terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Hitch - a preferência dos ingleses


Alfred Hitchcock foi considerado o melhor realizador inglês de todos os tempos, segundo uma votação de cinéfilos ingleses organizada pelo canal de televisão Sky.
O melhor actor recaiu para Anthony Hopkins, seguido de perto por Laurence Oliver e Michael Caine. Quanto às melhores actrizes, a preferência foi para Judi Dench e, logo de seguida, Helen Mirren.
Alguém fica surpreendido com estas opções?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Desenhos de filmes

Algumas crianças e adolescentes foram desafiados a desenhar cenas célebres de diversos filmes (alguns desenhos foram feitos no simples programa Paint de um vulgar computador). Para além da graciosidade dos desenhos em si, ressalta a ideia de que crianças vêem filmes para os quais não têm ainda idade (por causa da violência).
Eis o resultado:
"300"


"The Dark Knight"

"Wall.E"

"Kill Bill 2"

"A Guerra dos Mundos"

"Saw"

"Forrest Gump"

"The Good, The Bad and the Ugly"

"No Country For Old Men"

Playtime #40


A solução: "A Idade da Inocência" (1993) - Martin Scorsese
Quem descobriu: FLY

domingo, 9 de janeiro de 2011

Clássicos do Cinema em BD para Pessoas com Pressa #4

Clicar para aumentar a imagem.

O Holocausto segundo Lanzmann

O cineasta, jornalista e escritor francês Claude Lanzmann (ex-director da revista "Les Temps Modernes", fundada por Jean-Paul Sartre) deu uma entrevista ao diário espanhol El País.
Lanzmann é o realizador do documentário definitivo sobre o Holocausto nazi: "Shoah". "Shoah", palavra judaica para descrever o Holocausto, foi estreado em 1985 e é um monumental trabalho de recolha de informação (mais de 350 horas de filmagem ao longo de 11 anos de pesquisa e de entrevistas a sobreviventes), que resultou em 9 horas de filme.
Ao jornal espanhol, Lahmann e questionado sobre filmes de ficção sobre o Holocausto, refere que gosta de "O Pianista" de Polanski e não gosta de "A Lista de Schindler". Defende que nenhum dos dois filmes conseguem ir ao verdadeiro fundo do problema: "São obras sobre a sobrevivência, enquanto que eu realizei um documentário sobre a morte".
Este documentário (ainda só vi metade) não deixa ninguém indiferente perante os horrores dos campos de extermínio como o de Auschwitz ou Treblinka, com dezenas de entrevistas a sobreviventes que escaparam ao horror nazi. Este filme foi editado comercialmente no mercado DVD espanhol pela editora Filmax.
Agora pergunta-se: para quando a urgente edição portuguesa?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ed Wood e Orson Welles


No sublime filme "Ed Wood" (1994) de Tim Burton, há um dialogo delicioso em que Ed Wood (considerado o pior realizador do mundo) conhece uma mulher que lhe faz a seguinte pergunta:
- O senhor o que faz?
- Trabalho no cinema: sou realizador, actor, argumentista e produtor.
- Ora, ninguém faz isso tudo!
- Oh sim, no mundo do cinema só duas pessoas: Orson Welles e eu!

Discos que mudam uma vida - 129


Amon Tobin - "Foley Room" (2007)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ver um filme... sem ver

A revista Sábado desta semana publica uma curiosa reportagem sobre a experiência de uma jornalista que viu um filme no cinema com... os olhos vendados. Ou seja, só percepcionou o filme apenas através do som. O filme em causa foi "O Americano", segunda obra sofrível do realizador de "Control", Anton Corbijn.
A jornalista que se sujeitou a esta experiência, Andreia Costa, relata as sensações vividas. Refere que o facto de não ter tido contacto visual com as imagens e ser estimulada, apenas, pelos sons, a levou a exercitar o seu imaginário. Isto é, face a determinado som, a jornalista imaginava a acção, só que confundiu inúmeras situações: o som de um berbequim pareceu-lhe tratar-se de um homem a fazer a barba, e imaginou situações e detalhes que, na verdade, nunca aconteceram no filme. Ainda assim, assegura que "percebeu" 80% da história (desconfio desta percentagem...).
Andreia Costa diz também que sentiu algum desconforto por ter estar o tempo todo do filme com os olhos tapados. No dia seguinte, a jornalista voltou à sala de cinema para ver normalmente o filme de forma a comparar as versões.
Esta experiência é interessante, até pelo simples facto de que a visão é o sentido mais utilizado pelo homem para entender o mundo que o rodeia. Privados deste poderoso sentido, perdemos referências fundamentais à nossa volta. E a verdade é que a experiência de ver um filme apenas com o som provoca no espectador novos estímulos cerebrais e incrementa a sua capacidade de imaginação (como aconteceu com o filme "Branca de Neve" de João César Monteiro).
Esta experiência leva-me a pensar noutra vertente muito importante da questão: como é que os cegos percepcionam um filme ou uma série de televisão? Perante a ausência de imagens, os cegos podem compreender a essência de um filme só com os estímulos sonoros? (acho que o neurologista Oliver Sacks seria capaz de dar uma resposta conclusiva).
E mais: quem de nós seria capaz de aceitar este desafio de ver um filme de olhos vendados? Dependeria do tipo de filme a ver (imaginem um filme de terror)? Da predisposição psicológica ou emocional? Do gosto pela experiência?...

O filme de Charlie Kaufman


Este fim-de-semana espero ter tempo para ver um dos últimos DVD que comprei na Fnac: "Sinédoque Nova Iorque" (2008) de Charlie Kaufman. É uma edição especial com dois discos (entevistas, making of, bastidores, etc).
Acontece que fiquei algo baralhado quando li as críticas promocionais publicadas na contracapa do DVD. Enquanto que o The New York Times refere que se trata de "Um filme a fervilhar de paradoxos e enigmas. É extremamente engraçado", já o The London Times assegura que o filme de Kaufman é sobre "A ambição penetrante, profunda e muito perturbante".
Afinal "Sinédoque Nova Iorque" é um filme engraçado ou perturbante? Ou as duas coisas ao mesmo tempo? Pensando bem, tratando-se do imaginário febril de Charlie Kaufman, acredito que acabe por ser isso... e muito mais.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"O homem que nunca ria", afinal riu-se


Quando falamos em comédia burlesca do período mudo, há dois nomes maiores a reter: Charles Chaplin e Buster Keaton (também houve Harold Lloyd, geralmente ofuscado por estes dois génios). Cada um tinha um estilo próprio de fazer humor: Chaplin mais humanista e sentimental, Keaton recorrendo a um humor mais visual e físico. Ambos fizeram verdadeiras obras-primas, ambos foram determinantes para a história do cinema em geral, e para a comédia em particular.
No entanto, há uma característica que os distingue sobremaneira: a pose de Buster Keaton, com o seu semblante eternamente melancólico, quase petrificado, impassível a tudo o que o rodeia (até às próprias situações cómicas).
Esta austeridade expressiva foi uma marca de autor original, a qual contrastava com os hilariantes gags de muitos filmes de Keaton. Porém, precisamente por causa desta imagem de marca, houve quem achasse que Keaton nunca se riu nos seus filmes. Puro engano. A curta-metragem "Coney Island" (1917), Buster ri-se por diversas vezes de situações cómicas. Consta-se que terá sido o único filme em que tal acontece (pelo menos nos filmes realizados pelo próprio, como é o caso).
Eis a sequência:

Playtime #39

A solução: "Natural Born Killers" (1994) - Oliver Stone
Quem descobriu: Pablo F.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O nevoeiro



Na zona onde vivo houve hoje, durante todo o dia, um denso nevoeiro que não deixava ver um palmo à frente dos olhos. Quando o manto branco cobre tudo à volta, silencioso e misterioso, lembro-me do inquietante filme de John Carpenter, "The Fog" (1980), um grande clássico de terror.

Os melhores filmes segundo Tarantino


E agora para algo completamente diferente: eis a lista dos vinte melhores filmes de 2010 segundo o realizador Quentin Tarantino (tratando-se de Tarantino, nem admira a salgalhada que aqui está):

1. Toy Story 3
2. A Rede Social
3. Animal Kingdom
4. Eu Sou o Amor
5. Entrelaçados
6. Indomável
7. A Cidade
8. Greenberg
9. Cyrus
10. Enter The Void
11. Kick Ass – O Novo Super-Herói
12. Dia e Noite
13. É Muito Rock, Meu!
14. The Fighter
15. The Kings Speech
16. Os Miúdos Estão Bem
17. Como Treinares o Teu Dragão
18. Robin Hood
19. Amer
20. Jackass 3D.

Mick Karn - o baixo nunca mais será o mesmo

No dia 18 de Dezembro de 2010 escrevi este post sobre a doença (tornada pública) do músico Mick Karn. Vários músicos amigos organizaram concertos de angariação de fundos para ajudar o combate ao cancro do qual padecia. Segundo comunicados oficiais o prognóstico era optimista, havia esperança...
Em vão. Mick Karn, ex-Japan, ex-Dali's Car, ex-Rain Tree Crow, extraordinário baixista e compositor, não resistiu e faleceu hoje.
Nunca mais se ouvirão linhas de baixo e canções como estas:

Que grande ano literário...

Que grande ano literário seria 2011 se surgirem edições de novos livros de Oliver Sacks, Sam Harris, Bret Easton Ellis, Paul Auster, Martin Amis, Antonio Tabuchi, Slavoj Zizek, Alex Ross, Günter Grass, Richard Dawkins, Ian Kershaw, Philip Roth, Comarc McCarthy, Denis Johnson, Jonathan Littell, Julio Cortázar, Kjell Askildsen, Chuck Palahniuk, Gilles Lipovetsky, Cristopher Hitchens, Jonah Lherer, Orhan Pamuk, Imre Kertész, Francis Fukuyama, Umberto Eco, Bill Bryson, J.M. Coetzee, Bernard-Henri Levy, Le Clézio, Pedro Mexia, Eduardo Lourenço, Maria Filomena Mónica, António Barreto ou José Gil.
Era bom, não?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Que grande ano musical...

Que grande ano musical seria 2011 se forem editados novos discos de John Cale, Pascal Comelade, Public Enemy, Sonic Youth, Tom Waits, Aphex Twin, Leonard Cohen, Fantômas, Mr. Bungle, Jon Spencer Blues Explosion, Spiritualized, Squarepusher, Amon Tobin, Anoushka Shankar, Elvis Costello, Diamanda Galás, Kimmo Pohjonen, Leila, Man Man, Robert Wyatt, Michael Nyman, Tinariwen, TV on the Radio, Beirut, Camille, Animal Collective, Six Organs of Admittance, David Byrne, Arvo Part, Philip Glass, Neurosis, Jarboe, The Fall, Underworld, Nine inch Nails, Matmos, Herbert, John Zorn, Scott Walker, Dan Deacon, Gang Gang Dance, Santogold, Fleet Foxes, Queens of the Stone Age, Stereolab, Nico Muhly, Danny Elfman ou Bjork.
Era bom, não?

Que grande ano cinematográfico...

Que grande ano cinematográfico seria 2011 se estreassem novos filmes de Gus Van Sant, Béla Tarr, Todd Solondz, Larry Clark, Alexander Sokurov, Wim Wenders, William Friedkin, Spike Jonze, Alejandro Jodorowsky, Nanni Moretti, François Ozon, Spike Lee, Terence Malick, Wong Kar Wai, Jim Jarmusch, Werner Herzog, Godfrey Reggio, David Cronenberg, Lars Von Trier, Julian Schnabel, Wes Anderson, Chris Marker, David Lynch, Manuel Mozos, Peter Greenaway, Andrei Zvyagintsev, Jean-Claude Brisseau, Kim Ki-Duk, André Téchiné, Pedro Almodóvar, Bruno Dumont, , Christian Mungiu, Martin Scorsese, Emir Kusturica, Frank Darabont ou Francis Ford Coppola.
Era bom, não?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Playtime #38


A solução: "O Testamento do Dr. Mabuse" (1933) - Fritz Lang
Quem descobriu: "o homem que sabia demasiado does it better than google"

Dois filmes com o "mesmo final"


Quando terminei de ver o filme "O Americano" (por sinal, bem fraquinho), de Anton Corbijn, não pude deixar de reparar que o realizador terminou o filme exactamente da mesma forma que a sua primeira película, "Control".
Ou seja, com um movimento de câmara ascendente. No último plano do filme sobre Ian Curtis, a câmara filma a chaminé com um movimento de baixo para cima até fixar o céu e a nuvem de cinza. Por seu lado, no final do filme com George Clooney, Anton Corbijn opta pela mesma solução, só que noutro contexto visual: a câmara eleva-se filmando uma árvore e uma borboleta a voar, até que a imagem se extingue por via do "fade out".
No final, fiquei com dúvidas: não sei se estas duas formas praticamente idênticas de terminar um filme é um exemplo de coerência estética por parte do realizador ou se se tornou um recurso técnico banal...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Balanço 2010 - Os discos internacionais


1 - Gonjasufi - "A Sufi and a Killer"
2 - The Young Gods - "Everybody Knows"
3 - The Arcade Fire - "The Suburbs"
4 - Massive Attack - "Heligoland"
5 - Tricky - "Mixed Race"
6 - Black Mountain - "Wilderness Heart"
7 - Clutchy Hopkins - "The Story Teller"
8 - LCD Soundsystem - "This is Happening"
9 - Gogol Bordello - "Trans-Continental Hustle"
10 - Wavves - "King of the Beach"
11 - Sleigh Bells - "Treats"
12 - The National - "High Violet"
13 - Efterklang - "Magic Chairs"
14 - Laurie anderson - "Homeland"
15 - Mathew Herbert - "One One"
Reedição do ano: