segunda-feira, 7 de junho de 2010

Edward Hopper revisto


É uma das pinturas mais conhecidas do século XX, um verdadeiro ícone da cultura americana: "Nighthawks" ("Noctívagos") de Edward Hopper. Foi pintada em 1942 e retrata um café, aberto à noite, com clientes sentados e um empregado a servir. A pintura foi inspirada no bairro Greenwich Village de Manhattan após o ataque de Pearl Harbour e expressa todo o clima de depressão da grandiosa Big Apple.
Hopper interessou-se em explorar os espaços urbanos vazios, a solidão de personagens anónimos, representados por situações quotidianas da vida rural e citadina (estações de serviço, motéis, estações ferroviárias, ruas vazias, cenas rurais da Nova Inglaterra e interiores de escritórios). A pintura realista de Hopper acentua a solidão das grandes cidades, com contrastes em termos de luz e de expressividade plástica.
É o que acontece com esta obra "Nighthawks": o estranho vazio nocturno da rua contrasta com o interior fortemente iluminado do bar. Não há carros a passar na estrada, não há transeuntes, não há "acção". As personagens não comunicam, sentido-se no ar a solidão das mesmas, num bizarro ambiente nocturno. Actualmente esta obra encontra-se no prestigiado Instituto de Arte de Chicago.
Esta pintura de Edward Hopper ganhou enorme reputação e divulgação mundial ao longo das décadas e influenciou, sobremaneira, muita da cultura subsequente, do cinema à música (Tom Waits tem uma canção dedicada à pintura), da literatura à televisão. Os pastiches, citações, paródias e homenagens a "Nighthawks" contam-se por largas dezenas. A título de exemplo, vejam-se estas releituras do ambiente de "Nighthawks", desde a perspectiva de Lego à dos Simpsons:






6 comentários:

Anónimo disse...

às vezes devemos convidar a solidão a beber um copo,até porque é uma óptima companhia. HDN

Pepe444 disse...

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João Ruivo disse...

Nighthawks é sem dúvida uma imagem icónica e essas recreações são bem interessantes e divertidas. Apesar de tudo, a nível de recreações com base na chamada pop-culture, nada bate A Última Ceia.

João Ruivo disse...

Esqueci-me de referir que gostei da referência a Tom Waits, seria quase imperdoável se ele fosse esquecido neste post.

analima disse...

Adoro Hopper. E estes exercícios só provam que a sua pintura se adapta, de forma perfeita, à realidade (tanto a existente como a imaginada :)).

Beatrix Kiddo disse...

obrigada, mais uma vez adorei :)