
Current 93 - "Swastikas For Noddy" (1988)






I'm an gasoline man
I dunno where I go
I'm gonna drive and drive
I wanna get there on time
I'm an gasoline man
That's the way i feel
I wanna take my handand
Put it on the wheel
I'm an gasoline man
Gonna set your world
On firei'm gonna drive and drive
Find out where you hide
Say an little prayer for the mother
Gasoline baby
Say an little prayer for the mother
Let's go for an ride!


Há algun dias, a comunicação social fez alarido com a notícia sobre a proibição de tatuagens imposta pelo clube Real Madrid aos seus jogadores. A justificação para este acto de censura prende-se, alegadamente, por questões higiénicas e de saúde. Dias depois, li na imprensa nacional uma reportagem sobre o fenómeno (há quem classifique de moda) cada vez mais crescente de tatuagens nos jogadores a actuarem no campeonato português. Só no FC Porto, há diversos jogadores que ostentam no corpo múltiplas tatuagens das mais diversas índoles, cores e formas. Como a tatuagem está ligada à cultura tribal e guerreira, não me espanta que os desportistas adiram à modificação corporal através da tatuagem. Basta ver que é muito difícil de identificar um jogador de basquetebol da NBA que não tenha diversas tatuagens no corpo (o ícone maior é o jogador Dennis Rodman). A tatuagem representa uma iconografia própria, uma imagem estética que gera identidade, afirmação e uma certa irreverência visual.




"Requiem for a Dream" (2000) conseguiu o difícil feito de superar a originalidade do primeiro filme. Espantosa meditação sobre o mundo das dependências (drogas, televisão, substâncias diversas) e do universo degradante (físico e psicológico) que provocam a quem se submete a elas. A actriz Ellen Burstyn foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz pela sua impressionante interpretação. Darren Aronofsky consegue, neste "Requiem for a Dream", construir aquele que será o filme definitivo (e sem moralismos primários) sobre um certo mundo actual, desfasado da realidade e repleto de mentes alienadas. Dois anos depois, surge "The Fountain - O Último Capítulo", o realizador e argumentista Darren Aronofsky decide repartir a narrativa em três momentos e espaços distintos: a época das conquistas quinhentistas, o presente e o futuro. Com uma qualidade visual e plástica deslumbrante, "The Fountain" debruça-se sobre temas eternos como a transcendência da alma, a ideia do amor como linha condutora de todas as nossas acções, a memória como elemento catalisador e uma certa reflexão filosófica sobre a mortalidade. 



