quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Lego e o cinema

Quando era miúdo gostava de brincar com Lego, os bonequinhos que se podem moldar a cada novo contexto. Apreciava, sobretudo, os Legos cowboys e índios, com os seus cavalos e acampamentos, e inúmeros acessórios que davam vida aos bonecos. A imaginação infantil soltava-se e as brincadeiras jorravam sem parar.
A marca Lego tem proporcionado bons momentos de recriação do imaginário cultural das últimas décadas, desde capas famosas de discos ou fotografias que fizeram história. Mas o tipo de recriação que mais me agrada é aquele que tem a ver com determinadas cenas de filmes. Ou seja, a Lego recria momentos marcantes de filmes célebres através de uma encenação cuidada dos bonecos e dos cenários.

Como provam estes exemplos:

"Inception" (2010)

"The Shining" (1980)

"Tempos Modernos" (1936)

"Psycho" (1960)

"O Bom, O Mau e o Vilão" (1966)
"A Laranja Mecânica" (1971)
"American Beauty" (1999)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os (alucinantes) Shining


Aviso: esta música não é para todos.

Os noruegueses Shining (não confundir com o filme de Kubrick) são uma superbanda - com 10 anos de existência - que fazem uma improvável fusão de rock progressivo, metal e... jazz. Um mistura muito arriscada e corajosa, uma vez que, aparentemente são géneros inconciliáveis. Eu gosto de rock progressivo (facção krautrock alemão) e de jazz; gosto menos de metal (há muitas poucas bandas realmente originais dentro do género), mas gosto de ser surpreendido por fusões de estilos. E este é manifestamente o caso. E o resultado desta fusão estética é, no mínimo, explosivo. Nota-se que os Shining (liderados por um saxofonista com formação jazzística) são músicos muito bem dotados tecnicamente que arquitectam uma máquina impressionante de ritmo e energia sem concessões. Ou se adere de forma entusiástica ou provoca repulsa no ouvinte.

Pessoalmente, gosto destas provocações sonoras e de ser abalado com este tipo de turbilhão musical. É como se os Shining misturassem, numa trituradora sonora, os Naked City de John Zorn, o jazz de Ornette Coleman e o avant-rock mais extremo. Esta banda oriunda da Noruega editou, recentemente, o álbum ao vivo "Live Blackjazz", que tem sido altamente elogiado pela crítica especializada..

Voltando ao início: esta música não é para todos.

Os últimos momentos de Mozart

O filme "Amadeus" (1984), de Milos Forman, contém muitas cenas de enorme brilhantismo e intensidade. A música do genial Mozart escorre pelo ecrã como cascata de puro deleite auditivo. É um dos melhores filmes jamais feitos sobre o poder da música. Das muitas cenas fortes desta obra ímpar, há uma de que gosto particularmente: aquela que diz respeito aos últimos dias de vida do compositor austríaco, quando foi obrigado, por razões financeiras, a compor a sua última e derradeira obra - "Requiem".
Mozart, deitado na cama, exausto, febril e doente, dita uma secção musical importante do "Requiem" a Salieri, o "Confutatis".
Tom Hulce é brilhante na forma como encarna um Mozart moribundo mas ainda com surpreendente energia criativa. Mozart dita, de cabeça, a melodia e a harmonia a Salieri (um não menos brilhante F. Murray Abraham), que a transcreve para a partitura com tocante entusiasmo. É um puro e maravilhoso processo de ensino-aprendizagem, de transmissão de saberes do mestre para o aprendiz.
Maravilhosa é também a forma como Milos Forman encena toda a sequência, introduzindo a música nos momentos em que Mozart a dita - como se o compositor a estivesse "mesmo" a ouvir. Historicamente, não se sabe se este momento corresponde, em rigor, a factos verídicos. Mas nem isso interessa muito. É um momento intenso, de pura e rara manifestação superior de criatividade e expressão da arte genial que foi apanágio de Amadeus Mozart, aqui representado nos seus últimos momentos de vida criando uma obra de portentosa emanação emocional - o "Requiem".

Notas de Bresson #10

"A palavra mais vulgar, quando usada na situação certa, adquire um brilho especial. É esse brilho que eu quero que as minhas imagens transmitam".

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Glass remisturado


Philip Glass, um dos maiores compositores vivos (muitas vezes comentado neste blogue), vai cumprir 75 anos no dia 31 de Janeiro de 2012.
Para comemorar a data e servir, ao mesmo tempo, de homenagem merecida, está a ser preparado um disco de remisturas de obras de Glass por parte de alguns dos maiores nomes da música electrónica actual: Amon Tobin, Tim Hecker, Memory Tapes, Cornelius e Tyondai Braxton (dos Battles). A produção do disco é da responsabilidade do músico Beck.
Aguardemos, pois, com muita expectativa, o resultado aliciante e promissor projecto.

O controverso Lars Von Trier

A revista Sábado publicou uma reportagem sobre o realizador Lars Von Trier, a propósito da estreia nacional do seu último filme, "Melancolia" (que irei ver dentro de dias). A dita reportagem explora as polémicas e curiosidades mais insólitas do cineasta dinamarquês.

Resumidamente, é isto:

- Foi criado em campos de nudistas.

- Fez (e vai continuar a fazer) filmes pornográficos.

- Desenvolveu depressões e várias fobias: não anda de avião, evita o metro e tem pavor de doenças e hospitais.

- Odeia conferências de imprensa: "Sinto-me como num espectáculo de standup comedy. Não posso pedir desculpa por algo que disse com humor, com sarcasmo. Esse sou eu".

- As actrizes odeiam-no e ele odeia as actrizes.

- Abandonou uma mulher grávida para ficar com a empregada doméstica.

- Os críticos dizem dele: "´´E desalmado, sádico e ruim, até não poder mais".

- As actrizes queixam-se de serem desrespeitadas, mas todas ganham prémios pelas interpretações.

- "Não torturei a Nicole Kidman, mas sei que ela disse que sou duro".

- "Tento irritar a minha mãe - a grande cabra - em todos os filmes. Ainda que ela já tenha morrido, tem muita influência. Cada filme que faço é, basicamente, uma tentativa de a provocar".

- Os pais não lhe impunham regras e deixavam-no fazer quase tudo o que queria.

- Em criança Lars foi vítima de bullying e tornou-se um miúdo assustado e gozado pelos colegas.

- Quando fez 18 anos, acrescentou 'Von' ao seu nome, porque queria relacionar-se com a aristocracia.

- Quando o produtor de "Melancolia" lhe pediu para reduzir o filme em dois minutos, tornou-o dois minutos mais longo.

- Quando escreve os guiões, Lars escreve, sublinha e desenha nas paredes antes de passar tudo para o papel.

- O próximo projecto do realizador é "The Nymphomaniac", um regresso ao cinema pornográfico: "Vai ser um filme hardcore, porque não posso fazer um filme sobre a evolução sexual de uma mulher de zero a 50 anos sem mostrar penetração".

Díptico - 85

[Já tinha saudades de um bom díptico]


domingo, 4 de dezembro de 2011

Filme inédito de Buñuel


É uma notícia muito interessante para os amantes de Luis Buñuel, em particular, e para os cinéfilos, em geral: o jornal espanhol El País divulgou a notícia de que foi encontrado, nos arquivos da Filmoteca Espanhola (Madrid), um documentário inédito do cineasta espanhol. Esse documentário foi realizado nos primeiros anos da estada de Buñuel nos EUA, numa altura em que trabalhava no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) para sobreviver.
Buñuel filmou momentos familiares (com a mulher e os dois filhos) num Verão quente em plena Manhattan e algumas imagens podem ser vistas aqui.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Genealogia de Fotogramas #14


















"Eraserhead" (1977) - David Lynch

Finalmente em DVD nacional


Era uma falha clamorosa no mercado de DVD nacional: finalmente é editado o glorioso filme "A Sombra do Caçador" (1955), única incursão do actor Charles Laughton na realização. Mítica história sobre o ódio e o amor, a redenção e o pecado, a inocência e infância, "A Sombra do Caçador" revelou um medonho e portentoso Robert Mitchum, numa obra que extravasa classificações e análises, feita de arrojo estético fruto da utilização de uma fotografia soberba - ao estilo expressionista alemão.
À altura da estreia foi um rotundo fracasso comercial e percebe-se porquê: em meados dos anos 50, o mundo não estava preparado para este objecto raro da história do cinema, misto de pesadelo e sonho.
Há muito tempo com edição estrangeira, chegou agora o DVD nacional, para ver ou rever à saciedade este filme de culto intemporal.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"Soy Cuba"


Caro leitor cinéfilo: nunca cometa a imprudência de dizer que já viu (ou conhece) todos os grandes filmes da história do cinema. Há-de haver sempre um ou outro grande, enorme, magnífico filme que nunca viu. Foi o que me aconteceu.
Numa conversa com um professor de cinema da Universidade da Beira Interior, fiquei a conhecer um filme, praticamente esquecido nos anais da história, que ele dizia ser uma obra-prima rara. Esse filme tem por título "Soy Cuba" e foi realizado em 1964 pelo realizador russo Mikhail Kalotozov.
Durante a guerra fria "Soy Cuba" não foi exibido nos Estados Unidos (por questões políticas). Por ironia, saiu do limbo graças a dois cineastas norte-americanos, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese, que promoveram a estreia do filme nos EUA em 1995, depois de terem ficado fascinados ao ver esta obra numa mostra de cinema russo desse ano. Coppola e Scorsese decidiram batalhar pela restauração e pelo relançamento mundial de "Soy Cuba".
Mas que filme é, afinal, "Soy Cuba"? No início dos anos de 1960, o realizador soviético Mikhail Kalatozov, filmou em Cuba esta superprodução que pretendia ser uma poderosa arma de propaganda para divulgar a revolução cubana. No entanto, foi ignorado após a sua estreia em Havana e Moscovo e ficou desconhecido pelo público no Ocidente até à sua redescoberta nos anos 90 pelos dois cineastas norte-americanos. O filme é um documentário sobre os momentos chave da história revolucionária de Cuba, mostrando o povo e a burguesia, as tradições das festas e do trabalho, da vida e da morte.
Kalatozov conseguiu um filme de uma extraordinária ambição estética. Filmado numa bela fotografia a preto e branco, a sua realização é absolutamente única, virtuosa e original, de uma mestria que faria corar de inveja o próprio Orson Welles pela sua realização de "Touch of Evil". O realizador russo usou movimentos, planos e ângulos de câmara raramente vistos, fazendo com que a câmara parecesse voar ou pairar sobre os acontecimento que filmava. Há momentos em "Soy Cuba" de pujante beleza plástica, de pura poesia visual, como nesta espantosa sequência (em baixo) que filma um funeral. Não me perguntem como é que Kalatozov filmou esta sequência sem cortes como se a câmara voasse como uma pena. A verdade é que o resultado (ao som de Ravel) é qualquer coisa de assombroso. E o filme está recheado de momentos como este.
"Soy Cuba" é um fabuloso monumento de cinema, muito pouco conhecido por causa do seu conteúdo ideológico e pelas circunstâncias descritas. Mas isso pouco interessa, porque é forçoso que o seu valor artístico seja reconhecido e apreciado por todos os que dizem gostar de cinema.

Clássicos do Cinema em BD para Pessoas com Pressa #34

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Tarantino no Irão


As manifestações populares realizadas ontem no Irão revelaram algumas situações bem curiosas, como a que documenta esta imagem: jovens ostentam um grande cartaz com os dois protagonistas do filme "Pulp Fiction" de Quentin Tarantino.
Só não se percebe se o dito cartaz tinha como intenção simbólica disparar contra a polícia de intervenção, ou se seria para mostrar ao mundo a violência veiculada pelo "infiel" cinema ocidental.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma nova era para a imagem

Desde que conheci o alucinante e inovador espectáculo visual, "ISAM", do Amon Tobin que comecei a interessar-me, mais a sério, pela criação visual virtual e de "video mapping". Com a tecnologia digital e multimédia disponível, de há uns anos para cá, tem surgido uma nova geração de artistas visuais que inovam nos conceitos de espectáculo multimédia. A ambição é de tal ordem que já não chega apresentar os trabalhos em salas de espectáculos convencionais. Têm de ir para o exterior, aproveitando as fachadas de enormes edifícios para os transformar e lhes dar, digamos, "vida" (também recorrendo à tecnologia 3D).
O resultado é quase sempre um trabalho colossal de programação informática ao mais alto nível da sofisticação, um deslumbramento visual impensável há meia dúzia de anos atrás. É todo um mundo novo de imagens e experiências audiovisuais que se abre, com possibilidades plásticas e estéticas impressionantes. Há já, até, festivais internacionais dedicados a esta nova tendência artística. Já conhecia algumas experiências do género, mas fiquei hoje deveras impressionado quando me mostraram o vídeo em baixo. Trata-se de um colectivo de 4 artistas designado AntiVJ (considerado um dos melhores do mundo) que se dedica a intervir em espaços abertos, construindo para tal, trabalhos virtuais que desafiam o olhar.

Basicamente, é isto: uma projecção virtual de 5 minutos numa enorme fachada (lisa) de um prédio. O som e a música são essenciais para perceber a dimensão artística do feito (a sincronia entre imagem e som é perfeita). Há um imprevisível processo de metemorfose de formas, construção e desconstrução de linhas e texturas, como se do nada surgisse matéria e se transformasse a cada novo segundo. O público assiste ao vivo - certamente atónito - a toda esta parafernália visual. Dada a complexidade deste trabalho e ao facto de ser uma produção muito cara, apenas tem 5 minutos de duração, dos quais os últimos dois são verdadeiramente incríveis (o ideal é ver em ecrã cheio e com o volume de som elevado).
Uma nova era da imagem já começou, portanto.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Playtime #65


A solução: "Lenny" (1974) - Bob Fosse
Quem descobriu: Sam

Posters de cinema - A repetição

Do que falamos quando falamos de posters (cartazes) de cinema? Falamos de uma histórica e longa tradição que remonta ao período do cinema mudo. Um objecto e um suporte iconográfico explorado de mil e uma maneiras para promover uma obra cinematográfica. Os grandes géneros de cinema tiveram uma especificidade visual muito própria. Por exemplo, os posters do género Cinema Negro (Noir), mostravam quase todos os gangsters com pistola na mão, a noite e a inevitável "femme fatale" (loura ou morena). Já os posters dos Western apelavam à paisagem deserta, ao cowboy a galope no seu cavalo, ao culto da pistola e da pose heróica.
Ora, toda essa iconografia característica desapareceu. Graficamente e em termos de criatividade estética, os posters de hoje são quase sempre previsíveis, repetindo modelos já experimentados anteriormente.
Senão, vejam-se estes exemplos: filmes de vários géneros cujos posters são muito semelhantes, com a repetição de fórmulas visuais sem distinções, sem originalidade. Ou o fundo amarelo, ou a pose do par romântico de costas ou de pernas abertas, ou o cenário paisagístico azul para os filmes/documentários da natureza, ou o grande plano de um olho para os filmes de terror. Todas estas soluções estão mais do que gastas, mas subsistem por um motivo óbvio: é porque os produtores e realizadores sabem que funcionam junto do público-alvo.
(Carregar nas imagens para melhor visualização)








sábado, 26 de novembro de 2011

A escadaria de Odessa

É, indiscutivelmente, uma das melhores sequências de cinema jamais filmadas e que mais influência e fascínio exerceu sobre gerações de realizadores e cinéfilos: a sequência do massacre da escadaria de Odessa na obra-prima "O Couraçado Potemkine" (1925) de Serguei Eisenstein.
A teoria da montagem do cineasta russo é posta à prova neste magnífico trabalho de realização e montagem. Todos os planos têm um significado e a montagem é composta com um extraordinário sentido do ritmo e da cadência de imagens. Para a posteridade, ficaram as cenas da mãe com o filho morto ao colo que acaba por ser morta com um tiro no olho; os soldados cossacos a descer em parada a escadaria fuzilando a população; e o carrinho de bebé que desce, desgovernado, a escadaria.
Nas décadas seguintes, foram muitas as referências a esta famosa sequência, umas mais sérias, outras mais em registo de paródia, umas mais óbvias, outras mais subtis. Por exemplo, é impossível não perceber a homenagem que o realizador Brian De Palma faz ao filme de Eisenstein quando cita esta sequência do tiroteio na escadaria no seu filme "Os Intocáveis" (1987).
Para além deste filme de De Palma, muitos outros fizeram referência à escadaria de Odessa, como está bem patente visitando este link.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Revisitar Talking Heads


Assinei há tempos a mailing list do músico David Byrne e recebi hoje a informação de que acaba de ser lançado um DVD contendo raridades de concertos ao vivo dos Talking Heads, uma das mais importantes bandas dos anos 70 e 80 da chamada New Wave. Esta edição, intitulada "Talking Heads Chronology" (tem uma excelente capa), contém várias actuações do início da carreira da ex-banda de Byrne (entre 1976 e 1983), assim como entrevistas, videoclips, um livro de 48 páginas e outros conteúdos interessantes que farão as delícias dos admiradores da banda que criou "Psycho Killer".

Eis a track list:

1) Mic Test (1976)
2) With Our Love (1975)
3) I'm Not In Love (1975)
4) Psycho Killer (1975)
5) Intros Montage (1976)
6) The Girls Want To Be With The Girls (1976)
7) Don't Worry About The Government (1978)
8) Dressing room fan footage: Found A Job (1978)
9) Thank You For Sending Me An Angel (1978)
10) Warning Sign (1978)
11) Artists Only (1979)
12) Take Me To The River (1979)
13) Crosseyed And Painless (1980)
14) Animals (1980) 15) Love → Building On Fire (1982)
16) Cities (1982)
17) Burning Down The House (1983)
18) Life During Wartime (2002)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os DVD na loja

Esta fotografia foi tirada hoje numa superfície comercial. O que me despertou a atenção, na secção de vendas de DVDs, foi a inusitada junção de dois filmes que, aparentemente, nada têm em comum. Já se sabe que neste tipo de lojas o cuidado na selecção e exposição dos filmes é pouco ou nenhum.
Depois a displicência dá nisto: "O Segredo de Brokeback Mountain" mesmo juntinho ao filme pornográfico "Algarve Anal" (com a seguinte chamada de atenção - "Em tempos de crise o Algarve está aberto a novas experiências"; "Inclui versão 2D e 3D").
Fiquei a pensar se o repositor da secção de DVD terá colocado, propositadamente ou por mero acaso, lado a lado, estes dois filmes.
E fiquei com sérias dúvidas quanto à possibilidade intencional desta relação...