quinta-feira, 18 de março de 2010

A arte de roubar livros


Sabia que há pessoas que se disfarçam de padres para roubar livros num forro falso da batina? Sabia que a livraria portuense Lello regista por ano uma centena de livros roubados? E que José Pinho, da Ler Devagar, aponta para 20 livros roubados por mês? Ou que a famosa Bertrand do Chiado só num fim-de-semana viu desaparecer 18 exemplares do mesmo livro?
E que nem as mais de mil páginas do volumoso livro "2666" de Roberto Bolaño escapa aos larápios? E que é muito comum apanhar figuras públicas a roubas nas livraras (e o mais vergonhoso ainda é o que roubam: até os livros de anedotas do Herman, segundo conta o livreiro Jaime Bulhosa)?
Tudo isto e mais na incrível reportagem sobre "Como se Roubam Livros em Portugal".

5 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

Hilariante e interessantíssimo!

Só sei que nada sei disse...

Roubo é o preço dos livros em Portugal.
Se os livros fossem mais baratos talvez Portugal lesse mais e fosse nais culto, instruído, inteligente. Mas isso depende também de outros factores como, por exemplo, o sistema de educação. Enfim, fiquemos por aqui.

Anónimo disse...

Porque têm os leitores de serem as únicas pessoas honestas?
Leiam "O Diário do Ladrão" de Jean Genet

Anónimo disse...

Ou melhor roubem-no... se o encontrarem. Eu tenho um exemplar em casa ... fico à espera.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Ah, o "Diário de um Ladrão" do Genet! Li-o há que anos. Faz sentido citar este livro para este tópico.