"O Mentor" de Paul Thomas Anderson: grande expectativa, semi-desilusão.
O filme é todo ele carregado às costas por dois soberbos actores, Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix. E, claro, pela não menos soberba realização e mise-en-scène de Paul T. Anderson. Só que fiquei com a notória sensação de que a história e o ritmo com que é narrada são componentes menos conseguidos do filme.
O argumento emaranha-se em episódios arrastados e até inconsequentes e parece que nunca consegue arrancar para a intensidade que se desejava como é habitual num filme de Anderson. Hoffman compõe um notável personagem, fanático e obsessivo. Phoenix é convincente na alma penada à procura de uma salvação terrena (só não ganha o Óscar de Melhor Actor porque existe um senhor chamado Daniel Day-Lewis).
O filme é todo ele carregado às costas por dois soberbos actores, Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix. E, claro, pela não menos soberba realização e mise-en-scène de Paul T. Anderson. Só que fiquei com a notória sensação de que a história e o ritmo com que é narrada são componentes menos conseguidos do filme.
O argumento emaranha-se em episódios arrastados e até inconsequentes e parece que nunca consegue arrancar para a intensidade que se desejava como é habitual num filme de Anderson. Hoffman compõe um notável personagem, fanático e obsessivo. Phoenix é convincente na alma penada à procura de uma salvação terrena (só não ganha o Óscar de Melhor Actor porque existe um senhor chamado Daniel Day-Lewis).
Porém, tudo gira demasiado à volta da relação destas duas figuras icónicas e pouco mais de substancial sobra para a memória futura do espectador.
Pelo que apetece perguntar directamente: Paul Thomas Anderson, onde está o grande fôlego e criatividade que revelaste quando fizeste "Magnólia" ou "Haverá Sangue"?




.jpg)
