sábado, 2 de janeiro de 2010

"O Padrinho" em três noites


Qual é a melhor trilogia de sempre da história do cinema? Se tiver de responder, direi sem hesitar - "O Padrinho" de Francis Ford Coppola. Um amigo próximo disse-me que uma das maiores experiências que já teve a ver filmes foi visionar, em três noites seguidas, os três filmes da saga da família Corleone. Garantiu-me que foi uma experiência fulgurante presenciar, em apenas três dias, a trilogia de Coppola. Vendo-a de seguida, não se perderam os pormenores da história, não se esqueceram os diálogos e episódios que condicionam a evolução dramática dos três filmes e a experiência de visionamento tornou-se altamente enriquecedora.
Curiosamente, lembro-me bem quando estreou em sala de cinema o "Padrinho III", em 1990. Um outro meu amigo não tinha visto os dois filmes anteriores. Então, foi ao videoclube alugá-los em cassete (no velho formato VHS) e visionou-os em duas noites em casa. Na terceira noite foi ao cinema ver o terceiro filme de Coppola e a experiência, garantiu, foi altamente gratificante.
Por isso, se um dia me apetecer rever a trilogia épica de Coppola, há-de ser desta forma: visionar os três filmes de rajada, em três noites consecutivas. E na quarta noite, ver os extras da edição especial em DVD.

14 comentários:

Sérgio Currais disse...

Se me quiseres convidar para essa maratona de três dias eu levo o vinho e os salgadinhos.

Sam disse...

Caro O Homem Que Sabia Demasiado,

Os Óscares de Marketing Cinematográfico, iniciativa que pretende nomear o melhor que se fez em publicidade de Cinema no ano de 2009, estão de regresso ao Keyzer Soze’s Place.

Assim, convido o autor deste blog a expressar a sua opinião em http://sozekeyser.blogspot.com/2010/01/oscares-de-marketing-cinematografico-2.html.

Desde já, apresento o meu profundo agradecimento na sua disponibilidade para participar nesta iniciativa.

Cumprimentos cinéfilos!

João Palhares disse...

Também acho que a melhor trilogia de sempre é a do "Padrinho" (o segundo é o meu preferido), mas, também, ainda não vi a trilogia do Dr. Mabuse do Fritz Lang, nem a das "Cores" do Kieslowski...

João disse...

Já andava a planear fazer isto já na próxima semana. A primeira vez que vi a trilogia, também foi seguido, e é mesmo uma enorme experiência cinematográfica!

Abraço!

Patrícia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MrCosmos disse...

Sinto-me tentado ao desafio, mas não sei se tenho "dedo para essa viola".
Aqui está um dos sucessos de Coppola que nunca me conseguiu seduzir.

O que é que tanto enaltecem nesta triologia? (e perdão pela pegunta)

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Sérgio: está combinado.

João: mesmo Lang e Kieslowski não chegam para arrumar Coppola.

Patrícia: acredito que assim seja.

MrCosmos: para fazeres essa pergunta calculo que nunca viste a saga "O Padrinho". O melhor é mesmo ver, porque é uma avassaladora história que mete violência, família, traição, máfia e redenção. E é, em certa medida, parte da história da América.

António disse...

Aconselho mais a ver os 3 de seguida no mesmo dia, que foi o que eu fiz (quando vi o I pela primeira vez, não resisti a ver os outros).
Mas acho que é o Kieslowski que arruma o Coppola. É uma questão de gosto.

Anagrama Orgânico disse...

Pois, também os vejo de seguida.

MrCosmos disse...

Victor,

Sim, é isso, de facto ver, já vi alguma coisa, ou mirei, pois ao fim de menos de meia hora custumo desistir por esmorecer com a triologia. Talvez um dia me ponha mesmo de peito feito para essa maratona (tb não hei-de morrer estúpido :-) ao menos que possa formar opinião, certo) mas só mesmo com um tremendo esforço, confesso. Enfastia. Falta alí qualquer coisa, não sei bem o que... daí a minha questão sobre o que vocês acharam afinal de tão espectacular.

Cristiano Contreiras disse...

Ah, eu fiz uma maratona de O senhor dos anéis...e deu vontade de fazer com este 'O Padrinho', você me incentivou!

É uma trilogia marcante mesmo!

Abraço, moço

ps> Ficaria feliz em ver meu blog no seu hall de blogs-amigos.

abraço e aparece!

PortoMaravilha disse...

Eis um tema de debate.

Eu estou muito dividido. Creio que o primeiro tomo ( já que pensamos em saga utilizemos o termo literário ).

Brincadeira feita, o primeiro tomo é fora de série. É um grande filme. Condensa em si a economia das imagens e dos diálogos para ser um mundo. Um mundo que retraça a máfia sem cair no maquiavelismo.

Melhor dizendo : o primeiro filme é poesia. Os outros são uma procuração.

Não entendi muito bem o porquê da vontade de Coppola em dar seguimento ao Padrinho. O primeiro tomo é já um todo.

E pergunto-me se não foi este projecto de continuação do Padrinho que o levou a anos sem nada.

Em paralelo , podemos pensar que a série XIII de Hermann cairá no mesmo abismo. O que também matou um pouco Herman. Qual ao interesse em dar continuação a uma Bd totalmente acabada e cujo cenário não tinha qualquer falha ?

Bom , eu sou mais Bd e tenho tendência a fazer comparações que talvez não sejam certas.

Parece que a Bd ( finalmente reconhecida como arte ) começa a ser fonte de inspiração para o cinema. Leiam-se as entrevistas com Spielberg e Peter Jackson no cosmeticas.

Isso é muito importante : O cinema irá se apoiar não no teatro ( projecto do mestre Manoel de Oliveira ) mas na Bd ?

Ou é o cinema que regressa, tendo já conquistado "páginas" às origens ?

Gostaria saber se é imperativo comentar um post anterior no comentario a esse efeito ou se há liberdade para comentar , citando as referências, no post do momento.

Nuno

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Nuno: podes comentar o post, o comentário ou o comentário do comentário. No problem.

Quanto ao que referes, creio que já houve bons exemplos da relação entre o cinema e a BD - e a BD tem sido uma boa inspiração para o cinema.

O primeiro Padrinho é uma grande obra de cinema, mas o meu preferido dos três continua a ser o segundo. E gosto também do terceiro capítulo muito por causa da espantosa interpretação de Al PAcino.

Sam disse...

Também acho o PADRINHO III como um digno sucessor dos anteriores dois capítulos.

A sequência final, ao som da Cavalleria Rusticana, é tão fulgurante quanto uma cena homóloga do primeiro PADRINHO.

Cumps cinéfilos.