quarta-feira, 31 de março de 2010

Auto-retratos de Warhol



Quando era adolescente comprava tudo o que encontrava de Andy Warhol: postais, biografias, livros de pintura e até filmes realizados pelo próprio.
Fascinava-me a sua personalidade, a sua obra artística única que marcou a arte pop, a sua Factory nova-iorquina, pela qual passaram tantos artistas de tantas áreas, assim como a sua ligação à música (via The Velvet Underground).
Uma das características mais marcantes no trabalho de Andy Warhol foi o auto-retrato. E ao longo da sua carreira há inúmeros exemplos de serigrafias, fotografias e pinturas cujo objecto é o próprio artista. Julgava que já conhecia todos esses exemplos. Enganei-me.
Ou, pelo menos, não me recordo de ter visto esta série de auto-retratos intitulada "Self-Portrait in Drag" (Polaroid), de 1980 (a primeira imagem) e 1981 (a segunda imagem), e que faz parte do espólio do The Andy Warhol Museum de Pittsburgh.

6 comentários:

Gaspar Garção disse...

Genial o Songs for Drella, disco de homenagem de John Cale e Lou Reed ao Andy Warhol, muito provavelmente a última vez que trabalharam juntos. É engraçado como por vezes personalidades tão diferentes e com tendências á incompatibilidade criam música tão intemporal: alguns exemplos: Cale/Reed, Richards/Jagger, Plant/Page, Morrissey/Marr, Mc Cartney/Lennon...

Lembram-se de mais alguns?

::Andre:: disse...

Que biografia (não muito extensa mas eficaz) recomendarias?

::Andre:: disse...

Gaspar, não sei se concordo. Creio que essas "tendências à incompatibilidade" que mencionas surgem de conflito de egos pós-fama, pós-sucesso. Imagino o Marr e o Mozz a darem-se muito bem, mesmo dentro da sala de ensaios, antes dos Smiths explodirem.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

Andre: a Taschen tem pelo menos uma livro sobre Warhol, que relata a vida e a obra do artista.
Depois há outros sobre a sua relação com a cultura pop e os velvet underground, como o "Popism - The Warhol Sixties" - http://www.wook.pt/ficha/popism/a/id/815611

F disse...

Como fã que sou, há muito, de Andy Warhol, da factory e dos Velvet Underground, li uma vez uma biografia de Warhol (um grande calhamaço de 600 páginas muito bem ilustrado), que um amigo me emprestou. Foi a minha delícia ao pequeno-almoço durante uns tempos. Uns anos mais tarde, lá comprei o LP Songs For Drella (julgo que quando foi editado). Ouvi-o até cansar... mas não me cansei!

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

"Songs For Drella" é um óptimo disco (e uma bela homenagem), sem dúvida.