domingo, 28 de março de 2010

A morte de Pasolini, 35 anos depois


O realizador italiano Pier Paolo Pasolini foi barbaramente assassinado (por espancamento) há 35 anos em circunstâncias nunca esclarecidas. Há explicações contraditórias: as autoridades dizem que o autor do crime foi um jovem que tinha como motivo assaltar o realizador, outras fontes sugerem ter-se tratado de um homicídio premeditado com motivações políticas. Devido a estas incertezas e num afã de descobrir a verdade dos factos, passadas três décadas e meia, o Ministro da Justiça italiano veio a público manifestar o seu desejo que o caso da morte de Pasolini seja reaberto e investigado.
Pasolini foi um dos realizadores (e intelectuais) europeus mais controversos e provocadores, com os seus filmes esteticamente desafiadores das normas e com as críticas à religião, à política e à burguesia. Morreu de forma brutal e inesperada, sem que tivesse havido uma investigação aprofundada e esclarecedora. Pode ser que agora se consiga saber a verdade sobre a morte misteriosa do autor de "Édipo Rei".

3 comentários:

Manuela Coelho disse...

Era um homem de convicções.Comunista,católico e assumidamente homossexual.A sua obra é bem o reflexo disso.

ruicarvalho disse...

é um dos meus realizadores preferidos

Rui gonçalves disse...

O Eugénio de Andrade escreveu um poema, belíssimo, à conta do assassinato de PPP, terminando, de memória, em algo assim: A farsa, a nojenta farsa, essa contínua.