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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Top 2013 - Discos









Como tem sido tónica em anos anteriores, uma lista muito pouco ortodoxa. Isto porque, musicalmente falando, me interessam muitas e diversificadas estéticas: jazz, rock, metal, fusão, electrónica, pop, hip-hop, crossover, ambiental, drone, clássica, blues, etc.

Estes são os 40 discos que mais gostei de ouvir ao longo de 2013 (havia mais...). Esta ordem de preferências, porventura, teria outra disposição se fosse elaborada amanhã, daqui a uma semana ou um mês. 
Mas grosso modo, é isto (quem não conhecer alguns dos artistas, basta aceder ao Youtube):

1 - Matt Elliott – “Only Myocardial Infarction Can Break Your Heart”
2 - Fire! Orchestra – “Exit!”
3 - James Holden – “The Inheritors”
4 - Boards Of Canada – “Tomorrow's Harvest”
5 - Fuck Buttons – “Slow Focus”
6 - Savages – “Silence Yourself”
7 - Julia Holter – “Loud City Song”
8 - Secret Chiefs 3 – “Book Of Souls Folio A”
9 - Föllakzoid – “II”
10 - Queens of The Stone Age – “...Like Clockwork”
11 - The Fall – “Re-Mit”
12 - Deafheaven – “Sumbather”
13 - My Bloody Valentine - “mbv”
14 - Melt Yourself Down – “Melt Yourself Down”
15 - Shining – “One One One”
16 - Death Grips – “Government Plates”
17 - Flat Earth Society – “13”
18 - M.I.A. – “Matanga”
19 - Arcade Fire – “Reflector”
20 - Lustmord – “The Word as Power”
21 - Anna Calvi - "One Breath"
22 - Man Man – “On Oni Pond”
23 - Tim Hecker – “Virgins”
24 - Mogwai – “Les Revenants Soundtrack”
25 - Colin Stetson – “New History Warfare Vol. 3 To See More Light”
26 - Akasha – “Into the Web”
27 - Ganja White Night – “Mystic Herbalist”
28 - Melt Banana – “Fetch”
29 - Hugh Laurie“Didn't It Rain”
30 - Pascal Comelade – “El Pianista Del Antifaz”
31 - Four Tet - "Beautiful Rewind"
32 - The Tiger Lillies – “Either Or”
33 - The Dillinger Escape Plan – “One of Us Is the Killer”
34 - Chelsea Light Moving – “Chelsea Light Moving”
35 - Matmos – “The Marriage of True Minds”
36 - Nick Cave And The Bad Seeds – “Push The Sky Away”
37 - LITE – “Instalation”
38 - Amon Tobin and Two Fingers - "Synch Sampler"
39 - Ben Harper and Charlie Musselwhite - "Get Up!"
40 - David Bowie - "The Next Day"

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Top 2012  
Top 2011

domingo, 22 de dezembro de 2013

Matt Elliott - Das profundezas da alma




Lembram-se de ter referido, em Agosto, um trabalho audiovisual de homenagem à tragédia do submarino Kursk (ver aqui)? Essa música que acompanhava o assombroso vídeo era da autoria de um dos maiores compositores actuais (na minha opinião): Matt Elliott. 
Ex-líder de um dos mais interessantes projectos de electrónica dos anos 90, The Third Eye Foundation, Matt Elliott enveredou na primeira década de 2000 por uma carreira a solo (por vezes com músicos convidados) na área da "dark folk". Sempre acompanhado por uma guitarra acústica, melodias inspiradas na folk, no tango ou na canção popular italiana, Matt Elliott tem feito alguma da mais sublime música da última década em álbuns como "Drinking Songs" (2005), "Failing Songs" (2006), "Howling Songs" (2008), ou "The Broken Man" (2012). 
A música de Matt é profundamente densa e por vezes lúgubre, canta os devaneios da existência humana desesperada. Erradamente comparado a Yann Tiersen, a música de Matt Elliott é muito mais exigente e versátil: as suas subtis melodias não raras vezes desembocam em frenéticas explosões de ruído e camadas sonoras de coros hipnóticos (Matt tem uma voz sublime). É uma música desafiante (tem canções de 17 minutos), comovente e possante como poucas.
No final de 2013, editou um álbum cujo título é, porventura, o mais inspirador de todo o ano: "Only Myocardial Infarction Can Break Your Heart" e é uma verdadeira pérola de encanto.
Quanto a mim, é um dos melhores discos deste ano e basta ouvir o longo e belíssimo tema "The Right to Cry" para perceber o alcance das minhas palavras. Ou então, deixar-se levar por esta espantosa actuação ao vivo: 14'30'' de música inclassificável e muito, muito intensa (sobretudo os últimos 5 minutos).
Experimentem e dir-me-ão de vossa justiça...



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Homenagem à tragédia do Kursk


No próximo dia 12 de Agosto assinalam-se 13 anos da tragédia do submarino Kursk. Para quem não se recorda, o Kursk era um submarino nuclear russo que afundou no mar de Barents em 2000 devido a uma explosão nunca devidamente explicada (ou pelo menos com versões contraditórias). Apesar das tentativas de resgate que duraram 4 longos dias, 118 homens tiveram uma morte lenta que indignou o mundo (44 oficiais e 68 marinheiros). 
Para lembrar este incidente dramático, o músico Matt Elliott (ex-The Third Eye Foundation) compôs uma música em homenagem aos tripulantes mortos. Esta música faz parte do magnífico álbum "Drinking Songs" de 2005. Por seu lado, Sandrine Romet-Lemonne, artista plástica e realizadoracanadiana, criou as imagens para a música de Matt Elliott: num único plano fixo que tem a duração da música, a artista encena uma cabine do submarino onde dorme (no beliche superior) um incauto tripulante que não se apercebe da subida lenta das águas que ditam o afundamento do submarino. 
Sandrine Romet-Lemonne tem um particular cuidado na composição plástica: utiliza o contrate de luz, preocupa-se com a ameaça paulatina da subida da água, mistura o reflexo do sonho do homem na água e, por fim, apresenta o final inevitável. 
A música de Matt Elliott é de uma beleza profundamente triste e desesperada. No início uma guitarra dedilhada em modo suave e nostálgico; depois ouvem-se vozes em murmúrio como se fossem as vozes dos fantasmas do Kursk. Juntam-se-lhes coros de lamento e angústia. No cômputo geral, não é um trabalho lamechas, é antes sensível e de notável bom gosto estético.  
E depois de visionarmos este pequeno filme pensamos no terrível e trágico pesadelo que os 118 homens experimentaram com o afundamento do Kursk. 
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Top 2012 - Os discos

Mais um ano terminado, mais um inevitável balanço.
Musicalmente, sei que não ouvi muitos discos que poderiam estar neste lote dos "melhores". Ainda assim, estes são os discos que mais gostei de ouvir durante o ano que agora finda:
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1 - Swans: "The Seer"
2 - Moon Duo: "Circles"
3 - Death Grips: "No Love Deep Web"
4 - Sleigh Bells: "Reign of Terror"
5 - Om: "Advaitic Songs"
6 - John Zorn: “The Concealed”
7 - Matt Elliott: “The Broken Man”
8 - John Zorn & Mike Patton: “Templars: In Sacred Blood”
9 - Dead Can Dance: "Anastasis"
10 - Godspeed You Black Emperor: “Allelujah! Don’t Bend! Ascend!”
11 - Felix Kubin: "TXRF"
12 - Tom Zé: "Tropicália Lixo"
13 - Barry Adamson: "I Will Set You Free"
14 - Bill Fay: "Life is People"
15 - Tame Impala: "Lonerism"
16 - Liars: "WIXIW"
17 - Actress: “RIP”
18 - Grimes: "Visions"
19 - Gonjasufi: "MU.ZZ.LE"
20 - Philip Glass: “Rework”
21 - Spiritualized: “Sweet Heart Sweet Light”
22 - Japandroids: "Celebration Rock"
23 - Mouse on Mars: "Parastrophics"
24 - Four Tet: "Pink"
25 - Grizzly Bear: "Shields"

Discos portugueses: o único disco verdadeiramente original que ouvi em 2012:  O Experimentar N’a M’Incomoda: “2 – Sagrado e Profano”
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Swans: