terça-feira, 15 de maio de 2012

Tim Burton - uma questão de DVDs

O jornal Público irá lançar, entre o dia 22 de Maio e o dia 10 de Julho, a Colecção Tim Burton, composta por oito filmes da autoria do realizador. "Eduardo Mãos de Tesoura", "Sweeney Todd – O Terrível Barbeiro de Fleet Street", "Charlie e a Fábrica de Chocolate", "A Lenda do Caveleiro sem Cabeça", "O Grande Peixe", "A Noiva Cadáver", "Marte Ataca" e "Planeta dos Macacos" são as obras escolhidas para distribuir às terças-feiras, ao preço de 5,95€. É bom que haja, de quando em vez, edições deste género para o grande público que não costuma comprar DVD. Porque, a bem dizer, não faz grande diferença para quem é cinéfilo e tem por hábito adquirir, ao longo dos anos, filmes em DVD como um verdadeiro coleccionador.
E para ser rigoroso, a minha opinião é que faltam quatro filmes esenciais da filmografia de Tim Burton nesta colecção (alguns nunca tiveram edição nacional): "Ed Wood", "Batman", "O Estranho Mundo de Jack" e "Pee Wee's Big Adventure". E dispensavam-se os DVD de "Planeta dos Macacos" e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", que considero títulos menores de Burton. Mas claro, esta é a minha opinião (como diria Herman José - "pode haver outras"). 

Discos que mudam uma vida - 164

Lamb - "Fear of Fours" (1999)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Parabéns Mr. Byrne!

Um dos grandes escritores de canções pop dos anos 80 e 90, David Byrne, comemora hoje 60 anos de idade. Byrne foi fundador e vocalista dos míticos Talking Heads, cujo videoclip do tema em baixo, "The Lady Don't Mind" (1986), foi realizado pelo realizador Jim Jarmusch.
Parabéns Mr. Byrne!

domingo, 13 de maio de 2012

Michelle Pfeiffer

Michelle Pfeiffer já foi uma das mais talentosas, sensuais e belas actrizes dos últimos 30 anos. Filmes como "Scarface - A Força do Poder" (1983) de Brian De Palma, "Ligações Perigosas" (1988) de Stephen Frears, "Os Fabulosos Irmãos Baker" (1989) de Steven Kloves (na imagem), "A Casa da Rússia" (1990) de Fred Schepisi, "Batman Regressa" (1992) de Tim Burton, "A idade da Inocência" (1993) de Martin Scorsese, elevaram Michelle Pfeiffer a um panteão raramente alcançado.
Três vezes nomeada ao Óscar de Melhor Actriz, nunca ganhou, mas não é por isso que a sua carreira foi beliscada. É verdade que, se os anos 80 e 90, foram proveitosos para Michelle, o mesmo já não se poderá dizer da primeira década de 2000, na qual não teve nenhum papel absolutamente relevante como nos filmes citados. Pfeiffer regressa agora, aos 53 anos, num filme de grande projecção, novamente às ordens de Tim Burton - "Dark Shadows". Ainda não vi o filme, mas a fazer fé em críticas que já li, parece que a actriz se revela uma pálida imagem do que já foi. A ser verdade, é pena que assim seja, mas todos os cinéfilos sabem bem quão difícil é a para a geração de actrizes de Michele Pfeiffer (50 anos) conseguirem bons papéis em bons filmes.

O médico cinéfilo


Só há dias reparei, ao ver um episódio da série "Dr. House" na televisão, que o colega de House, o Dr. James Wilson (interpretado pelo actor Robert Sean Leonard) tem na parede do seu gabinete (pelo menos) dois posters de filmes: "Touch of Evil" (1958) de Orson Welles, e "Vertigo" (1958) de Alfred Hitchcock (na imagem, vislumbra-se do lado esquerdo o poster de "Touch of Evil" e do lado direito o poster de "Vertigo"). Um médico com excelente gosto cinéfilo, portanto.
Se um dia eu entrasse num consultório médico e me deparasse com estes posters de cinema na parede, certamente que a minha confiança e consideração para com esse médico subiria em flecha. É que um doutor cinéfilo só pode dar boas garantias médicas!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Na morte de Sassetti

Quando morre um grande músico prematuramente (41 anos), poucas palavras sobram para dizer o que quer que seja. Para memória futura, ficam as palavras do próprio Bernardo Sassetti, tão honesto e genuíno nas opiniões que tinha sobre a música:

Jornalista: "As pessoas têm pouca capacidade para distinguir o que é genuíno?"
Bernardo Sasseti: "A oferta é tanta que gera muita confusão. Hoje os objectos só chegam às pessoas em grande volume através de coisas que são extra-artísticas, ligadas ao comércio, à venda, ou à má influência da televisão na venda de discos que são iguais a milhões de outros antes deles. Existem muitos produtos a que se chama música e que não são música. Música é uma procura, e 95 por cento da música que se lança hoje e que se vende é uma repetição de fórmulas. Ao mesmo tempo, a música portuguesa perdeu um lado genuíno. Recorre-se muito à fórmula fácil para chegar às pessoas. Mas será um problema dos artistas, ou será também dos consumidores, que são pouco exigentes?"
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Entrevista conduzida por Alexandra Prado Coelho publicada no Público.















quinta-feira, 10 de maio de 2012

Playtime #73

A solução: "L'Age D'Or" (1930) - Luis Buñuel
Quem descobriu: Pedro Polónio

Hitch e o rasto de fogo

É conhecido o facto de estarem em andamento as filmagens de dois filmes directamente ligados a Alfred Hitchcock: "The Making of Psycho", sobre a rodagem do filme com o mesmo nome de 1960, com Scarlett Johansson no papel que celebrizou Janet Leigh e Sir Anthony Hopkins no lugar de Hitchcock; e "The Girl", do inglês Julian Jarrold, que aborda a difícil relação entre o cineasta inglês e a actriz Tippi Hedren, a heroína de "Os Pássaros" (1963).
"Os Pássaros" é um dos meus filmes favoritos do mestre. Sempre me impressionou a forma como está realizado, a frieza irracional do ataque das aves, a ausência de explicação científica para a revolta animal, e ausência de banda sonora,  desorientação dos humanos, etc.
Uma das sequências mais emblemáticas do filme é esta que reproduzo em baixo. O ataque das aves, aparentemente sem sentido, provoca a explosão numa gasolineira. O modo magistral como Hitchcock filmou toda esta sequência comprova a mestria de Hitch no momento de explorar o medo e a tensão emocional: a montagem milimétrica, os ângulos de câmara concisos e, sobretudo, o fabuloso plano final em que se vê, numa perspectiva aérea, o rasto de fogo com as aves a surgirem paulatinamente no centro do ecrã, mostram a invulgar visão estética de Hitchcock.
Sabemos que no mundo do cinema muitos projectos mudam de mãos. Nesta perspectiva, eis alguns filmes clássicos que quase foram parar a outros realizadores:

- "Breakfast at Tiffany's" de Blake Edwards, quase realizado por John Frankenheimer
- "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de Chris Columbus, quase realizado por Steven Spielberg.
- "O Padrinho" de Francis Coppola, quase realizado por Sergio Leone.
- "Tubarão" de Steven Spielberg, quase realizado por Dick Richards.
- "Dune" de David Lynch, quase realizado por Alejandro Jodorowsky.
- "O Exorcista" de William Friedkin, quase realizado por Peter Bogdanovich.
- "Alien" de Ridley Scott, quase realizado por Roger Corman.
- "A Face Oculta" de Marlon Brando, quase realizado por Stanley Kubrick.
- "Jurassic Park" de Steven Spielberg, quase realizado por Tim Burton.
- "Total Recall" de Paul Verhoeven, quase realizado por David Cronenberg.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Créditos finais

Sou daqueles cinéfilos que gostam de estar no cinema até ao fim dos créditos finais. Faço-o por uma questão de atitude e de princípio, mas também para ler certas informações úteis que me possam interessar (elenco, director de fotografia, autor da composição musical...) ou, simplesmente, para reflectir sobre o filme enquanto ouço a banda sonora que estiver a tocar (claro que há créditos finais mais interessantes do que outros). Por isso sempre me fez confusão a atitude daqueles espectadores que, ao mínimo sinal do fim do filme, se levantam apressadamente da cadeira enquanto comem as últimas pipocas que restam do balde. Ou o inacreditável caso de certos projeccionistas que terminam a projecção assim que começa a rodar as legendas finais. Para mim, um filme acaba, verdadeiramente, no fim dos créditos finais.
Creio que o verdadeiro cinéfilo cultiva uma disciplina comportamental com algum rigor, como se a sala de cinema fosse um espaço de culto religioso. E quem fala dos créditos finais, fala do genérico inicial (quando existe). E neste aspecto, partilho a opinião de Woody Allen: "Se chego ao cinema dois minutos depois do início do filme, fico com a sensação que perdi metade do mesmo". 

terça-feira, 8 de maio de 2012

O regresso em força de John Zorn
















O músico judeu nova-iorquino John Zorn, mentor dos célebres Naked City e dos Masada, é um músico extremamente prolífico. Tem largas dezenas de discos editados e só em 2012 já lançou 3álbuns pela sua editora de sempre, Tzadik.
Vagueando sempre pelos territórios menos óbvios do jazz em confluência com muitas outras estéticas, o saxofonista John Zorn é autor de uma obra algo desigual mas extremamente rica de experiências sonoras.
O seu último álbum acabado de editar, intitula-se "Nosferatu" e é uma homenagem ao escritor Bram Stoker, nos 100 anos da sua morte (Abril 1912).
Os músicos que acompanham Zorn são de primeira qualidade:
John Zorn − Piano, alto saxophone, fender rhodes, electronics, breath
Rob Burger − Piano, organ
Bill Laswell − Bass
Kevin Norton − Vibraphone, drums, orchestral bells, Tibetan Prayer Bowls

E os títulos dos temas remetem, objectivamente, para o imaginário do famoso Drácula imortalizado no cinema por F.W. Murnau em 1922 e por Francis Ford Coppola em 1992:
1. "Desolate Landscape"
2. "Mina"
3. "The Battle of Good and Evil"
4. "Sinistera"
5. "Van Helsing"
6. "Fatal Sunrise"
7. "Hypnosis"
8. "Lucy"
9. "Nosferatu"
10. "The Stalking"
11. "The Undead"
12. "Death Ship"
13. "Jonathan Harker"
14. "Vampires at Large"
15. "Renfield"
16. "Stalker Dub"

Barton Fink



Ontem revi no canal Hollywood o magnífico filme "Barton Fink" (1991) de Joel e Ethan Coen: é a história de um argumentista que, tendo sucesso no teatro da Broadway nos anos 40, é contratado para trabalhar na meca do cinema, Hollywood, no intuito de escrever argumentos para filmes de guerra série B. John Turturro (na imagem), no papel de Barton Fink, é magistral na forma como encarna o papel de um argumentista perturbado e desinspirado por diversos acontecimentos surreais.
Aliás, todo o filme é perpassado por uma atmosfera kafkiana, tensa e enigmática. Quaise diria que tem um toque kubrickiano, na forma como encena determinadas cenas. O filme é sobre o trabalho de escrita, sobre a criatividade das palavras, sobre os sonhos desfeitos, sobre a crise de inspiração, sobre o cinema "himself". 
Foi o primeiro filme dos irmãos Coen a ganhar prémios em Cannes (Palma de Ouro, Melhor Actor e Melhor Realizador) e, para mim, continua a ser o meu filme preferido dos autores de "No Country for Old Man".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O que é o cinema (em 2 minutos)

A essência da arte do cinema em apenas 2 minutos: o realizador russo Andrei Tarkovski sintetiza o que é para ele o cinema enquanto expressão artística e explica a distinção entre cinema "poético" e cinema para as massas. Simples, objectivo e pedagógico.

domingo, 6 de maio de 2012

À procura da pepita





"Hoje é impossível fazer uma selecção musical criteriosa. Há quem perca tempos infinitos a ouvir lixo na internet, nomeadamente no myspace. De vez em quando, no meio de milhares de toneladas de lixo, surge uma pepita. Mas isso é sempre assim. Já os prospectores de ouro trabalhavam uma vida inteira para encontrar uma pepita. As rádios, mesmo antes do advento da internet, deixaram de passar música. Mesmo no meu tempo, deixaram de passar música interessante. Hoje, efectivamente tem-se um grande acesso a tudo o que se faz, mas é preciso saber à partida o que é que se quer, para onde dirigir a busca. Senão, anda-se muito tempo à procura para não se encontrar nada".
Adolfo Luxúria Canibal (líder e vocalista do grupo rock Mão Morta).

Sleeveface

"48" em DVD

Fiquei admirado ao ver este DVD à venda na Fnac por um preço tão acessível (9,99€). Na capa lê-se: "O filme da década!", afirmação do jornal Público.
E pode muito bem ser, porque este documentário de Susana de Sousa Dias brilha pela inovação estética, pelas opções de realização, pela austeridade formal e pelo lado comunicacional fortemente eficiente.
Baseado nas fotografias de arquivo que a PIDE tirou dos prisioneiros políticos durante o regime fascista de Salazar, "48" explora os rostos desses prisioneiros antes e depois da experiência prisional (que quase sempre era acompanhada por terríveis suplícios de tortura e opressão). Ao mesmo tempo que o espectador vê, em imaculados planos fixos, os rostos de desespero e angústia, ouve o testemunho das terríveis experiências passadas pelos presos. São rostos que interpelam, incomodam, questionam a própria substância e valor de uma imagem.
A montagem, minimalista e quase ascética, abdica da tradicional estratégia narrativa, optando por estruturar o filme como uma sequência rígida de fotografias (separadas por suaves "fade-out" durante 90 minutos). A sonoplastia é subtil mas suficiente para aumentar o ambiente austero e emocional das imagens e respectivos relatos. Os silêncios incómodos também abundam nos depoimentos angustiados das vítimas (chega-se a ouvir a respiração dos homens e mulheres).
São testemunhos pungentes de homens e mulheres vulgares que sofreram nas mãos de carrascos a mando de um sistema mais violento do que se julga. São rostos que falam, que expressam variadas emoções e provam a violência psicológica exercida pela polícia política de Salazar. O filme "48" é, por isso, um documento fascinante sobre os 48 anos de ditadura e uma experiência audiovisual única, exigente, original, com um grande significado histórico e que contém uma força interior serena que chega a perturbar (não admira que tenha conseguido variadíssimos prémios pelos festivais por onde tem passado).
Sem dúvida um dos mais inventivos filmes portugueses dos últimos anos, "48" está agora à disposição em DVD a um preço muito acessível.

sábado, 5 de maio de 2012

Adam RIP


Em 2009, o músico Adam Yauch da seminal banda de hip-hop (e não só) Beastie Boys anunciou publicamente que padecia de um cancro na glândula salivar. Foi submetido a uma cirurgia para remover o tumor, mas este procedimento médico não apaziguou a doença.
Assim, Adam Yauch, de 47 anos, fez uma viagem à Índia para se submeter a tratamentos tibetanos (Yauch é budista há muitos anos). Na Índia foi examinado por alguns médicos tibetanos, tendo passado três dias a meditar ao lado do líder espiritual do Tibete, Dalai Lama. “Sinto-me saudável, forte e esperançoso de que estou a vencer esta batalha, mas é óbvio que só o tempo dirá”, escreveu o músico. No entanto, a oença foi mair forte e Adam faleceu ontem nos EUA, como noticia o site BLITZ.
Nunca fui particularmente fã de hip-hop, mas gostava dos Beastie Boys e tenho vários discos deste trio nova-iorquino. A fusão com o punk, o jazz, o rap e sons do mundo, faziam a diferença.
RIP Adam Yauch.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cinema e suicídio

Há um ano atrás, inserida num simpósio nacional sobre suicídio, fiz uma prelecção sobre o tema "Cinema e Suicídio" cujo resumo pode ser lido aqui.
Na sequência desse evento, amanhã, dia 4 de Maio, a convite da Associação Portuguesa de Suicidologia, irei apresentar em Coimbra o filme "Wilbur Quer Matar-se" (na imagem) seguido de debate.
Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 20 anos das consultas de prevenção do suicídio dos HUC - Hospitais Universitários de Coimbra e decorrem entre Maio e Novembro. Para além do ciclo de cinema sobre a temática (Maio), haverá ainda um ciclo de literatura (Junho) e uma exposição. Todos os interessados de Coimbra (e não só) estão convidados.

Consulta de Prevenção do Suicídio HUC - Comemorações dos 20 anos.

PROGRAMA:

CICLO DE CINEMA
4 Maio “Wilbur Quer Matar-se” – Victor Afonso, 21h
11 Maio “Virgens Suicidas” – António Olaio, 21h
18 Maio “Last Days - Últimos Dias” – Jorge Seabra, 21h
25 Maio “Alemanha, Ano Zero” – Abílio Hernandez, 21h
Local: Auditório do Mosteiro Santa Clara-a-Velha

CICLO DE LITERATURA
1 Junho “Trindade Coelho” – José Morgado Pereira, 18h
8 Junho “Florbela Espanca” – José Carlos Seabra Pereira, 18h
15 Junho “Mário de Sá-Carneiro” – António Apolinário Lourenço, 18h
22 Junho “Antero de Quental” – Fernando Catroga, 18h
Local: Casa das Caldeiras (R. Padre António Vieira)

EXPOSIÇÃO
25 Setembro a 25 Novembro
“Entre o Vazio e a Vida”
“Colectivo Os Pescadas”
Local: Átrio Principal HUC-CHUC

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O início de Scarlett e Natalie

Eis duas pérolas dos arquivos do cinema: as primeiras audições de duas  actrizes actualmente confirmadas do firmamento de Hollywood: Scarlett Johansson e Natalie Portman
Neste vídeo, Scarlett fazia a audição para a comédia familiar "Jumanji" (1995), cujo papel seria "roubado" pela actriz Kirsten Dunst.
No vídeo a seguir, temos a criança Natalie Portman, então com 12 anos, no seu primeiro "test screen" que lhe serviria de rampa de lançamento para uma brilhante carreira: "Leon - O Profissional" (1994) de Luc Besson (uma notável estreia no cinema). Dois momentos curiosos que atestam o arranque da carreira de dois talentos natos no mundo do cinema. 

Um dos filmes do ano?

Esta semana estreia aquele que poderá ser um dos grandes filmes-surpresa do ano: "Temos de Falar Sobre Kevin". O que penso dele escrevi-o aqui.