terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Discos que mudam uma vida - 7


The Jesus and Mary Chain - "Psychocandy" (1985)

Depp, Johnny Depp


Johnny Depp venceu ontem o Globo de Ouro para a categoria de Melhor Actor em Musical ou Comédia pelo (muito ansiado) filme "Sweeney Todd" de Tim Burton, a estrear no final de Janeiro em Portugal. Ao que consta, esta última colaboração entre Burton e Depp resultou, uma vez mais, num extraordinário trabalho artístico. Depp é um actor que tem conseguido transfigurar-se e revelar todo o seu talento versátil de filme para filme, seja em blockbusters como "Pirata das Caraíbas" ou em filmes mais independentes como em "Dead Man" de Jim Jarmusch. Mas Johnny Depp será sempre recordado pelos cinéfilos por duas inesquecíveis interpretações (que não podiam estar mais opostas): "Eduardo Mãos de Tesoura" (1990) e "Ed Wood" (1994), ambos realizados, claro está, por Tim Burton. No primeiro filme, Depp encarna uma das personagens mais memoráveis dos últimos 20 anos, o homem a quem lhe faltam as mãos, substituídas por tesouras após a morte repentina do seu criador. Em "Ed Wood" - foto do post - (filme estranhamente ainda sem edição DVD nacional), Johnny Depp interpreta aquele que é considerado o pior e mais excêntrico realizador da história do cinema, que nos anos 50 concebeu alguns dos mais inenarráveis filmes de sempre (com Bela Lugosi), mas que à custa de tão maus, resultam ser... bons ("Plan 9 From Outer Space" de 1959 é o ícone do "trash movie"). Brilhantemente filmado a preto e branco, Burton humaniza - com todos os defeitos e virtudes inerentes à figura - o cineasta que se tornou de culto, numa interpretação enérgica e segura de Depp. Quais os futuros caminhos para Depp?

Kubrick de olhos bem abertos

O último filme de Stanley Kubrick dividiu opiniões. É um filme complexo sobre os meandros da obsessão, do desejo sexual, da traição, da confiança. É um filme freudiano, com múltiplas leituras, ao mesmo tempo tenebroso e belo. Que o filme seja interpretado por um casal real, Cruise e Kidman (em 1999) é a prova da suprema ironia do realizador. É quase como que um filme "neo-realista", no sentido em que aquelas personagens são também seres humanos com vínculos emocionais reais, concretos. Esteticamente esplendoroso (como qualquer outro Kubrick), "De Olhos Bem Fechados" é uma obra de arte rigorosíssima e que denuncia a tremenda fragilidade das relações humanas. Fragilidades que podem desembocar no abismo mais penoso. Todo o filme é uma ferida aberta, em ebulição emocional, uma luta entre a pulsão da vida (Eros) e a pulsão da morte (Thanatos). Para a memória cinéfila Kubrick deixou-nos uma das suas melhores sequências filmadas em toda a sua carreira. Uma cena assombrosa em todo o seu formalismo plástico e que resume a genialidade de todo o filme: a sequência quando Bill assiste ao ritual no sumptuoso castelo. A música aterradora mas bela (faz lembrar Dead Can Dance), a câmara em travelling deslizante, os cenários surreais, o enigma das máscaras, os corpos femininos, as roupas insinuantes... Desconcertante e perturbador, como só Kubrick sabia fazer. Apenas "Shining" me deu estas sensações de puro desconforto emocional.

Podia ser Optimus mas é Pessimus


Já aqui tinha falado do que pode ser uma boa ideia em publicidade sem gastar dinheiro nem recorrer a grandes meios de produção. Não tenho nada contra a marca Optimus. Acontece que o último spot publicitário desta operadora de telecomunicações móveis (“de que é que precisas?”) me causa urticária. Não é só pelo facto de invadir massivamente o espectro visual do espectador em todo o lado: é na publicidade televisiva, que passa duas e três vezes no meio do noticiário; é nos banners de sites e jornais online; é na imprensa com páginas inteiras com aquelas bolas gelatinosas cor de laranja. Este é um claro exemplo de como os criativos publicitários se deslumbram com os meios financeiros ao dispor, explorando os efeitos especiais até á exaustão para esconder a ausência de ideias realmente criativas e fortes. Repare-se: o spot é todo ele convencional e previsível e já explorado até ao tutano noutras ocasiões e por outras marcas: caras jovens e bonitas em pretensa felicidade eterna (é saturante que a publicidade só use modelos profissionais e não “gente vulgar”), uma banda a tocar num concerto e o público aos saltos em delírio, e o recurso visual daquela espécie de gelatina bamboleante cor de laranja a passar de mão em mão. Por fim, a música. Uma canção pop alegrezinha para bater o pé de uns tais Shout Out Louds – imitação barata e descarada do tema “Friday I’m in Love” dos The Cure. É tudo irritante, redundante, falsamente grandiloquente, embrulhado em estética videoclip mais do que ultrapassada e previsível. Grandes meios de produção, muito dinheiro, mas conteúdo zero.

Jazz vibe radiofónico


Coisa rara. Numa rádio esclerosada pela obsessão das audiências e pela ditadura da playlist comercial, sabe bem, muito bem, ouvir jazz. Aconteceu-me ontem. Ia de carro a ouvir a Antena 2 quando de repente entra no ar o eterno José Duarte (na foto) com o programa "Jazz com Brancas" (todos os dias às 20h) a tocar o fantástico Sonny Rollins. O veterano divulgador de jazz em portugal é incansável na sua paixão pelo jazz. E os seus programas (com o incontornável e histórico "5 minutos de jazz") representam verdadeiro serviço público de rádio. Longa vida ao "Jazzé".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Onedotzero - aventura na imagem animada


O mundo da criação audiovisual digital contemporânea é um mundo inesgotável de criatividade e de imaginação. A linguagem do cinema transmuta-se em estilhaços estéticos e formais impossíveis há apenas 10 anos atrás. A tecnologia digital impõe novas formas de olhar a imagem, promove a inovação radical, a fusão de linguagens e a mutação de expressões artísticas – sobretudo centradas na música e na animação computorizada. Há muitos festivais dedicados à exploração e divulgação do cinema digital, mas aquele que tem sido o mais reconhecido internacionalmente é o Onedotzero (em Inglaterra). Onedotzero é um misto de festival, de conceito artístico e de editora (já lançou 5 DVD com a melhor produção audiovisual dos últimos anos). De resto, o lema do festival é mesmo "Adventures in Moving Image". Nos 5 DVD (tenho dois) podemos conhecer algumas da melhor produção audiovisual e digital do mundo inteiro, a vanguarda da vanguarda estética, seja em formato do videoclip, seja em curta-metragem de animação 3D, seja num misto de tudo e mais alguma coisa. O certo é que o futuro da criação digital passa por aqui. Espreitemos uma fascinante amostra do que de melhor tem para oferecer o 5º DVD lançado pela onedotzero (reunida em 3 singelos minutos):

Livros que mudam uma vida - 2


Jack Kerouac - "Pela Estrada Fora" ("On the Road")

Almodóvar - de drag queen a cineasta


Nada como um artista ser honesto e frontal. O último número da revista Sábado traz uma entrevista com o realizador espanhol mais famoso e consagrado desde Luís Buñuel: Pedro Almodóvar. Na entrevista, o autor de "Volver" diz que Hollywood lhe ofereceu a realização do filme "Brokeback Moutnain", mas que recusou porque achava que ia perder a liberdade criativa. Ao fazer uma retrospectiva da sua vida e carreira, Almodóvar refere que trabalhou numa companhia de telefones, foi cantor rock e drag queen, ao mesmo tempo que fazia filmes experimentais ao fim-de-semana. Nunca estudou em escolas cinema porque a família não tinha dinheiro, por isso aprendeu o ofício de realizador sozinho, à custa da experiência acumulada e com o esforço pessoal. Algo que já se sabia: prefere retratar o universo feminino e os seus últimos filmes - "Tudo Sobre a Minha Mãe", "Fala com Ela", "Má Educação" e "Volver" são filmes que abordam a morte e o sentimento de perda (consequência da morte do cineasta em 1999). Prepara um novo filme intitulado "Los Abrazos Rotos", uma história dilacerante sobre um amor louco e contará, de novo, com a sua musa do momento, a actriz Penélope Cruz. Por fim, Almodóvar diz que é uma espécie de "padroeiro dos freaks". Melhor epíteto era impossível.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Hollywood ou Bollywood?



Já seria de prever. Uma vida tão atribulada (em termos políticos e humanos) como a da paquistanesa Benazir Bhutto, só podia dar em filme. Acontece que há duas indústrias cinematográficas interessadas em adquirir os direitos para levar à grande tela a vida da ex-presidente do Paquistão: Hollywood e... Bollywood. A primeira indústria é mundialmente conhecida e detém o monopólio global da criação, produção e distribuição de filmes. Bollywood, por seu lado, é a indústria do cinema indiano, capaz de gerar mais de 500 filmes por ano de série B (ou Z) - dramalhões folclóricos feitos a metro. Resta saber quem vai levar o troféu para o cinema: se um Oliver Stone da bem oleada e profissional Hollywood, se um qualquer realizador do cinema "pobre indiano". No que se refere à figura de Benazir Bhutto, é caso para dizer: "a minha vida dava um filme indiano".

DVD em saldo


Até ao dia 29 de Fevereiro, o site espanhol dvdgo.com promove um suculento programa de saldos de filmes em DVD. A diversidade e quantidade da oferta e a excelente qualidade do serviço de venda, são motivos mais do que suficientes para adquirir aqueles filmes para a nossa colecção que em Portugal são uma miragem.

Gus Van Sant metafísico

Ama-se ou odeia-se. Gus Van Sant não faz as coisas por meias medidas. Como ainda não vi "Paranoid Park", desforro-me a rever o belo e perturbante "Gerry", talvez o filme menos comercial da sua carreira, mas um dos mais fascinantes. Uma experiência visual sublime, servida por dois actores do mainstream de Hollywood (Matt Damon e Casey Affleck) que aceitaram empreender esta bizarra aventura cinematográfica. A influência notória para este filme foi Gus Van Sant buscá-la ao húngaro Béla Tarr, um austero e metafísico (na esteira de Tarkovski) realizador. A música mística e celestial de Arvo Pärt reitera o ambiente de profunda espiritualidade do filme, e Van Sant filma os dois corpos à deriva no deserto como se não houvesse amanhã. Avassalador.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Jerry Lewis - génio esquecido


Tem quase 82 anos de vida. Quando morrer, há-de ser alvo dos previsíveis elogios fúnebres. É sempre assim: na hora da morte é que os media se lembram e incensam determinados artistas (os unanimemente consagrados e os que estão à margem do sistema). Falo de Jerry Lewis, um notável actor e realizador que singrou no sempre exigente e difícil mundo da comédia de Hollywood. Não é exagerado considerar que estamos perante um autor claramente subvalorizado e esquecido, comparativamente a um Mel Brooks, Peter Sellers ou a um Jacques Tati (todos da mesma geração). Por outro lado, Jerry Lewis sempre teve maior reconhecimento por parte do público do que da crítica.
Juntamente com Dean Martin (nos anos 50), formou um duo de actores de sucesso popular. Após a dissolução do duo (por divergências artísticas e luta de egos), Jerry deu vazão a todo o seu talento na década de 60 com filmes onde derramou todo o seu talento e criatividade ("O Professor Chanfrado" é talvez o mais conhecido, mas há também "O Mandarete", "As Noites Loucas do Dr. Jerryll" e "Jerry 8 3/4"). Desenvolveu uma linguagem humorística própria, marca clara de um autor que deixou herança artística (Jim Carrey é apenas um dos actores que reclama a influência de Jerry). Nos anos 70 deixou o cinema quase de lado para se dedicar à televisão (com igual sucesso público). em 1983, Martin Scorsese convida Jerry Lewis para interpretar um raro (mas pungente) papel dramático no excelente filme "O Rei da Comédia", com Robert De Niro - um filme invulgar sobre o lado negro e oculto do exercício do humor. Das últimas aparições de Jerry no cinema, conta-se o filme "Arizona Dream" (1993) de Emir Kusturica, no qual o comediante contracena com Johnny Depp e Faye Dunaway.
Em Portugal podemos encontrar uma caixa de DVD com 5 filmes. E na seguinte sequência, podemos constatar os incríveis recursos humorísticos de Jerry num genial momento de comédia visual, no qual o actor toca uma "máquina de escrever musical" (no filme "Who's Minding the Store"):

Pacheco - delírios e hipocrisias


Ainda a propósito da morte de Luiz Pacheco. Não deixa de ser profundamente irónico (e parece-me até: cínico) que a Assembleia da República tenha decretado um minuto de silêncio pelo desaparecimento do escritor. Parece que o Estado quer institucionalizar o Pacheco. Coisa mais absurda e hipócrita nunca se viu. O mesmo Estado que nunca manifestou a mínima preocupação por Pacheco. A haver vida noutro mundo, o autor de "Comunidade" deve estar a rir-se estupidamente desta pretensa honra oficial (uma certa imprensa afina pelo mesmo diapasão: como o Pacheco era um personagem marginal e dizia palavrões, há que lhe dar destaque pelo lado exótico da coisa). É desconcertante que um autor que foi tão provocador, escandaloso, irreverente, insubmisso, anti-clerical e detentor de uma costela anárquica, seja agora alvo de homenagens formais. Pensarão os engravatados da AR (os quais, aposto, ou não gostavam ou não conheciam o Pacheco) que é desta forma pasteurizada que se fazem homenagens a figuras tão marginais e fora do sistema? A hipocrisia política é bem capaz de mandar erigir uma estátua no Marquês de Pombal em "memória do célebre e magnânime homem das letras Luiz Pacheco"?

Livros que mudam uma vida - 1


Hermann Hesse - "Siddharta"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Garrett Brown - o homem da câmara de filmar


O que mostra esta imagem? De forma distinta, podemos identificar o realizador Stanley Kubrick. E o outro homem que tem uma câmara pendurada na cintura? É simplesmente um dos operadores de câmara mais famosos e importantes de sempre: Garrett Brown, de seu nome. É famoso e importante por dois motivos (entre outros): inventou a Steadycam e foi o grande responsável pela revolução na arte de filmar no filme "The Shining" (1980) de Kubrick (é a esse filme que se reporta a imagem acima). Já tinha havido anteriores experiências com a Steadycam, mas foi com o filme de Kubrick que a técnica de filmar com este tipo de câmara se desenvolveu e se impôs no mundo do cinema. Basicamente, a Steadycam é um tipo de câmara que possui um sistema que se acopla ao próprio corpo (geralmente à cintura e de forma segura ou noutro sistema fixo) do operador de câmara, permitindo captar imagens em movimento e muito próximo da acção. O resultado são sequências de grande efeito visual e estético, como são estas imagens inesquecíveis de Danny a percorrer o Hotel Overlook no triciclo - repare-se como a câmara segue o jovem actor como se estivesse à altura do chão e em movimento contínuo:



Garrett Brown continua a trabalhar no cinema. O seu legado e o seu contributo para o cinema são inestimáveis.

Casal irredutível


Formavam um casal irredutível, de força intelectual, de energia combativa. Foram dois vultos inquestionáveis da vida cultural francesa do século passado. Jean-Paul Sartre foi o arauto do existencialismo filosófico, um ensaísta reputado e controverso. Simone de Beauvoir foi uma feminista e escritora de grande acutilância, autora de um dos mais destacados livros sobre a posição da mulher na sociedade – “O Segundo Sexo” (1949). Teve uma costela heróica, ao fazer parte da Resistência Francesa, durante a ocupação Nazi da França. Morreram com seis anos de diferença: primeiro Sartre (1980), depois Simone (1986). Ambos descansam no mesmo cemitério, no mesmo túmulo. Este mês de Janeiro comemoram-se os 100 anos do nascimento da companheira de vida de Sartre (nasceu dia 9 de Janeiro de 1908). Oportunidade para relembrar uma mulher combativa e inspiradora.

Sobre o ruído lá de casa

Qual seria o cruzamento entre o post “Animusic” e “A Arte dos ruídos”? Qual seria o resultado? Provavelmente, algo de muito próximo a este pequeno (e multipremiado) filme intitulado “Music For One Apartment and Six Drummers”. É só isto: um apartamento e seis percussionistas. E é já muito. Um extraordinário exemplo de como os ruídos e sons mais insignificantes do dia-a-dia das nossas casas podem ser constituídos música. Desde que haja imaginação. Outra coisa: afinal os Stomp não são assim tão originais.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A arte dos ruídos


Silêncio. Silêncio. Silêncio. Ruído. Ruído. Ruído. Na actual sociedade prevalece o ruído, já o sabemos. Não há praticamente lugar nenhum no qual consigamos sentir o silêncio. Ruído, música, sons da natureza e do meio ambiente, perfazem o registo auditivo do nosso quotidiano. E quem foi o primeiro a reconhecer que o ruído era um determinante elemento da sociedade do século XX? Um italiano, futurista e contemporâneo de Marinetti, escritor e poeta, principal impulsionador do Futurismo. Chamava-se Luigi Russolo e lançou as bases, pasme-se! em 1913, para a música industrial (aquela que recorre ao ruído na sua estrutura musical). Essas bases teóricas estão compiladas num manifesto (em livro, edição espanhola) chamado "El Arte de los Ruidos" ("A Arte dos Ruídos"). Neste manifesto, Russolo refere que até ao Século XIX e ao advento da Sociedade Industrial, o ruído não fazia parte da sociedade. A partir do início do Século XX, o ruído começou a ser parte integrante do quotidiano, com as fábricas, os meios de transportes e outras diversas máquinas. Então, o pintor e compositor italiano achava que se deveria incluir esses ruídos e sons (tidos como não-musicais) na linguagem musical convencional. Que era o mesmo que dizer, romper com as próprias convenções. Para tal, Russolo inventou um conjunto de máquinas e instrumentos de fazer ruído, a que deu o nome de Intonarumori (ver imagem). Em 1914, no primeiro concerto de 18 destes instrumentos, provocou um enorme escândalo em Milão.
Durante o resto do século XX, muito se teorizou sobre a importância do ruído na música, na arte e na vida (vide John Cage).

Animusic - música animada

A Animusic é uma empresa americana especializada em animação 3D digital e criação de música MIDI. Até aqui nada de novo, uma vez que há centenas de empresas do ramo a trabalhar nesta área de investigação/criação. O que torna a Animusic única é o resultado do seu trabalho: criações visuais e musicais surpreendentes, de grande refinamento estético e nas quais a música desempenha (ao contrário do habitual) o papel principal. Ou seja, as animações digitais da Animusic exigem um elaboradíssimo e moroso trabalho de criação, pré-produção e produção, de forma a que o resultado seja desafiante para os sentidos. O imaginário criado, os ambientes virtuais, os instrumentos bizarros que produzem sons, os músicos robotizados e a sincronia perfeita entre música e imagens, torna os trabalhos da Animusic únicos no panorama audiovisual contemporâneo. Esta empresa editou até à data dois DVD contendo compilações dos melhores momentos (eu tenho o primeiro, lançado em 2004).
Veja-se este exemplo de criatividade:


Há mais exemplos, basta ir ao youtube.

Discos que mudam uma vida - 11


The Young Gods - "Play Kurt Weill" (1990)