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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"O homem que nunca ria", afinal riu-se


Quando falamos em comédia burlesca do período mudo, há dois nomes maiores a reter: Charles Chaplin e Buster Keaton (também houve Harold Lloyd, geralmente ofuscado por estes dois génios). Cada um tinha um estilo próprio de fazer humor: Chaplin mais humanista e sentimental, Keaton recorrendo a um humor mais visual e físico. Ambos fizeram verdadeiras obras-primas, ambos foram determinantes para a história do cinema em geral, e para a comédia em particular.
No entanto, há uma característica que os distingue sobremaneira: a pose de Buster Keaton, com o seu semblante eternamente melancólico, quase petrificado, impassível a tudo o que o rodeia (até às próprias situações cómicas).
Esta austeridade expressiva foi uma marca de autor original, a qual contrastava com os hilariantes gags de muitos filmes de Keaton. Porém, precisamente por causa desta imagem de marca, houve quem achasse que Keaton nunca se riu nos seus filmes. Puro engano. A curta-metragem "Coney Island" (1917), Buster ri-se por diversas vezes de situações cómicas. Consta-se que terá sido o único filme em que tal acontece (pelo menos nos filmes realizados pelo próprio, como é o caso).
Eis a sequência:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Três figuras ímpares numa só fotografia


Foto histórica: Buster Keaton, Jacques Tati e Harold Lloyd reunidos, em 1959, durante a cerimónia de entrega dos Óscares, no ano em que Tati recebe o Óscar do melhor Filme Estrangeiro, com a obra-prima "O Meu Tio". Três referências absolutas do melhor humor no cinema do século XX. E, para mais, no ano em que Jacques Tati, o mestre do cinema que tanto admirava Keaton e Lloyd, ganhava o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.
Uma fotografia que revela cumplicidades artística recíprocas, numa altura em que Keaton e Lloyd eram já figuras eclipsadas no firmamento cinematográfico, e que Tati despontava para uma fulgurante carreira que marcaria a 7ª Arte europeia durante décadas.

domingo, 14 de setembro de 2008

Agora a um preço simpático


Por três ocasiões escrevi - aqui - sobre o génio esquecido de Harold Lloyd (1893 - 1971), uma das grandes figuras da comédia burlesca americana do cinema mudo, a par de Buster Keaton e Charlie Chaplin. Uma dessas ocasiões foi para criticar o preço exorbitante (90€) de uma caixa de 7 DVDs (à venda na Fnac) com a filmografia de Lloyd, e ainda por cima de importação. Ora, a boa novidade é que acaba de ser lançada uma caixa de DVD portuguesa contendo 10 discos com o essencial do cinema de Harold Lloyd e mais um disco de extras (documentários, entrevistas, etc). O preço é bem mais razoável - 49,95€. Segundo o crítico de cinema do Expresso, Manuel Cintra Ferreira, os DVDs têm uma excelente qualidade visual resultante da restauração das imagens originais dos filmes. Sem dúvida uma excelente oportunidade para conhecer, em 24 horas de visionamento dos seus filmes, a obra de Harold Lloyd, referência absoluta na arte da comédia de toda a história do cinema.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Harold Lloyd ou arroz?


Está bem que é um pack que reune 7 DVDs com o melhor do cinema burlesco de Harold Lloyd mas quem desembolsa... 90€ por este objecto (Fnac)? Numa época de crise, este montante dá para comprar uns bons quilos de arroz. Por enquanto a cultura ainda não mata a fome. Por enquanto.
(é como o conjunto dos dois livros "O Homem Sem Qualidades" de Musil - 50€?) Ugh...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Para algo completamente difícil


Qual é o rei da comédia burlesca do período mudo?

1 - Charlie Chaplin
2 - Buster Keaton
3 - Harold Lloyd

Começo eu: hum, errr, ughh... Charlie Chaplin! (Keaton que me perdoe...)