domingo, 17 de janeiro de 2010

Aviso: este filme pode levar ao suicídio


"Avatar" está a caminho de se tornar o filme mais visto e o mais lucrativo de sempre, mas isso não impede que surjam inesperadas críticas. E não me refiro às críticas de teor estritamente cinematográficas (saber se o filme é bom ou mau e porquê). Não. Ultimamente têm surgido na internet grupos que denunciam o filme de James Cameron como "racista", "homofóbico" e "depressivo". Estes grupos (alguns ligados à defesa dos direitos dos homossexuais) referem que o filme é "demasiado heterossexual" porque, garantem eles (eu não sabia), "o futuro é transgénero e não heterossexual" (!).
Por fim, a crítica mais desconcertante é esta: "Avatar" é um filme "demasiado... bonito", de tal forma que deixa muitos espectadores deprimidos após o fim do mesmo, ao ponto de alguns pensarem em pensamentos suicidas. "Às vezes até penso em matar-me e renascer num mundo como Pandora, com tudo igual ao Avatar", afirma um fã que se diz "deprimido" depois de ter terminado de ver a película.
Face a estas críticas, creio que Cameron deveria submeter, no final de cada visionamento, os espectadores a sérios e profundos testes psiquiátricos.

7 comentários:

Francisco Maia disse...

Achei o filme patético. O conteúdo 3d não compensa as falhas. Ou seja, tudo o resto.

Daniel Curval disse...

acabei por ir ver o filme, e tudo se confirmou, é básico e o 3D uma fraude cinematográfica. Aquilo não é cinema mas um entretenimento de massas de centro comercial tipo parque de diversões. Estes grupos paranóicos que agora gravitam ou contra ou a favor do fenómeno "Avatar" precisam é todos de tratamento com bons filmes e não com esta coisa.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Daniel: se sentiste isso a ver "Avatar", então o melhor antídoto cinematográfico é mesmo o filme do Haneke. Já viste?

Daniel Curval disse...

ainda não Victor, será brevemente, assim como o Profeta do Audiard.
Preciso de limpar os olhos depois do Avatar :)

PortoMaravilha disse...

O Avatar é então um grande filme !

Ou melhor dizendo, conseguiu produzir uma obra que pudesse ser lida e sentida em vários patamares.

Agradar e desagradar . Não Deixa indiferente.

A arte de saber "entretinar" é sem dúvida a mais árdua de todas.

Aqui estou a ser um pouco ( senão muito ) elitista.

Nuno

cão sem raiva disse...

Tudo isso e mais: já se fala de plágio a um livro dos anos 60/70 de autores russos.

Rato disse...

Não vi e não gostei!