domingo, 13 de setembro de 2009

Desenhos de filmes

Algumas crianças e adolescentes foram desafiados a desenhar cenas célebres de diversos filmes (alguns desenhos foram feitos no simples programa Paint de um vulgar computador). Para além da graciosidade dos desenhos em si, ressalta a ideia de que crianças vêem filmes para os quais não têm ainda idade (por causa da violência).
Eis o resultado:
"300"


"The Dark Knight"

"Wall.E"

"Kill Bill 2"

"A Guerra dos Mundos"

"Saw"

"Forrest Gump"

"The Good, The Bad and the Ugly"

"No Country For Old Men"

12 comentários:

Pedro disse...

A do The Good, The Bad and The Ugly está mesmo muito porreira. Também gostei das outras, mas esta destaca-se um pouco.

miguel disse...

Bem, é verdade que "crianças e jovens" é bastante vasto, mas alguns dos exemplares levantam algumas dúvidas: por exemplo, a preocupação perspéctica no desenho de War of the Worlds ou a sombra no chão no de The Good the Bad and the Ugly. Bem lembrado, no entanto!
Cumprimentos.

Fifeco disse...

Primordial elo comum: a violência.

Se por um lado estamos perante desenhos bem interessante por outro é triste ver que crianças, provavelmente com menos de 10 anos, desenham sobre fitas cujo o visionamento não lhes é aconselhável. Não pretendo ser excessivamente conservador mas é certo que há que dar tempo ao tempo.

miguel disse...

Tendo a discordar completamente com o Fifeco. Filmes violentos não tornam as pessoas violentas, por favor.

Fifeco disse...

Numa idade em que as mentes ainda estão por moldar uma dose excessiva de violência pode de facto levar a uma outra perspectiva sobre a realidade.

Aliás, todo o meio envolvente em que crescemos tem directa influência no nosso processo de socialização.

Um exemplo muito comum e conhecido reside nas crianças que são bombistas suicidas ou que mais tarde se tornam mártires. Fruto de um processo de lavagem cerebral são levadas a crer que a sua acção de violência tem um propósito maior e muito satisfatório.

Os filmes podem perfeitamente ser um fio condutor de distorção da realidade. Daí que existam ratings. Caso contrário eles seriam totalmente escusados.

miguel disse...

Está aqui a ser feita uma confusão entre violência gratuita e inconsequente e cenas violentas incorporadas em filme. Não acredito que alguém, ao ver Kill Bill, seja persuadido a mais tarde se tornar membro de alguma instituição yakuza.
É bem verdade que o meio onde crescemos nos influencia profundamente. Agora, não confundamos a educação de uma criança com o objectivo de a tornar num bombista suicida com a de uma dada por uma família mais convencional. O cinema não faz lavagem cerebral nenhuma, nem leva ninguém a cometer actos violentos acreditando lutar por um bem maior, ainda que os media nos levem a crer que isto acontece, ocultando muitas vezes os verdadeiros factores.
É de pequenino que se torce o pepino, como se diz na gíria, e a consciencialização da existência de violência na sociedade é muito importante.

Fifeco disse...

Miguel,

Obviamente partilhamos de diferentes pontos de vista e obviamente respeito o teu.

Também não acredito que uma pessoa com dois dedos de testa deseje tornar-se num membro do yakuza ao visualizar o Kill Bill. Mas quanto a mim, a violência lá demonstrada não é apropriada a crianças numa altura em que ainda estão a moldar valores, conhecimentos e atitudes. Sim, é desde pequeno que se começa a distinguir as coisas mas como disse anteriormente ha que dar tempo ao tempo. Existe uma tendencia crescente para atribuir demasiadas liberdades às novas gerações. Os resultados são frutíferos? Até ver estamos mais perante um cenário negro onde reina a falta de respeito e alguns valores tradicionais do que propriamente um ramo da sociedade exemplar. Para tal basta observar o fenómeno "Morangos com Açucar". os seus próprios conteúdos foram alterados ao longo dos anos. No seu início eram moralmente contra as drogas (a título de exemplo). O ano passado o que mais se via era a representação do consumo claramente exacerbado de drogas sem consequências por demais. Agora, a televisão e o cinema são apenas dois meios de divulgação mas quanto a mim é inegável que uma visualização continua de produtos não apropriados a determinadas pessoas pode influenciar negativamente o seu crescimento.

Victor Afonso disse...

Discussão interessante.

Eu já não sei é uma coisa em relação a séries como "Morangos com Açucar": é a ficção que se baseia na realidade ou são os jovens que vêem a série que imitam e absorvem, na vida dita real, os valores transmitidos pela ficção televisiva?

Fifeco disse...

Victor,

Honestamente creio que é um pouco de ambos. Por um lado temos a inspiração da série que não raras vezes se reporta aos casos extremos, mas por outro temos em Morangos com Açúcar um potenciador de uma realidade pouco aconselhável. Obviamente, esta é apenas a minha forma de olhar para um dos ramos da sociedade.

sem-se-ver disse...

victor,
excelente post. onde encontrou isto? há mais?

Victor Afonso disse...

Sinceramente, já nem me lembro de onde tirei estes exemplos. Sei que era um site que tinha muitos conteúdos engraçados. Desta série de desenhos, havia mais um ou dois mas não achei interessante ao ponto de os colocar no meu post.

sem-se-ver disse...

ok, obg :-)