terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A morte lenta dos clubes de vídeo


É mais um exemplo penoso de como o cinema em formato físico doméstico tende a desaparecer: a cadeia de lojas Blockbuster, a maior empresa mundial de aluguer de vídeos e DVD, anunciou a insolvência (antes dizia-se ”falência”) em Portugal, com prejuízos na ordem dos 60%. Resultado: 100 pessoas no desemprego.
No que ao audiovisual diz respeito, os hábitos de consumo mudaram radicalmente nos últimos anos e a culpa não pode ser atribuída apenas à pirataria da internet. A feroz concorrência da televisão por cabo, do sistema “video-on-demand”, dos video-jogos, das tecnologias de entretenimento, e das lojas virtuais de aluguer de filmes ditaram a morte lenta das lojas físicas de vídeo. Para o bem e para o mal, a próxima geração não saberá mais o significado de "Clube de Vídeo".

5 comentários:

Pedro disse...

Acho que é inevitável. São cada vez menos as pessoas que alugam Dvd's.

Ricardo Martins disse...

Isto é daquelas coisas inevitáveis, aliás não tenho nenhuma pena dos clubes de vídeo, comparando com as salas de cinema. Para ver filmes em casa, a tv cabo e os filmes que saco chegam-me.

CINE31 disse...

Como foi escrito antes, é inevitável. Antigamente também existiam os aguadeiros que vendiam porta a porta, e hoje são desnecessários. Só as distribuidoras de rodelas de plástico (Dvds e Cds) ainda não se aperceberam que estão á beira da extinção.

Hugo disse...

Aqui no Brasil acredito que 99% das locadoras fecharam nos últimos dez anos. A rede Blockbuster vendeu suas lojas por aqui há uns dois anos. Por aqui a Blockbuster nunca pegou, ela trabalhava apenas com lançamentos e um valor muito acima do mercado para locação.

Abraço

Daniel disse...

O ideal seria que pudessemos carregar num botão e fazer o download dos filmes que quisessemos directamente para a tv, e já estivemos muito mais longe disso. Para quê gastar dinheiro e recursos a fabricar tantas rodelas de plástico? Mais, e para quê ter editoras a ter tanto lucro com o trabalho de cantores e outros músicos? Quando um dia toda a gente andar com iPods e iPads e toda essa coisa, paga-se música a música e descarrega-se logo da net. O que interessa é que a informação circule à nossa medida! E os músicos assim não vão à falência, passam é a dar mais concertos: os que forem bons, recebem mais gente nos concertos e ganham eles-próprios o dinheiro que merecem, sem terem esses intermediários todos que só inflacionam o preço final do produto! Nós temos é que aceitar as inovações tecnológicas que vão fazer com que o nosso futuro seja muito mais cómodo que o nosso presente.