Há sempre a possibilidade de doação a uma instituição de beneficência, mas não sei se este tipo de instituição acharia piada aos meus gostos musicais e cinéfilos. A solução passa por acumular, atafulhar até que a coisa rebente por algum lado.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Acumular até rebentar
Há sempre a possibilidade de doação a uma instituição de beneficência, mas não sei se este tipo de instituição acharia piada aos meus gostos musicais e cinéfilos. A solução passa por acumular, atafulhar até que a coisa rebente por algum lado.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Depp, Johnny Depp

Kubrick de olhos bem abertos
Podia ser Optimus mas é Pessimus

Jazz vibe radiofónico

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Onedotzero - aventura na imagem animada

Almodóvar - de drag queen a cineasta

domingo, 13 de janeiro de 2008
Hollywood ou Bollywood?

DVD em saldo

Gus Van Sant metafísico
sábado, 12 de janeiro de 2008
Jerry Lewis - génio esquecido

Pacheco - delírios e hipocrisias

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Garrett Brown - o homem da câmara de filmar

Casal irredutível

Sobre o ruído lá de casa
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A arte dos ruídos

Animusic - música animada
Há mais exemplos, basta ir ao youtube.
Os cineastas da subversão

A raiz de todo o mal

O cinema educa

- Sensibilizar para a importância do cinema como recurso pedagógico e como uma mais valia na formação cultural de cada aluno.
- Articular conteúdos programáticos com os filmes que abordam os mesmos conteúdos, numa abordagem transdisciplinar do cinema e com vista à criação de novos públicos.
- Desenvolver o espírito crítico, a capacidade de análise e o estímulo à discussão/debate de ideias dos alunos (à volta das questões do cinema e da cultura audiovisual).
- Complementar o ensino com a formação cinematográfica dentro do contexto escolar, numa perspectiva dinâmica para a formação cultural global do aluno.
- Contribuir para a educação artística e estética das crianças e jovens.
Realização: Alejandro Aménabar (2004)
Sinopse: Ramón Sampedro é tetraplégico há 28 anos e quer morrer por livre vontade, mas a justiça não o permite. A sua única janela para o mundo é o seu quarto de onde olha o mar que lhe tirou a juventude. Desde essa altura que a sua única vontade é morrer dignamente e vai lutar por esse ideal até ao fim das suas forças e convicções.
Comentário: “Mar Adentro” coloca inúmeras questões essenciais sobre a vida humana, os valores, a religião, a morte e a ética. O que é a vida e em que condições deve ser vivida dignamente? Este filme comovente abre portas de entendimento para estas e outras questões.
Conteúdos Temáticos do Filme: Cidadania; ética; valores humanos;
Realização: Jean-Jacques Annaud (1981)
Comentário: Filme fascinante sobre a vida do homem pré-histórico, a sua luta diária pela sobrevivência e sobre a origem da linguagem. De grande rigor histórico e científico, “A Guerra do Fogo” é também um emocionante relato sobre o domínio do fogo e das suas aplicações na actividade humana.
Conteúdos Temáticos do Filme: Pré-História; evolução do Homem; domínio do Fogo;
Destinatários privilegiados: alunos do 3º Ciclo; Secundário e Superior.
Realização: Ed Harries (2000)
Sinopse: Jackson Pollock é um pintor com problemas recorrentes de depressão e de álcool. A pouco e pouco revela toda a sua criatividade e energia, na arte, como na vida…
Comentário: A vida de um dos mais revolucionários pintores americanos contemporâneos, criador da técnica da “Action Painting”. A pintura expressionista abstracta de Pollock e a sua vida pessoal tempestuosa fazem deste filme uma lição de vida e de coragem. Vencedor do Óscar para melhor Actriz Secundária.
Conteúdos Temáticos do Filme: Artes plásticas; pintura; arte contemporânea.
Destinatários privilegiados: alunos do 3º Ciclo; Secundário e Superior. Alunos de artes.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Tundraquê?
A vanguarda mesmo aqui

O papel do argumentista

terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Stelarc - o artista mutante

A última inovação de Stelarc é desconcertante: implantou uma terceira orelha no seu braço. A orelha foi criada através dos processos mais modernos de tecido humano cultivado em laboratório, e posteriormente implantado, de forma subcutânea, no braço de Sterlac. Ver aqui o processo de implantação da orelha no braço. Mas não se fica por aqui: vai continuar a fazer cirurgias, de forma a que a orelha implantada no braço pareça ainda mais realista e com melhor definição estética. O conceito final de Stelarc é o de implantar um microfone ligado a um transmissor bluetooth de modo a que a orelha do braço de Sterlac transmita o que o braço dele ouve para qualquer um que queira ouvir isso na internet. Isto é arte? Claro que sim. É um trabalho conceptual e criativo consistente - ainda que lide com o próprio corpo humano e que possa chocar mentalidades mais susceptíveis.
Stelarc tem duas filhas, uma das quais, Astra Stelarc, tem vindo a dar continuidade ao trabalho do pai. Filha de peixe...
Tati - o cinema geométrico
No post abaixo menciono a possibilidade de comprar, a preço em conta, o pack de 4 filmes de Jacques Tati. Mas quem foi este realizador? Jacques Tati é simplesmente um dos mais sólidos e originais exemplos de criatividade e comicidade visual de toda a História do Cinema, conjuntamente com os clássicos Buster Keaton e Charlie Chaplin (e todos sabemos quão difícil é a arte da comédia). Perfeccionista absoluto, realizou apenas 6 longas-metragens em mais de 30 anos de carreira, facto que se deve à longa e minuciosa preparação que o actor e realizador dedicava a cada filme (eram-lhe necessários vários anos para imaginar, realizar e montar um filme). É um cineasta com raro sentido crítico de observação, dos gags, da atmosfera, dos tiques da classe média, da poesia das pequenas coisas. Um retratista idóneo e sensível do quotidiano.
A sua visão é a de um artista preocupado com a supressão da personalidade em favor de um mundo cada vez mais mecanizado e tecnológico. Daí que a personagem central do cinema de Tati – o Sr. Hulot – seja tão desajeitado e inadaptado face às inovações tecnológicas do mundo moderno. (patentes em "O Meu Tio" e "Playtime"). Tati entende a comédia como uma ferramenta artística que vai para além do mero entretenimento; para o realizador francês, o cinema é uma ferramenta delatora dos vícios e defeitos da sociedade moderna. Detentor de um humor sui generis, subtil, rebuscado, por vezes intelectual, Tati soube expressar como ninguém e satirizar os preceitos da vida moderna (como Chaplin o fizera antes em “Tempos Modernos”).
Trailer de "O Meu Tio" (vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958):
Tati a preço de saldo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Berlim, Cave, a bailarina e os anjos
Transhumanismo - brincar a Deus

O Transhumanismo, é uma doutrina filosófica e científica cuja base se cimenta nas tecnologias mais sofisticadas aplicadas a vários ramos do saber, da genética à física, da biotecnologia à filosofia, da cibernética à robótica, da antropologia à medicina ou à neurociência. O objectivo do Transhumanismo é melhorar e desenvolver a espécie humana (em termos mentais e físicos) através de todos os meios possíveis, nomeadamente através de uma utilização racional das tecnologias mais avançadas que existem. Contrariar o envelhecimento e aumentar a longevidade, erradicar as doenças degenerativas e mortais, incrementar a inteligência e as capacidades mentais, são algumas das prioridades do Transhumanismo. Ficção científica? Delírios científicos sem exequibilidade real? Nem por sombras. Um dos suportes tecnológicos para o desenvolvimento dos ideais Transhumanistas tem a ver com o aumento na velocidade dos (super)computadores laboratoriais, facto que tornará ainda mais poderosa a fascinante nanotecnologia, isto é, a manipulação atómica da matéria a nível microscópico (molecular, manipulando átomo a átomo). Cada célula humana possui centenas de enzimas: máquinas microscópicas capazes de executar a enorme variedade de reacções químicas necessárias à vida. A ideia da nanotecnologia é construir máquinas (ships microscópicos) do tamanho de apenas alguns átomos capazes de executar funções previamente definidas. Por exemplo, um conjunto de nanomáquinas, chamado nanorobot, que execute determinadas tarefas pré-concebidas na resolução de determinados problemas, debelando doenças degenerativas. Este cenário já tinha sido antecipado pelo conto premonitório do escritor de Ficção Científica Isaac Asimov, cuja adaptação ao cinema resultou no interessante filme (imagem deste post) “Viagem Fantástica” de Richard Fleischer (1966). Neste filme (vencedor de dois Óscares), um grupo de neurocientistas é miniaturizado - chegando ao tamanho de uma molécula de glicose - e enviado, a bordo de uma nave, ao cérebro de um paciente em coma para o operar, percorrendo para isso a sua corrente sanguínea e todos os perigos inerentes. Hoje em dia, com a nanotecnologia, já é possível à realidade imitar a ficção (mas não ainda nos termos do filme citado).
Apesar do Transhumanismo constituir, por assim dizer, uma das manifestações mais arrojadas da cultura tecnológica do nosso tempo, não é por isso que não deixa de suscitar controvérsia nos meios académicos. Francis Fukuyama, célebre autor dos livros “O Fim da História” e “O Nosso Futuro Pós-Humano” refere que "o Transhumanismo tem das ideias mais terríveis e destruidoras que conheço." Só que Fukuyama não especifica. Estaria a referir-se à manipulação genética? Aos desafios da clonagem humana? À utilização “errada” da nanotecnologia? À possibilidade (bem real, mas ainda longínqua) da inteligência artificial poder suplantar a inteligência humana, como defendem muitos cientista?
No fundo, é o homem a brincar a Deus. Será este o caminho do futuro?
Políticos num só dia
domingo, 6 de janeiro de 2008
Midas imparável

Almada Negreiros e o Pingo Doce

sábado, 5 de janeiro de 2008
O que é a crítica?
Vem esta introdução a propósito do facto do semanário Expresso comemorar 35 anos de existência. No âmbito desta efeméride, foi convidado o realizador Marco Martins (que fez o premiado “Alice”) para editar o caderno “Actual”. Marco Martins pensou então em pedir aos próprios críticos, músicos, actores e outros intervenientes da actividade cultural, para manifestarem breves reflexões sobre a crítica. Para que serve? A quem chega? Que valor tem para os criadores e o público? Em boa hora Marco Martins se lembrou desta vertente do jornalismo cultural, uma vez que o exercício critico, responsável, sério e sistemático, desempenha um importante papel na comunicação com o leitor/receptor. Afinal existe ainda crítica militante em Portugal? Existe espaço público nos media (sobretudo jornais) para a crítica de diversas artes (cinema, dança, artes plásticas, literatura, teatro)?
Nas dezenas de respostas a este desafio, os muitos agentes artísticos manifestam muitas e variadas abordagens ao universo da crítica. Quase todos se referem que é um instrumento importante para definir critérios de qualidade face a um determinado objecto artístico. Quase todos, de igual forma, se lamentam que há cada vez menos espaço público para os críticos revelarem o seu trabalho. Isto é um facto: no panorama da imprensa de dimensão nacional, tirando o Expresso e o Público (com o suplemento Ípsilon), que outros jornais se preocupam em exercer a crítica e, simultaneamente, divulgar as artes e a cultura? E mesmo no Expresso, há músicos que manifestam o seu desagrado. É o caso de Vítor Rua, metade do duo Telectu com Jorge Lima Barreto, quando refere que em 26 anos de actividade musical, nunca o Expresso fez uma entrevista com esse projecto. Da mesma forma, outro músico, Nuno Rebelo, assevera que “a crítica, tal como existe presentemente nos media, não é mais do que um mero instrumento ao serviço dos negócios da cultura, pelo que toda a arte verdadeiramente independente não é objecto de crítica”.
Actores, coreógrafos, encenadores, realizadores, músicos, artistas plásticos, escritores e jornalistas, revelam o seu conceito de crítica em meia dúzia de linhas. Uma edição singular e pertinente do “Actual” do Expresso. Para guardar e reflectir.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Dead Can Dance - o enigma
E porque é que sofro de arrepios na espinha sempre que ouço "Cantara", ainda por cima na versão live arrebatadora?
Trilogia natura #3

O filme “Baraka” é um portentoso documento audiovisual. O realizador Ron Fricke foi o director de fotografia do primeiro filme da trilogia Qatsi, “Koyaanisqatsi”. “Baraka” foi filmado em 24 países de seis continentes e pretende ser uma profunda reflexão em imagens e sons sobre o planeta em que vivemos: os segredos da natureza, o lugar do homem no mundo, as religiões ancestrais, os costumes culturais primitivos, o frenesim da vida moderna, as relações humanas, a preocupação por questões ambientais, etc. Visualmente deslumbrante e com uma banda sonora de grande impacto, “Baraka” é um dos mais surpreendentes e belos documentos sobre a vida no planeta Terra.
Trilogia natura #2

Trilogia natura #1

“Microcosmos” (1996), de Claude Nuridsany e Mary Pérennou, representa uma fascinante redescoberta da Terra à escala milimétrica., um mundo desconhecido e microscópico, pleno de beleza e de surpresa. Trata-se de explorar a vida, durante um dia e uma noite, deste universo microscópico. Os seus habitantes: criaturas fantásticas, insectos invulgares e outros animais que vivem na erva e na água, longe do olhar humano. As suas paisagens:, tufos de erva como florestas impenetráveis e grossas gotas de orvalho como bolas. Os realizadores deste filme serviram-se das mais modernas tecnologias para desvendar este fascinante mundo. “Microcosmos” ganhou um Prémio Técnico no Festival de Cannes 96 e 5 Cesars do cinema francês – Melhor fotografia, som, música, produção e montagem.
A necessidade de olhar
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Joe Gould - o escritor vagabundo

De vento em popa

Back to the eighties?

Polvo vivo ao jantar?
Nada como abrir o apetite.
(Cena do filme "Old Boy", de Park Chan-wook)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A música portuguesa existe

Filme - o valor da votação

A realidade e a imagem










