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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Reagan e Charlie Parker?

O Pedro Mexia conta no seu último livro de crónicas, "Lei Seca", um episódio delicioso com o Tom Waits como protagonista: numa entrevista ao jornal "Observer", em 1984, tentaram pôr Tom Waits a comentar assuntos políticos, coisa que ele não aprecia. 
A resposta de Waits foi lacónica e desarmante: "Nunca pediriam a Ronald Reagan uma opinião sobre Charlie Parker, pois não?"

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Top 2013 - Livros

Não são certamente os "melhores" livros do ano. São aqueles que eu li (ou estou a ler ainda) e de que gostei mais. Entre romances e ensaios, eis as minhas escolhas:

- "Cidade Aberta" - Teju Cole
- "Hollywood - Estórias de Glamour e Miséria" - Edgar Pêra
- "A Maiúsculo Com Círculo à Volta" - Rui Eduardo Paes
- "Cinemateca" - Pedro Mexia
- "Animalescos" - Gonçalo M. Tavares
- "A Gloriosa Bicicleta" - Laura Alves/Pedro Carvalho
- "Os Níveis da Vida" - Julian Barnes
- "Béla Tarr - O Tempo do Depois" - Jacques Rancière
- "Histórias de Loucura Normal" - Charles Bukowski
- "Tudo Passa" - Vassili Grossman
- "Cansaço. Tédio, Desassossego" - José Gil
- "Juliette Society"- Sasha Grey
- "Mistérios" - Knutt Hamsun

Reedições do ano: 
- "Ulisses" - James Joyce (Ed. Relógio D'Água)
- "Admirável Mundo Novo" - Aldous Huxley (Ed. Antígona)
- "Photomaton & Vox" - Herberto Helder (Ed. Assírio & Alvim)
- "1984" - George Orwell (Ed. Antígona)
- "Livro do Desassossego" - Fernando Pessoa (Ed. Tinta da China)









sábado, 14 de dezembro de 2013

"Cinemateca" de Pedro Mexia

Novo livro do poeta, tradutor, ensaísta, jornalista e ex-Director da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia. "Cinemateca" são 200 páginas cheias de amor pelo cinema. Uma escrita sóbria e compenetrada, de alguém que é fascinado pelo cinema e que ama sobretudo os clássicos. 
Livro de crónicas curtas e concisas, Pedro Mexia escreve sobre dezenas de filmes de quase todas as épocas (de 1940 à actualidade) e de cinematografias muito variadas (Preminger, Hitchcock, Bresson, Buñuel, Rohmer, Antonioni, Hartley, Wenders, Godard, etc), fazendo uma interpretação muito pessoal de cada obra.
Muito recomendável, portanto.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Para entrar na Zona



A Zona.
Haverá lugar mais misterioso e intrigante do que este na história do cinema? Um lugar místico, metafísico, potencialmente indutor de concretização dos sonhos humanos mais recônditos? A Zona é um sítio sagrado, quase sobrenatural, dentro do qual existe um Quarto muito especial onde a simples presença humana pode desencadear reacções fatalmente perigosas. 
A Zona existe no filme “Stalker” (1979) de Andrei Tarkovski, um filme cujos personagens (3 homens à deriva) procuram aconchego espiritual no seio de uma sociedade devastada e niilista. Uma viagem meditativa e filosófica ao interior da condição humana, dessa coisa tão budista que é o “desejo” e dessa outra coisa tão cristã que é a (necessidade da) “fé”. “Stalker” é também, para os mais pessimistas e visionários, uma espécie de profecia que antecipou - sete anos depois - o terrível desastre nuclear de Chernobyl. 
Ora, sobre estes considerandos (e muitos outros) relativos à Zona escreveu Geoff Dyer, eminente escritor e ensaísta britânico. O título do livro é todo um programa de intenções: “Zona: A Book About a Film About a Journey to a Room”. Foi editado no final de 2012 no mercado internacional e encontra-se à venda na Amazon (e noutras livrarias virtuais). Não creio que seja objecto, algum dia, de tradução para português. Tirando o crítico Perdro Mexia (que há umas semanas escreveu uma página no Expresso sobre a Zona), quem mais se interessa pelo tema? 
No entanto é, indubitavelmente, um livro imperdível para os amantes do universo metafísico do realizador russo e para os fanáticos da Ficção Científica de índole mais filosófica (“Stalker” é baseado numa adaptação livre de um obra de FC dos irmãos Strugatsky). 
Para ler mais informação, algumas páginas, índice e recenções críticas aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Notas de Bresson #1



O cineasta Robert Bresson escreveu um livrinho com pequenas notas que intitulou "Notas Sobre o Cinematógrafo" (edição Elementos Sudoeste, com tradução e posfácio do escritor e crítico Pedro Mexia).


Através destas notas, este livro revela a personalidade e as ideias do realizador francês. Cada nota - às vezes uma simples frase - demonstra uma subtil sensibilidade perante a arte do cinema, um olhar muito particular do acto de filmar, de dirigir actores, de montar e dar coerência a uma obra cinematográfica (e logo a uma obra tão exigente quanto a de Bresson).


Bresson escolhe as palavras de forma minuciosa, procurando por vezes a abstração, outras vezes, uma desarmante objectividade das ideias. Mas há sempre pertinência, substância e rigor nestas notas bressonianas. São pensamentos, reflexões e ideias, mais do que regras ou mandamentos do tipo teórico ou técnico.


Como cada nota, por mais pequena que seja, pode propiciar reflexão sobre o cinema, inicio aqui uma nova rubrica: "Notas de Bresson".


- "Sonhei que o meu filme se fazia passo a passo sob o meu olhar, como a tela de um pintor eternamente vívida".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O cinema de terror


"Podia dizer que o cinema de terror me interessa porque joga com as emoções primitivas como o medo, porque usa as técnicas todas de manipulação do espectador, porque reclama abertamente o conceito de eficácia, porque exorciza traumas epocais, porque interroga o universo moral e o primado do visível.

Mas também podia dizer que o cinema de terror me interessa porque tem raparigas de 21 anos com calções e top a correr de um lado para o outro".

Pedro Mexia, in "Estado Civil - Diário de Uma Crise" (2009)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Que grande ano literário...

Que grande ano literário seria 2011 se surgirem edições de novos livros de Oliver Sacks, Sam Harris, Bret Easton Ellis, Paul Auster, Martin Amis, Antonio Tabuchi, Slavoj Zizek, Alex Ross, Günter Grass, Richard Dawkins, Ian Kershaw, Philip Roth, Comarc McCarthy, Denis Johnson, Jonathan Littell, Julio Cortázar, Kjell Askildsen, Chuck Palahniuk, Gilles Lipovetsky, Cristopher Hitchens, Jonah Lherer, Orhan Pamuk, Imre Kertész, Francis Fukuyama, Umberto Eco, Bill Bryson, J.M. Coetzee, Bernard-Henri Levy, Le Clézio, Pedro Mexia, Eduardo Lourenço, Maria Filomena Mónica, António Barreto ou José Gil.
Era bom, não?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dois livros - Bresson e Coppola


São dois livros muito, muito diferentes. Em conteúdo, tamanho ou formato. Apenas uma coisa em comum: o cinema. "Notas Sobre o Cinematógrafo", de Robert Bresson, é um pequeno livro com pouco mais de 100 páginas, formato de bolso, com pensamentos dispersos do realizador francês sobre a sua visão original da Sétima Arte. Tem tradução e posfácio de Pedro Mexia, confesso admirador de Bresson.
"Notas Sobre o Cinematógrafo" é, pois, um original documento de aforismos, ideias, visões e sentidos do cinema como linguagem expressiva única, na óptica de Bresson.
"The Godfather Family Album" é feito de outra massa: ambicioso, grandiloquente (500 páginas num enorme formato), capa dura, profusamente ilustrado com belíssimas fotografias de bastidores, e dezenas de entrevistas aos actores e intervenientes da saga que Mario Puzzo escreveu e Francis Ford Coppola realizou.
Essas fotografias - que serviram de pretexto à edição deste valioso volume da Taschen - são da responsabilidade de Steve Schapiro, fotógrafo que acompanhou e documentou os três filmes da trilogia.
Em suma, dois objectos singulares, cada um à sua maneira e função, mas que não deixam de ser dois objectos importantes na biblioteca pessoal de qualquer cinéfilo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A nova directora


“Maria João Seixas não é um nome consensual” para nova directora da Cinemateca Portuguesa, noticia o jornal Público. Não admira. Em Portugal, sobretudo para cargos de índole cultural, nunca há nomes consensuais. O que há sempre é controvérsia (o que pode ser bom ou mau). Por entre vozes de aprovação (Paulo Branco) e de condenação (Vasco Pulido Valente), estou em crer que Maria João Seixas é uma escolha de grande credibilidade cultural e intelectual. Sempre foi uma admiradora do trabalho do anterior director, João Bénard da Costa, pelo que dificilmente seguirá uma linha muito diferente. E também é uma boa notícia o facto de Pedro Mexia se manter como subdirector daquela importante insitutição cultural. Longa vida à Cinemateca, portanto.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A boa notícia da blogosfera nacional

É uma excelente notícia: Pedro Mexia deu à costa na blogosfera. Depois de ter terminado em Janeiro, abruptamente, o blogue “Estado Civil”, Pedro Mexia regressou há dias com um novo blogue intitulado “Lei Seca”. Seca não será a sua escrita e o seu acutilante saber. Já está nos favoritos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Baixar a cabeça e seguir em frente


Ontem fui ao funeral do pai de um grande amigo de há muitos anos. Um momento de grande desgosto, como o são todos os funerais. À noite, para retemperar energias e esquecer o dia triste, li passagens do último livro do Pedro Mexia. Numa determinada página, Mexia cita o escritor Martin Amis que uma vez disse que é preciso reagirmos ao desgosto como reagimos a chuva - "baixamos a cabeça e seguimos em frente".
Meu caro amigo: eu sei que tens força para seguires em frente, mas a seu tempo irás fazer esse percurso com a cabeça levantada, faça ou não chuva!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pedro Mexia de regresso aos livros


O blogue do Pedro Mexia, Estado Civil, esteve online entre Outubro de 2006 e Janeiro de 2009. Um espaço de eleição na blogosfera portuguesa, escrito por um dos melhores cronistas e críticos portugueses da actualidade (na minha opinião). Pedro Mexia, actual subdirector da Cinemateca Portuguesa, é também uma das vozes irrequietas do programa "Governo Sombra" da TSF; é poeta, crítico literário e de cinema no DN e jornal Público, autor de vários livros (diários) e de crónicas: "Fora do Mundo" (2004), "Primeira Pessoa" (2006), "Prova de Vida" (2007), e "Nada de Melancolia" (2008). Um autor de notável versatilidade intelectual, tematicamente ecléctico, escrita escorreita e à flor da pele, visão pessimista mas contagiante do mundo, e dono de uma desconcertante auto-ironia e humor.
O seu mais recente livro, "Estado Civil - Diário de Uma Crise" (Edições Tinta da China), reúne grande parte dos textos de Mexia do blogue Estado Civil. Para quem acompanhava o seu espaço na blogosfera, não serão textos novos, mas serão sempre fonte de prazer a sua releitura. Por isso comprei o livro, pois claro (Bertrand).
"Podia dizer que o cinema de terror me interessa porque joga com as emoções primitivas como o medo, porque usa as técnicas todas de manipulação do espectador, porque reclama abertamente o conceito de eficácia, porque exorciza traumas epocais, porque interroga o universo moral e o primado do visível. Mas também podia dizer que o cinema de terror me interessa porque tem raparigas de 21 anos com calções e top a correr de um lado para o outro".

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um dicionário de cinema muito particular


É um dos mais deliciosos livros que li ultimamente: "Dicionário de Cinema para Snobs" (Edições Tinta da China) de David Kamp e Lawrence Levi. Um magnífico livro simultaneamente sério e divertido sobre o que é isso de ser um "Snob cinéfilo". Com prefácio de Pedro Mexia (subdirector da Cinemateca) e tradução competente de Ana Markl (sim, a irmã do Nuno), "Dicionário de Cinema para Snobs" é um livro sobre todos os cinéfilos, porque todo o cinéfilo que se preze, tem qualquer coisa de "Snob". Encontra-se à venda em qualquer Bertrand ou Fnac.
Eis o que Pedro Mexia escreve no prefácio: "Não é do cinéfilo clássico que trata este pequeno manual cómico e erudito. David Kamp e Lawrence Levi pensam numa criatura mais recente, cujo modelo não é Truffaut mas Tarantino. O «snob» que eles gozam conhece as referências canónicas mas exibe um gosto mais contemporâneo e abrangente. Não cresceu em cinematecas mas em lojas de vídeo, não cursou cinema mas estudou atentamente os extras dos DVD da Criterion.
É um elitista populista, que usa termos como "diegese" ou "meditação sobre o desejo", mas tem um fraquinho por filmes mexicanos de luta livre, musicais de Bollywood. O cinéfilo snob ainda frequenta as altas esferas, a Nova Vaga Iraniana, digamos, mas nada lhe dá mais gozo do que ver e rever os filmes "esquecidos", "menores", "malditos". Cinema de massas para intelectuais, eis o apetite paradoxal do novo cinéfilo, isto é, do novo snob. Kamp e Levi gozam com os snobs cinéfilos porque são uns snobs cinéfilos. Não tinha graça nenhuma se não fosse assim."
Os autores, Kamp e Levi, são dois prestigiados críticos de cinema norte-americanos, com carreira jornalística credenciada em revistas da especialdiade (e com livros editados). E, claro, ambos têm um afiado sentido (auto)crítico uma veia sarcástica sobre a cultura cinéfila.

O livrinho é de tal forma interessante que decidi, para quem o não tem e quer conhecer os seus irresistíveis (e discutíveis, afinal de contas) ensinamentos, abrir uma nova categoria do blogue: "Dicionários de Cinema Para Snobs".

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nada de vulgaridades


Um dos grandes cronistas da imprensa nacional é, quanto a mim, Pedro Mexia. Actualmente subdirector da Cinemateca, blogger, crítico literário e cronista em vários jornais e revistas, Pedro Mexia é dono de uma notável argúcia e de uma perspicaz visão crítica da realidade social e cultural do nosso país. Disserta sobre assuntos díspares (pode ser um filme, um livro ou uma lingerie sexy, um assunto erudito ou mundano) sempre com a mesma veia acutilante e irónica. E a crónica não é o género de escrita mais fácil. Para Mexia, a escrita jorra abundantemente e sem declínio aparente. É um prazer lê-lo.
"Primeira Pessoa" e "Prova de Vida", anteriores livros de crónicas de Pedro Mexia, já tinham sido excelentes leituras. O novo volume, "Nada de Melancolia", segue as pisadas de prosador notável que já lhe conhecemos. O livro, prefaciado por outros inigualável cronista e escritor nacional, Miguel Esteves Cardoso, reúne as crónicas que foram originalmente publicadas na revista NS (Diário de Notícias e Jornal de Notícias) entre Janeiro de 2006 e Abril de 2007. Imperdível.

domingo, 13 de abril de 2008

Lee Miller - intrépida mulher e fotógrafa


Ao ler o blogue do Pedro Mexia reparei num post sobre Lee Miller. Havia muitos anos que não lia, via ou ouvia qualquer referência a esta mulher. E Lee Miller não foi qualquer mulher. Foi uma modelo que fascinou Nova Iorque e Paris nos anos 30 e 40. E foi a musa inspiradora dos surrealistas tendo servido de modelo e de objecto estético de Man Ray, de Jean Cocteau e de Picasso. André Breton, Picasso e Max Ernst têm trabalhos sobre ela. Depois, pegou na máquina fotográfica e começou ela a captar o mundo à volta. Retratos, paisagens de diversos países e, sobretudo, a reportagem fotográfica sobre a 2ª Guerra Mundial valeram-lhe reconhecimento internacional. Dizem que era uma mulher desassombrada, corajosa e ousada como poucas. Depois da Guerra investiu o seu talento na revista de moda Vogue e vagueou por Marrocos e pelo Egipto à procura de sombras e de despojamento. A sua fotografia é feita disso mesmo, de sombras, de despojamento, de intrepidez e de grande plasticidade estética.
Na Amazon existe um lista rica e variada de livros e biografias sobre a vida e obra de Lee Miller.

domingo, 30 de março de 2008

As escolhas de Mexia


Pedro Mexia, escritor e crítico literário que tanta inveja e cinismo despertou no meio por causa da sua nomeação para subdirector da Cinemateca Nacional, revelou à “Visão” os seus cinco filmes preferidos de sempre. Cinco títulos, cinco obras-primas. Quem conhece os escritos de Mexia no campo da crítica cinematográfica, sabe que não poderiam andar longe destas referências:

“Paris, Texas” de Wim Wenders
“Stalker” de Andrei Tarkovski
“O Carteirista” de Robert Bresson
“A Palavra” de Carl Dreyer
“O Joelho de Claire” de Eric Rohmer

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pedro Mexia - a (boa) surpresa do dia


Ao que consta, a notícia já tem um mês mas só agora veio a público (e ao Público): Pedro Mexia, ensaísta, poeta, cronista, crítico literário e de cinema, foi nomeado pelo Ministro da Cultura (por indicação de João Bénard da Costa), como futuro subdirector da Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema. No meu ponto de vista, é uma notícia surpreendente mas muito bem vinda. Pedro Mexia foi, como ele próprio refere, “formado na cinemateca” e nutre uma paixão assolapada pela arte do cinema. Foi crítico de cinema durante um ano nas páginas do suplemento de cultura do Diário de Notícias e traduziu a pequena bíblia sobre cinema “Notas sobre o Cinematógrafo” do realizador francês Robert Bresson – precisamente, uma das referências cinematográficas de Mexia. Parece-me que, Pedro Mexia, sendo de uma geração nova e vindo de um universo não directamente ligado ao cinema e aos seus grupos de lobbies, poderá ser uma mais valia no trabalho de programação e coordenação de uma instituição como a Cinemateca. Felicidades e bom trabalho, é o que desejo para as novas e exigentes funções do autor de “Fora do Mundo”.
Nota: Pedro Mexia é também um blogger influente.