segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Lynch sobre Badalamenti


"Conheci o Angelo Badalamenti no filme 'Veludo Azul' e, desde então, ele tem composto música para todos os meus filmes. É como meu irmão. A forma como trabalhamos é assim: eu gosto de me sentar ao lado dele no banco do piano. Eu falo e o Angelo toca. Ele toca as minhas palavras. Mas, às vezes, não percebe as minhas palavras, por isso toca muito mal. Então eu digo: 'Não, não, não, Angelo'. E mudo um pouco as minhas palavras e ele toca de maneira diferente. E então eu digo: 'Não, não, não, Angelo' e mudo as minhas palavras. E, de alguma maneira, ao longo desde processo, ele há-de apanhar alguma coisa e eu hei-de dizer: 'É isso mesmo!'. E então ele começa com a sua magia, seguindo por esse caminho certo. É tão divertido. Se o Angelo morasse na casa do lado, eu gostaria de fazer isto todos os dias. Mas ele mora em New Jersey e eu moro em Los Angeles."
David Lynch, in "Em Busca do Grande Peixe - Meditação, Consciência e Criatividade"

7 comentários:

Joana Coimbra disse...

Enormes, os dois.
Esse tal livro, vale? Ando a pensar comprar..

Unknown disse...

Vale. Para além das dicas que Lynch dá sobre os benefícios da meditação, dá também umas dicas (como esta) sobre o processo criativo no campo do cinema.

::Andre:: disse...

O pai natal deu-me :)

Pedrita disse...

david lynch é maravilhoso. eu gostei muito da música de veludo azul, que por incrível que pareça teve a mesma tradução no título que no brasil. beijos, pedrita

Filipe Machado disse...

Estive com o livro na mão no passado Sábado. Devo comprá-lo ainda esta semana. Obrigado pelo conselho. Abraço!

additionalcamera.blogspot.com

The movie_man disse...

O livro vale pois. Já tive o prazer de o ler (infelizmente era emprestado mas planeio adquiri-lo em breve) e é realmente algo de fascinante. Lynch deixa-nos emtrar ainda mais dentro do seu mundo.

Abraços e bom ano de 2009.

Maria disse...

A verdade é que o universo de Lynch sem Badalamenti seria muito diferente. Ambos produzem um tipo de atmosfera irrepetível, uma sensação (mesmo no mais sensorial dos sentidos) muito singular.