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domingo, 9 de março de 2014

Os auto-retratos de Andy Warhol

Quando era adolescente comprava tudo o que encontrava de Andy Warhol: postais, biografias, livros de pintura e até filmes realizados pelo próprio.
Fascinava-me a sua personalidade, a sua obra artística única que marcou a arte pop, a sua Factory nova-iorquina pela qual passaram tantos artistas de tantas áreas, assim como a sua ligação à música (via The Velvet Underground).
Uma das características mais marcantes no trabalho de Andy Warhol foi o auto-retrato. E ao longo da sua carreira há inúmeros exemplos de serigrafias, fotografias e pinturas cujo objecto é o próprio artista. Julgava que já conhecia todos esses exemplos. Enganei-me.
Ou, pelo menos, não me recordo de ter visto esta série de auto-retratos (de ambiguidade sexual) intitulada "Self-Portrait in Drag" (Polaroid), tirados entre 1979 e 1981, e que faz parte do espólio do The Andy Warhol Museum de Pittsburgh.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"A Bela Suicida"

No dia 1 de Maio de 1947, Evelyn McHale, de 23 anos, depois de discutir com o seu namorado, lançou-se para o vazio desde o miradouro situado no andar 86 do famoso Empire State Building de Nova Iorque (no bolso do seu casado havia uma nota: "Ele está muito melhor sem mim, não seria uma boa esposa").
No outro lado da rua, Robert Wiles, estudante de fotografia, ao ouvir o tremendo impacto aproximou-se com  a sua câmara e fotografou o corpo da bela jovem que caíra sobre o tecto de uma limusine de um mandatário das Nações Unidas, estacionada perto da Quinta Avenida. Esta fotografia correria mundo e ficou conhecida como "The Most Beautiful Suicide".
"A Bela Suicida". 
A imagem de Evelyn morta no meio dos destroços da limusine é, ao mesmo tempo, chocante e enternecedora. E prova como a morte e o acto suicida, por mais brutal que seja, pode ter contornos poéticos. A fotografia quase parece encenada: repare-se como a sua mão esquerda parece acariciar o colar de pérolas. A serenidade do seu rosto, as pernas cruzadas e a elegância do seu corpo como se estivesse simplesmente deitada a descansar - sem vestígios de sangue - no meio da destruição, criam uma imagem quase onírica (terá sido esta imagem que motivou David Cronenberg a realizar o filme "Crash"?). 
A fotografia apareceu publicada em Maio de 1947 na revista Life e anos mais tarde, em 1963, o guru da Pop Art, Andy Warhol, fascinado pela iconografia trágica, utilizou a mesma foto de Robert Wiles para criar um quadro intitulado "Suicide" ("Fallen Body").

domingo, 27 de outubro de 2013

Na morte de Lou Reed


Hoje morreu Lou Reed.
Figura icónica do rock, Lou Reed foi para mim o génio que revolucionou o rock com os seminais The Velvet Underground (apadrinhados por Andy Warhol). Foi com esta banda, em Nova Iorque, que Lou Reed marcou toda uma geração e influenciou várias outras de ouvintes e de músicos e guitarristas.
Neste dia e nos próximos, muitas homenagens irão acontecer, sobretudo ao som dos seus hinos "Perfect Day" ou "Walk on The Wild Side". Mas na carreira a solo de Reed há um disco que poucos conhecerão mas que se tornou num disco maldito da história do rock (e se formos rigorosos, de toda a história da música).
Lou Reed, uns anos após o fim dos Velvet Underground, em 1975, grava essa infâmia e embuste (para uns) ou obra genial e visionária (para outros tantos): "Metal Machine Music" (incluo-me no segundo grupo de opiniões).

Num aspecto todos estão de acordo: trata-se de um registo radical, concebido e gravado sem concessões, feito à base de feedback de guitarra e de manipulação de ruído branco. Reed disse que gravou o disco "completamente pedrado". Acredito. Já foi considerado o pior álbum de rock de sempre e já foi incluído na lista dos discos mais inovadores de sempre. Em que ficamos?

Na verdade, o disco vale sobretudo como testemunho conceptual e experimental, mais do que estritamente musical. Deve tanto ao rock de guitarras dos Velvet como aos princípios estéticos e teóricos de La Monte Young, de John Cage ou dos concretistas Pierre Schaeffer e Pierre Henry. Deve também à teoria dos "intonarumori", as célebres máquinas de produzir ruído industrial do futurista italiano Luigi Russolo. E é um disco que influenciou bandas tão diversas como os Sonic youth, Glenn Branca ou Throbbing Gristle, Merzbow e todos os subgéneros do noise, do industrial e do electro-acústico. Ouvi-lo na íntegra é deveras uma experiência exigente e dura, muito diferente de ouvir uma canção de Lou Reed do álbum "Transformer" (1972).

Mas a verdade é que, ao longo destes 30 e tal anos, não acredito que alguém, alguma vez, tenha ouvido "Metal Machine Music" do princípio ao fim sem ter tido lesões cerebrais irreversíveis. Mas quem sabe, tratar-se-ia de uma experiência limite no teste à capacidade auditiva humana. Não eram os Einstürzende Neubeutan que defendiam que "é preciso ouvir com dor"?

O disco já foi apresentado ao vivo por diversas vezes, como demonstra esta actuação do colectivo de música experimental Zeitkratzer com a própria presença de Lou Reed (versão mais soft do que no disco):

segunda-feira, 11 de março de 2013

William S. Burroughs e os amigos

William S. Burroughs, um autor tão original quanto controverso.
A sua carreira e o seu percurso de vida são verdadeiramente notáveis, recheados de episódios e situações incríveis. Era o autor mais radical do movimento literário Beat, aquele que mais foi ao fundo das experiências alucinogénicas, criando um universo literário completamente novo ("O Festim Nu" prova isso).
Outro facto espantoso da sua vida: ao longo de várias décadas William S. Burroughs manteve inúmeras colaborações artísticas e amizades pessoais com grandes figuras das artes (música, poesia, cinema, pintura, literatura...).
Por todas estas incríveis ligações da sua vida, estou convicto de que a sua carreira artística e o seu percurso existencial dariam vasta matéria para uma filme biográfico extremamente interessante. Vejam-se estes exemplos:

Timothy Leary e William S. Burroughs

David Cronenberg e William S. Burroughs

Ministry e William S. Burroughs

William S. Burroughs e Hüsker Dü

William S. Burroughs e Gregg Beaubian

Debbie Harry e William S. Burroughs
Jean Genet, William S. Burroughs e Allen Ginsberg
Brion Gysin e William S. Burroughs
William S. Burroughs e Alene Lee
William S. Burroughs e Andy Warhol

William Burroughs e Tom Waits

William S. Burroughs e Mick Jagger

William S. Burroughs e Susan Sontag

Jimmy Page e William S. Burroughs

James Grauerholz e William S. Burroughs

William S. Burroughs e Joe Strummer (The Clash)

Patti Smith e William S. Burroughs

David Bowie e William S. Burroughs

William S. Burroughs e Kurt Cobain

William S. Burroughs e Jack Kerouac

Francis Bacon e William S. Burroughs

William S. Burroughs e Allen Ginsberg

William S. Burroughs e Frank Zappa

sexta-feira, 16 de março de 2012

45 anos de um grande disco

Um dos mais lendários e influentes álbuns rock de toda a história da segunda metade do século XX assinala hoje 45 anos da edição original (1967): “The Velvet Underground & Nico”. Lou Reed, vindo do rock, e John Cale, da música erudita contemporânea (influenciado pelo grupo Fluxus e John Cage), foram apadrinhados pelo guru da Pop Art, Andy Warhol (a capa mítica é da sua autoria) que também foi o responsável por incluir a cantora Nico no alinhamento do disco (cantando em três temas).
Desta mistura artística, no seio da efervescente e criativa Nova Iorque da década de 60, surgiu o álbum “The Velvet Underground & Nico”, um álbum feito de canções perfeitas (na sua própria imperfeição) sobre temáticas controversas: consumo de drogas, desvios sexuais, prostituição ou sadismo. Musicalmente, todas as canções do álbum emanam uma energia e uma sedução sonora raramente superadas (ou até alcançadas), com uma instrumentação densa, ritmos maquinais e vocalizações à beira do abismo (sobretudo os temas cantados por Nico). E o rock nunca mais foi o mesmo…

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O caldeirão da arte

Que artista sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar o surrealismo (egocentrista) de Salvador Dalí, a expressividade (temperamental) de Jackson Pollock, a provocação (pop) de Andy Warhol e as paisagens (melancólicas) de Edward Hopper?

Que compositor sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar a simplicidade (genial) de Erik Satie, a efervescência (rítmica) de Stravinsky, a exploração (tímbrica) de Edgar Varèse e o nacionalismo (musical) de Bartók?

Que realizador sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar a frieza (emocional) de Bergman, o humor (absurdo) de Groucho Marx, a violência (estilizada) de Sam Peckinpah e a perversidade (da carne e da mente) de David Cronenberg?

Que escritor sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar a verve (erótica) de Henry Miller, a visão (pessimista) de Schopenhauer, a loucura (desenfreada) de Ezra Pound e a placidez (contagiante) de Albert Cossery?

Que banda sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar a pop (decadentista) dos Tindersticks, o humor (cáustico) dos Butthole Surfers, a convulsão (sónica) dos Einstürzende Neubauten e o lirismo (noir) dos Dead Can Dance?

Que fotógrafo sairia de um caldeirão no qual se pudesse juntar a plasticidade (perturbadora) de Diane Arbus, a beleza (etérea) de Sebastião Salgado, a irreverência (sexual) de Robert Mapplethorpe, e a espontaneidade (histórica) de Robert Capa?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Resistir a ver filmes


O Guinness Book of Records está a tornar-se previsível e sem interesse. Qualquer pessoa com boa resistência (física ou psicológica) ou com alguma habilidade fora do normal, arrisca-se a entrar no livro dos recordes sem grande esforço. Um canadiano e uma alemã inscreveram os seus nomes no livro de recordes do Guinness porque conseguiram ver 57 filmes em 123 horas e 10 minutos. Ou seja, 5 dias sem dormir. Parece um feito extraordinário, mas não é.
O segredo consistiu na selecção criteriosa dos filmes. Que filmes foram esses? Filmes de acção e de aventuras, suficientemente barulhentos e agitados para não provocarem sonolência aos resistentes espectadores.
O primeiro filme que o casal viu foi o do super-herói "Iron Man", seguido da trilogia "Bourne", a aventura "Kill Bill Vol. 1 e 2", "O Paciente Inglês", "Hulk", e por aí fora. Quanto mais "blockbuster" de Verão, melhor.
No meu humilde parecer, a verdadeira prova de força teria sido se estes dois espectadores maratonistas tivessem conseguido visionar, durante 5 dias consecutivos e sem soçobrar um instante, filmes de Manoel de Oliveira, Pedro Costa, Kieslowski, Peter Greenaway, Andy Warhol, Straub, Bergman, Antonioni, Kiarostami, Pasolini, Tarkovski, Angelopoulos, Nuri Bilge Ceylan, e o cinema mudo de D. W. Griffith.
Não que estes realizadores sejam de pouco interesse ou de qualidade (muitíssimo pelo contrário), mas porque, pelas suas características intrínsecas de exigência ao nível da concentração, se fossem visionados sem descanso, poderiam causar danos emocionais e psicológicos irreversíveis.
Aí é que eu os queria ver a resistir...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Auto-retratos de Warhol



Quando era adolescente comprava tudo o que encontrava de Andy Warhol: postais, biografias, livros de pintura e até filmes realizados pelo próprio.
Fascinava-me a sua personalidade, a sua obra artística única que marcou a arte pop, a sua Factory nova-iorquina, pela qual passaram tantos artistas de tantas áreas, assim como a sua ligação à música (via The Velvet Underground).
Uma das características mais marcantes no trabalho de Andy Warhol foi o auto-retrato. E ao longo da sua carreira há inúmeros exemplos de serigrafias, fotografias e pinturas cujo objecto é o próprio artista. Julgava que já conhecia todos esses exemplos. Enganei-me.
Ou, pelo menos, não me recordo de ter visto esta série de auto-retratos intitulada "Self-Portrait in Drag" (Polaroid), de 1980 (a primeira imagem) e 1981 (a segunda imagem), e que faz parte do espólio do The Andy Warhol Museum de Pittsburgh.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Keith Haring


Keith Haring morreu cedo demais (vítima de SIDA, aos 31 anos de idade). Em tão pouco tempo de vida, Keith Haring conseguiu ser o criador de uma das mais notáveis e emblemáticas iconografias da cultura moderna, com o seu traço característico, os seus desenhos e graffitis de homenzinhos eléctricos.
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro de Nova Iorque. Nos anos 80 participou em diversas bienais e pintou murais, de Sidney a Amesterdão e mesmo no Muro de Berlim. A sua arte é a de um artista iconoclasta, que seguiu um caminho estético próprio, alheio a modas e paradigmas. Da mesma forma que Basquiat (jovem artista protegido de Andy Warhol), Keith Haring abriu novas portas de entendimento de arte urbana. A sua linguagem influenciou grande parte da cultura pop actual e o seu legado continua a fascinar (coisa rara) tanto crianças como adultos, tanto leigos como entendidos nos negócios da arte.
De resto, Keith Haring definiu toda a sua criatividade numa única e desarmante frase: "I don't think art is propaganda; it should be something that liberates the soul, provokes the imagination and encourages people to go further. It celebrates humanity instead of manipulating it". É isso mesmo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Momentos e Imagens - 54

Encontros de artistas:

Brian Jones e Jimi Hendrix
Steve McQueen, Paul Newman, Barbara Streisand e Sidney Poitier

Bernardo Bertolucci, Robert De Niro e Martin Scorsese
Martin Scorsese, Paul Bartel e Sylvester Stallone

Andy Warhol e Lou Reed

Miles Davis e Steve McQueen
Lou Reed, Bob Dylan, Tom Petty e Randy Newman

Steven Spielberg, Martin Scorsese, Brian DePalma, George Lucas e Francis Ford Coppola

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O legado dos Velvet Underground

Quando escrevi o post sobre os The Horrors reflecti sobre um facto óbvio mas que nem sempre é reconhecido: a música rock das últimas décadas não teria sido a mesma sem a herança dos The Velvet Underground. A mítica banda nova-iorquina, constituída por Lou Reed, John Cale e Nico, revolucionou a estética rock dos anos 60 com uma pujança criativa deliberadamente "arty" por influência directa de Andy Warhol e da formação musical erudita de John Cale.
A música dos Velvet Underground era trementadamente visionária e crua, aberta à experimentação (ruído, improvisação, minimalismo) e representava o reflexo perfeito da combustão cultural e artística da Nova Iorque da segunda metade dos anos 60. Por isso foram, porventura, a banda rock mais influente e determinante para a evolução de um certo panorama rock, como o psicadelismo, o rock progressivo, o punk e o rock mais experimental. Quer em termos de sonoridade, quer em termos de imagem e de atitude, a banda de Reed e de Cale foi essencial para que grupos como os The Horrors (e tantos outros ao longo de 4 décadas) tenham aparecido.
PS - A curta mas intensa carreira dos Velvet Underground e sua relação com Andy Warhol daria, certamente, para um bom filme. Para quando um "biopic"? A mais recente biografia lançada em Outubro - "The Velvet Underground - New York Art" - poderia servir de mote para essa adaptação ao cinema.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um Warhol na parede da sala


Em tempos de crise financeira, nada como investir no negócio de arte para afirmar um poder de compra milionário. Um coleccionador comprou ontem uma tela de Andy Warhol - "200 One Dollar Bills" (na imagem) - no valor de 43,76 milhões de dólares (29 milhões de euros) num leilão de arte contemporânea que decorreu ontem. Se eu tivesse este dinheiro, apesar de gostar de Warhol, não compraria esta tela. É que na minha sala ficaria melhor uma serigrafia de Marilyn Monroe, de Elvis Presley ou uma tela com as latas de sopa Campbell's.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O tempo na música de Satie


Um dia John Cage resolveu interpretar a peça "Vexations" do pianista francês Erik Satie (1867-1925). Satie foi conhecido como um músico excêntrico e inventivo (ainda hoje). A partitura original (na imagem) tem apenas uma página e levaria normalmente um minuto a dois a interpretar, mas no topo aparece esta instrução de Satie: "Para poder tocar este motive 840 vezes, será necessário estar preparado com antecedência e no silêncio mais absoluto e manter-se seriamente imóvel." A peça foi escrita em 1893, mas só descoberta em 1949, tendo sido considerada precursora do minimalismo repetitivo dos anos 60.
Cage levou esta instrução a sério e, em 9 e 10 de Setembro de 1963, no Pocket Theatre de Nova Iorque, apresentou "Vexations" na sua forma completa (repetição de 12 compassos 840 vezes). Cage queria explorar o conceito de tempo numa obra musical. Uma equipa de doze pianistas tocou a peça numa longa maratona desde as 18 horas até às 12h40 do dia seguinte. O The New York Times correspondeu à exibição enviando um bando de oito críticos para cobrirem o evento. Na audiência, durante algum tempo, estava Andy Warhol. que relembrou a experiência quando fez o filme de oito horas sobre o Empire State Building no ano seguinte.
O local do concerto estava equipado com um relógio de ponto que os participantes marcavam ao entrarem e ao saírem. Os ouvintes foram reembolsados de cinco cêntimos por cada vinte minutos que esperassem no "foyer". Os que assistiram a todo o concerto receberam uma senha com o valor de vinte cêntimos. Um tal Karl Schenzer, ex-actor da Broadway, foi o único a receber o reembolso total, tendo ficado sentado no "foyer" dezanove horas. Ao Times, Schenzer disse: "Sinto-me divertido e nada cansado". "Não foi muito tempo a ouvir a música?", perguntou o jornalista. "Tempo? O que é o tempo? Nesta música, a dicotomia entre vários aspectos de formas de arte dissolve-se".
A peça de Satie soa assim.
O último pianista a interpretar "Vexations" foi Michal Nyman (desconheço se foi integral).

domingo, 25 de outubro de 2009

Segredos das capas de discos

De quem são os rostos e os corpos que surgem em famosas capas de disco? Alguns exemplos:

Artista: The Smiths
Álbum: "Strangeways, Here We Come" (1987)
Capa: O actor Richard Davalos, que contracenou com James Dean no clássico filme "A Leste do Paraíso" (1955).

Artista: U2
Álbum: "Boy" (1980)
Capa: o rapaz da capa é o irmão de um artista amigo de Bono, Peter Rowan (actualmente um artista de renome). A imagem do rapaz foi retirada no mercado americano devido a receios de acusações de pedofilia.

Artista: The Smiths
Álbum: "The Smiths" (1984)
Capa: Morrissey criou o grafismo da capa do disco de estreia dos Smiths, tendo como base um fotograma do filme "Flesh" de Andy Warhol com o actor Joe Dallesandro.

Artista: Roxy Music
Álbum: "Country Life" (1974)
Capa: Bryan Ferry conheceu as modelos Constanze Karoli e Eveline Grunwald em Portugal e convenceu-as a posar para a memorável (e posteriromente censurada) capa dos Roxy Music.

Artista: Radiohead
Álbum: "The Bends" (1995)
Capa: O artista Stanley Downood criou uma imagem de fusão entre o rosto de Thom Yorke e um "medical dummy".

Artista: Pixies
Álbum: "Surfer Rosa" (1988)
Capa: uma amiga de amigos dos músicos posou em topless em pose de bailarina de flamenco. A fotografia é da autoria de Simon Larbalestier, responsável pela maior parte do "artwork" da banda.

Artista: Pantera
Álbum: "Vulgar Display Of Power" (1992)
Capa: o homem que leva o murro é anónimo mas sabe-se que recebeu dinheiro para a sessão fotográfica que resultaria na capa dos Pantera. Consta-se que levou trinta murros até conseguir a imagem perfeita (da capa).

Artista: Black Grape (Shaun Ryder)
Álbum: "It's Great When You're Straight… Yeah" (1995).
Capa: o rosto da capa é a do terrorista Carlos, o Chacal, pintado num estilo "pop art"

Artista: "The Rolling Stones
Álbum: "Sticky Fingers" (1971)
Capa: o actor fetiche de Andy Warhol, Joe Dallesando, posou para a capa do disco

Artista: Rage Against The Machine"
Álbum: "Rage Against The Machine" (1992)
Capa: Thích Quung Dúc, monge budista vietnamita que se auto-imolou pelo fogo em Saigão (1963) em protesto pela opressão exercida sobre os monges.