Agora com o calor a pedir t-shirts, eis uma sugestão certa para envergar uma igual à que esta moço enverga. E apesar do "lettering" ser igual ao do grupo de heavy-metal Iron Maiden, estou em crer que este facto só abonará em favor da distinção de quem vestir tão original t-shirt.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Música com "poder de fogo"
Gosto de música que agite, que seja imprevisível, possante e arrojada (mas também gosto de música com efeitos contrários: que amacie e atenue a tensão). Gosto de música visceral, intransigente, arrebatadora. Gosto de música que extravase os limites de convenções e géneros. Gosto de música que não se limite a copiar fórmulas ortodoxas. Gosto de música enérgica, irrequieta e com “poder de fogo”.
Por isso gosto dos noruegueses Shining. Porque têm todos estes atributos (e mais alguns) na forma explosiva como combinam jazz, rock progressivo e metal.
É favor colocar o volume bem alto para deixar soltar toda a energia inerente.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
A ponte dos suicidas
Há dias, a mítica ponte Golden Gate de São Francisco comemorou 75 anos de existência. Houve festa, comemorações oficiais e foguetes pela celebração de uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Mas houve também espaço para recordar a macabra fatalidade que esta ponte transporta: a altíssima taxa de suicídios (até à data, foram 1558 e muitas outras tentativas).
Sobre o fenómeno dos suicidas da ponte Golden Gate existe um notável documentário intitulado "A Ponte" (2006) de Eric Steel. O que leva tanta gente desesperada a cometer suicídio deitando-se abaixo de uma das pontes mais belas do mundo? Que fascínio mórbido é este? E porque é que as autoridades não tomam medidas preventivas que possam diminuir drasticamente esta estatística doentia? O documentário não dá respostas a nenhuma destas questões. Nem pretende fazê-lo. O que faz é mostrar, friamente, o fenómeno suicida na ponte de São Francisco, sem interpretações morais, éticas ou políticas.
Steel filmou durante um ano (2004) a ponte 24 horas por dia, captando os 23 suicídios dos 24 ocorridos naquele ano. Uma média de um suicídio a cada 15 dias (fora as tentativas). O realizador mostra a morte como se fosse em directo, num registo de voyuerismo mórbido que em nada anula a carga de dramatismo da matéria filmada. Complementarmente, Eric Steel entrevista familiares e amigos dos suicidas, tentando compreender as motivações, as personalidades, o porquê. Aí ficamos a saber que a maior parte dos que se suicidam sofrem de depressões e que a taxa de sobrevivência da queda na água é baixíssima (o documentário dá conta de um pungente testemunho de um jovem sobrevivente).
Dos vários casos relatados no filme, o que mais me impressionou é o de Gene Sprague: um jovem, vestido todo de negro, cabelo comprido, óculos escuros, encontra-se encostado à grade da ponte. Olha para um lado e para o outro. O vento forte agita-lhe os longos cabelos. Senta-se na grade durante uns momentos. De um instante para o outro, Gene coloca-se de pé na grade e lança-se hirto de costas para o rio. A sua queda até à morte demorou 4 segundos, a 100km/h:
As autoridades referem que colocar uma vedação mais alta no tabuleiro da ponte iria danificar a estética da obra, para além de significar o investimento de milhões de dólares. Enquanto isso, dezenas de homens e mulheres, vindos de todos os pontos da América, continuam a deslocar-se até à ponte Golden Gate para pôr fim trágico às suas vidas (uma média de 30 suicídios por ano e muitas mais tentativas).
"A Ponte" é um filme forte, sem concessões, que alerta para um drama social de proporções grotescas. É um documentário que apela ao mais íntimo do ser humano, à nossa consciência e ao nosso espírito.
"A Ponte" é um filme forte, sem concessões, que alerta para um drama social de proporções grotescas. É um documentário que apela ao mais íntimo do ser humano, à nossa consciência e ao nosso espírito.
Pattinson & Cronenberg
Tento compreender mas não consigo. Qual é a razão, afinal, do histerismo feminino à volta do actor Robert Pattinson? É um actor assim tão extraordinário? Tem uma beleza e um carisma tão insuperáveis? Não me parece. O que demonstrou na saga "Twilight" é que não passa de um actor mediano cujo papel principal poderia ser interpretado por dezenas de outros actores da sua geração. Mas pronto, caiu no gosto das adolescentes que o elevaram a um ícone actual. A tal ponto que hoje, para o verem de perto, muitas dezenas de raparigas esperaram (durante horas) o actor à entrada do Centro Cultural de Belém (algumas vieram até de Espanha) para a estreia do filme "Cosmopolis" de David Cronenberg.
Claro que 90% das adolescente não farão a mais pequena ideia quem é Cronenberg e que tipo de cinema faz (e fez). Também é matéria que não interessa. O que interessa a estas jovens fanáticas é ver o seu ídolo num filme. Seja em que filme for.
Posto isto, duas coisas me assaltam o espírito:
1) Duvido que as adolescentes venham a gostar da estética bizarra e ousada de "Cosmopolis";
2) Duvido que David Cronenberg aprecie esta idolatria à volta de um actor de um filme seu.
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Turismo fílmico
Allen Fuqua não é um turista qualquer. É um turista que tem como critério turístico o cinema. Escolhe algumas cenas de filmes de que gosta, visita o país, a cidade e o exacto local onde essa cena foi filmada. Depois, com algum engenho no enquadramento, Allen Fuqua fotografa-se a si próprio imitando essa determinada cena. Fuqua chama a este processo "Movie Mimic", e percebe-se porquê. No seu site, Fuqua chega ao pormenor de colocar a informação da cidade, país, morada e localização geográfica (auxiliado pelo Google Maps) das cenas que recria. É um passatempo bem curioso e interessante.
Eis alguns exemplos de fotografias que o autor recria dos seguintes filmes (pela seguinte ordem): "Inception", "Lost in Translation", "O Talentoso Mr. Ripley", "28 Days Later". Há mais exemplos no site de Allen Fuqua.
domingo, 27 de maio de 2012
Cannes - todos os trailers
O jornal SOL resolveu facilitar a vida de muito cinéfilos e colocou online todos os trailers dos filmes em competição no festival de Cannes (que hoje termina). Os trailers podem ser vistos aqui.
(Imagem de "Amour" de Michael Haneke, que acabou de ganhar a Palma de Ouro!)
sábado, 26 de maio de 2012
Desplat, Takemitsu e Kurosawa
Ouvi no programa de rádio "Cinemax" (Antena 3) uma interessante entrevista a um dos mais criativos compositores para cinema da actualidade: Alexandre Desplat. Das várias influências que citou (Nino Rota, Maurice Jarre, George Delerue...), citou a de Toru Takemitsu, compositor japonês famoso pelas partituras que criou para o realizador Akira Kurosawa.
Desplat frisou que admirava a forma como Takemitsu misturava a sonoridade de uma orquestra com os sons tipicamente tradicionais do Japão. O compositor era exímio nesta difícil fusão entre a tradição musical ocidental e a oriental, criando novas texturas, novas cores e novas dimensões sonoras. É o caso da banda sonora original que compôs para a obra-prima de Kurosawa, "Ran - Os Senhores da Guerra" (1985), na qual mistura as percussões e flautas japonesas com orquestrações densas de cordas ocidentais. Um trabalho deveras notável que contribuiu para o forte impacto visual e emocional que o filme provoca no espectador.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A má educação numa sala escura
O episódio ocorreu em Washington, nos EUA. Yong Hyun Kim e a namorada assistiam a "Titanic 3D", enquanto um grupo de crianças falavam, comiam pipocas de forma ruidosa e usavam a sala de cinema como sala de estar. Kim não foi de modas e deu um valente murro numa dessas crianças, levando mais tarde a policia a intervir. Segundo o agressor, ele não reparou que o agredido era apenas uma criança, mas acrescenta que o grupo estava realmente a fazer uma enorme barulheira, que envolvia mesmo corridas nos corredores das filas do cinema e arremesso de pipocas para a audiência.
Na verdade, quem nunca sofreu com espectadores menos educados numa sala de cinema? Toda a gente, calculo. Apesar de condenar a reacção violenta do jovem, eu compreendo-a. Há limites para a paciência, a provocação e a falta de respeito. E há muito se perdeu o culto quase religioso e a postura solene de presenciar um filme numa sala escura juntamente com outras pessoas.
Dos vários episódios que eu próprio presenciei, houve um particularmente imcómodo e irritante: estava a desfrutar do filme "De Olhos Bem Fechados" de Stanley Kubrick, quando um casal de namorados, atrás de mim, começou a falar alto e a rir. Na sequência do ritual das máscaras no castelo, que eu tanto queria ver (e ouvir) em total sossego, foi quando o momento em que o casal mais ria e fazia barulho. A forma de manifestar o meu total desagrado foi levantar-me ostensivamente da cadeira em que me encontrava e sentar-me três filas à frente num lugar vago. Mas se na vida em sociedade, em geral, estas pessoas não têm regras de boa conduta, de respeito pelos outros e de boa educação, como hão-de ter numa simples sala escura na qual era suposto partilharem o prazer de ver um filme com outros espectadores?
A misteriosa Louise
Apesar da sua curtíssima carreira no cinema, é bem capaz de ter sido uma das mais belas, misteriosas, sedutoras e talentosas mulheres do cinema mudo: Lousie Brooks.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Perguntas indiscretas - 39
Se tivessem que escolher apenas um filme para ser mostrado a crianças (dos 6 aos 12 anos) numa sala de cinema, qual seria esse filme?
Outras Perguntas Indiscretas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Michael Shannon
É oficial: Michael Shannon é um actor por-ten-to-so. Incrivelmente dotado, de uma expressividade física e emocional sem paralelo na sua geração de actores. Já tinha ficado impressionando com a sua performanfe no filme "Bug" (2007) de William Friedkin, magnífica e inquietante obra sobre a paranóia da segurança nos EUA. Em 2011, no brilhante filme "Take Shelter" (acabou de estrear em Portugal), do jovem realizador Jeff Nichols, Michael Shannon supera-se a si próprio e não encontro palavras para adjectivar a sua actuação. O que me leva à pergunta intrigante: como é possível a Academia de Hollywood ter ignorado este desempenho e não ter nomeado Shannon para a categoria de Melhor Actor nos Óscares 2011?
Michael Shannon tem, no filme de Jeff Nichols, uma interpretação que provoca arrepios. Ele é Curtis, homem bom e comum da América profunda (Ohio), que ama a sua família mas que começa a ser atormentado com visões e alucinações apocalípticas. Durante todo o filme, Shannon revela uma impressiva capacidade de expressar a angústia devastadora que Curtis sente ao lidar com o problema. Nos mais pequenos olhares (e que olhar tem Shannon!), na forma pausada como gesticula e fala, Curtis é um homem torturado pelo medo de perder-se e perder tudo à sua volta. Não seriam todos os actores que conseguiriam expressar tamanha confusão psicológica e emocional de uma personagem complexa como Curtis. Mas Michael Shannon consegue esse extraordinário feito de convencer o espectador. E só com grandes qualidades é que tal se consegue.
Quanto ao filme propriamente dito, voltarei a ele brevemente, sendo que adianto, desde já, que é um forte candidato aos melhores filmes do ano (apesar de ser de 2011).
Stephen King no cinema
Durante o ano de 2012 vamos assistir, pelo menos, a dois filmes com base em obras literárias de terror do escritor Stephen King: um remake de "Carrie" e "A Good Marriage".
Se há um nome incontornável da literatura moderna de terror esse nome só pode ser Stephen King. Herdeiro da tradição literária dos contos góticos e fantásticos de Edgar Allan Poe e Lovecraft, King desenvolveu um extraordinário talento para contar histórias de notável suspense e horror (sobrenaturais ou não). E não esqueçamos que King se revelou não apenas como escritor do género de terror, como também ao nível da ficção que nada tem a ver com o medo. São os casos dos livros "Stand by Me" e "Shawshank Redemption", cujas adaptações cinematográficas foram deveras notáveis.
Se há um nome incontornável da literatura moderna de terror esse nome só pode ser Stephen King. Herdeiro da tradição literária dos contos góticos e fantásticos de Edgar Allan Poe e Lovecraft, King desenvolveu um extraordinário talento para contar histórias de notável suspense e horror (sobrenaturais ou não). E não esqueçamos que King se revelou não apenas como escritor do género de terror, como também ao nível da ficção que nada tem a ver com o medo. São os casos dos livros "Stand by Me" e "Shawshank Redemption", cujas adaptações cinematográficas foram deveras notáveis.
Por outro lado, se há escritor cujas obras foram, bastas vezes, adaptadas ao cinema (e à televisão), Stephen King também lidera a lista. Foram, literalmente, dezenas e dezenas de filmes com base em contos, novelas e romances do mestre do terror fantástico. Muitas adaptações são sofríveis porque apenas exploraram o filão comercial do nome do escritor sem quaisquer resultados em termos artísticos. Mas muitos outros realizadores conseguiram transpor para o grande ecrã as histórias de King com grande mestria.
E há até realizadores que, praticamente, só fazem filmes com base em histórias de King (como Frank Darabont). De todos os filmes que conheço baseados na obra de Stephen King, eis os meus 12 filmes favoritos:
E há até realizadores que, praticamente, só fazem filmes com base em histórias de King (como Frank Darabont). De todos os filmes que conheço baseados na obra de Stephen King, eis os meus 12 filmes favoritos:
12 - "A Janela Secreta" (2004) de David Koepp
11 - "Pet Sematary" (1989) de Mary Lambert
11 - "Pet Sematary" (1989) de Mary Lambert
10 - "1408" (2007) de Mikael Håfström"
9 - "Christine" (1983) de John Carpenter
8 - "Carrie" (1976) de Brian De Palma
7 - "The Green Mile" (1999) de Frank Darabont
6 - "The Mist" (2007) de Frank Darabont
6 - "The Mist" (2007) de Frank Darabont
E o magnífico top 5:
5 - "Misery" (1990) de Bob Reiner
domingo, 20 de maio de 2012
As imagens e sons da Serra Pelada

Do trabalho árduo dos mineiros da Serra Pelada (minas de ouro do Brasil) extrai-se beleza visual ao ritmo da música tribal e de um coro de crianças sul-americanas. A vida em transformação, em consonância com o chamamento original da terra, o sacrifício humano em prol do desenvolvimento civilizacional. O suor destes homens é vertido em ganância alheia. O trabalhador morto que é carregado aos ombros pelos colegas (no final do vídeo) transforma-se numa espécie de "Pietá" dos tempos modernos.
As imagens são captadas por um dos maiores documentaristas de sempre, Godfrey Reggio, musicadas por um dos maiores compositores contemporâneos, Philip Glass.
"Powaqqatsi" é o segundo capítulo de uma trilogia magistral e única na história das imagens e dos sons - "Trilogia Qatsi".
Esta sequência inicial pode ser vista aqui.
sábado, 19 de maio de 2012
Hannibal Lecter no corpo
Há quem goste tanto de determinadas personagens do cinema que as tatuam em várias partes do corpo. É o chamado "Cine-Tattoo". Convenhamos: exibir no corpo Travis Bickle, Hannibal Lecter, Jack Torrance ou Sweeney Todd, é sinal original de distinção.
A música eterna
Já escrevi isto várias vezes neste blogue: a banda da minha vida são os Joy Division. Para perceber porquê, basta ler o que escrevi neste post.
No dia 18 de Maio assinalam-se 32 anos da morte do vocalista da banda, Ian Curtis, eterno poeta maldito das entranhas da alma. Ainda hoje, tantos anos depois, a música dos Joy Division me emociona como nenhuma outra.
"This is the way, step inside":
"This is the way, step inside":
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Entrevista Póstuma (11) - Marlene Dietrich
Depois de 10 Entrevistas Póstumas feita a realizadores como Kubrick, Buñuel, Tati, ou músicos como Ian Curtis ou Jimi Hendrix, volta uma nova ronda de Entrevistas Póstumas.
A primeira entrevistada: Marlene Dietrich (1901 - 1992)
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O Homem Que Sabia Demasiado - Disse numa entrevista: "Na vida real, a maioria dos actores de cinema é uma decepção. Eu, por outro lado, sou melhor na vida real do que no cinema."
Marlene Dietrich - Oh, quando disse isso estava no início da carreira, ainda não tinha alcançado a maldita fama que consegui muitos anos depois. Mas é verdade que sempre pensei isso. Os actores são uma espécie rara, com muitos tiques e presunções que não suporto. Podem acusar-me de ter também alguns tiques, mas sempre me achei uma mulher mais interessante na vida real do que no cinema.
O Homem Que Sabia Demasiado - Participou em sete filmes do realizador Josef von Sternberg, com o início mítico no filme "O Anjo Azul", que lançou a sua carreira como "sex-symbol".
Marlene Dietrich - Pois foi. Trabalhei com Sternberg de 1930 a 1935, na Alemanha. Foram anos muito duros, de total entrega e sacrifício. Poderia ter continuado a trabalhar com Sternberg, mas o Nazismo estava no poder e não me identificava com ele. Hitler ainda me convidou para protagonizar filmes de propaganda nazi, mas recusei e exilei-me nos EUA. Hitler chamou-me de "traidora", mas não me importei...
O Homem Que Sabia Demasiado - Anos depois a 2ª Guerra Mundial deflagra e dedica-se a cantar para as tropas aliadas.
Marlene Dietrich - Foi uma espécie de catarse. Senti que a minha voz e a minha presença eram fortes e ajudavam o moral dos soldados.
O Homem Que Sabia Demasiado - Mesmo com o seu visual algo andrógino.
Marlene Dietrich - Ah ah ah! Sempre gostei de cultivar essa imagem. Sabe, fui das primeiras figuras públicas femininas a usar calças de homem e a fumar em 1920! Mas os homens gostavam disso, ficavam todos caídos por mim.
O Homem Que Sabia Demasiado - A sua filha Maria Riva escreveu um livro sobre si no qual a declarava uma pessoa fria e autoritária.
Marlene Dietrich - Sempre gostei da minha filha. Apesar de alguns problemas, tínhamos uma boa relação. Mas preferia não comentar.
O Homem Que Sabia Demasiado - Um dos últimos grandes filmes em que participou foi em "Sede do Mal" (1958) de Orson Welles, em que interpreta uma cigana cartomante. Gostou desse papel e do filme?
Marlene Dietrich - Adorei trabalhar com o Orson! Nesse filme interpretava o capitão Quinlan, um polícia corrupto, gordo e sebento, que tentava seduzir-me. Ah ah ah, cada vez que me lembro do que nos divertimos a fazer esse fantástico filme. O Orson era completamente louco. Genialmente louco.
O Homem Que Sabia Demasiado - Morreu com 90 anos. É verdade que tinha medo do envelhecimento e da morte?
Marlene Dietrich - Custa-me admitir, mas é verdade. Tinha horror à velhice e guardei numa gaveta todas as fotos de quando era nova. Por isso me isolei de todos e de tudo. Fui aguentando a solidão e o sofrimento da velhice, até ao fim irremediável.
O Homem Que Sabia Demasiado - Morreu com 90 anos. É verdade que tinha medo do envelhecimento e da morte?
Marlene Dietrich - Custa-me admitir, mas é verdade. Tinha horror à velhice e guardei numa gaveta todas as fotos de quando era nova. Por isso me isolei de todos e de tudo. Fui aguentando a solidão e o sofrimento da velhice, até ao fim irremediável.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Moretti e o jornalismo
"Italian journalism is getting worse and worse. It is looking for sensationalism. I don't identify with the descriptions many journalists give of me, but never mind."
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Na verdade, parece-me que a opinião de Nanni Moretti se poderá adaptar, com toda a legitimidade e facilidade, a muitos outros países europeus - Portugal incluído.
O pénis que custou um Óscar?
Michael Fassbender, protagonista de "Shame" veio dizer à revista GQ que ter mostrado o pénis na casa de banho no filme de Steve McQueen, o prejudicou ao ponto de ter perdido... um Óscar!
Comentário: para além de uma certa atitude pedante do actor em dizer isto, creio que - a ser verdade -nem outra coisa seria de esperar da Academia de Hollywood, uma vez que "Shame" é um filme não se enquadra, de todo, nos critérios púdicos e conservadores da referida Academia.
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