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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Ressuscitar com Kubik

Interrompo a "morte" deste blog por um motivo muito especial. Curiosamente, também para falar de morte. Mas neste caso, para dizer que a morte é aqui entendida como uma homenagem, uma dedicatória sentida ao meu pai, falecido há 8 meses. 
Como músico (projecto Kubik) senti necessidade de lhe prestar uma singela homenagem com uma música original. Só passado este tempo, com o devido distanciamento emocional, consegui compor a música que acompanha este vídeo. As imagens são evocações das memórias e das vivências do meu pai. E sendo uma homenagem, apesar de pessoal, tem mais sentido se for partilhada publicamente. 

Por isso ressuscito, momentaneamente, o meu blog para partilhar convosco esta música "Walking on Air" (a partir do poema "Atmosphere" de Ian Curtis/Joy Division). Depois o blog volta ao descanso eterno (ou talvez não)...

 

sábado, 27 de junho de 2015

Joy Division com site oficial

Finalmente está online o site oficial dos Joy Division com toda a informação que é preciso saber. Um site com design belo, eficaz e carismático. Como a música da banda de Manchester.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Para conhecer 'Unknown Pleasures'

Ainda a propósito dos 35 anos da morte de Ian Curtis (Joy Division), eis uma interessante lista do New Musical Express sobre "20 Coisas Que Não Sabia Acerca do Álbum Unknown Pleasures". 
Aqui.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

35 anos sem Ian Curtis

Lembro-me como se fosse hoje: o bloco de gelo que se abateu sobre mim com a audição de “Unknown Pleasures”. A minha formação de ouvinte tivera vários estágios, mas nada me tinha preparado para o embate que foi a audição do primeiro disco dos Joy Division. Quando somos adolescentes julgamos que temos o tempo todo do mundo para desfrutar das grandes descobertas musicais. E, na verdade, eu tinha esse tempo todo. Viver em casa dos pais, fechado num quarto hermético, com centenas de discos, cassetes, livros e posters, era mundo suficiente para mim. Claro, a vida de estudante também se fazia, suportada à custa de muita condescendência e resignação.

Daí que, com 15 ou 16 anos, ouvir música significava um refúgio tão revigorante e enérgico como julgo já não existir hoje. Representava marcar um território delimitado à base da militância severa do prazer estético partilhado com um círculo restrito de amigos. A descoberta da figura de Ian Curtis, mais do que a de Jim Morrisson, Iggy Pop, Lou Reed, David Bowie ou Peter Murphy, foi uma descoberta quase de cariz religiosa. Lia aqueles artigos incensados e devotos do Miguel Esteves Cardoso sobre a intensa e criativa movida de Manchester e fiquei, automaticamente, siderado. Ansioso por conhecer tudo numa era em que Internet nem figurava nos livros de ficção científica.

Porém, a devoção pelo prazer da descoberta levou-me a mover mundos e fundos até conseguir pôr os ouvidos na música de Ian Curtis. Primeiro com a banda Warsaw, ainda reminiscente da fúria punk; depois, sim, com a era estilizada, superlativamente estética, de “Unknown Pleasures” e, postumamente à morte de Curtis, com o legado “Closer”. Para um adolescente como eu, de temperamento algo sorumbático e reflexivo, a música dos Joy Division revelou-se como a suprema bênção identitária. Nenhuma outra música, nenhumas outras letras, nenhum outro disco se poderia colar melhor à minha alma do que aqueles discos. A poesia (porque de poesia se trata) de Ian Curtis resultava numa espécie de elegia sobre a presença terrena desta vida.

E tocava-me nas mais profundas das vísceras (porque a poesia não toca apenas na alma). Via Curtis como um criador ambicioso mas permanentemente insatisfeito, um angustiado feliz que tentava libertar os seus demónios interiores. Gostava das preocupações existenciais de Ian, devedoras das suas leituras de Kerouac, Burroughs, Ballard ou Camus. Cantava o sonho e o pesadelo, o amor e a morte, o desejo de existir e o medo de existir. Comprei um livro com as letras das canções, e li-as uma e outra vez, até sugar toda a essência daquelas palavras (decorava, na íntegra, algumas letras). E ouvia repetidamente, obsessivamente, algumas das canções. A agulha do gira-discos pousava, uma e outra vez, nas mesmas faixas dos vinis: “Isolation”, “Passover”, “Heart and Soul”, “A Means to na End”, “Disorder”, “Shadowplay”, etc.


E foi “Closer”, mais do que “Unknown Pleasures”, a deixar-me incondicionalmente devoto dos Joy Division. Tamanha devoção deveu-se, igualmente, à icónica arte gráfica de Peter Saville expressa na capa e no design, na produção inovadora de Martin Hannett, que concebeu aquela sonoridade única do disco, com a voz intensa e enxuta de Curtis, a bateria marcial de Stephen Morris, o baixo-tocado-como-uma-guitarra de Peter Hook, e a guitarra assanhada de Bernard Summer. Só mais tarde conheceria os tema-hinos, “Atmosphere” e “Love Will Tear us Apart”.

Ian Curtis só podia ter-se transformado em mártir do rock. Não havia outra solução. Como dizia Albert Camus, o suicídio é o único problema filosófico importante – saber se a vida merece ou não ser vivida. Curtis viveu intensamente e sempre no fio da navalha das emoções. O seu derradeiro acto foi o consumar de um fogo que tinha dentro de si. Lembro-me de que, no dia 18 de Maio de cada ano, sentia uma espécie de respeito e reverência espiritual para com a alma dos Joy Division. Era um dia especial.

E lembro-me de comemorar, com um amigo, os dez anos desse dia fatídico (Maio de 1990). Agora assinalam-se já 35 anos e a intensidade passional continua viva, ainda que algo indolente pela natural passagem do tempo. E os sonhos continuam vívidos, imersos numa realidade ainda por revelar, como se expressa na canção “Dead Souls”: “Someone Take These Dreams Away / That Point me To Another Day / A Duel of Personalities / That Strech all True Realities”.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A entrevista de Ian Curtis

Eis uma das raríssimas entrevistas transcritas que Ian Curtis - mítico vocalista dos Joy Division - concedeu à BBC Radio. Além de outras curiosidades, Ian assume-se fã dos Bauhaus. Dada a raridade da entrevista, resolvi transcrever na íntegra.


WHAT SORT OF RELATIONSHIP DO YOU HAVE WITH OTHER MANCHESTER BANDS? 
We tend to be pretty isolated now really…apart from the Factory groups. We have a lot to do with the other groups on Factory. We tend to play a lot of gigs with them and … there’s other things like erm the Durutti Column LP – the sandpaper sleeve – we stuck that on. So everyone there, with each other, and groups they got booked with, groups like the Buzzcocks, that we knew when we started really. You know when we sort of see them, we talk to them, but it’s not very often. We’d like to, you know, see a lot more of other Manchester groups. Any other groups in general. 

WHAT DO YOU THINK OF THE STATE OF NEW WAVE? 
Don’t know. I think it’s, a lot of it tends to have lost its edge really. There’s quite a few new groups that I’ve heard.. odd records. Record or have seen maybe such as, eh, I like, I think it’s mostly old Factory groups really, I like the groups on Factory; A Certain Ratio and Section 25. I tend not to listen, when I’m listening to records, I don’t listen to much new wave stuff, i tend to listen to the stuff I used to listen to a few years back but sort of odd singles. I know someobody who works in a record shop where I live and I’ll go in there and he’ll play me “have you heard this single?” singles by er the group called The Tights, so an obscure thing … and a group called, I think, er Bauhaus, a london group, that’s one single. 

DO YOU HAVE ANY PLANS OF GIGGING OUTSIDE THIS COUNTRY? 
We’ve played in Europe already in Holland and Germany and we are going to America. We’re only going for er, I think they wanted us to go for about 3 months or so [laughs] , but we’re only going for about about 2 weeks, 3 weeks, and Rough Trade will probably be organising that. I think we’re going with Cabaret Voltaire. I like them, they’re a good group [laughs], I forgot about them. Yeah but, we tend to do what we want really. We play the music we want to play and we play the places we want to play. I’d hate to be on the usual record company where you get an album out and you do a tour, and you do all the Odeon,s and all the this that and the others. I couldn’t just do that at all. We had experience of that supporting the Buzzcocks. It was really soul destroying, you know, at the end of it. We said we’d never tour … and we’ll never do a tour I don’t think – or if we do it won’t be longer than about two weeks. 

WHAT IS YOUR SORT OF RELATIONSHIP WITH FACTORY RECORDS 
It’s very good sort of friends everyone knows each other it’s all 50:50. Everything’s split. 

DOESN’T IT IT SEEM A BIT INSULAR SORT OF BEING IN THE FACTORY SORT OF SET UP? 
Don’t know. I suppose to somebody looking at it from the outside i suppose it is really I mean you’re not pressurised into having to sign … like you know get a normal record company – they’re always looking for the next group for the next big thing … you know … to bring the record sales in and for them to promote and everything…but Factory just sign who they want to, put records by who they want to out, package it how they want to, you know, how they like doing it. It’s just run like that. You might get sort of a spurt of 3 singles out – you might not see anything for the next 6 months. You know. I like the relationship. 

WHERE DO YOU SEE OR WHERE DO YOU FEEL YOU WANT JOY DIVISION TO END OR GO TO? 
I just want to carry on the way we are, I think. Basically we want to play and enjoy what we like playing. I think when we stop doing that I think, well, that will be the time to pack it in. That’ll be the end.

segunda-feira, 16 de março de 2015

A educação do meu gosto - 2

A educação do meu gosto – Música

Somos o que somos e gostamos do que gostamos porque estivemos sob influências de determinadas condicionantes. Ou como diria Ortega y Gasset: “Eu sou eu e a minha circunstância”.





É lugar-comum dizer-se que ma adolescência se forma a nossa personalidade e os nossos gostos. Um estudo recente indica que a idade média de influência da música para o resto da vida se situa no período entre os 14 e 18 anos. Não tenho vergonha de dizer que cheguei a comprar singles (singles!) de Madonna ou de Wham! Estávamos em meados dos anos 80 e basicamente ouvia apenas o que a rádio passava. Aos 12 anos comecei a aprender guitarra clássica e esta experiência deu-me bases para gostar de música erudita. Aos 18 entrei para um curso superior de música que me possibilitou contacto com as várias facetas da música contemporânea. Comecei a ouvir música na rádio espanhola que passava muito jazz, world-music e rock alternativo. 

Da mesma forma que me aconteceu com o cinema, amigos mais velhos serviram de farol. Lembro-me uma vez um amigo que me sugeriu ouvir Echo & The Bunnymen, Jesus & Mary Chain, Joy Division, The Fall e Bauhaus (na imagem). Gravou-me cassetes e passei meses a ouvi-las. Tinha a felicidade de ter uma mesada bastante razoável que me possibilitou comprar discos em vinil. Comprava o semanário Blitz religiosamente todas as terças-feiras e ouvia atentamente o programa “Som da Frente” do António Sérgio (Rádio Comercial) à procura de novidades musicais. Cada disco que recebia em casa era uma relíquia guardada a sete chaves. Passei a corresponder-me com largas dezenas de amigos por todo o país que tinham gostos comuns e trocávamos gravações e listas. 

Assim consegui juntar quase mil cassetes áudio com música de todos os géneros. Um amigo (mais uma vez) gravou-me compilações de músicos e bandas muito diferentes a que chamava “Heterodoxos”, onde podia caber Jimi Hendrix e Krafwerk, John Cage e Meredith Monk, John Coltrane e Einstürzende Neubauten. O meu gosto musical expandiu-se exponencialmente para todas as correntes que ousavam desafiar as convenções e procuravam a criatividade e a originalidade. Felizmente que hoje ainda mantenho esta curiosidade militante e este amor pela música.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Joy Division - A visão de Peter Hook

O baixista Peter Hook dos míticos Joy Division lançou há um ano este livro que aprofunda a vida atribulada da banda e dos seu carismático vocalista, Ian Curtis.

“Vivid, funny, and unexpectedly touching, Peter Hook’s memoir strips away the shroud of myth surrounding Joy Division to offer a refreshingly gritty perspective on the story of four ordinary young men who together made extraordinary music.” 
Simon Reynolds 

À venda aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ian Curtis: livro essencial


O livro "So This is Permanence" (Faber & Faber) de Ian Curtis é já uma das melhores edições do ano. A edição é da viúva do líder dos Joy Division, Deborah Curtis e do reputado jornalista musical Jon Savage. São quase 300 páginas em capa dura, formato A4, contendo todas as letras de Ian Curtis manuscritas, apontamentos, letras originais, cartas de fãs, textos de jornais e fanzines da época, capas dos livros de preferência de Ian, etc.

A Deborah Curtis e o Jon Savage (sobretudo este) também escrevem textos muito interessantes sobre as dimensões da lírica de Curtis no seio da banda. Essencial para os fãs dos Joy Division, portanto. 

Uma das coisas mais interessantes em Ian Curtis (falecido com apenas 23 anos de idade), é que muito do seu talento e criatividade foram conseguidos à custa de muita leitura. Ian lia compulsivamente desde a adolescência, isto porque na sua apática e pequena cidade de Macclesfield (a 40km de Manchester) pouco mais havia a fazer do que ouvir música e ler. Ian lia alguma da melhor e mais alternativa literatura do século XIX e XX, cultivando a sua mente para as fascinantes e obscuras poesias das canções dos Joy Division.

Segundo este livro "So This is Permanence", Ian Curtis leu apaixonadamente os seguintes autores:

- Friedich Nietzsche
- Franz Kafka
- Rimbaud
- Oscar Wilde
- Antonin Artaud
- H.P. Lovecraft
- Nikolai Gogol
- Baudelaire
- Edga Allan Poe
- T.S. Eliot
- J.G. Ballard
- William S. Burroughs
- Jean-Paul Sartre
- Hermann Hesse
- Dostoievsky
- Aldous Huxley
- Anthony Burgess

E pensando bem, muitos destes escritores e poetas, reflectem-se nas letras de Ian Curtis.

O livro encontra-se à venda na Fnac online por apenas 16,43€ (já com portes incluídos).



terça-feira, 14 de outubro de 2014

O livro de notas de Ian Curtis

Para os fãs incondicionais dos Joy Division e, especialmente, do seu carismático cantor e líder, Ian Curtis, aqui está um objecto que fará as delícias de todos: um livro escrito pela viúva de Ian, Deborah Curtis, e pelo reputado jornalista musical Jon Savage. 
Trata-se de um livro que contém os manuscritos das letras que Ian Curtis escreveu para a banda de Manchester, para além de material escrito original e nunca publicado. intitula-se "So This is Permanence" - primeira frase da letra "Twent-Four Hours" - conta com 300 páginas e está à venda online esta mesma semana (pode ser encomendado via Amazon). A revista New Musical Express dedicou esta semana a capa a Ian Curtis com uma grande reportagem sobre o livro.
Imperdível, portanto.

Aqui uma entrevista com o co-autor do livro, Jon Savage.

domingo, 5 de outubro de 2014

Uma noite inesquecível (e imaginária)

À primeira vista, este é um cartaz aparentemente antigo que noticia uma noite de concertos com as bandas que indica na mítica sala londrina Electric Ballroom de Camden Town. Porém, nada mais falso.
Trata-se de um cartaz forjado que apanhei a vaguear pela internet. Era impossível ter estas bandas no mesmo palco e na mesma noite, uma vez que os Clash, os Sex Pistols e os Joy Division terminaram a carreira uns anos antes de os Smiths começarem a deles.

Mas a verdade é que este cartaz deu-me que pensar numa coisa óbvia: que grande e inesquecível noite de música teria sido se este cartaz correspondesse à realidade!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música - 30 discos

Neste Dia Mundial da Música resolvi fazer uma lista de 30 discos da minha vida. É uma lista de discos que, sobretudo, marcaram a minha adolescência e juventude, que me formaram melómano e me fizeram acreditar no poder da música como expressão estruturante das nossas vidas.
São 30 títulos - podiam ser 50 ou 80 - muito eclécticos. Mas estes são discos que considero, cada um no seu género, obras-primas intemporais às quais ainda hoje regresso com inesgotável prazer.
Estão listados por ordem cronológica.

Captain Beefheart - “Safe as Milk” (1967)
The Velvet Underground – “White Light/White Heat” (1968)
Miles Davis – “Bitches Brew” (1970)
Suicide – “Suicide” (1977)
Joy Division - "Closer" (1980)
The Loung Lizards – “The Lounge Lizards” (1981)
David Byrne & Brian Eno - "My Life in the Bush of Ghosts" (1981)
Virgin Prunes – “…If I Die I Die” (1982)
Tom Waits – “Swordfishtrombones” (1983)
Philip Glass – “Songs From The Liquid Glass” (1984)
Cocteau Twins – “Treasure” (1984)
Prefab Sprout – “Steve McQueen” (1985)
Love & Rockets - "Seventh Dream of Teenage Heaven" (1985)
XTC - "Skylarking" (1986)
The Cure – “The Head on The Door” (1986)
Public Enemy – “It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back” (1986)
Diamanda Galás - “The Divine Punishment” (1986)
The Young Gods – “The Young Gods” (1987)
Dead Can Dance – “Within The Realm of a Dying Sun” (1987)
Spacemen 3 – “Playing With Fire” (1988)
Wim Mertens – “Maximizing The Audience” (1988)
Naked City – “Naked City” (1990)
Cheikha Rimitti – "Sidi Mansour” (1994)
Danny Elfman – “The Nightmare’s Before Christmas” (1995)
Aphex Twin – “Richard D. James Album” (1996)
Squarepusher – “Feed Me Weird Things” (1996)
Mr. Bungle – “California” (1999)
Amon Tobin – “Supermodified” (2000)
Fantômas – “The Director’s Cut” (2001)
Swans - "To Be Kind" (2014)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

"A primeira vez que ouvi..."

Que impacto tem ouvir pela primeira vez determinadas bandas ou músicos? De que forma a música de uma banda influencia a nossa vida? Partindo desta premissa, uma editora britânica editou esta colecção de quatro livros "The First Time I Heard...".
Os testemunhos são de outros músicos, escritores e artistas que foram (ou não) influenciados por bandas como Joy Division, The Smiths ou David Bowie.
Eis mais pormenores.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Biopic sobre os VU?

Os biopics de personalidades musicais estão na moda em Hollywood. Os próximos sonantes são os filmes sobre a vida de James Brown e de Whitney Houston
Na realidade, há poucos bons filmes biográficos de músicos que me interessam. O melhor dos últimos anos foi "Control" sobre Ian Curtis/Joy Division. Haveria um biopic que me interessaria muito: The Velvet Underground.
Mas para tal era preciso saber qual seria o realizador ideal para tal empreitada (e numa segunda fase, saber quais seriam os actores). Que cineasta poderia reunir os requisitos artísticos e a sensibilidade (cinematográfica e musical) para levar a bom porto um projecto destes? 
Eu arrisco: 

- Anton Corbijn 
- Gus Van Sant 
- Paul Thomas Anderson
- Abel Ferrara
- Martin Scorsese 
- Jim Jarmusch 
- Clint Eastwood 
- Darren Aronofsky 
- Steven Soderbergh 
- Joel e Ethan Coen

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Peter Hook e o livro sobre os Joy Division

Numa visita à Fnac deparei-me com este livro que Peter Hook escreveu sobre a sua banda, os míticos Joy Division. Trata-se de uma abordagem na primeira pessoa de alguém que conviveu de perto com a revolução musical que a banda de Manchester significou, revelando pormenores divertidos, surpreendentes e outros mais sórdidos, sobre a curta carreira artística dos Joy Division. 
São mais de 400 páginas escritas pelo ex-baixista da banda de Ian Curtis, numa edição negra belíssima em capa dura. O problema é o preço: tratando-se de um livro de importação, custa 31€. No entanto, recorrendo a livrarias internacionais online, consegue-se comprar esta mesma edição a metade do preço (!) e com portes grátis (!!), como nesta Book Depository.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joy Division Bands"

Quando falamos em Joy Division sabemos que estamos a falar da mítica banda liderada pelo malogrado Ian Curtis.
Se colocarmos "Joy Division" no campo de pesquisa do portal de música Allmusic.com, o resultado dessa pesquisa são inúmeras derivações destas duas palavras. Ou seja, alguém menos informado poderá ficar baralhado com tanta banda - do rock à electrónica - que possui no nome as palavras "Joy" e "Division".

Senão vejamos:

Boy Division
Oy Division
Toy Division
Joy Dion
Joy Disaster
Division No. 9
Division Day
The Local Division
Sonic Division
Nacho Division
Homicide Division
The Northwest Division
Division by Zero
Chrome Division
Groove Division
Lost Souls Division
Second Division
The Echo Division
Love Division
Soul Division
Overdrive Division
Synthetic Division
Demon Division
Happy Division
Hybrid Freak Division
Over Drive Division
Peace Division
Cell Division
(...)
Podia-se criar uma catalogação especial para estas bandas: "Division Bands"

segunda-feira, 22 de julho de 2013

(Inebriantes) Savages

São quatro intrépidas mulheres que se juntaram para fazer música. Existem há menos de dois anos e editaram um EP e um álbum (este ano) aclamado pela crítica - "Silence Yourself". Deram um dos melhores concertos do festival Optimus Primavera Sound em Junho e voltam a Portugal (Lisboa) no dia 13 de Outubro. A sua música, misto de energia de riffs possantes e de uma voz que deve tudo a Siouxsie Sioux e Ian Curtis (Joy Division), vai beber directamente à sonoridade pós-punk. 
Apesar das óbvias influências das bandas de guitarra independentes dos anos 80, as Savages criaram uma identidade estética própria com muito carisma e são já uma confirmação do actual panorama do rock. E isso nota-se em temas fantásticos como este "Husbands":

terça-feira, 28 de maio de 2013

Músicas transformadas em livros

E se alguém se lembrasse de transformar em livros as músicas de bandas famosas? Pelos vistos, esse alguém já existe e chama-se Simon James, artista e designer residente em Londres. 
A ideia é deveras original: Simon James pegou em títulos de músicas de bandas como The Smiths, Joy Division, The Cure, Radiohead ou Kraftwerk (sobre a banda alemã ver aqui), e transformou-os em lombadas de livros de estilo 'vintage'. É como se cada música destas bandas correspondessem ao título de um romance.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Waits na objectiva de Corbijn

Uma excelente novidade para quem gosta do músico Tom Waits ou do fotógrafo (e realizador) Anton Corbijn. Ou então para quem gosta de ambos, como é o meu caso: vai ser editado dentro de uma semana um fantástico álbum de fotografias com 200 páginas contendo fotografias de Tom Waits tiradas por Anton Corbijn (autor do filme "Control" sobre os Joy Division)
As fotografias, todas as preto e branco como é marca estética de Corbijn, retratam mais de três décadas de relação (1977 - 2011), resultando agora neste precioso livro limitado a apenas 6.600 cópias. Mais: tem prefácio do realizador Jim Jarmusch, amigo de Waits e de Corbijn. 
O problema neste tipo de edições de coleccionador é o preço: nos EUA, via Amazon, custa 179 Dólares.