terça-feira, 28 de julho de 2009

O filme definitivo sobre drogas

Há muitos filmes sobre drogas. Há muitos filmes sobre o tráfico, o consumo, os efeitos, as dependências e os tipos de drogas (como se pode comprovar nesta lista). Porém, quanto a mim, não há nenhum filme que supere a mestria narrativa, interpretativa e visual de "Requiem For a Dream" (2000), de Darren Aronofsky. Este segundo filme do autor de "The Wrestler" é um autêntico murro no estômago sobre a dependência das drogas e os sonhos destrutivos que estas acarretam para os diversos personagens. Um filme perturbador e único, numa abordagem inovadora ao universo das drogas que revelou Aronofsky como um autor de grande calibre artístico (já a sua estreia no cinema tinha sido fulgurante, com o filme independente "Pi", de 1998).
Nota: lembrei-me deste filme porque acabei de ler o magnífico livro "As Portas da Percepção - Céu e Inferno" de Aldous Huxley, no qual o autor disserta sobre a sua própria e delirante experiência de consumo de drogas.

10 comentários:

Francisco Maia disse...

Este filme é realmente de outro mundo. Completamente inovador e intenso como poucos. Quando ponho a carreira de Aronofsky em perspectiva, acho bizarro os caminhos que tomou. Só mesmo este e o Pi é que se assemelham minimamente.

Já agora, não podia deixar de referir que o final deste filme, ao som do Lux Aeterna dos Kronos Quartet, é um dos, se não "o", fins mais avassaladores, esmagadores e exasperantes da história do cinema contemporâneo...

Lembro-me de perder a fé durante os créditos de Requiem.

F disse...

Eh pá! Estou curiosa. Não conhecia!

Victor Afonso disse...

Francisco: concordo - o final é avassalador (pode ser visto no Youtube). E a música de Clint Mansell à semelhança da do Kronos Quartet - ajuda a esta sensação, no célebre tema que depois Peter Jackson recuperou para a sua trilogia de O senhor dos Anéis.

gonçalo jordão disse...

Eu diria que o melhor filme sobre drogas é o 'Cappaqua' do Conrad Rooks, com William Burroughs e música de Ornette Coleman.
Um abraço.

Paulo Roberto Montanaro disse...

Olá Victor. Tudo bom?

Pois é... até escrevi sobre o filme esses dias, em uma oportunidade de blogagem coletiva sobre o movimento aqui no Brasil pela legalização das drogas, e realmente me rendo a essa grande obra. Se puder, dá uma olhadinha depois... http://pensandoimagemesom.blogspot.com/2009/06/blogame-coletiva-polemica-das-drogas.html

Há braços
Paulo

Teresa Queiroz disse...

não conhecia ... quero ver !

Gonçalo Trindade disse...

É um filme absolutamente brilhante, e considero o Aronofsky um dos maiores visionários do cinema actual. Ainda assim, o meu favorito dele é mesmo o The Fountain. Visualmente incrível, e com um coração do tamanho do mundo.

Dora disse...

Eu fico "doente" com este filme. Está no meu top 5 e já o vi tanta vez. Para mim, é um filme perfeito: das interpretações, à banda sonora, ao argumento, à realização, ao que nos transmite...fico sem ar no fim do filme. Preciso de respirar fundo.

Também gosto do "Basketball Diaries".

Dora disse...

Não foi a partir desse livro que os Doors escolheram o nome para a banda?

Victor Afonso disse...

Sim, foi a partir do livro do Huxley.