sexta-feira, 10 de junho de 2011

Blu-Ray - canto do cisne?

Durante muitos anos o formato VHS era o único formato para ver filmes em contexto doméstico. Depois surgiu a qualidade da definição digital com o DVD que matou de vez o VHS. Entretanto, há uns dois ou três anos tem-se implementado, com muita lentidão, o formato Blu-Ray. Só que este formato, apesar do incremento de qualidade digital face ao DVD, não está a ser um sucesso a nível comercial. E suspeito que seja muito tarde que o Blu-Ray consiga destronar o DVD, pelo menos com a mesma rapidez com que o DVD destronou o VHS.

Para já, porque a pirataria continua a condicionar as vendas comerciais de filmes; depois, o Blu-Ray exige um leitor bastante mais caro do que um leitor de DVD; e por fim, porque cada filme em Blu-Ray custa o dobro ou o triplo do homólogo em DVD. E nos tempos de profunda crise económica que vivemos, este factor económico é determinante para o sucesso ou fracasso de um produto como este.

Por exemplo, acaba de ser editado no mercado o filme "Cisne Negro" de Aronofsky, disponível em qualquer Fnac. Quanto custa? 30€. E pensamos: 30€ para ter um filme que até já vimos em cinema?! Ou seja, só quem tenha boas condições económicas é que poderá fazer uma colecção de filmes em Blu-Ray.

E depois há outra questão: valerá a pena substituir os filmes que todos temos em DVD pelos filmes em formato Blu-Ray? Sinceramente, não me parece...
Resumindo: ou o custo de venda médio deste formato desce de forma considerável ou dificilmente subreviverá comercialmente.

10 comentários:

Guilherme disse...

Se calhar o problema é mesmo da fnac e não do blu-ray.A maior parte das vezes o preço do bluray é acrescido de 2 ou 3 euros em relação ao dvd, não sou apologista acérrimo do blu-ray mas dado a relação qualidade/ preço prefiro blu-ray.
Um exemplo:

http://www.zavvi.com/blu-ray/black-swan-triple-play-includes-blu-ray-dvd-and-digital-copy/10376049.html

http://www.zavvi.com/dvd/black-swan-includes-digital-copy/10376048.html

Aqui a diferença é de 5 euros mas em contrapartida o bluray traz com "oferta" o dvd.

sem-se-ver disse...

(sobreviverá, desculpe o reparo)

Luís Mendonça disse...

O mercado português não pode ser tido como barómetro para a sobrevivência ou não do DVD. A verdade é que, nos Estados Unidos e Grã-Bretanha - e até já na França - os discos Blu-ray estão ao mesmo preço, e às vezes abaixo, dos DVDs. Não estou com isto a dizer que o Blu-ray irá destronar o DVD, mas o factor económico não entra obrigatoriamente dessa forma.

Rato disse...

Concordo com os comentários aí de cima. O mercado português - e nomeadamente a FNAC - é que é o problema. Basta dar uma vista de olhos pela Amazon e outros sites para constatar que o preço dos Blu-Rays pouco difere dos DVDs normais. Isto sem falar nas constantes promoções que atiram os valores cá para baixo.
Infelizmente neste País é que a ganância do lucro fácil continua.
Quanto à diferença de qualidade, ela é tão mais notada quanto melhor a televisão (não depende muito do leitor). E no caso de se ter um écran decente em casa vale mesmo a pena optar pelo Blu-Ray. Que, não tenho qualquer dúvida, veio mesmo para ficar.

O Rato Cinéfilo

MrCosmos disse...

No dia em que a industria "home Vídeo" quisesse destronar o DVD, destronava-o, mas ainda não chegou o dia.

O Salto de VHS para DVD não tem comparação, equacionando os ganhos de qualidade, relativamente à comparação DVD=BD.

Para que a diferença de imagem entre DVD e BD seja realmente notória,e quanto a mim portanto, para que se justifique adquirilos, há que visionar os BD num bom ecrã Full HD. Ou seja, o BD ainda é para "elites", e para democratiza-lo, será necessário que os "apendices", o leitor e o ecrã, caiam drasticamente de preço, e não o suporte, o disco em sí.
Um leitor de BD continua a custar em média o dobro de um leitor de DVD. Daí que o BD não se imponha.

Olhem para as prateleiras dos hipermercados deste género de artigos. Dei-me ao trabalho de conta-los, aqui há tempos: a proporção era de 12 para 1, no que toca a modelos de leitores DVD / BD...

PortoMaravilha disse...

Olá !

Abro a caixa de comentários e quem aparece:O meu patrão!

Nossa!

Falando ou escrevendo sério : Os Dvd Blu-Ray,em França,vivo na Normandie,custam quase um terço mais que um dvd. Isto nos supermercados.

Paralelamente,e é o que está muito bem assinalado no texto, é que para ler um Dvd Blu-Ray é preciso um equipamento novo.

Existe cada vez mais uma rejeição da população Francesa em comprar. Não creio que seja só um problema ligado ao poder de compra ?

Não sei se é um fenómeno especificamente Francês...?

Em contrapartida, as salas de cinema com as tarificações promocionais,por dez euros posso ver 4 filmes /é verdade que não são em VO /vão aumentando em audiência.

Fui ver domingo passado às 11h00 da manhã X-Men. Sala cheia.

Mais um filme adaptado da Bd ( comics/não é bem igual a Bd ). Talvez um comentário não seja o espaço para desenvolver comparações e conjugações entre Bd e cinema.

Penso que X-Men é um filme que recomendo.

Parece-me, mas posso me enganar que a grande força do cinema ianqui, e isso viu-se com a "Mosca" ou "Nova Iorque fora de horas", é o papel fucral que, parecendo subalterno, é dado as mulheres.

Nossa esqueci-ne do Homem Aranha! Bela trilogia onde de novo é uma mulher que decide da vida dum homem, seja este um super heroi ou não.

Nuno

Anónimo disse...

het lunka vati kunt punkis
jioko hjel monakoita

zuklos

Carlos L. Figueiredo disse...

Os discos Blu-Ray são excessivamente caros em Portugal. A solução? Comprar online na Amazon inglesa, alemã e francesa ou até no site da Fnac espanhola. A verdade é que muitos filmes em DVD beneficiam do upscaling que os leitores de Blu-Ray proporcionam. Quem, como eu, já tem uma extensa colecção de filmes em DVD, apenas se sentirá tentado a dar o salto para o Blu-Ray naqueles que vão beneficiar mais claramente da diferença abissal na qualidade de imagem e som. Por exemplo, "2001: uma odisseia no espaço" de Stanley Kubrick beneficia enormemente da imagem a 1080p e do som em DTS master audio. "Barry Lyndon" também. Recentemente comprei o Blu-Ray desta obra prima esquecida de Stanley Kubrick e a magistral fotografia revela-se como nunca o poderia ter feito em DVD. Vale de facto a pena comprar Blu-Ray, mas poucas vezes o faço em Portugal. Ser cinéfilo não é sinónimo de riqueza :)

Rato disse...

Finalmente as coisas parece que começaram a mudar neste País à beira-mar plantado. Julgo que por influência directa da crise . Aliás, é uma característica muito lusitana, só damos o nosso melhor e acordamos para as realidades quando a isso somos obrigados.
Isto para dizer que o preço dos Blu-Rays começou finalmente a descer e muito! Já se encontram por aí muitas promoções até. Ontem na Worten, por exemplo, comprei meia dúzia de títulos por cerca de 8 euros cada.
E face ao grande incremento de novas edições que todos os dias vejo aparecer na internet (como sempre ainda atrasadas por aqui), já não tenho qualquer dúvida: o DVD tem mesmo os dias contados. E viva o Blu-Ray!

O Rato Cinéfilo

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Pois, também já tinha reparado na descida considerável de preços, nomeadamente na Fnac. Ainda bem!