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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Contra a fé - linha avançada


Depois de Sam Harris e o seu livro "O Fim da Fé" (já abordado aqui); depois de Richard Dawkins e a sua contundente obra "A Desilusão de Deus", eis que Christopher Hitchens, eminente jornalista e escritor norte-americano, lança um livro ainda mais demolidor contra todo o tipo de credo religioso: "Deus Não é Grande". Hitchens não se limita a fazer um trocadilho fácil com a máxima "Deus é Grande" defendida pela cultura islâmica (não sei como Hitchens não foi alvo ainda de uma "fatwa"!). Vai mais longe ao derrubar tabus estabelecidos oriundos de quaisquer manifestações de fé, numa abordagem religiosa deveras radical e baseada num visão ultra-racionalista e crítica. O subtítulo diz tudo: "Como a religião envenena tudo". Ponto final. Numa entrevista, perguntaram a Hicthens se alguma vez tinha rezado na vida: "sim, rezei uma única vez para pedir um erecção mas a prece não foi atendida".
Seja como for, estes três autores representam a frente de ataque na discussão intelectual (cada vez mais acesa) entre criacionistas e evolucionistas norte-americanos. Harris, Dawkins e Hitchens levam o ateísmo às últimas consequências como raramente se viu. O debate mantém-se aberto e controverso.

domingo, 27 de dezembro de 2009

2009 - Os livros


1 - "O Resto é Ruído" - Alex Ross
2 - "A Montanha Mágica" - Thomas Mann
3 - "Sou o Último Judeu" - Chil Rajchman
4 - "Kubrick: Biografia" - John Baxter
5 - "Dicionário de Cinema para Snobs" - David Kamp/Lawrence Levi
6 - "Rayuela O Jogo do Mundo" - Julio Cortazar
7 - "Invisível" - Paul Auster
8 - "O Espectáculo da Vida" - Richard Dawkins
9 - "101 Monstros" - Simon Sebac Montefiore
10 - "Os Cadernos de Picwick" - Charles Dickens
11 - "Hilter - Uma Biografia" - Ian Kershaw
12 - "Sorte do Diabo" - Ian Kershaw
13 - "Servidão Humana" - Somerset Maugham
14 - "Punk Marketing" - Richard Laermer/Mark Simmons
15 - "Contra a Felicidade" - Eric G. Wilson
16 - "The Greatest Movie Never Made" - Jan Harlen/Christiane Kubrick

Fenómeno literário do ano: "2666" de Roberto Bolaño
Polémica do ano: e-books vs. livros em papel

sábado, 23 de fevereiro de 2008

As chamas eternas existem


O Papa Bento XVI assegurou que "o Inferno existe e que o castigo eterno ocorre num lugar que não está vazio", contradizendo João Paulo II, que em 1999 veio dizer que o Inferno não corresponde à imagem literal que a Bíblia transmite, sendo apenas "uma imagem do afastamento de Deus". A propósito, estamos em que século? XII? Ah, não, XXI. Pois.
Bom, se o Inferno existe mesmo porque o Papa o diz, é melhor começar a queimar os meus livros do Sam Harris e do Richard Dawkins, não vá eu ter um castigo eterno por ler os livros blasfemos e infames. O que o Papa ainda não esclareceu é sobre o conceito de "Céu". Mas qualquer criança saberá que se trata de um local que existe mesmo, azul e cristalino, para onde vão as almas que na Terra foram bondosas e tementes a Deus. E as chamas do Inferno? Correspondem realmente às imagens terroríficas que me ensinaram na catequese? Be afraid, be very afraid!...

sábado, 30 de junho de 2012

"A cena mais assustadora", disse Hitch

O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à "cena mais assustadora". Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real.
Trata-se de um episódio revelado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins e conta-se desta maneira simples: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse aos companheiros de viagem: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti."
Que espectáculo era esse? Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou a plenos pulmões: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Que grande ano literário...

Que grande ano literário seria 2011 se surgirem edições de novos livros de Oliver Sacks, Sam Harris, Bret Easton Ellis, Paul Auster, Martin Amis, Antonio Tabuchi, Slavoj Zizek, Alex Ross, Günter Grass, Richard Dawkins, Ian Kershaw, Philip Roth, Comarc McCarthy, Denis Johnson, Jonathan Littell, Julio Cortázar, Kjell Askildsen, Chuck Palahniuk, Gilles Lipovetsky, Cristopher Hitchens, Jonah Lherer, Orhan Pamuk, Imre Kertész, Francis Fukuyama, Umberto Eco, Bill Bryson, J.M. Coetzee, Bernard-Henri Levy, Le Clézio, Pedro Mexia, Eduardo Lourenço, Maria Filomena Mónica, António Barreto ou José Gil.
Era bom, não?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A fé de Sam Harris na ciência


O Vaticano está a passar um mau bocado devido aos escândalos da pedofilia. E os EUA estão a viver um período complexo no que concerne à educação e ao paradigma de valores que incutem nas novas gerações. É que, por incrível que pareça, em pleno Século XXI, há muitos milhões de americanos que acreditam na corrente criacionista da vida, isto é, uma corrente que interpreta à letra os postulados da Bíblia. Significa isto que os defensores do criacionismo defendem a ideia de que o homem descende de Adão e Eva, que conviveu com os dinossauros e que o Dilúvio existiu mesmo, entre outros tantos delírios romanceados.
Na prática, os defensores desta corrente religiosa refutam todas as evoluções científicas e teóricas conseguidas pelo homem durante o século XIX e XX, como a teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin e todas as conquistas técnicas e tecnológicas. Em contraposição, o Evolucionismo é uma teoria científica fundamentada em achados fósseis concretos ou em experiências bio-genéticas realizadas, enquanto que o Criacionismo é abstracto, indemonstrável e desprovido de quaisquer bases científicas.
E o que tem este livro, “O Fim da Fé”, a ver com tudo isto? Tem tudo a ver porque ataca toda a religião conotada com o Criacionismo, e todo o tipo de manifestação religiosa, como causas dos males do mundo. Na verdade, Sam Harris, mais do que Richard Dawkins ou Christopher Hitchens, escreveu um dos mais violentos ataques contra os paradigmas religiosos, sejam de tendências extremistas ou moderadas. Defende que a razão e a ciência são as únicas estruturas basilares que sustentam a evolução da humanidade e que o terrorismo se baseia na má interpretação da fé. “O Fim da Fé” (lançado pela Tinta da China), reclama o direito do homem a ser um pensador livre, sem amarras de dogmas infundados definidos em escrituras milenares e aponta a fé como a mais infame e fantasiosa forma de entender a vida humana, o mundo e qualquer fenómeno natural. Sam Harris leva o seu ateísmo militante às últimas consequências, em defesa da razão e contra o fundamentalismo dogmático de qualquer religião ou de fantasias pseudo-religiosas.
Site oficial de Sam Harris.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Autocarro ateu


"Provavelmente não existe Deus. Por isso deixe de se preocupar e aproveite a sua vida” - é a mensagem que anda a circular pelas ruas e metro de Londres. Uma mensagem deste teor num autocarro não é muito habitual. E vem a propósito de quê? É a reacção a uma campanha cristã que disseminou a ideia que os ateus e agnósticos sofreriam eternamente o fogo do inferno. A ideia desta campanha do autocarro é de Ariane Sherine, uma jovem jornalista e argumentista de televisão (comédia). A adesão à campanha foi massiva e em poucos dias a autora conseguiu angariar cerca de 150 mil euros para financiar o projecto. Quem aproveitou a boleia desta campanha da mensagem do "autocarro ateu" foi o célebre escritor (e jornalista militante ateu) Richard Dawkins, que fez questão de ajudar a financiar o projecto e a dar a cara pela campanha. Uma ideia original contra um certo fundamentalismo religioso.
Vídeo da campanha.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando Hitchcock viu um espectáculo assustador

O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à cena mais assustadora. Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real.
Trata-se de um episódio revelado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins e conta-se desta maneira simples: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti." Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A fé ensinada às criancinhas


Os EUA estão a viver um período complexo no que concerne à educação e ao paradigma de valores a incutir nas novas gerações. Por incrível que pareça, em pleno Século XXI, há muitos milhões de americanos que acreditam na corrente Criacionista da vida, isto é, uma corrente que interpreta à letra os postulados da Bíblia. Significa isto que os defensores do Criacionismo defendem a ideia de que o homem descende de Adão e Eva, que conviveu com os dinossauros e que o Dilúvio existiu mesmo, entre outros delírios romanceados como estes. Na prática, refutam todas as evoluções científicas e teóricas conseguidas pelo homem durante o século XIX e XX, como a teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin e todas as conquistas técnicas e tecnológicas. Em contraposição, o Evolucionismo é uma teoria científica fundamentada em achados fósseis concretos ou em experiências bio-genéticas realizadas, enquanto que o Criacionismo é abstracto, indemonstrável e desprovido de bases científicas. E o que tem este livro, “O Fim da Fé”, a ver com tudo isto? Tem a ver porque ataca toda a religião conotada com o Criacionismo, todo o tipo de manifestação religiosa, como causas dos males do mundo.
Na verdade, Sam Harris escreveu um dos mais violentos ataques contra os paradigmas religiosos, sejam de tendências extremistas ou moderadas. Defende que a razão e a ciência são as únicas estruturas basilares que sustentam a evolução da humanidade e que o terrorismo e se baseia na má interpretação da fé. “O Fim da Fé” (lançado pela Tinta da China), reclama o direito do homem a ser um pensador livre, sem amarras de dogmas infundados definidos em escrituras milenares e aponta a fé como a mais infame e fantasiosa forma de entender a vida humana. Na linha de outros cientistas ateus como Richard Dawkins (que editou recentemente o livro “A Desilusão de Deus”, Casa das Letras), Sam Harris é um intelectual que ousa derrubar tabus numa sociedade que parece cada vez mais prisioneira de dogmas, fundamentalismos e efabulações pseudo-religiosas.
www.samharris.org

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O espectáculo mais assustador


O mestre do suspense e dos filmes de terror psicológico assistiu uma vez à cena mais assustadora. Não foi no domínio da ficção, mas no mundo real. É um episódio contado no livro "A Desilusão de Deus" de Richard Dawkins: o realizador Alfred Hitchcock ia certa vez de viagem pela Suíça quando de repente apontou pela janela do carro em que seguia e disse: "Eis o espectáculo mais assustador a que alguma vez assisti." Era um padre a conversar com um rapazinho, com a mão sobre o ombro deste. Hitchcock pôs a cabeça de fora da janela do carro e gritou: "Foge, miúdo! Foge ou estás perdido!"

sábado, 19 de abril de 2008

Bíblia do ateu


Antes da recente mini-avalanche registada com os vários livros sobre a "ausência de Deus" e o perigo da fé religiosa dos autores Christopher Hitchens, Sam Harris, Richard Dawkins e Daniel Dennett, já o historiador e ensaísta George Minois tinha lançado (em 2004) a bíblia (passe a contradição semântica) do ateísmo: "História do Ateísmo", da Editorial Teorema. Um denso livro de 700 páginas que condensa a evolução das várias formas de ateísmo ao longo dos últimos 3 mil anos até à actualidade, recorrendo à argumentação de centenas de figuras e personalidades da filosofia, história, política, ciência, literatura, etc. Leitura essencial para crentes e não crentes.
Nota: falei dos livros de Hitchens e Harris neste post.