Maureen O'Hara, diva com cabelo cor de fogo do cinema clássico morreu aos 95 anos. A primeira vez que a vi foi no belo filme "How Green Was My Valley" (1947) de John Ford. Por causa dela (ok, não só por causa dela) este filme tornou-se no meu Ford favorito. Considerava-a uma das mais talentosas e belas actrizes da época de ouro de Hollywood.
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domingo, 25 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Memórias de "Que Grande es el Cine!"

É recorrente as televisões portuguesas programarem filmes de qualidade para horários improváveis (muitas das vezes, madrugada dentro). Há muitos anos atrás, a RTP fazia verdadeiro serviço público quando passava, às quartas-feiras à noite (21h30), uma sessão de cinema. Filmes de qualidade em horário nobre com apenas um intervalo pelo meio. Isto já para não falar da programação cinéfila de cinema clássico da RTP2, que teve o seu auge até meados da década de 90. Desde que os canais privados entraram no mercado, a programação de cinema de qualidade desmoronou-se.
Desde há uns anos a esta parte a programação das televisões em horário nobre tem sido monopolizada com telelixo: telenovelas aos molhos, futebol e programas medíocres de entretenimento (reality shows e afins). E, claro, intervalos infindáveis de publicidade maçuda (um intervalo comercial da TVI dura, em média, 20 intermináveis minutos). Por isso os filmes, séries e programas de informação de qualidade são relegados para secundaríssimo plano, quase sempre depois da meia-noite. Claro que há alternativas: televisão por cabo e clubes de vídeo online. Só que há dezenas de milhares de famílias portuguesas que não podem pagar televisão por cabo. E assim estupidificam-se, de forma passiva, assistindo à boçalidade televisiva diária. A nova televisão digital e os novos pacotes multimédia (Nos e Meo) podem atenuar a nefasta formatação da televisão actual e alargar as possibilidades de visionamento do espectador, mas estes produtos vão levar muitos anos a generalizar-se por toda a população.
Como vivo perto de Espanha habituei-me a ver televisão, desde muito cedo, do país vizinho. Durante anos vi clássicos de aventuras ao sábado à tarde e durante anos vi, pela primeira vez, verdadeiras obras-primas do cinema em horário nobre. Era o caso do excelente programa "Qué Grande es el Cine!" (exibido entre 1995 e 2005 na TVE2 - a equivalente à RTP2) do jornalista e realizador José Luis Garci (na imagem).

Durante esses anos, todas as segundas-feiras à noite depois de jantar, era exibido um filme clássico (legendado) e depois comentado e discutido durante 40 minutos por parte de críticos de cinema e realizadores (como se faz agora depois de um jogo de futebol). Um notável serviço público, pedagógico e cultural, num formato quase impensável nos dias de hoje. Foi neste programa que vi grandes filmes de John Ford, Orson Welles, Murnau, Charles Laughton, Hitchcock, Capra, Truffaut, Nicholas Ray, etc. Aposto que, nos 10 anos que durou o programa, este contribuiu para formar o gosto cinéfilo de muitas pessoas (uma geração?) para a verdadeira arte do cinema. Aqui podem ver-se muitos desses programas no Youtube.
Era com critérios destes que se deveria reger toda e qualquer televisão pública.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
O top 10 de Fellini
A lista dos 10 filmes favoritos de Federico Fellini.Longe de uma lista surpreendente, não deixa de ser uma boa lista com referência a bons filmes e bons realizadores. Apenas se constata o espanto que advém do facto de Fellini escolher para este top 10 um filme realizado... por ele próprio.
1. The Circus/City Lights/Monsieur Verdoux (1928, 31,47, Charles Chaplin)
2 Any Marx Brothers or Laurel and Hardy
3. Stagecoach (1939, John Ford)
4. Rashomon (1950, Akira Kurosawa)
5. The Discreet Charm of the Bourgeoisie (1972, Luis Bunuel)
6. 2001: A Space Odyssey (1968, Stanley Kubrick)
7. Paisan (1946, Roberto Rossellini)
8. The Birds (1963, Alfred Hitchcock)
9. Wild Strawberries (1957, Ingmar Bergman)
10. 8 1/2 (1963, Federico Fellini)
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Só com um olho
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ford pragmático
Um dos maiores realizadores de sempre, o irlandês John Ford, sempre se caracterizou por ser um homem pragmático, metódico e trabalhador. Detestava conversa fiada e intelectual. Não gostava muito de jornalistas nem de explicar os seus filmes. Mas quando o fazia, recorria a uma desarmante e pragmática simplicidade.
Exemplo disso são duas respostas que ficaram no imaginário cinéfilo:
- Jornalista: "Como filmou a grandeza de Monument Valley?"
- John Ford: "Com uma câmara..."
E noutra ocasião:
- Jornalista: "Como chegou a Hollywood?"
- John Ford: "De comboio"
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