Nova imagem: "O Sacrifício" (1986) - Andrei Tarkovski
Mostrar mensagens com a etiqueta Blogosfera. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Blogosfera. Mostrar todas as mensagens
sábado, 29 de novembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Oito anos é muito tempo
Este blogue assinala hoje 8 anos de existência. É muito tempo numa era digital da informação a alta velocidade e em constante mudança. Quando o criei em 2007 pensei que duraria umas semanas.
Uma coisa é certa: só se mantém vivo porque há alguém aí desse lado que o segue e lê.
Uma coisa é certa: só se mantém vivo porque há alguém aí desse lado que o segue e lê.
Bem hajam, portanto.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Transformar o blogue em livro?
Desde há uns anos a esta parte, o mercado livreiro em Portugal edita uma avalanche de livros sem interesse nenhum: livros escritos, supostamente, por celebridades oriundas dos meandros da televisão e da moda (que escrevem "romances"), de reality shows desprezíveis, do futebol, da gastronomia dita gourmet, do jornalismo sensacionalista, da blogosfera, etc.
Resultado: todos os dias vemos nos escaparates, em grande destaque, livros inúteis sobre auto-ajuda, sobre como atingir os vários estados de felicidade, sobre astrologia e tarot, sobre viagens de sonho à Gronelândia sem gastar dinheiro, sobre políticos e banqueiros corruptos, sobre temas históricos mais do que explorados, livros de "literatura ultra-light" formatada, fútil e supérflua, livros sobre histórias eróticas (como se fossem novidade literária!), sobre crónicas políticas anteriormente editadas num jornal dito de "referência", sobre a problemática das relações amorosas em tempos de crise, sobre como nos devemos vestir em estilo "trendy", sobre dietas milagrosas, enfim, uma montanha de edições prontas-a-consumir num tempo de vacuidade cultural como diria o filósofo contemporâneo francês Gilles Lipovetsky.
E a verdade é que, paradoxalmente, apesar da crise da venda de livros, é cada vez mais fácil a qualquer pessoa com o mínimo de visibilidade mediática (sim, porque esta é uma premissa importante para as editoras) editar um livro sobre a mais improvável temática. Ainda que não tenha interesse nenhum. Dir-me-ão: "Mas há público para comprar estes produtos". Claro que há. Assim como há público para ver programas de puro lixo televisivo.
Pensando bem, indo ao encontro da tendência do mercado livreiro, eu próprio poderia apanhar a onda e editar um livro com o muito material que já publiquei, ao longo de oito anos, neste blogue O Homem Que Sabia Demasiado. Reunia as publicações que considerava serem as mais interessantes e editava um livro. Mas havia vários problemas para ultrapassar:
Problema número 1: Dificilmente conseguiria reunir um conjunto de textos suficientemente bons para incluir num livro.
Problema número 2: Mesmo que o conseguisse, dificilmente encontraria alguma editora interessada para concretizar a edição.
Problema número 3: Ainda que houvesse alguma editora interessada, o autor deste blogue não é mediático, não aparece na televisão nem tem milhares de page views por dia como o blogue A Pipoca Mais Doce (que já vai no terceiro livro).
Problema número 4: Mesmo que o livro fosse, deveras, editado, quase de certeza que só o compraria a meia-dúzia de leitores mais fiéis deste blogue, os meus pais e o meu amigo de infância que, mesmo não gostando do cinema de Béla Tarr, diz que aprecia só para me agradar.
E é isto.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
5 Perguntas
O Jorge Teixeira, autor do blogue de cinema "Caminho Largo", desafiou-me a responder à rubrica "À Boleia". Cinco perguntas cirúrgicas sobre o meu entendimento do cinema, às quais respondi desta forma.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Os olhos do blogue
AVISO
Caros leitores: a partir de agora, sempre que acederem a este blogue O Homem Que Sabia Demasiado deparar-se-ão com o olhar acutilante - mas também sedutor e enigmático - de Margarita Terekhova no filme "O Espelho" (1975) de Andrei Tarkovski.
Serão os olhos do blogue.
domingo, 2 de março de 2014
Em decrescendo
Dei-me agora conta, por acaso, de como o volume de posts deste blogue tem diminuído ano após ano. Senão vejamos o que dizem as estatísticas - só referentes ao mês de Fevereiro de cada ano de existência d'O Homem Que Sabia Demasiado:
- Fevereiro 2008: 86 posts
- Fevereiro 2009: 74 posts
- Fevereiro 2010: 63 posts
- Fevereiro 2011: 47 posts
- Fevereiro 2012: 42 posts
- Fevereiro 2013: 35 posts
- Fevereiro 2014: 21 posts
Tendo em conta esta tendência, é de prever que em Fevereiro de 2015 publique uns 10 ou 12 posts...
Já agora, por oposição, o mês em que publiquei mais posts foi em Março de 2008, com o impressionante número de 110 publicações em 31 dias úteis!
Enfim, como já referi, um certo cansaço me impede de actualizar mais frequentemente o blogue. O compromisso futuro será o de publicar menos posts, mas com redobrado interesse e qualidade (desde que desse lado haja ainda alguém para me ler).
NOTA: e acabei de ultrapassar as 4 mil publicações!
NOTA: e acabei de ultrapassar as 4 mil publicações!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
7 anos de blogue - 7 actrizes clássicas
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Do lado de lá
Gostava de conhecer os gostos culturais dos leitores deste blog. Gostava de conhecer, cara a cara, alguns dos leitores mais assíduos.
Gostava de saber o que gostam de ler, ver e ouvir. O que gostam de visitar quando chegam a uma cidade desconhecida. Quais os livros que procuram quando entram numa livraria da qual nada conheciam. Que conversas têm com os amigos acerca do último grande filme que viram. Se têm alguma mania de escrever os seus pensamentos diarísticos: uma frase, um sentimento, uma sensação. Ter um feedback do "lado de lá".
Porque sei que alguns leitores deste blog partilham os mesmos gostos que eu, gostava que um dia pudessem ser meus amigos na "vida real". E partilhar, à mesa de um café, à saída de um cinema ou de uma galeria de arte, as emoções (nem sempre unânimes) que a arte proporciona. Discutir saudavelmente ideias e opiniões sobre um objecto estético com base num gosto partilhado, é das coisas mais belas que se pode pedir a uma amizade (como nos filmes de Woody Allen).
Porém, enquanto O Homem Que Sabia Demasiado definha e se encontra em curva descendente na qualidade (até um dia morrer de morte natural), continuarei a partilhar com os leitores anónimos e "invisíveis" os meus gostos e os meus interesses. Uma partilha quase sempre de sentido único (porque quase nunca há feedback como nas relações pessoais), uma partilha que um dia há-de terminar selando um cinematrográfico "The End".
domingo, 8 de setembro de 2013
Vamos conversar?
Uma novidade neste blog: a partir de hoje existe um programa de conversação intitulado "Chatroll". Fica mesmo no início da página do lado direito.
Com a instalação desta simples ferramenta de comunicação pretendo fomentar a interactividade e a relação com os leitores, os quais estavam limitados aos comentários dos posts ou às mensagens via e-mail.
Agora a discussão está aberta (em tempo real) e à disposição de todos. Participem!
domingo, 7 de julho de 2013
"The Shining": a prequela
Há uns anos circulou um rumor que dizia da possibilidade de Hollywood fazer uma sequela do clássico de terror "The Shining" (1980) de Stanley Kubrick. Nunca foi confirmado.
Agora, parece que é oficial: em vez de uma sequela, vai haver uma... prequela, Tal notícia doi confirmada pelo autor no blogue Bitaites, Marco Santos: a Warner Brothers quer filmar a prequela de "The Shining" e quem vai escrever o argumento do filme é Glen Mazzara, argumentista e produtor executivo da terceira temporada da série The Walking Dead.
Sinceramente, duvido muito da utilidade de fazer uma prequela de um filme tão icónico como este. Tudo dependerá da qualidade do argumento, do elenco e, principalmente, do nome do realizador.
Toda a notícia aqui.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
O Futuro Distópico
José Carlos Maltez, autor do blogue de cinema A Janela Encantada, convidou-me para escrever na rubrica "O Meu Ciclo". Ou seja, tive de imaginar um ciclo temático ligado ao cinema e justificar (ou descrever) a escolha. Foi o que fiz.
Intitulei ao "meu ciclo" de "O Futuro Distópico" e seleccionei um conjunto de filmes aconselhados que correspondessem à essência do tema. Pode ler o resultado das minhas opções aqui.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A melancolia de Hopper
Raramente escrevo no blogue sobre pintura. E devia fazê-lo mais vezes.
Escrever, por exemplo, sobre um dos pintores de que mais gosto: o enigmático e melancólico Edward Hopper. A sua pintura inquieta o olhar porque nos coloca perante figuras solitárias e perante o silêncio da paisagem, a alienação de uma sociedade egocêntrica. Mas eu nem me alongo mais, porque sobre a arte de Hopper e tudo o que ele representa e significa, escreveu muito bem o José Antônio Orlando no seu blogue Semióticas, que eu aconselho a consultar.
Escrever, por exemplo, sobre um dos pintores de que mais gosto: o enigmático e melancólico Edward Hopper. A sua pintura inquieta o olhar porque nos coloca perante figuras solitárias e perante o silêncio da paisagem, a alienação de uma sociedade egocêntrica. Mas eu nem me alongo mais, porque sobre a arte de Hopper e tudo o que ele representa e significa, escreveu muito bem o José Antônio Orlando no seu blogue Semióticas, que eu aconselho a consultar.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
"Um Filme, Uma Mulher"
A autora do blogue "Girl on Film", Sofia Santos, convidou-me a dissertar sobre uma rubrica interessante do seu blogue intitulada "Um Filme, Uma Mulher".
Isto é, uma rubrica na qual o convidado aborda um filme específico em que uma mulher desempenha uma personagem feminina deveras relevante (pelos mais variados motivos).
Isto é, uma rubrica na qual o convidado aborda um filme específico em que uma mulher desempenha uma personagem feminina deveras relevante (pelos mais variados motivos).
A minha opção foi escrever sobre o filme "Alexandra" de Sokurov. Para ler aqui.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Filmes brasileiros online
Para os portugueses e, porventura, para a grande parte do mundo, a cinematografia brasileira é ainda uma espécie de segredo bem guardado. Tirando alguns nomes mais sonantes que fizeram história e alguns filmes dos últimos anos que tiveram muita projecção mediática, a verdade é que se conhece pouco do cinema do Brasil. Em Portugal as estreias comerciais em sala são praticamente inexistentes, restando os festivais de cinema, o mercado DVD e os canais de televisão por cabo.
Ah, e resta também a abençoada Internet! E porquê? Porque este exacto link dá acesso a - nem mais nem menos - do que a 169 filmes brasileiros completos para ver online. Filmes de várias décadas, clássicos e raros, e de muitos realizadores distintos, dos mais conceituados aos novatos.
Uma bela oportunidade para conhecer a Sétima Arte brasileira, até para os leitores brasileiros deste blogue.
Uma bela oportunidade para conhecer a Sétima Arte brasileira, até para os leitores brasileiros deste blogue.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Um milhão
Não sei se isto é um dado importante ou relevante por aí além: apenas me limito a constatar este facto: este blog ultrapassou hoje o milhão de visualizações de páginas (pageviews) ao fim de 5 anos e meio de actividade. Ok.
sábado, 9 de março de 2013
Interpretar "Stalker"
Já li muita literatura ensaística sobre o cinema do realizador russo Andrei Tarkovski, mas talvez nunca me tenha confrontado com um texto tão sagaz e curioso como este da revista de cinema "Contracampo", que chega a comparar o filme "Stalker" com o "Stand By Me" de Bob Reiner (!). E o seu autor, Luiz Carlos Oliveira Jr., explica porquê com argumentos perfeitamente legítimos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
My Two Thousand Movies
Em Janeiro deste ano dava aqui conta do encerramento compulsivo (devido ao fim do Megaupload) do blogue de cinema My One Thousand Movies. Este blog fora durante 4 anos o melhor sítio português na internet para descarregar filmes de culto, clássicos e de autor. Uma espécie de enorme "cinemateca virtual" numa plataforma de partilha de ficheiros de vídeo (nem sempre de qualidade, mas nem era isso que importava).
Ora, o seu mentor, Francisco Rocha, não baixou os braços perante esta adversidade e brindou os seus muitos seguidores com um novo blog com mais filmes para conhecer e descobrir. Para dar continuidade ao conceito, baptizou-o de My Two Thousand Movies.
E este novo blog começou em grande: um ciclo dedicado ao talentoso (e pouco reconhecido cineasta) Joseph Losey, outro dedicado à temática cinéfila do fim do mundo e raridades preciosas como filmes pouco conhecidos de Sidney Lumet ou Robert Wise. Já para Janeiro estão prometidos filmes do Expressionismo Alemão ou filmes de terror dos anos 40.
E este novo blog começou em grande: um ciclo dedicado ao talentoso (e pouco reconhecido cineasta) Joseph Losey, outro dedicado à temática cinéfila do fim do mundo e raridades preciosas como filmes pouco conhecidos de Sidney Lumet ou Robert Wise. Já para Janeiro estão prometidos filmes do Expressionismo Alemão ou filmes de terror dos anos 40.
My Two Thousand Movies vai continuar, é certo, o impecável serviço público começado com My One Thousand Movies. Pelo puro amor ao cinema.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
5 anos
O balanço é positivo: ao fim destes 5 anos, contabilizam-se 3580 publicações, 600 seguidores, 9 mil comentários de leitores, 568 mil visitas e 930 mil páginas visionadas.
Tenho consciência que o blogue passou por altos e baixos (a média de 100 posts por mês já lá vai!), por momentos de maior e menor inspiração (ao ponto de, nos piores momentos, ter achado que seria o fim do blogue). No entanto, apesar do menor fulgor de agora, continuo a ter prazer em escrever sobre o que gosto e não gosto nas diversas áreas culturais. Sinto que O Homem Que Sabia Demasiado continua a ser um espaço de partilha profícua na blogosfera.
O blogue foi nomeado duas vezes para prémios nacionais na categoria de Melhor Blogue de Cinema e vai constar num livro - a ser publicado brevemente - sobre a blogosfera portuguesa. Se acabasse agora, tinha o sentimento de ter feito um trabalho minimamente honroso e de valor.
O blogue foi nomeado duas vezes para prémios nacionais na categoria de Melhor Blogue de Cinema e vai constar num livro - a ser publicado brevemente - sobre a blogosfera portuguesa. Se acabasse agora, tinha o sentimento de ter feito um trabalho minimamente honroso e de valor.
Obrigado aos leitores que continuam a manter este espaço vivo. E um especial obrigado aos seguidores do Brasil, que representam quase 30% dos leitores deste blogue.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Pedro Borges e o cinema
A morte do cinema, é verdade ou é retórica?
Isso é para as pessoas se entreterem. O grande cinema deixou de ser arte popular. Se o John Ford ou o Hitchcock hoje fizessem filmes, não tinham espectadores nenhuns. Mas não foram os filmes que mudaram, foram as pessoas. O tempo de filas, semanas a fio, para ver filmes do Bergman ou do Truffaut acabou.
Mas porque é que acabou? Foi o blockbuster?
Não, foram as pessoas. Havia um certo tipo de pessoas com estatuto cultural e social para quem era obrigatório ir ao cinema ver esse tipo de filmes (como hoje é obrigatório beber 3 litros de cerveja ao sábado à noite ou ir ao futebol dar urros) e que ficaram aliviadíssimas quando isso deixou de ser obrigatório.
-----
Quem responde assim, sem papas na língua, é Pedro Borges, conhecido produtor, exibidor e distribuidor cinematográfico, outrora responsável pela Atalanta e, actualmente, mentor da melhor editora de DVD do mercado: a Midas Filmes.
O site de cinema À Pala de Walsh entrevistou-o e aconselho a ler o resultado dessa entrevista, na qual Borges emite opiniões bem formadas e pertinentes sobre o mundo do cinema e tudo o que gira à sua volta.
Com larga experiência no mercado e com vastos conhecimentos do meio, Pedro Borges aborda sem rodeios o estado do cinema em Portugal e no estrangeiro. Para que conste.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Henry, de novo
O blog My One Thousand Movies - o melhor sítio da internet portuguesa para descarregar filmes de autor raros e de qualidade - publica hoje um dos filmes mais marcantes do género thriller psicológico e de assassinos em série: "Henry - Retrato de um Assassino" (1986). Sobre esta impressionante primeira longa-metragem do realizaor John MacNaughton escrevi o post "O Horror em Estado Puro".
E é mesmo disso que se trata. De um filme que não faz concessões narrativos ou de estilo, detentor de uma frieza gélida e de um despojamento estético incomparável.
Para fazer o download do filme, é favor carregar aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























