho fazendeiro e sua ajudante (ou seria filha?) que, como num sertão às avessas, tentam deixar a cabana de madeira onde vivem castigados pelo inverno. O filme traduz com mérito o niilismo desesperancoso do filósofo alemão. Nada pode mudar o mundo cinza, frio, áspero. E isso não é bom, nem ruim.
A estrutura episódica, quase sem diálogos (cinema é a arte do silêncio, já escreveu Jean-Claude Carriére), é narrada por imagens de beleza fantasmagórica. As cenas em que o cavalo aparece são assombrosas. Ele magnetiza a câmera, que o filme de baixo para cima, o que confere majestade ao animal. O som do vento é onipresente. Ele levanta as folhas secas para o alto. A música, reincidente e hipnótica, completa a construção. Deixar se levar por ela é a chave do
filme.

Flávio Gonçalves disse...

Antevejo uma obra-prima. Essas opiniões só confirmam toda a qualidade do trabalho que vi do realizador. As imagens também aliciam muito, agora somos nós que mal podemos esperar...!

Neuroticon disse...

Isto ainda vai é demorar uns meses a chegar cá, não?

Ver um Tarr em tela deve ser uma grande experiência :D

Álvaro Martins disse...

Exactamente Neuroticon, deve ser uma experiência assombrosa!

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Segundo a Midas Filmes, o filme será exibido próximo do Verão.

Vi recentemente "O Homem de Londres" em sala (bom ecrã e bom som) e garanto que foi uma experiência demolidora.

Anónimo disse...

Keyframe Video: Mapping the Long Take (Bela Tarr, Miklos Jancso) http://www.youtube.com/watch?v=xZcd254VO-c