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quinta-feira, 4 de abril de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Nova Iorque no cinema

Nova Iorque é, porventura, a cidade do mundo mais filmada para cinema e séries de televisão de toda a história. Nunca tive a felicidade de a conhecer in loco enquanto turista (é um dos meus desígnios da vida terrestre), mas construí todo um imaginário visual com tantos e tantos filmes que já vi passados na "Big Apple". 
Ao longo das últimas 3 ou 4 décadas, Nova Iorque tornou-se absolutamente icónica para os cinéfilos de todo o mundo através de centenas de filmes e séries de televisão. Nova Iorque há-de ter um encanto e uma magia muito especiais para atrair tantos realizadores e produtores. Por exemplo, o cineasta Abel Ferrara refere que "New York is the best place to shoot. I know the neighborhoods. The light is really nice here, for some reason". 
Eis um belo vídeo com algumas das mais célebres imagens e citações de Nova Iorque no cinema: 
Há pelo menos meia-dúzia de grandes realizadores (quase todos vivem na própria metrópole) que engrandeceram a cidade e o cinema através da realização de filmes nas ruas e locais nova-iorquinos.

Quanto a mim, os 6 cineastas que mais e melhor filmaram Nova Iorque são:

6º - Sydney Pollack
5º - Spike Lee
4º - Abel Ferrara
3º - Jim Jarmusch
2 º - Martin Scorsese
1º - Woody Allen


“I’ve done about 32 pictures in New York, and I can still find good locations to shoot”
Woody Allen

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cinema - Desejos para 2012


Seria bom se 2012 nos trouxesse novos filmes de James Gray, Guy Maddin, Paul Thomas Anderson, Hal Hartley, Todd Solondz, Richard Linklater, Michael Haneke, Larry Clark, Carlos Reygadas, Spike Jonze, Alejandro Jodorowsky, François Ozon, Spike Lee, Wong Kar Wai, Todd Haynes, Richard Kelly, Terry Gilliam (na imagem), Abel Ferrara, Bryan Singer, Jim Jarmusch, Werner Herzog, Godfrey Reggio, Julian Schnabel, Wes Anderson, Chris Marker, Peter Greenaway, Andrei Zvyagintsev, Jean-Claude Brisseau, Kim Ki-Duk, André Téchiné, Bruno Dumont, Christian Mungiu, Emir Kusturica ou Frank Darabont.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O cinema e o filão da internet


David Fincher realizou o filme "A Rede Social" sobre o Facebook e tem havido rumores da possibilidade de surgirem outros filmes sobre a internet e a tecnologia. É provável que, com a actual crise de inspiração na indústria cinematográfica de Hollywood, se explorem novos filões que sigam o êxito do filme de Fincher.
Depois da febre dos remakes e das sequelas, os filmes sobre conteúdos, redes sociais e programas da internet poderão ser o próximo passo a explorar por produtores e realizadores. Com o exemplo de sucesso demonstrado por David Fincher, é inevitável fazer um exercício retórico sobre outros possíveis exemplos.
Do tipo:
- David Cronenberg realizar um filme sobre o Twitter
- Anton Corbijn realizar um filme sobre o Myspace
- Michael Haneke realizar um filme sobre o Blogger
- Lars Von Trier realizar um filme sobre o o Messenger
- Woody Allen realizar um filme sobre o Hi5
- Alejandro González Iñárritu realizar um filme sobre o WikiLeaks
- Pedro Almodóvar realizar um filme sobre o YouTube
- Spike Lee realizar um filme sobre o i-Tunes
- Clint Eastwood realizar um filme sobre o Flickr
_______
Passe um certo absurdo e ironia destas sugestões, a verdade é que não é assim tão descartável a ideia deste tipo de filme surgirem em catadupa nos próximos tempos.
Adenda: depois de publicar este post li esta notícia que confirma a realização de uma biografia em filme do autor do WikiLeaks, Julian Assange!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Que grande ano cinematográfico...

Que grande ano cinematográfico seria 2011 se estreassem novos filmes de Gus Van Sant, Béla Tarr, Todd Solondz, Larry Clark, Alexander Sokurov, Wim Wenders, William Friedkin, Spike Jonze, Alejandro Jodorowsky, Nanni Moretti, François Ozon, Spike Lee, Terence Malick, Wong Kar Wai, Jim Jarmusch, Werner Herzog, Godfrey Reggio, David Cronenberg, Lars Von Trier, Julian Schnabel, Wes Anderson, Chris Marker, David Lynch, Manuel Mozos, Peter Greenaway, Andrei Zvyagintsev, Jean-Claude Brisseau, Kim Ki-Duk, André Téchiné, Pedro Almodóvar, Bruno Dumont, , Christian Mungiu, Martin Scorsese, Emir Kusturica, Frank Darabont ou Francis Ford Coppola.
Era bom, não?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Candidatos a James Brown


Acabo de ler na revista de cinema Premiere que Eddie Murphy recusou interpretar o papel de James Brown para um biopic que Spike Lee pretende realizar sobre o músico. Quais os próximos candidatos a encarnar o rei da soul e do funk no grande ecrã? Will Smith? Jamie Foxx? Denzel Washington? Cuba Gooding Jr.? Wesley Snipes? Forest Whitaker? Se nenhum destes actores aceitar, há sempre dois actores que Spike Lee pode convidar: Morgan Freeman ou Sidney Poitier... no papel de de avô de James Brown, claro.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nomes artísticos no BI

Sabe quem é Vincent Damon Furnier? E Eleanora Fagan Gough? E se disser que o primeiro é o nome real de Alice Cooper e o segundo o nome real de Billie Holiday? Já agora, sabia que o nome que consta no bilhete de identidade de Iggy Pop é o singelo nome de James Newell Osterberg Jr.?
Isto e muito mais é revelado na seguinte lista que inclui revelações surpreendentes sobre os verdadeiros nomes de determinadas estrelas da música e do espectáculo. É que alguns nomes reais de artistas que constam do bilhete de identidade são bem mais "artísticos" do que os nomes pelos quais são popularmente conhecidos.
Nome artístico / Nome real:
Babyface (Kenneth Edmonds)
Beck (Bek David Campbell)
Bela Lugosi (Be'la Ferenc Dezso Blasko)
Big Boi (Antwan Andr Patton )
The Big Bopper (Jiles Perry Richardson, Jr.)
Billy Idol (William Michael Albert Broad)
Bob Dylan (Robert Zimmerman)
Buddy Holly (Charles Hardin Holley)
Burning Spear (Winston Rodney)
Cat Stevens (Stephen Demetre Georgiou, later Yusuf Islam)
Cher (Cherilyn Sarkisian)
Danny Kaye (David Daniel Kaminski)
David Bowie (David Robert Jones)
Donna Summer (LaDonna Andrea Gaines)
Dusty Springfield (Mary Isabel Catherine Bernadette O'Brien)
The Edge (David Evans)
Elton John (Reginald Kenneth Dwight)
Elvis Costello (Declan Patrick Aloysius McManus)
Eric Clapton (Eric Clapp)
Eric Morecambe (John Eric Bartholemew)
Fatboy Slim (Quentin Cook, later Norman Cook)
Flea (Michael Balzary)
Frankie Valli (Francis Castelluccio)
Fred Astaire (Frederick Austerlitz)
Freddie Mercury (Faroukh Bulsara)
Garry Moore (Thomas Garrison Morfit)
Gary Glitter (Paul Francis Gadd)
Geddy Lee (Gary Lee Weinrib)
Gene Simmons (Chaim Witz)
Groucho Marx (Julius Henry Marx)
Guitar Slim (Guitar SlimEddie Jones)
Heino (Heinz Georg Kramm)
Howlin' Wolf (Chester Arthur Burnett)
Ice Cube (O'Shea Jackson)
Ice T (Tracy Morrow)
Iggy Pop (James Newell Osterberg Jr.)
Jerry Lewis (Joseph Levitch)
John Denver (Henry John Deutschendorf, Jr.)
Johnny Rotten (John Joseph Lydon)
Jon Stewart (Jonathon Leibowitz)
Joni Mitchell (Roberta Joan Anderson)
Judy Garland (Frances Gumm)
Judy Holliday (Judith Tuvim)
Les Paul (Lester Polfuss)
Marilyn Manson (Brian Warner)
Meat Loaf (Marvin Lee Aday)
Mike D (Mike Diamond)
Moby (Richard Melville Hall)
Muddy Waters (McKinley Morganfield)
Natalie Portman (Natalie Hershlag)
Nico (Christa Pffgen)
Nina Simone (Eunice Kathleen Waymon)
Patti Page (Clara Ann Fowler)
Paul Muni (Meshilem Meier Weisenfreud)
Pink (Alecia Moore)
Prince (Prince Rogers Nelson)
Queen Latifah (Dana Owens)
Ringo Starr (Richard Starkey)
Ritchie Valens (Ricardo Valenzuela)
Sandie Shaw (Sandra Goodrich)
Sid Vicious (John Simon Ritche; Later John Beverly)
Simone Signoret (Simone Kaminker)
Slash (Saul Hudson)
Snoop Dogg (Calvin Broadus)
Spike Jonze (Adam Spiegel)
Stevie Wonder (Steveland Morris)
Sting (Gordon Sumner)

Mais aqui.

sábado, 30 de maio de 2009

As mãos do amor e do ódio


Robert Mitchum, no filme "A Noite do Caçador" (1955) de Charles Laughton, tinha tatuado nos dedos das mãos as palavras "Hate" e "Love". "Love" na mão direita, "Hate" na mão esquerda. Dizia que eram as duas grandes forças motrizes na vida, e que uma vezes, ganhava a mão direita, outras vezes, a mão esquerda. A vida era pautada por este combate eterno e imprevisível. Muitos anos depois, em 1989, um jovem e enérgico realizador negro, Spike Lee, realizava um filme sobre o racismo em Brooklyn (ao som dos Public Enemy), "Do The Right Thing".
Neste filme, surgia um jovem chamado Radio Raheem, que andava sempre com um enorme rádio a debitar hip-hop. A particularidade deste personagem é que Raheem tinha dois grandes anéis nas mãos a dizer o mesmo que as tatuagens de Robert Mitchum: "Love" e "Hate". Radio Raheem explica a sua versão da luta entre o amor e o ódio:


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sobre filmes biográficos



Não sei se se pode considerar o "biopic" (filme biográfico sobre uma personalidade) um género cinematográfico. Seja como for, assumo que gosto de "biopics", e ao longo da história do cinema existem múltiplos exemplos de bons filmes que focam o percurso da vida (ou um determinado período de tempo dessa vida) de personalidades influentes, essencialmente, ligadas às artes ou à política. Há filmes biográficos que prezam o respeito pela precisão histórica dos factos, enquanto que há outros que misturam esses factos com elementos ficcionais. Das muitas dezenas de "biopics" que já se fizeram, destaco os meus preferidos, que podem não ser os melhores ou mais representativos do "género", mas são os que gosto mais (e só do Martin Scorsese menciono três títulos!):

Kundun (1997) de Martin Scorsese sobre Dalai Lama
Raging Bull (1980) de Martin Scorsese sobre Jack LaMotta
O Aviador (2004) de Martin Scorsese sobre Howard Hughes
Amadeus (1984) de Milos Forman sobre Wolfgang Amadeus Mozart
Ed Wood (1994) de Tim Burton sobre Edward D. Wood
Control (2007) de Anton Corbijn sobre Ian Curtis
Chaplin (1992) de Richard Attenborough sobre Charlie Chaplin
Basquiat (1996) de Julian Schnabel sobre Jean-Michel Basquiat
Malcolm X (1992) de Spike Lee sobre Malcom X
Lenny (1974) de Bob Fosse sobre Lenny Bruce
American Splendour (2003) de Shari Springer sobre Harvey Pekar
A Paixão de Joana D'Arc (1928) de Carl Dreyer sobre Joana D'Arc
I'm Not There (2007) de Todd Haynes sobre Bob Dylan
The Life and Death of Peter Sellers (2004) de Stephen Hopkins sobre Peter Sellers
Bird (1988) de Clint Eastwood sobre Charlie Parker
Pollock (2000) de Ed Harris sobre Jackson Pollock
Shine (1996) de Scott Hicks sobre David Helfgott
JFK (1991) de Oliver Stone sobre John F. Kennedy
Gandhi (1982) de Richard Attenbourgh sobre Mahatma Gandhi
Walk the Line (2005) de James Mangold sobre Johnny Cash
O Homem Elefante (1980) de David Lynch sobre John Merrick
Citizen Kane (1941) de Orson Welles "sobre" William R. Hearst
Young Mr. Lincoln (1939) de John Ford sobre Abraham Lincoln
Tucker: The Man and His Dream (1988) de Francis Coppola sobre Preston Tucker
O Pianista (2002) de Roman Polanski sobre Wladyslaw Szipilman
Ray (2004) de Taylor Hackford sobre Ray Charles
Milk (2008) de Gus Van Sant sobre Harvey Milk
Zelig (1983) de Woody Allen sobre Leonard Zelig
Lawrence da Arábia (1962) de David Lean sobre Thomas Edward Lawrence
Como habitualmente, os contributos e sugestões dos leitores serão bem vindos.

domingo, 14 de setembro de 2008

Public Enemy: 20 anos de agitação


Este Verão comemoram-se 20 anos da edição de um dos discos mais importantes da música popular urbana: "It Takes a Nation of Millions to Hold us Back" dos Public Enemy, porventura o grupo hip-hop mais influente de sempre. Editado pela editora Def Jam Recordings, este disco marcou uma revolução no hip-hop e significou um marco na forma de criar e produzir um disco. O semanário musical inglês New Musical Express colocou o disco em 9º lugar numa lista dos "Melhores Álbuns de Sempre". Apesar da linguagem musical de base ser o hip-hop, o grupo liderado pelo agitador político Chuck D, construiu em "It Takes a Nation of Millions to Hold us Back", um verdadeiro manifesto estético com repercussões ainda hoje assumidas como determinantes para a evolução da música contemporânea. A imagem militarista do grupo, as letras incendiárias a apelar à revolução negra, os ritmos abrasivos hardcore (como nunca se tinham ouvido num disco hip-hop), a utilização inovadora dos samples (ruídos de sirenes, efeitos industriais, discursos políticos, etc) e do scratching de Terminator X, o fraseado rap fulgurante de Chuck D e Flavor Flav, a defesa da ideologia radical da raça negra proclamada por Malcolm X, tudo se conjugou para que este segundo álbum do grupo representasse um rasgo impressionante de criatividade sonora e estética. O realizador negro Spike Lee utilizaria mais tarde um dos hinos dos Public Enemy, "Fight the Power", como ilustração musical do magnífico filme "Do the Right Thing" (1989).
Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que comprei o disco (vinil) dos Public Enemy. O hip-hop nunca tinha sido um género que me entusiasmasse. Mas o conceito explorado pelos Public Enemy era qualquer coisa de diferente e ousado. Comprei o vinil na já extinta loja de discos Tubitek do Porto, em 1989. Um disco que me causou impacto e surpresa, pela forma enérgica das canções e pelo activismo político como raramente tinha visto (e ouvido). "It Takes a Nation of Millions to Hold us Back" continua, passados 20 anos, impermeável à erosão do tempo ou das modas. Continua cáustico e radical, original e desassombrado. Continua influente para o hip-hop, a electrónica e o rock (não esquecer a colaboração dos Public Enemy com os Anthrax). Foi um disco feito numa época específica da sociedade americana, mas não deixa por isso de ser actual e interventivo nos tempos de hoje. E continua a ser um "disco que muda uma vida", como já tinha referido aqui.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

75 anos de BFI


O British Film Institute comemora este ano 75 anos de existência. Para assinalar a efeméride, os responsáveis desta instituição dedicada ao cinema e ao audiovisual, decidiram lançar duas iniciativas: primeiro, uma promoção muito apetecível de venda de filmes (DVD)clássicos e de autor a um preço reduzido - £9,99. São 75 títulos do próprio e excelente catálogo do BFI.
Em segundo, uma votação intitulada "Visions For The Future", solicitada a 75 personalidades ligadas ao cinema e às artes, para cada uma delas, nomear apenas um filme que seja uma marca para o futuro do cinema. Entre artistas consagrados e desconhecidos, constatam-se algumas boas surpresas: a actriz Cate Blanchett escolheu "Stalker" de Tarkovski; o realizador Ken Russell, optou por "Metropolis"; Julien Temple seleccionou a obra-prima de Jean Vigo, "L'Atalante"; para o compositor Michael Nyman, o filme que marcará o futuro é "Silent Light" do mexicano Carlos Reygadas (de quem se diz ser o maior discípulo de Tarkovski); o produtor Mark Herbert escolheu um dos últimos filmes de Werner Herzog, "Grizzly Man".
Outros filmes escolhidos: "Do The Right Thing" de Spike Lee, "Pulp Fiction" de Tarantino, "Raging Bull" de Scorsese, entre dezenas de outros. A lista pode ser consultada aqui. Para além da votação das opções dos artistas, o site permite ainda a intervenção dos cibernautas através de debates online.