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domingo, 26 de outubro de 2014

O primeiro Jodorowsky

Enquanto não chega a última extravagância cinematográfica de Alejandro Jodorowsky - "A Dança da Realidade" (que deu que falar no último festival de Cannes) nada como voltar ao início da carreira deste singular realizador e perceber como tudo começou. 
Em 1957, o ainda jovem Jodorowsky, quase sem experiência no cinema - mas motivado por Jean Cocteau - filmou em Paris a sua primeira curta-metragem, "La Cravate" ("A Gravata"), uma versão muda de um conto do grande escritor Thomas Mann.
A história tem uma forte vertente surrealista (que marcaria a carreira futura do cineasta), porque a história centra-se numa mulher que vende cabeças. Um jovem que quer conquistá-la (o próprio Jodorowsky como actor) muda de cabeça e de personalidade como estratégia para os seus objectivos. 
Ao mesmo tempo divertido, bizarro e visualmente sugestivo, eis o primeiríssimo filme do realizador chileno.

O filme, considerado perdido, foi encontrado na Alemanha em 2006. Tem apenas 20 minutos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A (verdadeira) estreia de Orson Welles

Muita gente identifica a fulgurante estreia de Orson Welles no cinema om "Citizen Kane" (1941). Porém, em rigor, "Citizen Kane" foi a primeira longa-metragem de Welles, mas não a sua primeira experiência concreta no cinema.
A sua absoluta estreia ocorreu quando o realizador tinha apenas 19 anos de idade e, com o seu amigo William Vance, realizou em 1934 uma curta-metragem muda em 16 mmm (e 8 minutos de duração) com o título "The Hearts of Age". Este filme foi filmado durante uma tarde de domingo na casa do cineasta durante o Verão de 1934.
"The Hearts of Age" manifestas influências visuais das obras surrealistas "Un Chien Andalou" (1929) de Luis Buñuel/Salvador Dalí e "Sangue de Um Poeta" (1930) de Jean Cocteau. A curta não tem, no entanto, a criatividade e o arrojo estético das películas citadas, pelo que mais não é do que  uma curiosidade para os fãs de Orson Welles, em particular, e dos cinéfilos em geral.
Durante muito tempo, esta estreia de Welles esteve à disposição apenas nos Arquivos da Biblioteca do Congresso Americano em Washington, mas nos últimos anos acabou por ficar disponível na internet. Claro que o curta em si não tem nada demais, sendo mais uma curiosidade para os fãs de Orson Welles e de cinéfilos em geral. 
"The Hearts of Age" foi sonorizado com uma banda sonora do guitarrista americano Larry Marotta, músico com uma considerável experiência em composições para cinema mudo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Lee Miller - Modelo, fotógrafa e intrépida mulher do século XX


No Dia da Mulher, evoco uma mulher pouco conhecida mas de grande valor: Lee Miller (1907 - 1977). Lee Miller foi uma bela modelo que fascinou Nova Iorque e Paris nos anos 30 e 40. E foi a musa inspiradora dos surrealistas, tendo servido de modelo e de objecto estético de Man Ray, de Jean Cocteau e de Picasso. André Breton, Picasso e Max Ernst têm também trabalhos sobre ela.
Depois desta aventura como modelo, Lee Miller, qual mulher à frente do seu tempo, pegou na máquina fotográfica e começou ela própria a captar o mundo à sua volta. Retratos, paisagens de diversos países e, sobretudo, a reportagem fotográfica sobre a 2ª Guerra Mundial, valeram-lhe grande reconhecimento internacional. Famosa ficou a fotografia que tirou na banheira de Hitler, no dia 30 de Abril de 1945, em Munique, no mesmo dia em que o ditador alemão morreu no bunker de Berlim.
Dizem que era uma mulher desassombrada, corajosa e ousada como poucas. Depois da Guerra investiu o seu talento na revista de moda Vogue e vagueou por países como Marrocos e Egipto à procura de sombras e de despojamento.
A sua fotografia é feita disso mesmo, de sombras, de despojamento, de intrepidez e de grande plasticidade estética.
Na Amazon existe um lista rica e variada de livros e biografias sobre a vida e obra de Lee Miller.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A poesia de Jean Vigo


Jean Vigo, que morreu com apenas 29 anos, fez parte da primeira vaga da vanguarda francesa do cinema, com Jean Cocteau, René Clair e Luís Buñuel (apesar de este ser espanhol, foi em França que começou a carreira de realizador). E é para mim um dos mais espantosos realizadores franceses de sempre, apesar da sua curta vida e carreira.

O pai de Jean Vigo era anarquista e esta ideologia influenciou determinantemente a sua visão artística, resultando num cinema libertário, de recusa de regras académicas, fazendo um cruzamento de linguagens entre o realismo de um Jean Renoir, a poesia de um Baudelaire e o surrealismo de um Buñuel. A sua escassa filmografia é de uma riqueza singular: o documentário “A propósito de Nice” (1929) que tanto influenciou Manoel de Oliveira na sua obra “Douro, Faina Fluvial”; o documentário “Taris” sobre um nadador famoso (1931); “Zero em Conduta” (1933), obra fundamental que reflecte sobre o autoritarismo da escola; e o maravilhoso “Atalante” (1934), última obra de Vigo.

Não admira que, com esta escassa mas riquíssima filmografia, Jean Vigo se tornasse num cineasta tão amado pelos realizadores da "Nova Vaga" da década de 60. Uma curiosidade: todos os filmes de Jean Vigo tiveram como operador de câmara Boris Kaufman, irmão do fundamental cineasta russo Dziga Vertov. E desde 1951 foi instituído o “Prémio Jean Vigo” para o melhor realizador francês, atribuído anualmente.
Eis o belíssimo documentário mudo "A Propos de Nice" (1939), com música de Mark Perrone:

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O bailado de Satie, Cocteau e Picasso


Em 1917, Jean Cocteau, propôs a Serguei Diaguilev, empresário dos famosos Ballets Russes, colaborar com o compositor Erik Satie num ballet muito especial. Desta conjugação artística surgiu o bailado "Parade" (na imagem), com argumento de Cocteau e ainda cenários e figurinos do pintor Pablo Picasso.
A partitura musical de Satie, pianista e compositor visionário, continha sons de máquinas de escrever, apitos de sereias, ruídos de hélices de avião, de aparelhos de Morse, e de roletas de lotaria (a ideia era assaz original, mas não totalmente inovadora: o futurista italiano Luigi Russolo tinha construído "máquinas para fazer ruído" três anos antes). O lugar exigido a todos estes objectos exigiu uma redução de instrumentos musicais convencionais no fosso de orquestra, opção que provocou uma acesa discussão no seio da crítica e dos espectadores.
"Parade" foi um ballet inovador e ousado em termos estéticos (nos cenários, na coreografia e na música, um pouco à semelhança de "A Sagração da Primavera" de Stravinski), antecipando uns anos o movimento surrealista. Os críticos arrasaram sobretudo a música.
Erik Satie, com a sua personalidade irreverente e incontida, não se ficou e escreveu, satiricamente, um texto com o título "Elogio dos Críticos", que começa assim: "O ano passado fiz várias conferências sobre a inteligência e a musicalidade nos animais. Hoje vou falar-vos da inteligência e da musicalidade nos críticos. O tema é quase o mesmo, portanto."

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rice Art

Com a chegada do Verão algumas plantações de arroz no Japão ganham um colorido muito especial. A comunidade de agricultores da região de Inakadate, na província de Aomori é uma das mais conhecidas por produzir os trabalhos mais impressionantes desta combinação fascinante de arte e agricultura. Esse resultado é conseguido plantando mudas de folhas de cores diferentes que vistas a partir de uma determinada altura, transformam-se em autênticos quadros nas plantações de arroz. Um trabalho altamente minucioso.
Mas também há quem pense que são extraterrestres que fazem estas construções...




"A arte existe no instante em que o artista se afasta da natureza"
Jean Cocteau

quinta-feira, 26 de março de 2009

Zero em Conduta - o filme todo


A propósito do post sobre a sequência das almofadas do filme “Zero em Conduta” de Jean Vigo, quem não conhecer o filme na sua totalidade (tem apenas 44 minutos de duração), poderá visualizá-lo (com legendas em inglês), aqui.
Jean Vigo, que morreu com apenas 29 anos, fez parte da vanguarda francesa do cinema, com Jean Cocteau, René Clair e Luís Buñuel (a pesar de este ser espanhol, foi em França que começou a carreira de realizador). O pai de Vigo era anarquista e esta ideologia influenciou determinantemente a sua visão artística, resultando num cinema libertário, de recusa de regras académicas, fazendo um cruzamento de linguagens entre o realismo de um Jean Renoir e o surrealismo de um Buñuel. A sua escassa filmografia é de uma riqueza singular: o documentário “A propósito de Nice” (1929) que tanto influenciou Manoel de Oliveira no “Douro, Faina Fluvial”; o documentário “Taris” sobre um nadador famoso (1931); “Zero em Conduta” (1933), obra fundamental que reflecte sobre o autoritarismo da escola; e o maravilhoso “Atalante” (1934). Todos os filmes de Jean Vigo tiveram como operador de câmara Boris Kaufman, irmão do cineasta russo Dziga Vertov. Desde 1951 que foi instituído o “Prémio Jean Vigo” para o melhor realizador francês, atribuído anualmente.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Satie e os críticos


Em 1917, Jean Cocteau, propôs a Diaghilev, empresário dos Ballets Russes, colaborar com o compositor Erik Satie num ballet. Desde conjugação artística, saiu o bailado "Parade" (na imagem), com argumento de Cocteau e ainda cenários e figurinos do pintor Pablo Picasso. A partitura musical de Satie, pianista e visionário, continha sons de máquinas de escrever, apitos de sereias, ruídos de hélices de avião, de aparelhos de Morse, e de roletas de lotaria (a ideia era assaz original, mas não totalmente inovadora: o futurista italiano Luigi Russolo tinha construído "máquinas para fazer ruído" três anos antes).
O lugar exigido a todos estes objectos exigiu uma redução de instrumentos musicais convencionais no fosso de orquestra, opção que provocou uma acesa discussão no seio da crítica e dos espectadores. "Parade" foi um ballet inovador e ousado em termos estéticos (nos cenários, no argumento e na música), antecipando uns anos o movimento surrealista. Os críticos arrasaram sobretudo a música. Erik Satie não se ficou e escreveu, satiricamente, um texto com o título "Elogio dos Críticos", que começa assim: "O ano passado fiz várias conferências sobre a inteligência e a musicalidade nos animais. Hoje vou falar-vos da inteligência e da musicalidade nos críticos. O tema é quase o mesmo, portanto."

domingo, 13 de abril de 2008

Lee Miller - intrépida mulher e fotógrafa


Ao ler o blogue do Pedro Mexia reparei num post sobre Lee Miller. Havia muitos anos que não lia, via ou ouvia qualquer referência a esta mulher. E Lee Miller não foi qualquer mulher. Foi uma modelo que fascinou Nova Iorque e Paris nos anos 30 e 40. E foi a musa inspiradora dos surrealistas tendo servido de modelo e de objecto estético de Man Ray, de Jean Cocteau e de Picasso. André Breton, Picasso e Max Ernst têm trabalhos sobre ela. Depois, pegou na máquina fotográfica e começou ela a captar o mundo à volta. Retratos, paisagens de diversos países e, sobretudo, a reportagem fotográfica sobre a 2ª Guerra Mundial valeram-lhe reconhecimento internacional. Dizem que era uma mulher desassombrada, corajosa e ousada como poucas. Depois da Guerra investiu o seu talento na revista de moda Vogue e vagueou por Marrocos e pelo Egipto à procura de sombras e de despojamento. A sua fotografia é feita disso mesmo, de sombras, de despojamento, de intrepidez e de grande plasticidade estética.
Na Amazon existe um lista rica e variada de livros e biografias sobre a vida e obra de Lee Miller.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Satie - o pianista que gostava de guarda-chuvas


Erik Satie (1866 - 1925) é um dos compositores mais excêntricos e subestimados da história da música. Foi sempre um pianista de recursos técnicos limitados, mas transformou essas debilidades com notável capacidade criativa e invenção melódica. Superava as suas limitações técnicas com uma desarmante e eficaz simplicidade das suas composições. Em termos melódicos e musicais, Satie criou verdadeiras peças de relojoaria e de grande beleza musical. Foi um dos percursores do minimalismo – com a peça “Vexations”, peça com estruturas melódicas minimalistas. Foi também o percursor do género “ragtime” (anterior ao jazz). Era um grande amigo dos principais artistas da vanguarda do início do século XX: Picasso, Mas Ernst, Man Ray, Jean Cocteau e René Clair. Tinha uma particular obsessão por guarda-chuvas (tinha muitas dezanas deles) e cachecóis e nutria uma aversão pelo sol. Produziu um razoável número de peças para piano, de onde se destacam as insuperáveis séries “Gymnopédies” e “Gnossiennes”. Ouça-se a beleza e simplicidade encantatória da peça "Gnossienne Nr.1":

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Arte máxima de um minimalista


A história da música da segunda metade do Século XX não seria a mesma sem a figura central do compositor e intérprete norte-americano Philip Glass. Multipremiado a nível mundial pelas suas composições, o percurso deste músico tem sido trilhado com base num prolífico e diversificado trabalho de criação musical, desde a década de 60 até aos nossos dias. Com 70 anos de idade, a veia artística deste músico parece tornar-se cada vez mais ambiciosa e fecunda. Desde 1973 que o seu trabalho se espraia por abordagens tão distintas como a música para teatro, dança, cinema, óperas e orquestras. O talento de Glass advém de uma notável sensibilidade melódica, aliada a um fortíssimo sentido rítmico, a um gosto pelo desafio formal e a uma distinta capacidade para criar ambiências sonoras. A sua abertura estilística e o interesse na fusão entre a música erudita, a electrónica e as tradições musicais do mundo, valeram-lhe inúmeros louvores da crítica e do público (o seu trabalho com o indiano Ravi Shankar e o africano Foday Musa Suso são disso testemunha irrefutável). A sua visão artística partilhou-se também com cantores pop como Suzanne Veja, Paul Simon, Natalie Merchant, a artista e performer de vanguarda Laurie Anderson, o músico electrónico experimental Aphex Twin e o grupo de música contemporânea Kronos Quartet.

Fascinado pela cultura musical dos indianos e africanos, Glass integrou estas linguagens composicionais autóctones na sua música. Daí que, juntamente com Steve Reich, Terry Riley e La Monte Young - outros compositores americanos que marcaram a década de 60 e que partilhavam o fascínio pela música étnica -, Glass fez parte do movimento inicial da corrente minimal repetitiva, a qual despontou no final dos anos 60 como reacção crítica ao serialismo de Boulez e Messiaen. Esta corrente postulava a rejeição do esquematismo matemático da música devedora de Webern e Schoenberg. Glass e restantes compositores, dotados de uma mentalidade mais aberta e desafiadora, libertaram-se dos espartilhos da composição clássica, optando por inaugurar uma nova linguagem musical. Para tal, a música de Glass, Reich e Riley, assentava no primado da repetição de pequenos trechos melódicos ou rítmicos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo, e subtis modulações harmónicas, incutindo no ouvinte uma sensação de hipnose ritualista (a ideia de repetitividade rítmica destes compositores advém das culturas rituais de África e Índia). Contudo, Philip Glass sempre rejeitou a noção de que a sua música fosse minimalista, refutando, inclusive, a palavra minimalismo (“that word should be stamped out!”, disse sobre este assunto). Após divergência de opiniões com Steve Reich, Glass forma em 1968 o Philip Glass Ensemble, constituído por sintetizadores, vozes e instrumentos de sopro, destinado a executar ao vivo as suas peças. Este Ensemble mantém, ainda hoje, uma intensa actividade artística. Mesmo que Glass queira ver-se aliado de rótulos mais ou menos consensuais, a verdade é que a obra magna da história da música minimal é da sua autoria: a ópera-que-revolucionou-a-ópera “Einstein on the Beach” (1975), com direcção artística do famoso Robert Wilson. Obra de uma grande complexidade estética e formal (tem a duração de 5 horas), “Einstein on the Beach” é um assombro de pujança sonora, melódica e rítmica. Neste trabalho, a mestria de Glass no domínio dos mais ínfimos elementos musicais, a forma como manipula o tempo, as harmonias mutantes, o conceito de repetitividade, a riqueza expressiva e conceptual e a originalidade estética, conferem a esta obra um lugar maior nas composições musicais da pós-modernidade artística do século XX. Para além desta ópera marcante na sua carreira, Glass compôs ainda a obra “O Corvo Branco” estreada na Expo 98 de Portugal e escreveu ainda outras 20 nos últimos 25 anos.

Minimalista ou não, Philip Glass depressa enveredou por um caminho próprio. Das dezenas de discos, encomendas e peças originais, destacam-se “Music in Twelve Parts” (1975), “North Star” (1977), “Satyagraha” (1985), “Songs From Liquid Days” (1986), “Glassworks” (1993) e as composições para a genial trilogia “Qatsi” de documentários não narrativos do realizador Godfrey Reggio. De igual modo, a sua produção musical para o cinema (desde composições de bandas sonoras originais para filmes mudos até às grandes produções de Hollywood) tem sido extensa e rica: a magnífica música para o filme “Kundun” de Martin Scorsese, “As Horas” de Stepehn Daldry, “The Truman Show” de Peter Weir, musicou os filmes clássicos de Jean Cocteau (“La Belle et La Bête”, “Les Enfants Terribles” e “Orphée”) e Tod Browning (“Drácula”), e os premiados documentários do norte-americano Errol Morris. Ao longo da sua carreira, Philip Glass sempre se identificou com alguns dos criadores mais originais e irreverentes do panorama artístico do século XX: Jean Genet, Jean Cocteau, Mishima, Jean Epstein, Beckett, Brecht, ou Kafka.
Um artista completo, ainda que não consensual.

(Texto original para a revista "Hora TMG")

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A vanguarda mesmo aqui



Este site é um poço sem fundo. De qualidade e de descoberta. A UbuWeb (ou simplesmente Ubu) foi fundada em Novembro de 1996, inicialmente como um depósito de poesia visual e concreta e, mais tarde, também sonora. Com o passar do tempo, este site foi abarcando todas as formas de manifestações artísticas de vanguarda – do cinema à música, da performance às artes visuais. Aqui podemos encontrar obras de grandes criadores do Século XX; ver filmes, ouvir músicas, ler textos e poesia das correntes mais experimentais e conceptuais. Podemos ver filmes pouco conhecidos de artistas consagrados como Samuel Beckett (na foto), Peter Greenaway, David Byrne, Jean Cocteau, Salvador Dali, Jean Genet, Jonas Mekas, Meredith Monk, Dziga Vertov entre dezenas de outros. De igual modo, podemos descarregar músicas e poesias sonoras de John Cage, Glenn Branca, Hugo Ball, Derek Bailey, Roland Barthes, grupo Fluxus, etc. Um impressionante manancial de informação rigorosa sobre as principais expressões artísticas de vanguarda do último Século e da contemporaneidade. A descobrir obsessivamente. Aceder aqui. Particularmente interessante é a secção sobre cinema da transgressão.